OPERAÇÃO RESCALDO
Chico 2000 é alvo na “Operação Rescaldo” da Polícia Federal
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (5), em Várzea Grande e Cuiabá, a Operação Rescaldo, com o objetivo de combater a prática de crimes praticados durante o pleito eleitoral de 2024. Os policiais federais cumpriram dois mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Juízo das Garantias do Núcleo I do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE/MT).
A investigação teve início após apresentação de uma notícia crime no plantão da Polícia Federal. De acordo com a informação, um candidato estaria abordando eleitores apoiadores de um outro candidato da mesma legenda partidária e oferecendo vantagens indevidas para obtenção de voto.
As medidas cautelares da Operação Rescaldo de hoje objetivam angariar elementos que contribuam para a instrução da investigação em curso. Confirmada a autoria dos crimes, os responsáveis poderão responder pelos crimes de captação ilícita de sufrágio e difamação eleitoral, cujas penas podem chegar até cinco anos de reclusão.
O principal alvo da ação é o vereador Francisco Carlos Amorim, o Chico 2000 (PL), ex-presidente da Câmara Municipal de Cuiabá. O parlamentar está afastado do cargo desde abril passado, sob a acusação de crime de corrupção.

A investigação teve início após apresentação de uma notícia crime no plantão da Polícia Federal. De acordo com a informação, Chico 2000, nas eleições do ano passado, estaria abordando eleitores apoiadores de um outro candidato da mesma legenda partidária e “oferecendo vantagens indevidas para obtenção de voto”.
Segundo a Polícia Federal, as medidas cautelares da operação de hoje objetivam angariar elementos que contribuam para a instrução da investigação em curso.
Confirmada a autoria dos crimes, os responsáveis poderão responder pelos crimes de captação ilícita de sufrágio e difamação eleitoral, cujas penas podem chegar até cinco anos de reclusão.
Alvo da “OPERAÇÃO PERFÍDIA”
Francisco Carlos Amorim, o Chico 2000 e o vereador Joelson Fernandes do Amaral, o Sargento Joelson (PSB) foram afastados de suas funções durante a Operação Perfídia, deflagrada pela Polícia Civil no mês passado.
Eles são suspeitos de receber propina da empreiteira HB20, responsável pela obra do Contorno Leste, orçada em R$ 125 milhões, em Cuiabá. Segundo as investigações, o valor de R$ 250 mil teria sido pago para que os parlamentares aprovassem uma proposta relacionada ao parcelamento de dívidas tributárias, que beneficiaria diretamente a empresa investigada, e foi lançada à época da gestão do Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB).
As investigações tiveram início a partir de denúncia recebida pela Deccor em 2024, noticiando que vereadores teriam solicitado a um funcionário da empresa propina para a aprovação de matéria legislativa que possibilitou o recebimento de pagamentos devidos pelo município à empresa no ano de 2023.
Conforme a Polícia, uma parte dos valores foi depositada em conta indicada por um dos vereadores, e há indícios de que a outra parte tenha sido paga em espécie ao parlamentar, no interior de seu gabinete na Câmara Municipal de Cuiabá, onde as negociações teriam ocorrido.
Áudios e troca de mensagens, entre o vereador Sargento Joelson (PSB) e um representante da empresa, revelam, em tese, que Chico 2000 sabia das negociações. O funcionário também comprovou o pagamento por depósito, via PIX, no valor de R$ 150 mil para José Márcio da Silva Cunha, pessoa indicada pelo parlamentar, Sargento Joelson, para receber o pagamento.
Afastado do cargo
Chico 2000 e o também vereador Sargento Joelson (PSB) foram afastados de suas funções durante a Operação Perfídia, deflagrada pela Polícia Civil no mês passado.
Nesta semana, porém, eles conseguiram na Justiça o direito de continuar recebendo seus salários. Na decisão, proferida na segunda-feira (2) pela juíza Fernanda Mayumi Kobayashi, ela esclareceu que o afastamento cautelar não incluiu a suspensão dos salários e, portanto, os pagamentos devem continuar conforme previsto em Lei.
Política
Reorganização partidária reconfigura comando do PL em municípios estratégicos de Mato Grosso
O Partido Liberal (PL) formalizou uma reestruturação em suas diretrizes municipais no Estado de Mato Grosso após tensões internas decorrentes das dinâmicas político-eleitorais locais. O deputado federal Rodrigo da Zaeli foi designado para assumir a liderança do Diretório Municipal da sigla em Rondonópolis, consolidando uma nova etapa na condução estratégica da legenda no município.
A definição do novo comando partidário foi confirmada oficialmente pelo presidente estadual do PL, Ananias Filho, em pronunciamento recente. A medida visa reorganizar as forças políticas e alinhar as diretrizes institucionais no âmbito municipal, garantindo a representatividade da legenda diante dos próximos desafios eleitorais e da consolidação do projeto partidário na região.
Paralelamente às mudanças operadas em Rondonópolis, o médico Alencar Farina assumirá, de forma provisória, a direção da agremiação no município de Várzea Grande. A nomeação temporária busca assegurar a continuidade administrativa do diretório local enquanto a Executiva Estadual finaliza os trâmites formais para a definição de uma liderança definitiva.
A reconfiguração nos quadros diretivos ocorreu no contexto das movimentações públicas promovidas pelo Prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, e pela Prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti. Ambos os gestores municipais declararam apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta, integrante do partido Republicanos, desencadeando a necessidade de ajustes na gestão interna do Partido Liberal (PL).
A posição adotada pelos chefes do Executivo Municipal divergiu da orientação oficial estipulada pela direção estadual do Partido Liberal. A legenda manteve o posicionamento de lançar a candidatura do senador Wellington Fagundes ao Governo do Estado no pleito de 2026, gerando um desalinhamento direto entre a conduta dos gestores e a diretriz partidária.
Diante do cenário configurado, a direção estadual optou pela intervenção nos comandos locais para reestabelecer a unidade ideológica e programática da sigla. O presidente estadual ressaltou que a autonomia partidária exige convergência com as deliberações majoritárias adotadas pelas instâncias superiores do partido durante o período pré-eleitoral.
“Lá vai ser o Rodrigo da Zaeli. Isso aí já está decidido. O Rodrigo da Zaeli, nesta semana, se a ata chegar, eu já vou colocar no sistema. E, em Várzea Grande, quem vai assumir vai ser o Dr. Farina“, declarou expressamente Ananias Filho ao detalhar o cronograma de homologação das atas junto ao sistema da Justiça Eleitoral.
As alterações na estrutura diretiva estão sendo executadas ao longo desta semana nos municípios citados. A efetivação das nomeações depende do recebimento e do processamento das atas correspondentes, etapas indispensáveis para a regularização dos novos membros perante o Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Além de Rondonópolis e Várzea Grande, a Executiva Estadual planeja definir nos próximos dias o novo comando para o Diretório de Campo Novo do Parecis. A medida tornou-se necessária após o prefeito Edilson Piaia solicitar sua desfiliação da sigla e comunicar apoio formal ao projeto político do governador Otaviano Pivetta.
A série de reestruturações reflete o esforço da cúpula do Partido Liberal para mitigar dissidências internas e fortalecer a candidatura de Wellington Fagundes ao Executivo Estadual. O alinhamento das diretrizes municipais permanece como prioridade para a consolidação das alianças regionais no cenário político mato-grossense.
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