AS PEÇAS DO TABULEIRO ESTÃO SE MOVIMENTANDO
Disputa da Mesa Diretora da ALMT em ritmo de Copa do Mundo
A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), terá um final de ano em ritmo de disputa tão emocionante como a da Copa do Mundo Catar de 2022, que se inicia neste domingo. Com pautas importantes para serem votadas, como o orçamento para 2023.
O Legislativo se divide em dois grupos políticos e uma jogada de craque pode fazer a diferença nessa competição. Por outro lado, os frequentadores do Boteco da Alameda acreditam que a entrada em campo de Janaína Greyce Riva, a nossa querida “Mulher Maravilha”, quase aos 43 minutos do segundo tempo será favorável para uma surpresa.
Com um time repleto de jogadores experientes, os governistas ainda precisam consultar algumas regras para não terem surpresas, como aconteceu em 2020. Os bastidores apontam que haverá mudanças nas peças, apesar que Zé Edu Botelho (UB), e Max Russi (PSB), estarem com as conversas e articulações adiantadas.

Três nomes são ventilados pelos cientistas políticos e frequentadores do Boteco da Alameda, como aqueles que serão responsáveis para a mudança da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT): Supremo Tribunal Federal (STF), Mauro Mendes Ferreira (UB), e a “Mulher Maravilha” do MDB.
Por outro lado, a “oposição” se esperneia, grita, critica o árbitro da partida, mas não tem “UM” para bater no peito e peitar a “Velha Guarda”. Porém, qualquer debandada neste momento pode ser fatal para os então postulantes da presidência do Legislativo mato-grossense.
O que está em jogo
A turma da quebrada do Boteco da Alameda alerta aos navegantes: a medição de forças agora, será um trabalho crucial na sucessão da Prefeitura de Cuiabá em 2024.
O caminho considerado “natural” é que o partido União Brasil (UB), que elegeu quatro deputados estaduais, e que hoje já governa o Estado de Mato Grosso, tente a Mesa Diretora daqui há dois anos com o deputado estadual eleito Júlio José de Campos (UB).
A turma da quebrada do Boteco da Alameda, ouvido pela equipe de reportagem do Blog do Valdemir, destaca a importância dessa eleição legislativa, uma vez que presidir a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) representa maior cacife político quando forem formadas as bases de apoio na campanha eleitoral para as prefeituras.
Prestem atenção caros amigos e leitores do Blog do Valdemir: a movimentação para a sucessão na Casa de Leis, vai impactar na eleição da Prefeitura de Cuiabá.

É crucial que os grupos interessados em disputar o Palácio Alencastro comecem a se fortalecer desde agora. Afinal ter um aliado no comando da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) melhoria exatamente essa articulação, inclusive na campanha visando a cadeira número 1 do município.
Porque você tem uma pessoa que vai trabalhar em prol do candidato. Nesse sentido, o capital político é explorado sobretudo pelas posições que os políticos ocupam.
Nos bastidores e corredores palacianos, grupos de parlamentares se movimentam entre as, ainda, candidaturas, incluindo os de oposição. A realidade é de que o próximo presidente para ser eleito terá que ter, necessariamente, o “respaldo” de um desses grupos.
O que tem por trás da disputa da Mesa?
Em primeiro lugar o “Poder” que custa caro. O presidente da Assembleia Legislativa Mato-grossense, é responsável por colocar adiante toda a pauta do Legislativo, ele quem faz as articulações e as discussões nas Comissões, além de conseguir dar encaminhamento ao trabalho Legislativo.
A nossa equipe de reportagem do Blog do Valdemir, pontua também, a importância de distribuição dos cargos na próxima Legislatura que de acordo com a análise, já estão sendo negociados, nesse estágio das tratativas.

Além dos cargos que ocupam a Mesa Diretora, as presidências das Comissões também são “peças no tabuleiro”, já que, os deputados estaduais têm interesse em presidir esses grupos específicos, com foco na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), por onde passam as matérias mais importantes na Casa de Leis.
Nota da redação
A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), já teve 38 presidentes, (dados de 1947 até 2022). Nestes 187 anos de história iniciada em 3 de julho de 1835, com a posse dos primeiros 20 representantes e a instalação da primeira sede, o Legislativo mato-grossense teve sob o comando de 38 homens e nenhuma mulher.
O primeiro presidente da Casa de Leis foi Virgílio Alves Corrêa Neto. De lá prá cá, a representatividade feminina obteve destaque com a nossa querida “Mulher Maravilha”, a única parlamentar feminina na Casa de Leis, Janaína Greyce Riva, que assumiu a presidência no afastamento de Zé Edu Botelho (UB), para tratamento de Saúde.
O fato de nenhuma mulher ter sido eleita presidente da Casa de Leis, revela o sexismo ainda existente e contradições. Mesmo as mulheres sendo a maior parte da população, as mais escolarizadas, é qualificada, maior parte das eleitoras, elas ainda estão sub representadas na política.
Em 187 anos de Legislativo a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), sequer teve uma candidata na disputa da presidência da Mesa Diretora da Casa de Leis.
Nós do Blog do Valdemir, esperamos que essa regra mude, e as mulheres tenham voz e vez na cadeira número 1 da Assembleia Legislativa Mato-grossense.
Política
Denúncias de aliciamento elevam a “Tensão” na disputa pelo Palácio Paiaguás
Uma grave acusação de interferência externa e oferecimento de vantagens ilícitas abalou as estruturas internas da federação partidária que decidirá os rumos da sucessão estadual. A denúncia aponta para a existência de um forte movimento de bastidores que visa desestabilizar os votos de delegados partidários, transformando a definição de candidaturas em um cenário de intensa disputa ética e jurídica.
O epicentro do embate envolve diretamente o deputado estadual Júlio Campos, que externou as suspeitas, e seu irmão, o senador Jayme Campos, cuja postulação ao governo estadual sofre forte oposição interna. No polo oposto dessa correlação de forças, posicionam-se o ex-governador e atual presidente partidário Mauro Mendes, aliado ao atual governador Otaviano Pivetta, este último filiado ao Republicanos e beneficiário direto de uma eventual composição ampla.
As articulações e os tensionamentos que culminaram na “denúncia pública” ganharam contornos de crise nesta semana, antecedendo o prazo final para as definições de chapas majoritárias. O cronograma converge para o dia 30 de julho, data em que ocorrerá a deliberação oficial e o consequente desfecho do processo de escolha interna que definirá as coligações.
Toda a movimentação política concentra-se no “GRANDIOSO” Estado de Mato Grosso, tendo como foco principal as articulações na capital, Cuiabá, onde se localizam as sedes partidárias e o Palácio Paiaguás. O cenário geográfico reflete a importância estratégica da região Centro-Oeste no panorama político e econômico nacional, o que eleva a relevância da disputa pelo controle do Executivo Estadual.
A definição do candidato ocorrerá por meio do voto secreto dos membros da convenção da Federação União Progressista, bloco composto pela associação entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Esse método de votação secreta visa garantir a liberdade de escolha dos delegados, resguardando-os de pressões externas diretas, embora o sigilo do voto agora enfrente o desafio das suspeitas de assédio político prévio.

O motivo central da divergência reside no conflito de visões estratégicas para o futuro do estado, dividindo a agremiação entre a defesa de uma candidatura própria e a adesão a um projeto de continuidade governamental. Enquanto uma ala busca resgatar o protagonismo histórico da legenda tradicional, o grupo governista argumenta que a composição ampla fortalece a governabilidade e assegura a estabilidade das políticas públicas em andamento.
A finalidade desse embate interno é a conquista do controle do Palácio Paiaguás e a consolidação de hegemonia política na região pelas próximas temporadas administrativas. Os grupos em disputa buscam garantir espaço prioritário nas chapas proporcionais e majoritárias, o que viabilizará a sustentação legislativa e a influência sobre o orçamento e as diretrizes do desenvolvimento estadual.
O processo desenvolve-se sob condições de extrema desconfiança mútua, caracterizadas por Júlio Campos como um “clima de guerra” decorrente do envio de emissários com “propostas indecorosas”. Diante da gravidade dos relatos sobre tentativas de aliciamento de convencionais, os defensores da candidatura própria anunciam a intenção de formalizar representações junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para assegurar a lisura do pleito.

Para alcançar a vitória interna, os apoiadores da candidatura própria estimam contar com uma base sólida de aproximadamente 35 votos entre os 48 convencionais aptos a votar, de um total de 50 membros colegiados. Esse expressivo contingente teórico de apoios é considerado suficiente para neutralizar a influência da ala governista e impor a candidatura do senador Jayme Campos à revelia da Executiva.
Como desdobramento imediato, as lideranças partidárias mantêm canais de diálogo abertos na tentativa de construir um consenso de última hora que evite uma fratura definitiva na base aliada. No entanto, diante da recusa de ambos os pré-candidatos em abdicar de suas pretensões ao Governo do Estado, novos encontros bilaterais deverão ocorrer nos próximos dias, sob a sombra de uma iminente judicialização do processo caso as denúncias de aliciamento sejam formalizadas.
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