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PESQUISA MT DADOS

Botelho tem a preferência do eleitorado, 32%; Abílio o mais rejeitado, 27%

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As pesquisas eleitorais têm papel de extrema importância na sociedade. É por meio delas que se consegue um quadro do que a população pensa atualmente sobre governos, políticas públicas específicas, a conduta dos políticos envolvidos em campanhas, e, no final, descobrimos as intenções de votos dos eleitores. Ajudam, portanto, o cidadão a fazer sua escolha, o que fortalece o processo eleitoral e a democracia.

Nos anos de eleição, porém, é comum que marqueteiros, militantes e candidatos ataquem os resultados das pesquisas, primordialmente quando estes não lhes favorecem. Muitas vezes, esses grupos fundamentam acusações de parcialidade quando há divergência entre os resultados dos institutos de opinião –o que pode ocorrer pela aplicação de metodologias diferentes. A lógica é a mesma do termômetro que usamos em casa para medir uma febre; desde que meça corretamente, não importa se é de mercúrio ou digital.

Conforme a temperatura da campanha esquenta, as pesquisas ficam mais e mais no foco das atenções. E até as metodologias entram na discussão, como se houvesse uma disputa para saber qual delas é melhor. O fato é que, quanto mais formas de pesquisar e aferir, maior será a correção do resultado. Não se trata de um campeonato entre as empresas de pesquisa, mas de um esforço coletivo para traçar um panorama mais preciso possível do cenário eleitoral. Nesse caso, quanto mais opções, maior será o ganho para o conjunto da sociedade.

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Números da eleição 2024 em Cuiabá

O Instituto de Pesquisa MT Dados divulgou nesta segunda-feira (16), as intenções de votos na disputa ao cargo de Prefeito de Cuiabá para a eleição de 2024. Os números da amostragem aparecem o deputado estadual José Eduardo Botelho (UB) liderando as intenções de votos em Cuiabá com 32% das intenções de votos.

Em segundo lugar, o deputado federal pelo Partido Liberal (PL), Abílio Jaques Brunini, que deixou a liderança das pesquisas pela primeira vez e apresentou os números de 18%. O deputado estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), Lúdio Frank Mendes Cabral, aparece em terceiro lugar nas intenções de votos com 15% na estimulada.

Fabio Paulino Garcia (UB), secretário-chefe da Casa Civil, também pré-candidato pelo União Brasil (UB), aparece com 6%, na quarta colocação. Logo atrás, o vice-prefeito de Cuiabá José Roberto Stopa, do Partido Verde (PV), aparece com 5%. O ex-deputado estadual Ulysses Moraes do Podemos, apresentou 1%, e o pastor Marcos Ritela, com 0%.

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12% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder e 10% optaram por nulo ou branco.

Números da rejeição

O deputado federal Abílio Jaques Brunini, é o pré-candidato com maior rejeição entre os cuiabanos. Ao todo, 27% desaprovam a candidatura do parlamentar federal bolsonarista.

Com 14% de rejeição em segundo lugar está o vice-prefeito José Roberto Stopa (PV). o presidente da Casa de Leis, Eduardo Botelho apresentou 12% de rejeição. O petista Ludio Cabral ficou com o quarto lugar com 10% entre os rejeitados. Ulysses Moraes do Podemos e e o pastor Marcos Ritela em quinto lugar ficaram empatados com 5%. Já o secretário-chefe da Casa Civil, Fabio Paulino Garcia com 3% de rejeição.

Outros 7% disseram que não votam em nenhum dos pré-candidatos apresentados. Já 12% não souberam ou quiseram responder, enquanto 5% optaram por nulo ou branco.

Ao todo 1.037 pessoas foram entrevistadas pelo MT Dados. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi realizada entre os dias 5 e 9 de outubro.  – (Com informações Mídia News)

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Política

Denúncias de aliciamento elevam a “Tensão” na disputa pelo Palácio Paiaguás

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Uma grave acusação de interferência externa e oferecimento de vantagens ilícitas abalou as estruturas internas da federação partidária que decidirá os rumos da sucessão estadual. A denúncia aponta para a existência de um forte movimento de bastidores que visa desestabilizar os votos de delegados partidários, transformando a definição de candidaturas em um cenário de intensa disputa ética e jurídica.

O epicentro do embate envolve diretamente o deputado estadual Júlio Campos, que externou as suspeitas, e seu irmão, o senador Jayme Campos, cuja postulação ao governo estadual sofre forte oposição interna. No polo oposto dessa correlação de forças, posicionam-se o ex-governador e atual presidente partidário Mauro Mendes, aliado ao atual governador Otaviano Pivetta, este último filiado ao Republicanos e beneficiário direto de uma eventual composição ampla.

As articulações e os tensionamentos que culminaram na “denúncia pública” ganharam contornos de crise nesta semana, antecedendo o prazo final para as definições de chapas majoritárias. O cronograma converge para o dia 30 de julho, data em que ocorrerá a deliberação oficial e o consequente desfecho do processo de escolha interna que definirá as coligações.

Toda a movimentação política concentra-se no “GRANDIOSO” Estado de Mato Grosso, tendo como foco principal as articulações na capital, Cuiabá, onde se localizam as sedes partidárias e o Palácio Paiaguás. O cenário geográfico reflete a importância estratégica da região Centro-Oeste no panorama político e econômico nacional, o que eleva a relevância da disputa pelo controle do Executivo Estadual.

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A definição do candidato ocorrerá por meio do voto secreto dos membros da convenção da Federação União Progressista, bloco composto pela associação entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Esse método de votação secreta visa garantir a liberdade de escolha dos delegados, resguardando-os de pressões externas diretas, embora o sigilo do voto agora enfrente o desafio das suspeitas de assédio político prévio.

O motivo central da divergência reside no conflito de visões estratégicas para o futuro do estado, dividindo a agremiação entre a defesa de uma candidatura própria e a adesão a um projeto de continuidade governamental. Enquanto uma ala busca resgatar o protagonismo histórico da legenda tradicional, o grupo governista argumenta que a composição ampla fortalece a governabilidade e assegura a estabilidade das políticas públicas em andamento.

A finalidade desse embate interno é a conquista do controle do Palácio Paiaguás e a consolidação de hegemonia política na região pelas próximas temporadas administrativas. Os grupos em disputa buscam garantir espaço prioritário nas chapas proporcionais e majoritárias, o que viabilizará a sustentação legislativa e a influência sobre o orçamento e as diretrizes do desenvolvimento estadual.

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O processo desenvolve-se sob condições de extrema desconfiança mútua, caracterizadas por Júlio Campos como um “clima de guerra” decorrente do envio de emissários com “propostas indecorosas”. Diante da gravidade dos relatos sobre tentativas de aliciamento de convencionais, os defensores da candidatura própria anunciam a intenção de formalizar representações junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para assegurar a lisura do pleito.

Para alcançar a vitória interna, os apoiadores da candidatura própria estimam contar com uma base sólida de aproximadamente 35 votos entre os 48 convencionais aptos a votar, de um total de 50 membros colegiados. Esse expressivo contingente teórico de apoios é considerado suficiente para neutralizar a influência da ala governista e impor a candidatura do senador Jayme Campos à revelia da Executiva.

Como desdobramento imediato, as lideranças partidárias mantêm canais de diálogo abertos na tentativa de construir um consenso de última hora que evite uma fratura definitiva na base aliada. No entanto, diante da recusa de ambos os pré-candidatos em abdicar de suas pretensões ao Governo do Estado, novos encontros bilaterais deverão ocorrer nos próximos dias, sob a sombra de uma iminente judicialização do processo caso as denúncias de aliciamento sejam formalizadas.

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