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PIRÂMIDE FALSA NA MAÇONARIA

Golpista que causou prejuízo milionário com pirâmide na Maçonaria usava nome falso

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Preso nesta quarta-feira (07), no interior de Santa Catarina, após ser localizado pela Polícia Civil de Mato Grosso, o bacharel em direito Samir de Matos, de 45 anos, que causou prejuízo a centenas de vítimas em um golpe de pirâmide financeira na Maçonaria em Cuiabá, deixou barba e cabelo crescer e se mantinha vigilante à movimentação no local onde residiu nesse período.

A Maçônica Grande Oriente do Estado de Mato Grosso comunicou que excluiu de seus quadros, de “forma sumária”, o bacharel em Direito Samir de Matos, de 44 anos. O bacharel estava sendo investigado pela acusação de aplicar golpes milionários em Cuiabá com a promessa de grandes rendimentos no setor financeiro. Até o momento vieram a público dois boletins de ocorrência sobre o caso, com três vítimas.

O grão-mestre Gelson Menegatti Filho, disse que o ex-membro “teria se aproveitado da confiança de algumas pessoas para lesá-las, associando sua conduta à Maçonaria. Tais condutas, segundo o grão-mestre, são “contrárias ao que a Maçonaria prega e ensina em suas lojas”.

Com relação aos fatos noticiados sobre o Sr. Samir de Matos, os quais dão conta de que o mesmo teria se aproveitado da confiança de algumas pessoas para lesá-las, associando sua conduta à Maçonaria, enquanto Potência Maçônica Regular, esclarece que já adotou as providências no sentido de excluí-lo de forma sumária de seu quadro de membros, em virtude das condutas contrárias ao que a Maçonaria prega e ensina em suas lojas“.

Samir de Matos, de 45 anos, estava escondido na cidade de Palhoça, junto com sua companheira e a filha dela. Ele mantinha a casa, bastante simples, monitorada o tempo todo por câmeras de segurança. A Polícia Civil de Mato Grosso apurou que ele quase não saía de casa, abriu um site para venda de produtos variados e usava um nome falso na cidade.

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O golpista, investigado pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) por lavagem de capitais, estelionato, pirâmide financeira e crimes contra relações de consumo, foi preso por uma equipe da Polícia Civil catarinense, após informações sobre sua localização levantadas pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil e Decon.

Pedido de prisão

Em março do ano passado, a Decon instaurou uma investigação após diversas vítimas registrarem boletins de ocorrência informando que foram lesadas pelo bacharel em direito.

Ele prometia dividendos com juros mensais que variavam de 5 a 8% para quem aplicasse em uma plataforma de day trader, da agência FBS, que ele administrava comprando e vendendo moeda estrangeira, como dólares e euros.

Uma das vítimas ouvidas na Delegacia do Consumidor e que teve acesso às transações realizadas pelo golpista, desde 2019 Samir de Matos não realizava operações com valores significativos por meio da agência FBS.

Em uma ocasião, para demonstrar a uma das vítimas que não havia perdido os valores investidos, o golpista mostrou um extrato de nove contas com o valor de US$ 1 milhão de dólares, cada uma, e outro extrato com valor de aproximadamente US$ 800 mil dólares, a fim de demonstrar que não havia perdido o dinheiro investido dos clientes e que possuía liquidez.

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Após desaparecer e não dar mais satisfação sobre os valores aplicados, as vítimas descobriram que as contas mostradas pelo golpista como sendo da agência FBS eram, na verdade, apenas contas ‘demo’, ou seja, uma simples simulação criada por ele e que, sequer, existiam de verdade.

Uma vítima ouvida na Decon narrou que em fevereiro de 2021, quando estava hospitalizada na UTI de um hospital em decorrência da Covid, o golpista enviou um comprovante de transferência bancária, falsificado, para a esposa e a sócia da vítima.

As investigações da Decon começaram no final de março de 2022, assim que as primeiras vítimas registraram Boletins de Ocorrência (BO).

Os elementos de informação comprovaram a materialidade delitiva e indícios suficientes de autoria em desfavor do investigado, cujo número de vítimas supera 100 pessoas e o valor do prejuízo causado pode chegar aos R$ 100 milhões de reais, conforme depoimentos colhidos, explicou o delegado Rogério Ferreira, responsável pelo inquérito policial.

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POLICIAL

Quadrilha de roubo a cargas de soja é presa pela Polícia Civil

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Na manhã desta terça-feira (25), foi deflagrada pela Polícia Civil do Estado de Mato Grosso, por meio da Gerência de Combate ao Organizado (GCCO), a Operação Captivare para cumprir 19 ordens judiciais contra uma organização criminosa envolvida em roubo e receptação de cargas, entre outros delitos.

As investigações da Gerência de Combate ao Organizado (GCCO), tiveram início após os registros de roubos a motoristas de caminhões nos municípios de Rosário Oeste e Várzea Grande, no ano passado. Ao analisar os fatos ocorridos, a Polícia Civil identificou características semelhantes entre eles, o que apontou se tratar de um mesmo grupo criminoso praticando diversos crimes.

As 10 prisões e nove mandados de buscas são cumpridas nas cidades de Várzea Grande e Aripuanã.

Modo de atuação

A Gerência de Combate ao Organizado (GCCO) identificou cinco roubos majorados de carretas com cargas de soja, praticados pelo mesmo grupo, no primeiro semestre de 2022.

Os criminosos aproveitavam um momento em que o motorista de caminhão trafegava em baixa velocidade, muitas vezes devido a quebra-molas ou radares eletrônicos, e subiam no veículo sem que a vítima percebesse e em determinado local, rompiam a “mão de amigo” da carreta forçando, assim, a parada do veículo. Em seguida, armados, os criminosos anunciavam o roubo e mantinham o motorista em cativeiro enquanto outra parte do grupo levava o caminhão e a carga para receptadores.

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Além dos veículos e das cargas, o bando roubava outros pertences dos motoristas e, em alguns casos, realizaram transferências bancárias via PIX utilizando o celular da própria vítima.

A investigação apura os crimes de organização criminosa, posse/porte de arma de fogo e receptação.

Para o cumprimento das ordens judiciais são empregados 42 policiais civis entre delegados, investigadores e escrivães da Gerência de Combate ao Organizado (GCCO) e das delegacias da Diretoria de Atividades Especiais: DRE, Defaz, Deccor, Dema e DRCI, além da Delegacia Regional de Juína.

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