Search
Close this search box.

Política

Dilemário vai ao MP para barrar ex-funcionária da CAB

Publicados

em

O vereador Dilemário Alencar (PTB) protocolizou uma representação junto à Promotoria de Defesa da Cidadania e do Consumidor do Ministério Público denunciando que a engenheira sanitarista Rosidelma Francisca Guimarães Santos, indicada pelo chefe do poder executivo municipal, para exercer o cargo de Diretora Reguladora e de Fiscalização da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados da Capital (Arsec), foi funcionária da concessionária da água e esgoto, a CAB Cuiabá.

dilemario-no-MP"Entreguei ao Ministério Público vários documentos que comprovam que a engenheira Rosidelma trabalhou exercendo cargo de chefia na área de Planejamento e Gestão da CAB desde a chegada da concessionária em nossa cidade. Inclusive, entreguei cópia do Decreto nº 5.202/12 que demonstra que por indicação da CAB, ela foi nomeada no cargo de conselheira substituta do Conselho Municipal de Desenvolvimento Estratégico para fazer parte da bancada do setor empresarial. Relatei também que a engenheira Rosidelma se desligou neste ano da CAB, mas que  goza de total confiança dos diretores da concessionária,  conforme cópias de e-mail  trocados com membros da diretoria da concessionária", disse Dilemário.

Leia Também:  Nenhuma surpresa: Emanuel coloca em suspeita líderes políticos dos Democratas e agora Eduardo e Fábio?

O vereador justificou sua iniciativa de procurar o Ministério Público com base no princípio constitucional da moralidade pública e pelo fato de a antiga diretoria Agência Municipal de Regulação dos Serviços de Água e Esgoto (Amaes), ter sido afastada pela Justiça por comprovado conluio com a diretoria da CAB.  Ele pontuou que o seu esforço é para que se esclareça essa situação, que no mínimo é embaraçosa.

"Quem indica os diretores da Arsec é o chefe do poder público municipal, sendo que estas indicações precisam do aval dos vereadores. É um fato constrangedor. Estou fazendo a minha parte, levando para conhecimento dos órgãos fiscalizadores e do próprio poder público municipal. Como pode, depois de tantas denúncias, que a diretoria da Amaes foi leniente na fiscalização da CAB, agora chegar a notícia que uma ex funcionária da CAB pode ser nomeada em cargo  estratégico de uma agência reguladora que tem a função de fiscalizar a qualidade dos serviços que a CAB oferece a população cuiabana", indagou Dilemário.

Leia Também:  Joaquim Barbosa assina ficha de filiação ao PSB

O vereador informou também que encaminhou ao prefeito Mauro Mendes (PSB) um ofício relatando a ligação da engenheira Rosidelma com a diretoria da CAB. Para Dilemário, mesmo que a engenheira preencha os requisitos técnicos para exercer tal função, a população não vai entender o porquê desta indicação.

"Caso ela seja nomeada, pode deixar sob suspeição todo o trabalho de fiscalização da diretoria da Arsec, que dentre importantes atribuições, terá a palavra final sobre a qualidade dos serviços executados pela CAB, bem como nos pedidos da concessionária de aumento na tarifa de água", pontuou Dilemário.

Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Política

Pivetta rebate acusações de coação e desafia fachada de oposição a apresentar denuncia formal

Publicados

em

O candidato à reeleição ao Governo de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), rebateu publicamente as acusações formuladas pelo seu principal adversário político no pleito estadual, o senador Wellington Fagundes (PL). A declaração de contestação ocorreu durante um encontro oficial com a imprensa local, ocasião na qual o chefe do Executivo estadual rechaçou as insinuações de que estaria promovendo retaliações administrativas contra gestores municipais.

O embate político atingiu seu ponto culminante após o senador oposicionista denunciar publicamente que a máquina pública estaria sendo utilizada para cooptar lideranças regionais. Segundo o parlamentar, diversos chefes do Executivo municipal estariam sofrendo coação velada e ameaças diretas de retenção de recursos orçamentários, caso manifestassem apoio formal à sua candidatura.

A reação do governador mato-grossense ocorreu no contexto da dinâmica diária de cobertura do processo eleitoral mato-grossense. Diante dos questionamentos apresentados pelos jornalistas presentes à coletiva, a manifestação oficial teve como objetivo central desqualificar o teor das acusações, cobrando materialidade probatória das alegações transmitidas pela oposição.

A controvérsia desenrola-se no território do Estado de Mato Grosso, alcançando a esfera administrativa do Palácio Paiaguás e impactando diretamente a articulação política nos diversos municípios que compõem o mapa eleitoral da unidade federativa.

Leia Também:  "Assim como os critérios utilizados no julgamento das contas de Taques no TCE, tem que usar os mesmos para as prefeituras"

O cenário institucional abrange o ecossistema de prefeituras interdependentes das repasses estaduais.

O estopim para o acirramento do tom do debate deu-se em virtude de recentes declarações concedidas por Wellington Fagundes, nas quais o candidato citou relatos sigilosos de prefeitos. De acordo com a denúncia da oposição, até 90% das verbas estaduais vinculadas a convênios estariam pendentes de repasse desde o exercício financeiro anterior, funcionando como instrumento de pressão eleitoral.

Em resposta incisiva, Otaviano Pivetta ironizou a ausência de elementos probatórios que sustentem a denúncia apresentada pelo adversário. Com tom de serenidade, o gestor desafiou a oposição a registrar formalmente os fatos perante os órgãos de controle, argumentando que denúncias de extrema gravidade exigem a instauração de procedimentos legais cabíveis e a apresentação formal de boletim de ocorrência.

A fundamentação apresentada por Pivetta pauta-se no histórico de sete anos e meio de diálogo institucional ininterrupto mantido pelo Governo do Estado com todas as administrações municipais. O candidato sustentou que o atendimento aos prefeitos ocorre de maneira totalmente isenta e republicana, sem distinção de matizes ideológicos ou filiações partidárias.

O foco do conflito gravita em torno da celebração e execução dos convênios estaduais, instrumentos jurídicos fundamentais pelos quais o Governo repassa recursos diretos do seu orçamento para as prefeituras. Essa descentralização orçamentária destina-se ao custeio de obras de infraestrutura, implementação de políticas públicas e aquisição de insumos estratégicos para os municípios.

Leia Também:  Empresários se reúnem com secretários para discutir cobrança de novo Fundo

A desavença pública ganha proporções estratégicas por ocorrer em pleno período de consolidação de alianças políticas e captação de apoios regionais para a disputa das eleições. A neutralidade ou o alinhamento dos prefeitos locais representam ativos cruciais para a consolidação dos palanques estaduais na corrida ao Governo.

O desdobramento desse episódio aponta para um acirramento das tensões jurídicas e políticas na disputa do Executivo Estadual. Enquanto a oposição busca desgastar a imagem da gestão atual alegando uso indevido da máquina pública, o governo baseia sua defesa na cobrança por denúncias formais, sustentando a equidade do processo administrativo.

Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA