UMA CAMPANHA CIVILIZADA
Chega de blá, blá, blá, quem vai apresentar o pacto de não a agressão na campanha de Cuiabá?
“O TSE fez uma determinação de que mentiras tem que ser duramente combatidas. As “Fake News” tem sido duramente combatida, então, aconselho os candidatos a andarem em cima de propostas e verdades. Chega de mentiras, chega de ataques, queremos construir Cuiabá”.
Essas foram as palavras do senhor presidente da “MARAVILHOSA CASA DE LEIS”, e pré-candidato do União Brasil (UB) em Cuiabá a prefeito ao Palácio Alencastro, José Eduardo Botelho.
Pega aí: derradeira conversa do Boteco da Alameda com Zé Edu: não quer ser “atacado” durante a campanha e também não vai subir o tom em relação aos adversários?
Edu Botelho quer sair na frente? Vá ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e entrega na presidência para a desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, um manifesto no qual propõe um “pacto de não agressão entre os candidatos”.
E vá além: propõe também que entre todas as campanhas tanto no Executivo como no Legislativo, assim como de todos os partidos políticos e coligações.
Caso os seus adversários não aceitarem o “pacto de não agressão”, o senhor mostrará que não está preocupado em dizer que o município tá ruim na área de Saúde, Segurança, Moradia, Educação, criticar os seus adversários, mas sim em apresentar propostas para “salvar” a nossa querida e quente Cuiabá.
Agora, é a hora de mostrar que não está preocupado somente em formar alianças partidárias. E aí, teremos o pacto de não agressão na campanha?

Povo cuiabano prepare-se para a baixaria de 2024
O pré-candidato do União Brasil (UB), Edu Botelho, tem há esperança de que a campanha eleitoral deste ano se concentre em temas relevantes ao eleitorado (só se tiver o pacto de não agressão na campanha), em vez de descambar para as baixarias e para ataques pessoais.
Segundo as bocas malditas do núcleo duro do Boteco da Alameda será impossível concorrer sem sofrer ataques. Se não tomarem uma atitude percam as esperanças para os esperançosos. E o Boteco da Alameda já adianta, a campanha eleitoral deste ano será ainda pior e mais suja do que aquela de 2020.
A política brasileira vive de mentira e estelionato eleitoral. Não será Cuiabá de 2024 que mudará a história.
Senão venhamos e convenhamos: mesmo o Boteco da Alameda, o pai das previsões das últimas campanhas, esteja preocupado com os dias 6 e 7 de abril (aniversário e decisão do paulistão), o tabuleiro político eleitoral favorece ainda mais as invencionices dos marqueteiros, as cartas escondidas na manga e trapaças sorrateiras, em todos os partidos.
Vamos listar somente três motivos:
1- WhatsApp – Pior que os blogs sujos, as “Fake News“ ou os robôs nas redes sociais são as listas de distribuição do WhatsApp;
2- Indefinição – A corrida aberta dá a qualquer candidato a sensação de que basta uma campanha bem-feita para chegar lá. Se nem nomes que teriam a perder, como Abílio Brunini em 2020, resistiram a baixaria, que dizer daqueles “novatos” dispostos a tudo para chamar a atenção do eleitor?
As candidaturas mais bem situadas poderão usá-los como linha de apoio e torna-los usinas paralelas de ataques pessoais aos ataques pessoais aos adversários, em troca de espaço num futuro governo. Eitaaaa eleição de 2002, deixa quieto!
3- Perfil dos indecisos – Entre os mais humildes e menos instruídos, fatia que concentra a maior parte do eleitorado (cerca de 280 mil), não sabem em quem votar. Não se trata de um público inclinado a um debate aprofundado sobre a legislação trabalhista ou previdência. Aí contrário, são os mais propensos a embarcar na demagogia do “povo” contra a “elite“, que tanto tem funcionado nas últimas campanhas.
Nem vou dizer qual o candidato que deposita confiança neste público.

Senhores navegantes e leitores do Blog do Valdemir: não vamos nos enganar. Não há como transformar essa campanha num enfrentamento civilizado ou numa discussão sofisticada e informada.
Na hora do vamos ver, o adversário precisa ser tachado de inimigo do povo e transformado em vilão.
Nosso candidato, em herói de uma narrativa redentora capaz de salvar Cuiabá. Vai acabar com os buracos na cidade. Vai acabar com pouca vergonha e a corrupção! Vai tirar dos ricos e dar para nós pobres coitados!
Se liga povo abençoado de Cuiabá: o maior desafio da democracia é evitar se tornar presa do discurso populista e resgatar a confiança em instituições cuja credibilidade foi destroçada. Não tem dado muito certo.
Segue o fluxo e a pergunta: quem vai apresentar o pacto de não a agressão?
Do Blog do Valdemir
É muito importante saber se defender de ataques inesperados e canalizar a energia (através do discurso) para um ângulo que lhe favoreça e ajude a ganhar votos. Como aprendemos com Sun Tzu em “A arte da guerra”, um manual para batalhas bélicas que cabem bem para a política, por que no final das contas, os dois confrontos são por espaço.
Diz o general protagonista do livro: “A verdadeira arte está em vencer sem desembainhar a espada”.
Em resumo, essa ideia coloca o peso das decisões no planejamento estratégico que deve contemplar os menores danos possíveis, dissuasão e alianças. Não esquecendo que, para ganhar votos na política, é necessário entender o jogo de grupos: quem tem maioria vence, porém é tão importante saber lutar em maioria como em minoria. A energia gasta será a mesma, o diferencial sempre estará na estratégia.
Política
Corrida ao Senado centraliza a força política e ofusca disputa pelo Palácio Paiaguás
A disputa pelas duas cadeiras no Senado Federal passou a mobilizar mais a cena política de Mato Grosso do que a própria corrida ao Governo do Estado. Em uma eleição com dinâmica atípica no cenário mato-grossense, os principais protagonistas e detentores de maior densidade eleitoral preferiram disputar o Congresso Nacional em vez de buscar o comando do Palácio Paiaguás.
As urnas em Mato Grosso receberão os votos para dez candidatos registrados que buscam as duas vagas ao Senado nas eleições de 2026. O processo faz parte da renovação de dois terços das 81 cadeiras do Senado, nas quais 54 vagas estão em disputa, sendo exatamente duas por unidade da Federação.
O eleitorado mato-grossense chega ao pleito com 2,64 milhões de eleitores aptos a votar. Essa soma representa 1,66% do total nacional e posiciona Mato Grosso como o 18º maior colégio eleitoral do país, configurando um eleitorado decisivo para os projetos políticos nacionais.
A disputa pelas duas vagas atrai nomes consolidados da política estadual, como o ex-governador Mauro Mendes (UB), a deputada estadual Janaina Riva (MDB), o senador Carlos Fávaro (PSD), o deputado federal José Medeiros (PL) e o ex-governador Pedro Taques (PSB).

A movimentação nos quadros majoritários inclui o ex-governador Mauro Mendes, que se desincompatibilizou do Governo do Estado para concorrer ao Senado, enquanto Carlos Fávaro atua na campanha para renovar o mandato parlamentar obtido em 2020.
O capital político demonstrado na liderança das pesquisas por Mauro Mendes evidencia que seu alcance ultrapassa o de Otaviano Pivetta, governador que o sucedeu na gestão estadual e que agora disputa a reeleição.
A consolidação de lideranças também se reflete em Janaina Riva, que ganhou projeção no eleitorado superior à do próprio sogro, Wellington Fagundes, candidato ao Governo do Estado de Mato Grosso. Fenômeno semelhante ocorre com o ex-ministro e senador Carlos Fávaro, detentor de um grupo com expressividade superior à de Natasha Slhessarenko, postulante do seu grupo ao Executivo Estadual.

Os dados apurados pelas pesquisas de intenção de voto confirmam a força da base conservadora e de seus aliados no estado. O cenário mostra que, ao lado da influência governista, nomes como Otaviano Pivetta (Republicanos), Wellington Fagundes (PL) e Mauro Mendes demonstram expressiva capacidade de mobilização, fortalecendo o bloco de direita na fase que antecede o primeiro turno, em 4 de outubro de 2026.
A projeção de um inédito segundo turno na eleição para o Governo de Mato Grosso amplia a relevância estratégica dos quadros legislativos. Os senadores e deputados eleitos na primeira votação do pleito exercerão papel central na construção de alianças e na sustentação dos palanques dos candidatos a governador que avançarem à etapa final da disputa.
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