A ESPERA DE UM MILAGRE

Denúncias pesadas do MPE, esvazia base de apoio na Câmara de Cuiabá

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Muitos imaginavam que o resultado do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) a favor do prefeito da Capital de todos os mato-grossenses, o emedebista Emanuel Pinheiro, traria tranquilidade ano menino da Rua Joaquim Murtinho, entretanto, o que se vê é que o alcaide cuiabano segue ameaçado em perder o cargo.

Nesta terça-feira (23), a vereadora do Partido dos Trabalhadores (PT), Edna Luzia Almeida Sampaio, presidente da Comissão Especial, criada pela Câmara Municipal de Cuiabá para acompanhar as investigações contra o prefeito afastado Emanuel Pinheiro (MDB), concluiu que há elementos suficientes para abertura de um processo de impeachment contra o alcaide cuiabano.

A tendência é que a medida resulte na abertura de uma Comissão Processante contra o chefe de Executivo Municipal. Isso porque, até mesmo os vereadores da base governistas já estão cogitando a possibilidade de virem a se posicionar a favor da medida.

Só um milagre

A população cuiabana assiste nos últimos meses a uma estarrecedora história que mistura política, noticiário policial e o submundo de uma rede de agentes públicos que, até bem pouco tempo, eram frequentadores assíduos das colunas sociais e da galeria dos assim chamados “homens do bem“.

Nos últimos dias, essa novela ganhou contornos muito mais picantes com a divulgação das denúncias pelo Ministério Público Estadual (MPE), que investiga a administração do emedebista Nenel Pinheiro.

As denúncias pesadas feitas pelo Ministério Público contra o prefeito Nenel, apontam para uma situação que vai complicar ainda mais.

A bomba relógio começou a contar os segundos. Brasília foi acionado, reabre esperança. Será possível colocar pano quente?

Complicou a situação do Nenel

A novela sobre o futuro do menino da Rua Joaquim Murtinho, o prefeito cuiabano Nenel Pinheiro ganhou novo capítulo, desta vez com a “artilharia” pesada voltada para uma coadjuvante.

O Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJ/MT), e o Ministério Público Estadual (MPE) apontaram Nenel Pinheiro e sua esposa Márcia Pinheiro como chefes da organização criminosa que acomodou centenas de indicações políticos aliados em cargos na Secretaria Municipal de Saúde (SMS), inclusive com pagamentos de “Prêmio Saúde” de até R$ 5,8 mil.

À denúncia assinada pelo procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges e foi encaminhada para o desembargador Luiz Ferreira da Silva.

Na denúncia o procurador afirmou que a suposta organização criminosa é composta por dois núcleos: o de “liderança” por Emanuel e Márcia e o de “executores” integrada por Antônio Monrreal Neto, Ivone de Souza e Ricardo Aparecido Ribeiro.

Câmara Municipal de Cuiabá

É praticamente certo que as denúncias contra Emanuel Pinheiro serão acolhidas pela Câmara Municipal de Cuiabá. Os vereadores não estão dispostos a pagar o preço por omitir em relação ao assunto e diferente da denúncia rejeitada na última sessão, o material protocolado pela vereadora é considerado impecavelmente do ponto de vista jurídico.

Só um milagre vai salvar Nenel Pinheiro. Embora a tendência seja que o menino da Rua Joaquim Murtinho não escape de responder a um procedimento que pode levar a cassação de seu mandato.

Nota da redação

Por que alguns “líderes” insistem em ofuscar a inteligência dos seus liderados, com as suas próprias expertises?

Me surpreendo com o comportamento de lideranças atuarem na contramão da essência da proposta de um verdadeiro líder.

Uma dica: senhores gestores, não caiam nas armadilhas do dinheiro público, pois em muitos casos quando se derem conta do que fizeram das suas vidas, poderá ser tarde para reverter tanto a situação quando as “danosas” consequências dos seus atos.

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Política

Vai faltar Júlio Campos no DEM em 2022?

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Em 1985, em meio as articulações no Congresso Nacional para a eleição indireta, dissidentes do Partido Social Democrático (PDS) deixaram a sigla para fundar o Partido da Frente Liberal (PFL).

A atenção dos brasileiros se voltou na época para uma votação realizada no Congresso Nacional, em Brasília. Em jogo, estava o cargo mais importante do país, a Presidência da República. Pela primeira vez desde o início da ditadura militar, em 1964, um presidente civil seria eleito. Mas não da forma como queria a multidão que foi às ruas no ano anterior durante o movimento Diretas Já, que pedia eleição direta.

Na disputa, apenas duas chapas. Pela Aliança Democrática, de oposição, Tancredo Neves (PMDB) e, como vice, José Sarney. Pelo Partido Democrático Social (PDS), o governista, Paulo Maluf e seu vice Flávio Marcílio. Como previsto pelos institutos de pesquisa, Tancredo saiu vencedor. Milhares de pessoas fizeram festa para comemorar não apenas a eleição de um presidente civil, mas também o fim de 21 anos de poder autoritário, de repressão e censura.

O Partido da Frente Liberal (PFL) nasceu forte, após apoiar a vitória de Tancredo sobre Maluf.

Na eleição de 1994, o pernambucano Marco Maciel se elegeu vice-presidente da República na chapa encabeçada pelo tucano Fernando Henrique Cardoso.

Em 2007, o Partido da Frente Liberal (PFL) é rebatizado de Democratas (DEM), o rebatismo foi ironizado por partidos políticos, o petista Luiz Inácio “Lula” da Silva em 2010 disse que, mesmo mudando o nome, o partido tinha “a ditadura em seu DNA”.

O DEM é definido como um partido conservador nos costumes, um partido de centro direita, na época da Aliança Renovadora Nacional (ARENA) estavam na direita porque não tinham alternativa. Hoje não são tão radicais.

O DEM giro de 300 graus

O partido depois de sucessivos reveses eleitorais e dissidências, as eleições municipais de 2020 marcaram o retorno dos Democratas ao clube dos grandes partidos. O partido chegou em 2021 no comando de 464 cidades, onde mais de 32,4 milhões de brasileiros vivem sob o comando da legenda.

O partido oriundo da Aliança Renovadora Nacional, partido de sustentação da ditadura o DEM, antigo PFL, vinha se desenhando como o partido de 2022. Se olharmos para alguns indicadores das eleições do pleito passado, a sigla conquistou força política nos grandes centros urbanos.

O Democratas (DEM) se tornou o maior partido da região Centro-Oeste em número de prefeituras municipais.

Apesar do partido chegar em 2022 com um peso político, a sigla não aprende com os erros e a insatisfação é nítida entre os ex-arenistas, peefelistas, pela fusão da sua legenda com o Partido Social Liberal (PSL) entre os “revoltados”, ele o ex-prefeito de Várzea Grande, ex-governador, ex-senador, ex-deputado federal Júlio José de Campos.

Vai faltar Júlio no DEM em 2022?

A certeza que temos é que faltará apito para o tamanho de intrigas da fusão entre caciques, pré-candidatos e militantes. Mas na “Oca” do DEM, a grande expectativa é pelos sinais de fumaça de Júlio Campos e, com certeza a disputa pelo cocar será acirrada até abril.

A tribo ainda não se recuperou plenamente dos traumas pela possível fusão. Agora, os ex-peefelistas vão demonstrar força antes de se pintarem para a guerra.

À certeza que estamos vendo que a junção dos partidos “apaga a história” do DEM.

A Aliança Renovadora Nacional que se transformou no PDS, depois PFL, depois DEM e correndo sério risco em se transformar União Brasil, do 25 passa a ser 44.

Para aqueles que tem uma história construída na sigla é um momento muito triste. A fusão pode dar causa para saída dos Democratas, Júlio Campos e Dilmar Dal’Bosco.

Dia 5 de novembro Júlio Campos afirmou que os membros mais antigos do partido avaliam se vão continuar ou deixar a sigla após a fusão com o PSL.

Seria um blefe? Não. Foi um aviso, uma preliminar.

Sabemos que os autênticos terão dois caminhos: concordar com esta fusão, ou filiar em outro partido que se afine ideologicamente.

Já dizia Jayme Campos: Júlio Campos é fundador do DEM, do PFL, ele tem o direito de ser ouvido“.

O Blog do Valdemir pergunta: Será que está sendo ouvido? Será que foi ouvido?

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