Search
Close this search box.

CONTINUA NO COMANDO

Cacique com mãos de ferro no comando do MDB outra vez

Publicados

em

O cacique emedebista, mesmo não conseguindo se reeleger deputado federal nas eleições passadas após 16 anos de mandato consecutivos, começou a se movimentar para continuar no comando estadual da sigla no Estado de Mato Grosso, para tentar impedir que a deputada estadual Janaína Riva (MDB) assumisse o comando da sigla, já que ela teria demonstrado interesse de ficar a frente do partido no Estado.

O cacique estadual do MDB, Carlos Gomes Bezerra contava com o aval da direção nacional do MDB para continuar na presidência da sigla em Mato Grosso. O presidente nacional Baleia Rossi (MDB/SP), chegou de gravar um vídeo creditando a vitória eleitoral do partido nas eleições de 2022 a Carlos Bezerra. O deputado federal Isnaldo Bullhões Jr (MDB-AL) que integra a cúpula nacional da sigla, também gravou um vídeo elogiando Carlos Bezerra e defendendo a sua continuidade como presidente do MDB mato-grossense.

Bezerra decidiu antecipar as articulações para a composição estadual, depois que ouviu dentro da legenda, que a deputada estadual Janaína Riva já estaria negociando com o deputado federal Juarez Costa (MDB), a divisão dos cargos partidários, para evitar qualquer tentativa do Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro disputar a presidência regional do MDB.

Segundo os bastidores da legenda, os principais dirigentes sob o comando de Janaína Riva na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), e Juarez Costa na bancada federal, chegarão de propor uma nova composição da direção estadual do MDB em Mato Grosso.

O parlamentar federal Juarez Costa, falou sobre os bastidores da “briga” interna pelo comando do MDB em Mato Grosso. O parlamentar negou que articulou com a deputada estadual reeleita, Janaína Riva (MDB), para “tirar” Carlos Bezerra da presidência do MDB estadual.

O partido vai ter eleição em abril de 2023 e vai começar a pensar em renovação, tem tanta gente boa querendo vir para o partido, crescer. Eu acho que está no momento do MDB oxigenar, agora, ninguém está querendo tirar ninguém. Eu não tive nenhum tipo de contato, vi que foi até uma matéria plantada e o próprio Bezerra ligando para o presidente, para o líder para passar mensagem de que ele é o comandante. Ninguém está atrás disso, ninguém está preocupado com isso”, disse o deputado.

As informações foram de que Carlos Bezerra estaria se articulando no Estado em buscar Emanuel Pinheiro, prefeitos e deputados, para evitar que Janaína Riva viesse assumir o partido.

Leia Também:  Deputados de oposição protocolaram na PGR o pedido de prisão do general Dias

Carlos Gomes Bezerra assumiu a presidência do MDB estadual em 1990, em substituição a Hermes de Abreu. Desde então, nunca mais saiu do comando partidário. Na época em que Bezerra assumiu a sigla, Dante de Oliveira havia migrado recentemente para o PDT e os emedebistas haviam ficado sem uma das suas principais lideranças em Mato Grosso.

Quando assumiu o comando do MDB, Carlos Bezerra estava deixando o Governo do Estado. Desde então, foi Prefeito de Rondonópolis, Senador e Deputado Federal.

Bezerra sempre teve a missão de pacificar o partido na Capital, em razão da briga pública entre o prefeito cuiabano Emanuel Pinheiro, o deputado federal Valtenir Pereira, e a parlamentar estadual do MDB na Casa de Leis, Janaína Riva. O cacique nas ultimas eleições lutou para viabilizar candidaturas a prefeito nos 141 municípios nas eleições.

Em relação à escolha de Janaína Riva como vice, Carlos Bezerra apontou que a parlamentar representa uma das principais lideranças da sigla.

De volta ao comando do MDB

Após articulações internas, a cúpula estadual do MDB chegou a um consenso para que o ex-deputado federal Carlos Bezerra permaneça na presidência da sigla pelos próximos dois anos. O entendimento ocorreu após a cúpula nacional avaliar o desempenho eleitoral do partido no Estado como “vitorioso”, já que elegeu 4 deputados estaduais e manteve dois federais.

Leia Também:  "Não fazemos políticas de exclusão e sim de inclusão social"

O processo de renovação das direções municipais e estadual começa a partir deste mês de março, já que o partido publicará nos próximos dias a convocação nacional para a conferência do partido.

No Estado, após Carlos Bezerra não ter conseguido se eleger, se ventilou a possibilidade de mudança no comando do partido. Porém, Bezerra tem o respaldo para continuar como presidente.

É meio que natural o Bezerra permanecer na presidência do partido. Mas isso vai depender dele, da disponibilidade dele, se ele quer continuar, disse o secretário-geral da sigla, Rafael Bastos.

Carlos Bezerra comanda o partido há décadas e um dos motivos para a sua permanência é a necessidade de se evitar uma disputa interna, já que a deputada estadual Janaína Riva e o Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro vem mantendo uma disputa interna para tentar influenciar os rumos do partido no Estado. – (Com Jornal A Gazeta)

Propaganda

Política

Engrenagens “Proporcionais” e “Majoritárias” definem a ocupação de 1.626 cadeiras Legislativas em 2026

Publicados

em

O sistema eleitoral brasileiro se prepara para movimentar a estrutura política do país no pleito de 2026, quando os eleitores escolherão os ocupantes de 1.626 vagas legislativas nas esferas federal, estadual e distrital. A renovação engloba representações na Câmara dos Deputados, no Senado Federal, nas Assembleias Legislativas dos Estados e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Esse processo complexo reorganiza as forças partidárias e redefine as bancadas que atuarão na formulação de leis e na fiscalização do Poder Executivo ao longo dos próximos anos.

A disputa abrange a totalidade das vagas para a Câmara dos Deputados e para as casas legislativas regionais, além da renovação de dois terços do Senado Federal. No plano federal, 513 parlamentares buscarão um mandato de quatro anos, enquanto nas instâncias estaduais e distrital estarão em jogo 1.035 vagas para deputados estaduais e 24 para deputados distritais, perfazendo 1.059 cadeiras regionais. Concomitantemente, a eleição senatorial definirá 54 novos representantes, garantindo a renovação de duas das três vagas pertencentes a cada unidade da Federação.

O processo de votação e apuração ocorrerá em todo o território nacional durante o pleito geral agendado para o ano de 2026. Todos os estados brasileiros e o Distrito Federal participarão simultaneamente da escolha de seus representantes federais e locais. Os eleitores comparecerão às urnas para depositar seus votos em uma única jornada eleitoral, definindo as lideranças que assumirão seus respectivos cargos no início da legislatura subsequente.

A motivação central dessa mobilização institucional cumpre a determinação constitucional de alternância periódica do “PODER” e de renovação representativa. A eleição legislativa permite que a sociedade atualize a composição das Casas de Leis de acordo com as correntes de pensamento e os anseios políticos contemporâneos. A distribuição de mandatos reflete diretamente as mudanças na preferência do eleitorado, moldando as maiorias e minorias parlamentares necessárias para a governabilidade.

Leia Também:  As “Operações Bereré e Bônus” apresentam denúncias contra 58 pessoas, entre elas, 7 deputados

O preenchimento dessas vagas não obedece a um critério único de votação, visto que a legislação eleitoral brasileira adota simultaneamente dois modelos distintos: o proporcional e o majoritário.

Enquanto os senadores são eleitos por votação majoritária simples na qual vencem os candidatos mais votados em cada estado, os deputados federais, estaduais e distritais dependem do sistema proporcional. Essa dualidade exige estratégias partidárias bem estruturadas para a captação de votos em diferentes frentes.

No sistema proporcional aplicável aos deputados, não é possível prever uma quantidade exata de votos necessários para assegurar uma cadeira antes da apuração final. O cálculo depende primordialmente do quociente eleitoral, obtido pela divisão do total de votos válidos pelo número de vagas disponíveis na circunscrição. Em seguida, estabelece-se o quociente partidário, que distribui as vagas entre os partidos e as federações com base no somatório das votações nominais de seus candidatos e dos votos de legenda.

Pouca renovação em MT

Os impactos das regras eleitorais refletem-se intensamente nas articulações locais, como se observa nas projeções para a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT). O presidente da Casa de Leis mato-grossense e dirigente regional do Podemos, deputado estadual pelo Podemos, Max Russi, projeta uma taxa de renovação parlamentar entre 5 e 10 cadeiras na próxima Legislatura. A estimativa cautelosa busca equilibrar as expectativas dos atuais mandatários que tentarão a reeleição e dos novos postulantes ao cargo.

Leia Também:  Sesp realiza "Dia D" de combate à Violência contra a Pessoa Idosa

O dinamismo das campanhas antecipadas demonstra que as lideranças políticas já atuam nos bastidores para consolidar bases de apoio com vistas ao pleito. Nos bastidores políticos estaduais, observadores apontam que as articulações conduzidas por dirigentes como Max Russi visam não apenas à manutenção da vaga na Assembleia Legislativa Mato-grossense, mas também à construção de governabilidade futura e à permanência no comando do Poder Legislativo regional após a consolidação das urnas.

A indefinição sobre o número exato de votos necessários para a eleição proporcional impõe às legendas a necessidade de formar chapas competitivas e coesas. Como a soma dos votos de todos os candidatos do partido determina o número total de cadeiras obtidas pela agremiação, o desempenho individual de cada concorrente contribui diretamente para o sucesso coletivo da legenda ou da Federação Partidária, impedindo garantias prévias de vitória.

Diante desse cenário complexo, as eleições de 2026 reafirmam o papel central das regras matemáticas e regimentais na consolidação da democracia brasileira. A combinação entre a escolha direta de senadores e o cálculo proporcional para deputados garante uma representação heterogênea nas Casas Legislativas, refletindo as dinâmicas locais e nacionais que conduzirão os rumos políticos, econômicos e sociais do país pelos anos seguintes.

Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA