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NOVO EMBATE

Câmara de Cuiabá continua aguerrida; “Casa dos Horrores” novamente?

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Sextou, o fim de semana chegou e tudo o que um terço dos internautas do Blog do Valdemir quer nesta quarentena é sextar e acompanhar as últimas na política mato-grossense. E as últimas vieram do Palácio Pascoal Moreira Cabral.

Apesar da distância física imposta pela Pandemia do Coronavírus não amenizou o clima entre os vereadores Dilemário do Vale Alencar do Partido Podemos, e o presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Lídio Barbosa, o Juca do Guaraná Filho do MDB.

Em sessão realizada na última terça-feira, os edis cuiabanos trocaram agressões verbais por videoconferência e precisaram ter o som dos microfones cortados em razão do constrangimento provocado por ofensas, xingamentos e denúncias.

A briga começou quando o presidente da Câmara Municipal Juca do Guaraná, fez um desabafo contra os recalcados que estariam felizes com a notícia do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que negou existir qualquer plano para enviar doses extras da vacina contra Covid-19.

O ministro disse que estaria em Cuiabá pessoalmente, mas tem gente torcendo, soltando fogos porque o ministro não quer cumprir com a palavra, não vai atender Cuiabá, não vai atender várzea Grande. Um absurdo, é a velha política torcer contra, bem covardia contra o povo cuiabano“, disse o presidente do Legislativo cuiabano Juca do Guaraná.

O caos segue

Pela Ordem é a expressão para pedir a palavra durante uma sessão plenária na Câmara Municipal de Cuiabá, antes da pandemia, faziam isso no microfone, em fila, com certa ordem. Na terça-feira, no entanto, durante a sessão virtual. Gritos ecoaram, quase em uníssono, logo após…

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O caos seguiu….

Quem falou? Quem pediu a palavra primeiro?

Entretanto tão confusas quanto essas viraram no Legislativo cuiabano desde que as reuniões se tornaram virtuais. Mais do que gafes, os episódios hilários, o “novo normal” da Câmara Municipal de Cuiabá já resultou em queixas de votos computados errados, debates bloqueados e dúvidas sobre o quórum das sessões.

Mas a “vida real” do plenário virtual não é apenas de dissabores. A direção da Câmara de Cuiabá e a base do prefeito cuiabano veem no formato a ampliação da participação popular, sobretudo em Audiências Públicas. Ser parlamentar de “oposição”, porém, ficou mais difícil. Obstruir votações, por exemplo é mais complicado, assim como negociar detalhes de projeto sem presenciais.

Não é de hoje que a “dupla dinâmica” vem trocando farpas, acusações, ofensas, pedido de respeito, puxa-saco, e o parlamentar cuiabano do Podemos até mesmo classificou o presidente da Câmara Municipal de Cuiabá de “fantochão do prefeito” e “ditador”.

Já o emedebista e presidente da Casa de Leis, Juca do Guaraná disse que o Dilemário é “mocinha de recado do governador” e “velho com dentes caindo”…. E por aí vai caros leitores do Blog do Valdemir. A que ponto chega os nobres pares dentro da Casa de Leis.

Mas…, um puxão de orelha foi bom para a “dupla dinâmica” na Casa de Leis feita pelo vereador Demilson Nogueira do Partido Progressista (PP) aos colegas Dilemário Alencar e Juca do Guaraná após ambos protagonizarem mais uma vez um “NOVO” bate-boca durante a sessão da Câmara de Cuiabá, com nova troca de ofensas.

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O Progressista disse que comportamentos que os nobres pares estavam mostrando durante a seção apenas mostra para a população que acompanha os trabalhos na Casa, e da maneira com que o Legislativo cuiabano trabalha que pode até mesmo resgatar um apelido que recebeu em um passado recente, após ser palco de escândalos frequentes.

Discussões como essa que acabou de se encerrar nos remete à “Casa dos Horrores”. Eu quero crer que a capacidade de cada um que está aqui está muito acima de pequenos bate-bocas como esse que em nada engrandecem a sociedade cuiabana”.

Nota da redação

Eu não sei se me espanto mais com eleitores dos nossos políticos com a boa e velha…velha, mais velha política. Tão velha que não param de aparecer piadas.

Atualmente as pessoas não sabem diferenciar política entretenimento, o que é para eles todos, uma grande vantagem torcendo como fossem parte do time vencedor, quem não tem muita ligação com política se sente “parte” de algo, sem se preocupar em saber as reais consequências, e que vai afetar as vidas de todos.

Que lástima, que mal-estar, que força vamos ter que ter.

Eu vou dar uma descansada, cuidar de mim, da cabeça, do corpo, e sugiro que façam o mesmo. Vamos precisar de força e sanidade, além de estratégia, mas enquanto não soubermos ao certo o que está por vir.

Força e sanidade para todos, então, pois de loucura já basta que a Câmara Municipal de Cuiabá já realizou.

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Política

Republicanos questiona idoneidade do Instituto Percent

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O partido Republicanos, legenda à qual é filiado o governador do Estado de Mato Grosso, Otaviano Olavo Pivetta, formalizou uma representação jurídica junto à Justiça Eleitoral para pleitear a impugnação da pesquisa de intenção de voto realizada pelo Instituto Percent. A peça processual, que contesta os dados divulgados na última semana por diversos veículos de imprensa locais, surge em um momento de ebulição das articulações políticas para a sucessão estadual. O partido alega que o levantamento apresenta inconsistências técnicas e metodológicas que comprometem a lisura do processo democrático, argumentando que a manutenção da divulgação de tais índices pode induzir o eleitorado a erro antes mesmo do início oficial do período de campanha.

A ofensiva jurídica é encabeçada pelo advogado Rodrigo Terra Cyrineu, que assina a petição fundamentada em supostas irregularidades eivadas de subjetivismo por parte do prestador de serviço. Segundo o Republicanos, o Instituto Percent, por intermédio de seu sócio-administrador, teria extrapolado a função técnica de aferição estatística para adentrar o campo da análise política parcial. O partido sustenta que as declarações públicas do empresário sobre os números apurados não possuem lastro científico, servindo apenas para chancelar interpretações pessoais que desfavorecem a imagem do atual chefe do Executivo estadual e beneficiam diretamente seus principais adversários na corrida pelo Palácio Paiaguás.

O conflito central reside nos dados que posicionam Otaviano Pivetta em terceiro lugar na preferência dos entrevistados, figurando atrás dos senadores Wellington Fagundes (PL) e Jayme Campos (Federação União Progressista). O Republicanos refuta veementemente essa hierarquia, apontando que a amostragem foi utilizada como ferramenta de propaganda política negativa. O cerne da discórdia é a suposta “profunda problemática” estrutural do levantamento, que, na visão da sigla governista, falha em refletir a realidade socioeconômica e a distribuição demográfica do estado, focando em narrativas que tentam consolidar uma percepção de enfraquecimento da gestão atual sem o devido rigor que a legislação eleitoral exige.

O cenário geográfico e político desta disputa é o Estado de Mato Grosso, um território onde o Agronegócio e as políticas de infraestrutura ditam o ritmo das intenções de voto. A representação tramita no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE/MT), instituição incumbida de zelar pela equidade entre os candidatos e pela fidedignidade dos institutos de pesquisa que operam na região.

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A capital, Cuiabá, concentra o debate jurídico, mas os reflexos da possível impugnação estendem-se aos 141 municípios mato-grossenses, uma vez que a pesquisa em questão buscava traçar um diagnóstico abrangente da vontade popular em todo o extenso território do estado.

Cronologicamente, a crise institucional entre o partido Republicanos e o Instituto de Pesquisa Percent escalou rapidamente após a publicação do relatório na semana passada. Imediatamente após a divulgação dos índices, o Republicanos protocolou um pedido de acesso a informações detalhadas junto ao TRE/MT, buscando esmiuçar a base de dados do Instituto Percent. Diante das respostas obtidas e das declarações do dono do instituto à imprensa, a legenda optou por judicializar a questão de forma definitiva em 2026, buscando uma liminar que interrompa qualquer nova menção aos resultados questionados enquanto o mérito da questão técnica não for devidamente apreciado pela magistratura eleitoral.

As razões que levaram à representação jurídica baseiam-se na acusação de parcialidade manifesta. O partido argumenta que o sócio do instituto emitiu juízos de valor temerários ao afirmar que o governador Otaviano Pivetta enfrenta “forte resistência” entre o eleitorado feminino e o funcionalismo público. Para o corpo jurídico do Republicanos, tais afirmações são desprovidas de base estatística sólida e configuram uma tentativa deliberada de criar um estigma político contra o pré-candidato.

A petição destaca que o serviço de pesquisa é “inerentemente técnico” e que a “ausência de racionalidade” nas falas do empresário evidencia uma desconexão perigosa com a realidade dos dados coletados em campo.

O procedimento para a impugnação segue os ritos estabelecidos pelo Código Eleitoral e pelas resoluções vigentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A peça jurídica foi distribuída ao juiz Luis Otavio Pereira Marques, magistrado do TRE/MT, a quem caberá a análise de mérito. O processo de fiscalização envolve a conferência da metodologia aplicada, do plano amostral, do intervalo de confiança e da margem de erro declarada. Caso o magistrado identifique que houve, de fato, uma extrapolação interpretativa ou falhas no questionário aplicado, o Instituto de Pesquisa Percent poderá ser multado e a pesquisa declarada nula para fins de divulgação pública e oficial.

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A finalidade principal desta ação é a preservação da integridade do pleito e a proteção do direito à informação correta. O Republicanos busca evitar o que chama de “enaltecimento seletivo” de certas forças políticas em detrimento de outras, baseado em interpretações que o partido classifica como carentes de fundamento científico. Para a legenda, a “clareza absoluta” de mudança defendida pelo dono do instituto seria uma afronta à neutralidade que se espera de uma empresa especializada.

O objetivo, portanto, é garantir que as pesquisas eleitorais sirvam como bússolas informativas e não como instrumentos de manipulação da opinião pública através de análises eivadas de viés ideológico.

As consequências imediatas desta batalha judicial refletem a tensão crescente entre o setor técnico de estatística e os grupos políticos em Mato Grosso. Se a impugnação for aceita, o Instituto Percent poderá ter sua credibilidade abalada e enfrentar sanções pecuniárias severas. Por outro lado, se a Justiça Eleitoral mantiver a validade do levantamento, o governador Otaviano Pivetta terá o desafio político de reverter os índices apresentados e enfrentar as críticas citadas na pesquisa.

De qualquer forma, o episódio serve como um importante precedente sobre os limites da liberdade de análise de diretores de institutos em relação aos dados brutos coletados por seus próprios recenseadores.

Atualmente, o processo aguarda uma decisão interlocutória do juiz Luis Otavio Pereira Marques. Não há, até o presente momento, uma sentença ou decisão liminar que suspenda os efeitos da pesquisa ou que condene o Instituto de Pesquisa Percent por irregularidades. Enquanto o Judiciário não se manifesta, o ambiente político em Mato Grosso permanece sob o impacto dos números divulgados, evidenciando que a estatística se tornou, definitivamente, uma das principais frentes de batalha das eleições de 2026.

A sociedade mato-grossense aguarda o desfecho desta controvérsia, que definirá os parâmetros de transparência e técnica que regerão os próximos levantamentos eleitorais no Estado de Mato Grosso.

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