CANDIDATO SEM POPULARIDADE
Copa do Mundo, o Brasil é “Verde e Amarelo” e, Mato Grosso é Wellton?
No jogo de xadrez, raramente um movimento é isolado. Ao avançar uma peça, o jogador mexe em toda dinâmica do tabuleiro, abre flancos, fecha caminhos e obriga o outro a recalcular rotas. Na política, a lógica é semelhante.
Segue o fluxo, porque o Boteco da Alameda, pede passagem…
Faltam 151 dias para as eleições de 2026. No centro da disputa estará a eleição para o Palácio Paiaguás. O senador Wellton Fagundes do Partido Liberal (PL), aparece hoje bem ancorado na força da presença da família Bolsonaro e não na sua popularidade.
O União Brasil (UB) em Mato Grosso, por sua vez, segue fragmentado. A figura do “Capitão Jaymão” ainda mobiliza um eleitorado expressivo, mas o impasse em sua sigla dificulta a organização de uma candidatura unificada no campo conservador e sua indicação para que seja candidato ainda não é unanimidade no UB.
A tendência é que a eleição na Terra de Rondon, mantenha o traço central nos últimos anos: a polarização como estrutura dominante, mesmo que sob novas roupagens, em uma disputa aberta para ambos os lados.
Ou seja, o ambiente político de 2026, será, portanto, marcado por uma combinação de disputa intensa e negociações estratégicas.
De um lado, o Executivo buscará preservar capital político e manter sua base legislativa.
Para o setor produtor, será de atenção redobrada: embora os ciclos eleitorais imponham incertezas, também abre espaço para reposicionamento e oportunidades de médio prazo.
Segue o fluxo!

Quartouuu! O dia de hoje vai para o pré-candidato bolsonarista: véspera da Copa do Mundo o Brasil é verde e amarelo e, Mato Grosso é você Wellton?
Eitaaa lasqueiraaa… caros amigos leitores do Blog do Valdemir e frequentadores do Boteco da Alameda, lá vem o “guri refestelado da Guarita” descendo a rua do Corsário cantando: olê, olê, olê, o Brasil é verde e amarelo, e agora quero vê, só porque estamos a menos de 50 dias para a tão esperada, Copa do Mundo, esse aí não tem jeito, já foi até no show da Shakira todo fantasiado.
Mas…, no cenário político do nosso “QUERIDO”, “LINDO” e “MARAVILHOSO” Estado de Mato Grosso, não tem nada de fantasia, o que conta são os números, é o que sempre dizem os frequentadores do núcleo duro do Boteco da Alameda “a política é feita com o coração e não com emoção”, esses são de patente alta.
Por falar em patente, ontem foi o dia do Patrono das Telecomunicações “Cândido Mariano da Silva Rondon“, vestia as cores verde e amarelo, sendo considerado um dos maiores “patriotas” no país.
Bom… atualmente tem gente que está brincando de descer a Avenida Mato Grosso, de carrinho de rolimã, querendo relembrar os velhos tempos do Córrego da Prainha, surfando nas águas onde “Maria Taquara”, uma personagem que faz parte da história do Arraial da Vila Real Bom Jesus de Cuiabá, em outrora.
Entretanto, contudo, todavia, o que chama atenção é que em 2020, surge a “onda do bolsonarismo”, e teve gente que mudou de lado, pegando seu “Batelão e subindo Rio Cuiabá a cima”, querendo entrar na onda, mas esqueceu de combinar com o povo.
Detalhe, até quem é do Partido dos Trabalhadores (PT), está cobrando postura do pré candidato, a cadeira da “Casa Grande”, ou seja, se vestindo de “CORONEL”.
Pelo que tudo indica, entre todavia, o recado foi dado, que o eleitorado não é mais “bobó cheira-cheira, que fica só espiando a água do Rio Cuiabá descer, e não subir nenhuma lufada de lambari”.

Se liga senhores (as): já dizia minha avó, que gostava de um rasqueado “passa sebo na canela, que o bicho vai pegar”, o núcleo duro do Boteco da Alameda vai entrar em ação, com a seguinte pergunta: quem realmente de fato é apoiador do menino da marcha Jair Bolsonaro?
Será que são fiel escudeiro, igual “Sancho Pança” faria a “Dom Quixote“?
Ou somente se aproveitaria da onda bolsonarista e pegaria um “beirão” igual o Guri refestelado da Guarita?
Tem gente que está igual melancia, “verde por fora e vermelho por dentro“, inclusive teve uma agente política, que deu entrevista, afirmando que o “Maria vai com as outras”, foi eleito com o apoio dos PETISTAS, mas que hoje, “morre de amores pelo Bolsonaro”, mas será?
Uma coisa é certa, está faltando muito pouco para ser ultrapassado no caminho das Convenções Partidárias.
O que ninguém imaginava, está acontecendo: o núcleo duro do Boteco da Alameda já havia antecipado em edições anteriores, é que uma “carta magna”, está prestes a ser jogado na mesa, o que muda completamente o jogo, ou seja, o cenário político na terra do nosso conterrâneo “Marechal Rondon”.
Essa carta tem nome e sobrenome, e muitos achavam que estivesse morto politicamente.
Ele está igual a uma Fênix ressurgindo das cinzas, pois para ele palavra não faz curva. Pegou a peça flutuante no tabuleiro eleitoral. Não está no jogo, entretanto está jogando.
Segue o fluxo!
Política
Crise institucional e suspeitas de irregularidades cercam gestão em Várzea Grande
A Prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), atravessa o momento mais crítico de sua administração, enfrentando uma convergência de crises que ameaça a estabilidade de seu mandato. O cenário, que anteriormente era dominado por embates retóricos e narrativas de confronto político, transmutou-se em uma complexa batalha jurídica e administrativa. A gestora, que assumiu o cargo sob a promessa de renovação, vê-se agora compelida a responder a questionamentos que extrapolam a esfera da Câmara Municipal, atingindo órgãos de controle externo e o Poder Judiciário estadual. A deterioração do ambiente político local sinaliza um isolamento crescente da chefe do Executivo, enquanto a opinião pública aguarda esclarecimentos sobre a condução da máquina pública.
O epicentro do novo desgaste reside em uma investigação rigorosa conduzida pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), que identificou indícios robustos de irregularidades em contratos públicos. O foco das autoridades fiscais recai sobre uma licitação destinada aos serviços de limpeza urbana, setor considerado estratégico e de alta visibilidade para qualquer administração municipal. A detecção de anomalias no processo licitatório serviu como catalisador para que outras instâncias de fiscalização iniciassem monitoramentos simultâneos. O que se iniciou como uma auditoria de rotina evoluiu para um processo de fiscalização extraordinária, dada a gravidade dos elementos colhidos pelos auditores de controle externo logo nas primeiras fases da inspeção técnica.
No cerne da investigação administrativa, aponta-se uma suspeita de sobrepreço em um contrato vultoso, cujo valor global atinge a cifra de R$ 14,3 milhões. Segundo o relatório preliminar do TCE/MT, os preços praticados na contratação dos serviços de manutenção e conservação da cidade estariam significativamente acima da média de mercado e dos parâmetros balizados por tabelas referenciais de custos. Essa discrepância financeira levanta dúvidas sobre a eficiência da gestão e a lisura dos atos administrativos praticados pela Secretaria de Serviços Públicos. A aplicação de recursos em montantes elevados, sem a devida observância ao princípio da economicidade, constitui o ponto nevrálgico que pode resultar em sanções severas aos responsáveis.
As apurações não se restringem apenas ao âmbito administrativo do Tribunal de Contas, avançando também para a esfera judicial por meio de investigações instauradas no Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJ/MT). A simultaneidade dessas ações sugere que os indícios de malversação de fundos públicos possuem ramificações que podem configurar ilícitos civis ou criminais. Enquanto o Tribunal de Contas avalia o dano ao erário e a responsabilidade dos gestores, o Poder Judiciário analisa se houve dolo ou orquestração deliberada para beneficiar entes privados em detrimento do interesse público.

Essa dualidade de frentes investigativas coloca a prefeitura em uma posição defensiva constante, dificultando a execução da agenda de governo planejada para o ano.
Historicamente, a prefeita Flávia Moretti sustentava sua defesa em um discurso de perseguição política, atribuindo as dificuldades de sua gestão a uma suposta resistência coordenada por opositores. Em pronunciamentos anteriores, a gestora costumava apontar a Câmara de Vereadores como um entrave deliberado aos projetos do Executivo, alegando que a fiscalização legislativa extrapolava os limites constitucionais para se tornar uma ferramenta de desgaste pessoal. Além disso, Moretti frequentemente responsabilizava a herança administrativa deixada pela gestão anterior e as movimentações de seu então vice, Tião da Zaeli, por falhas estruturais que ainda persistem no município. Todavia, a entrada de órgãos técnicos independentes no cenário desidrata a tese de mera perseguição partidária.
A estratégia de culpabilizar fatores externos e adversários políticos parece ter atingido o limite de sua eficácia frente aos dados matemáticos apresentados pelos órgãos de controle. O argumento de que os problemas de Várzea Grande derivam exclusivamente de gestões pretéritas perde força quando o foco das investigações recai sobre contratos assinados e executados na atual vigência. A transição do debate político para o campo técnico-jurídico exige que a prefeita apresente justificativas plausíveis para o valor de R$ 14,3 milhões destinado à limpeza urbana.
A incapacidade de comprovar a vantajosidade do contrato pode isolar a gestora de sua própria base aliada, que se mostra cautelosa diante da possibilidade de condenações por improbidade administrativa.
No âmbito da Câmara Municipal, o clima de tensão atingiu níveis sem precedentes, com parlamentares da oposição e até membros da base governista solicitando acesso integral aos autos dos processos do TCE e do TJMT. A função fiscalizadora do Legislativo, que já era motivo de atrito, ganha agora um novo fôlego com as informações técnicas que chegam das cortes superiores. Há uma movimentação silenciosa nos bastidores sobre a possibilidade de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para esmiuçar os detalhes do contrato de limpeza pública. Os vereadores argumentam que a transparência é inegociável, especialmente quando se trata de cifras milionárias que deveriam ser aplicadas para mitigar os problemas históricos de saneamento e infraestrutura da cidade.

Especialistas em administração pública ressaltam que contratos de limpeza urbana são historicamente sensíveis e demandam vigilância constante devido ao grande volume de insumos e mão de obra envolvidos. No caso específico de Várzea Grande, a suspeita de sobrepreço gera um impacto direto na percepção de probidade da gestão Moretti, que se elegeu sob o signo da austeridade. A manutenção de um contrato sob suspeita de inflamento de valores compromete a capacidade de investimento do município em áreas vitais, como: saúde e educação, gerando um efeito cascata de descontentamento social.
A sociedade civil organizada já começa a se manifestar, exigindo que a prefeitura publique notas explicativas detalhadas sobre a composição dos custos unitários do serviço investigado.
Até o presente momento, a administração municipal tem enfrentado dificuldades para desconstruir os achados dos auditores do Estado. A complexidade do caso reside na necessidade de justificar cada item da planilha de custos que compõe os R$ 14,3 milhões, tarefa que exige rigor técnico e documental. A ausência de uma resposta rápida e convincente por parte do Executivo alimenta as incertezas no mercado e entre os servidores públicos, que temem bloqueios de contas ou atrasos em repasses caso as investigações avancem para medidas cautelares mais rígidas. O Tribunal de Justiça, ao analisar o caso, poderá determinar desde o afastamento de secretários envolvidos até o bloqueio de bens para garantir o ressarcimento aos cofres municipais.
O futuro político de Flávia Moretti em Várzea Grande depende agora de sua capacidade de provar a regularidade de seus atos perante o Tribunal de Contas e o Judiciário. O isolamento político, somado à pressão institucional de órgãos que possuem autonomia constitucional, coloca a prefeita em um labirinto jurídico de difícil saída. Se as suspeitas de sobrepreço forem confirmadas, a crise deixará de ser apenas uma questão de narrativa para se tornar um processo de responsabilização oficial que poderá redefinir os rumos do poder no segundo maior município de Mato Grosso.
O desfecho desta investigação será um divisor de águas, determinando se a gestão conseguirá se reabilitar ou se sucumbirá sob o peso das evidências apresentadas pelos órgãos de controle.
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