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NOVO BLOCO EM DISCUSSÃO

Deputados migram para “Bloco Parlamentar” liderado por Janaína Riva

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O “Bloco Parlamentar Resistência Democrática“, liderado pela vice-presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), deputada estadual do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Janaína Greyce Riva, antes composto por seis membros, ganha “nova roupagem” e mais quatro deputados em seu escopo, tornando-se equiparado em membros ao “Bloco Assembleia Forte“, até então o maior do Poder Legislativo em número de membros, liderado pelo deputado estadual do Partido Democrata (DEM), Dilmar Dal’Bosco. A intenção desta nova composição, segundo Janaína Riva, é dar mais força e autonomia aos deputados nas votações e comissões.

O bloco, até então formado pelos deputados Janaína Greyce Riva (MDB), Lúdio Frank Mendes Cabral (PT), Valdir Mendes Barranco (PT), Claudinei de Souza Lopes, o “Delegado Claudinei” (PSL), João Batista Pereira de Souza (Pros) e Elizeu Francisco do Nascimento (DC), ganha a adesão dos deputados Paulo Roberto Araújo (PP), Doutor João José de Matos (MDB), Thiago Alexandre Rodrigues da Silva (MDB) e Allan Kardec Pinto Acosta Benitez (PDT).

Fico extremamente feliz com a adesão desses quatro parlamentares ao nosso bloco. Temos algumas bandeiras em comum e achamos que juntos teremos condições de defende-las com mais força e autonomia, não só em plenário na hora das votações, mas também junto às comissões. Continuamos cada um com sua atuação e posicionamentos de base ou oposição, mas nas pautas comuns a todos nos unimos por aquilo que acreditamos ser o correto a ser defendido pelo grupo, como é a pauta dos servidores públicos, educação e segurança, por exemplo”.

Deputados da base mudaram de posição política

Deu no Jornal AGazeta que o deputado estadual do Partido Democrata (DEM), José Eduardo Botelho, presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), afirmou que deve averiguar regimentalmente a legitimidade da criação de um “Novo Bloco Parlamentar” de deputados independentes, no meio do ano Legislativo. Isso porque o regimento interno da Casa de Leis determina que os blocos criados no começo do ano Legislativo têm validade de um ano.

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O foco do “Novo Bloco” é principalmente a votação da Reforma da Previdência que tem gerado divergência na base governista. Paulo Araújo (PP), Doutor João José (MDB), Thiago Silva (MDB) e Allan Kardec (PDT), que antes eram da base, mas que também defendem o funcionalismo público aderiu ao “Novo Bloco” visando uma postura mais independente na votação da Reforma.

Antes composto por 6 membros, o “Bloco Resistência Democrática” ganhou mais quatro parlamentares e, com isso, a líder do grupo, deputada emedebista Janaína Greyce Riva, pediu a revisão das comissões com base na proporcionalidade da nova composição.

Vamos averiguar no regimento se é possível essa nova composição, afirma o parlamentar estadual Eduardo Botelho.

A emedebista Janaína Riva, por sua vez, explica que a união do “Novo Bloco” deve pesar nas próximas votações. O regimento interno da Casa de Leis fixa que o bloco parlamentar tem existência circunscrita à Legislatura, devendo o ato de sua criação e as alterações posteriores serem apresentadas por escrito à Mesa Diretora para registro e publicação.

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Além disso, a modificação do quantitativo ou dissolução de algum bloco deve ser discutida em Colégio de Líderes. Porém é explícito no regimento que a agremiação que integrava bloco parlamentar dissolvido ou a que dele se desvincular, não poderá constituir ou integrar outro na mesma sessão Legislativa. – (Com AGazeta)

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Política

Invasão cibernética na Saúde alimenta embate político em Mato Grosso

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Um sofisticado incidente cibernético violou a infraestrutura tecnológica da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), deflagrando uma crise institucional que mobiliza o Poder Executivo e a Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT). O episódio, classificado tecnicamente como uma “invasão hacker”, desestabilizou a percepção de segurança dos sistemas governamentais e gerou imediata repercussão no cenário político local. O evento expõe a vulnerabilidade digital da administração pública frente a ameaças externas cada vez mais ousadas e coordenadas.

Os alvos diretos e indiretos dessa ação criminosa envolvem a própria Secretaria de Saúde, responsável pelo gerenciamento de dados assistenciais, e a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que atua como órgão fiscalizador. O presidente do Parlamento Estadual, deputado Max Russi (Podemos), assumiu o protagonismo institucional ao externar profunda preocupação com o ocorrido, enquanto a equipe técnica da pasta de Saúde e os investigadores da Polícia Civil desdobram-se para mitigar os danos colaterais e identificar os autores do ataque.

As consequências imediatas do ataque cibernético resultaram no impacto restrito a um volume inferior a 1 Terabyte (TB) de informações do acervo digital da pasta, o qual acabou sendo integralmente recuperado por meio de sistemas de contingência e redundância. No entanto, o desdobramento mais crítico manifestou-se no plano político, manifestado pelo temor de que o apagão de dados pudesse inviabilizar o fornecimento de documentos essenciais para os trabalhos de fiscalização parlamentar em andamento na capital do estado.

O epicentro do incidente localiza-se nos servidores centrais da Secretaria de Saúde, situados no Centro Político Administrativo de Cuiabá, irradiando seus efeitos institucionais diretamente para o Palácio Paschoal Moreira Cabral, sede do Poder Legislativo Mato-grossense.

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A proximidade geográfica e administrativa dessas instituições amplificou o eco do debate sobre a eficiência da infraestrutura tecnológica pública estadual, transformando a capital mineira-mútua do Agronegócio em um palco de intensas cobranças governamentais.

A identificação original do ataque digital ocorreu em meados de março de 2026, porém o ápice do tensionamento institucional consolidou-se nesta quarta-feira, 3 de junho, durante uma sessão coletiva de imprensa convocada pelo presidente da Casa de Leis. O momento cronológico do anúncio revelou-se extremamente sensível, por coincidir exatamente com a fase de instalação e estruturação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a gestão da Saúde Pública no Estado.

A motivação presumida por trás da ação criminosa assume contornos ambíguos, dividindo-se entre a tentativa de extorsão financeira, prontamente rechaçada pelo Executivo, que negou qualquer pagamento de resgate, e a suspeita de sabotagem política. Parlamentares mais incisivos levantaram a hipótese de que a invasão visava ocultar passivos administrativos, embora a liderança do Legislativo tenda a encarar o episódio como uma nefasta coincidência oportunista que se aproveitou de fragilidades estruturais do sistema.

As justificativas técnicas apresentadas pela Secretaria de Saúde fundamentam-se na robustez de seus protocolos de segurança da informação, os quais permitiram o restabelecimento célere das atividades institucionais sem prejuízo ao atendimento da população. Por sua vez, a justificativa para a reação veemente do Parlamento baseia-se no dever constitucional de fiscalização, sustentando que qualquer instabilidade em bancos de dados governamentais representa uma ameaça direta à transparência e à estabilidade social.

O método operacional utilizado pelos criminosos consistiu na quebra de barreiras digitais de criptografia para acessar a rede interna da secretaria, seguido de uma suposta exigência financeira ilegal que acabou ignorada pelas autoridades. Do lado institucional, o método de resposta envolveu o acionamento imediato da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos e Cibernéticos (DRCI) para subsidiar a investigação criminal, além do anúncio de auditorias nos sistemas redundantes do Estado.

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Os desdobramentos futuros desse imbróglio apontam para uma inevitável reformulação nas políticas de investimentos em segurança cibernética de Mato Grosso, com pressões para o fortalecimento da Empresa Pública de Tecnologia da Informação (MTI). Além disso, a Mesa Diretora do Legislativo garantiu que a comissão investigativa requisitará auditorias independentes para assegurar que nenhum dado relevante tenha sido permanentemente suprimido ou mascarado durante o período em que o sistema esteve vulnerável.

As perspectivas de encerramento do caso dependem agora do avanço do inquérito policial e da capacidade de o Estado demonstrar que seus mecanismos de salvaguarda digital são invioláveis contra futuras incursões. O presidente da Assembleia Legislativa assegurou que as investigações da CPI não sofrerão paralisações ou entraves técnicos, visto que os mecanismos de armazenamento externo garantirão o fluxo contínuo de provas, blindando o processo político contra interferências do crime virtual.

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