FUGINDO DA CRUZ
Campos decidiu responder de forma inusitada a um cidadão que apelou por apoio ao impeachment de Moraes
Nesta segunda-feira (9), ao presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD/MG), recebeu dos parlamentares de oposição, um pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Pacheco disse aos deputados e senadores que encaminhará o documento para análise técnica da Advocacia do Senado. Ele sugeriu que o pedido passe ainda pelo crivo da Mesa Diretora e dos líderes partidários da Casa de Leis. O senador afirmou que “qualquer que seja” a decisão do Senado, essa será “fundamentada“.
o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, é relator na Corte de inquéritos sobre “Fake News“ e milícias digitais, além das diversas frentes de investigação sobre os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e também de uma suposta tentativa de golpe de Estado para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder. A oposição ameaça obstruir votações de projetos caso a petição não seja analisada. Cabe a Pacheco definir se dará seguimento ou não à acusação.
Os partidos como Partido Liberal (PL), com 73 nomes, o União Brasil (UB), com 20 e o Partido Progressista (PP), com 15, são os três partidos que mais deram assinaturas para o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por crime de responsabilidade. Ao todo, 153 deputados assinaram a petição, entregue na segunda-feira (9) ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD/MG). Uma nova versão do texto foi apresentada nesta terça (10) para solicitar a busca e apreensão e a quebra de sigilo do celular do magistrado.
A relação dos apoiadores do requerimento reúne deputados de 12 partidos: PL (73), PRD (2), PP (15), Republicanos (7), PSD (9), União Brasil (20), Podemos (2), PSDB (3), Novo (4), MDB (10), Cidadania (2) e Avante (2).

Deu no O Antagonista
Senador de MT foge de cobrança sobre impeachment de Moraes
Cresceu a cobrança por uma posição dos parlamentares em relação ao impeachment do ministro Alexandre de Moraes. A oposição no Congresso pressiona, por meio de um monitoramento da opinião dos senadores. As informações colhidas são publicadas em um site que informa aos cidadãos a posição de cada parlamentar, com as classificações de ‘votos a favor’, ‘indefinidos’ e ‘votos contra’. Diante do ‘assédio’ por uma resposta a respeito do impeachment, alguns parlamentares se afastam dos holofotes e outros desconversam.
O senador pelo União Brasil (UB), do Estado de Mato Grosso, Jayme Campos, decidiu responder, de forma inusitada, a um cidadão que apelou por apoio ao impeachment do ministro.
“Não há pedido. Senão, eu assinaria”, disse em conversa de WhatsApp a qual O Antagonista teve acesso.
A reportagem entrou em contato com o Senador Mato-grossense, para questionar se ele tem ciência do pedido de impeachment assinado por 153 deputados e mais de 1,5 milhão de brasileiros, protocolado no Senado Federal. Senadores não assinam a propositura, mas podem se manifestar e informar a população sobre como votariam caso o impeachment seja pautado pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
É a partir do posicionamento sobre as intenções de voto de cada parlamentar que a oposição define um provável placar para eventual apreciação do “superpedido”, que aguarda decisão de Pacheco para votação em plenário. O senador Jayme Campos não respondeu à reportagem. A oposição considera que ele é um dos votos indefinidos sobre o impeachment. O parlamentar preside atualmente o Conselho de Ética da Casa Alta.

Cresce a adesão ao “superpedido”
Como mostramos, chegou a 36 o número de senadores que se manifestam a favor do impeachment do ministro Alexandre de Moraes. O levantamento foi feito pela oposição no Congresso Nacional, que pressiona o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD/MG), para que o pedido de impeachment seja apreciado pelo plenário.
Parlamentares da base governista também passaram a apoiar o impeachment do magistrado, como os senadores Alessandro Vieira (MDB-SE), Lucas Barreto (PSD-AP), Vanderlan Cardoso (PSD-GO) e até o vice-líder do governo Lula, Jorge Kajuru (PSD-MG).
Os senadores, no entanto, não assinam o pedido de impeachment. Caso seja apreciado pelo plenário, eles atuam como julgadores.
Motivação para o “superpedido”
A movimentação para o denominado “superpedido” de impeachment de Alexandre de Moraes ocorre após reportagem publicada pelo Jornal Folha de S.Paulo revelar que um auxiliar de Moraes no gabinete do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu, de forma não oficial, a produção de relatórios de investigação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para embasar decisões no chamado inquérito das “Fake News“, instaurado pela Corte para apurar ataques a ministros.
Para os denunciantes, várias ações cometidas por Alexandre de Moraes estão desrespeitando os princípios constitucionais, tais como, violação de direitos e garantias constitucionais; desrespeito ao devido processo legal; abuso de poder; prevaricação no Caso Clezão; uso indevido de instrumentos como a prisão preventiva para utilizar como um mecanismo de coerção e desrespeito a pareceres da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Os integrantes da oposição também denunciam casos de violação das prerrogativas de advogados; negativa de prisão domiciliar para pessoas com problemas de saúde; violação do princípio da presunção de inocência e violação de direitos políticos de parlamentares.
Além disso, está no ‘superpedido’ a denúncia sobre o uso indevido de recursos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para investigar adversários do magistrado; monitoramento ilegal de perfil de ativistas da Direita nas redes sociais e bloqueio ilegal de contas bancárias e a desativação da plataforma X no Brasil, com imposição de multas desproporcionais para o uso de VPNs.
Moraes também foi acusado de solicitar intervenção ao Congresso dos Estados Unidos em questões internas, buscando apoio externo para lidar com supostas violações de direitos no Brasil.
Do Blog do Valdemir
“Tô fugindo de comparações igual diabo foge da cruz“
Se tem uma coisa que acaba com a gente é a tal da comparação. De todos os tipos. Mas acho que a pior mesmo é a que vem de dentro. Aquela que faz a gente achar que a vida dos outros é melhor, que os filhos são mais fáceis, o marido ou a mulher são melhores, o trabalho é menos duro, o sucesso é mais grandioso. Às vezes, parece até que é tudo incrível.
Esse tipo de comparação é feito praga, que brota sem a gente saber de onde vem. Andei pensando: será que a gente aprende a se comparar ou a ser comparado desde cedo?
“Seu irmão não fazia isso quando tinha a sua idade“; “Você se comporta muito melhor que ele“; “Seu primo aprendeu a ler com 4 anos“; “Seu desenho ficou lindo, mas ele caprichou mais“; “Você é linda, mas tem o pé feio“; “Joga muito bem, mas aquele outro lá é melhor”
Ixi, diga aí se a lista não é longa?!
Ninguém merece.
Pegou ai!
Política
Corrida ao Senado centraliza a força política e ofusca disputa pelo Palácio Paiaguás
A disputa pelas duas cadeiras no Senado Federal passou a mobilizar mais a cena política de Mato Grosso do que a própria corrida ao Governo do Estado. Em uma eleição com dinâmica atípica no cenário mato-grossense, os principais protagonistas e detentores de maior densidade eleitoral preferiram disputar o Congresso Nacional em vez de buscar o comando do Palácio Paiaguás.
As urnas em Mato Grosso receberão os votos para dez candidatos registrados que buscam as duas vagas ao Senado nas eleições de 2026. O processo faz parte da renovação de dois terços das 81 cadeiras do Senado, nas quais 54 vagas estão em disputa, sendo exatamente duas por unidade da Federação.
O eleitorado mato-grossense chega ao pleito com 2,64 milhões de eleitores aptos a votar. Essa soma representa 1,66% do total nacional e posiciona Mato Grosso como o 18º maior colégio eleitoral do país, configurando um eleitorado decisivo para os projetos políticos nacionais.
A disputa pelas duas vagas atrai nomes consolidados da política estadual, como o ex-governador Mauro Mendes (UB), a deputada estadual Janaina Riva (MDB), o senador Carlos Fávaro (PSD), o deputado federal José Medeiros (PL) e o ex-governador Pedro Taques (PSB).

A movimentação nos quadros majoritários inclui o ex-governador Mauro Mendes, que se desincompatibilizou do Governo do Estado para concorrer ao Senado, enquanto Carlos Fávaro atua na campanha para renovar o mandato parlamentar obtido em 2020.
O capital político demonstrado na liderança das pesquisas por Mauro Mendes evidencia que seu alcance ultrapassa o de Otaviano Pivetta, governador que o sucedeu na gestão estadual e que agora disputa a reeleição.
A consolidação de lideranças também se reflete em Janaina Riva, que ganhou projeção no eleitorado superior à do próprio sogro, Wellington Fagundes, candidato ao Governo do Estado de Mato Grosso. Fenômeno semelhante ocorre com o ex-ministro e senador Carlos Fávaro, detentor de um grupo com expressividade superior à de Natasha Slhessarenko, postulante do seu grupo ao Executivo Estadual.

Os dados apurados pelas pesquisas de intenção de voto confirmam a força da base conservadora e de seus aliados no estado. O cenário mostra que, ao lado da influência governista, nomes como Otaviano Pivetta (Republicanos), Wellington Fagundes (PL) e Mauro Mendes demonstram expressiva capacidade de mobilização, fortalecendo o bloco de direita na fase que antecede o primeiro turno, em 4 de outubro de 2026.
A projeção de um inédito segundo turno na eleição para o Governo de Mato Grosso amplia a relevância estratégica dos quadros legislativos. Os senadores e deputados eleitos na primeira votação do pleito exercerão papel central na construção de alianças e na sustentação dos palanques dos candidatos a governador que avançarem à etapa final da disputa.
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