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CANDIDATURA EM XEQUE

Barranco coloca em xeque a possibilidade do PT ter candidatura própria

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Foi aprovado por unanimidade pelo Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) de Cuiabá, uma resolução para que a sigla partidária lance uma candidatura própria à Prefeitura de Cuiabá nas eleições de 2024. Os nomes cotados atualmente são do deputado estadual Lúdio Cabral e da diretora da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) Rosa Neide.

A resolução diz:

É fundamental, neste processo eleitoral de 2024, estimular candidaturas próprias do PT, bem como a construção de alianças partidárias com o campo democrático e popular, cujo centro tático é a defesa do projeto democrático popular e do governo Lula“.

Foi aprovada também a criação de um grupo de trabalho eleitoral que vai definir o calendário para inscrição das pré-candidaturas e para definição do nome que o PT vai apresentar à Federação Brasil da Esperança para representar o partido nas próximas eleições. O parecer desse grupo de trabalho deve ser definido na reunião da Executiva Municipal no dia 26 e levado para apreciação do Diretório Municipal na reunião agendada para o dia 28 de outubro.

A agremiação ainda terá que buscar o aval dos demais partidos da Federação Brasil da Esperança, que ainda é composta pelo PV e PCdoB.

Vale lembrar que o vice-prefeito José Roberto Stopa, que é filiado histórico do PV e integra a atual administração municipal, também trabalha no sentido de viabilizar o seu nome para a disputa. A decisão deste sábado promete um embate interno muito forte para definir quem será o candidato da federação. O PT, por ser cabeça no governo federal, pode levar a melhor, mas o PV e o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), que colocou a esposa na disputa do ano passado, podem dificultar o projeto.

A decisão é água no Chopp para as pretensões de Ludio Cabral de ser candidato a Prefeito da Capital

Alguns dias, o presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) em Mato Grosso, deputado estadual Valdir Barranco, deu uma noticia que não foi digerida por alguns membros do Partido dos Trabalhadores, de que a sigla pode abrir mão de lançar um candidato próprio nas eleições de 2024, caso o presidente da Republica, Luiz Inácio Lula da Silva decida. Já que o PT faz parte de uma Federação Brasil da Esperança juntamente com PV e PCdoB, que também tem como pré-candidato José Roberto Stopa (PV).

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O presidente estadual da sigla em Mato Grosso, deputado estadual Valdir Barranco, disse que após a definição entre um dos nomes escolhidos dentro da Federação Brasil da Esperança, este será apresentado para o presidente da Republica, Lula. O petista, porém, chancelará o escolhido ou outro nome que estiver em seu arco de aliança, entre eles o PSB e PSD. E que a a escolha também dependerá da conjuntura política nacional e da governabilidade do petista.

Se for necessário, temos que entender, mas vamos lutar para que isso não aconteça. Em Mato Grosso não temos um arco de aliança forte como temos no Nordeste, mas temos partidos que fazem parte do governo do presidente Lula. Se for demandado, estaremos aqui para defender nossos nomes, mas também para acolher o que for melhor para o governo do presidente. Nada está acima da governabilidade de Lula”.

Possível apoio a Eduardo Botelho

Enquanto o PSB ainda não trabalha nenhum nome visando o Palácio Alencastro, o PSD tenta a filiação do deputado estadual Eduardo Botelho, atualmente filiado ao União Brasil (UB).

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Eduardo Botelho pode migrar ao PSD, partido que integra a base de Lula, por convite de Carlos Fávaro, que é ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). O deputado passou a articular a mudança partidária após considerar que o União Brasilfechou as portas” para a candidatura dele como prefeito.

Ainda não houve diálogo com o PSD. O próprio Carlos Fávaro, ministro, não tem segurança se o Botelho vai estar no PSD ou não. Acho que vai esperar encaminhar a situação para depois conversarmos. Lógico que a federação tendo um candidato, vamos querer ter o PSD conosco”.

Nuvens negras no PT

Durante entrevista ao Jornal do Meio Dia da TV Vila Real, Canal 10. O pré-candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), Ludio Frank Mendes Cabral, rechaçou as declarações do presidente da sigla em de Mato Grosso, deputado estadual Valdir Barranco, que colocou em xeque a possibilidade da sigla ter uma candidatura própria para disputar a Prefeitura de Cuiabá.

É muito ruim o presidente estadual do partido fazer uma fala assim, porque você fragiliza a legenda com especulação sobre cenários futuros que sequer estão colocados na mesa. A tarefa da direção é fortalecer o PT”.

Ludio Cabral foi enfático ao recordar que lideranças do PT já decidiram que a legenda vai ter uma candidatura própria e sinalizou que não pretende abrir mão do protagonismo para outro membro do grupo político.

Nós tomamos uma decisão histórica com todos os membros do diretório e todos votaram favoráveis a essa resolução para que o PT tenha uma candidatura própria. Vamos daqui até o final do mês buscar a unidade e definir quem será o candidato, disse.

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Política

Engrenagens “Proporcionais” e “Majoritárias” definem a ocupação de 1.626 cadeiras Legislativas em 2026

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O sistema eleitoral brasileiro se prepara para movimentar a estrutura política do país no pleito de 2026, quando os eleitores escolherão os ocupantes de 1.626 vagas legislativas nas esferas federal, estadual e distrital. A renovação engloba representações na Câmara dos Deputados, no Senado Federal, nas Assembleias Legislativas dos Estados e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Esse processo complexo reorganiza as forças partidárias e redefine as bancadas que atuarão na formulação de leis e na fiscalização do Poder Executivo ao longo dos próximos anos.

A disputa abrange a totalidade das vagas para a Câmara dos Deputados e para as casas legislativas regionais, além da renovação de dois terços do Senado Federal. No plano federal, 513 parlamentares buscarão um mandato de quatro anos, enquanto nas instâncias estaduais e distrital estarão em jogo 1.035 vagas para deputados estaduais e 24 para deputados distritais, perfazendo 1.059 cadeiras regionais. Concomitantemente, a eleição senatorial definirá 54 novos representantes, garantindo a renovação de duas das três vagas pertencentes a cada unidade da Federação.

O processo de votação e apuração ocorrerá em todo o território nacional durante o pleito geral agendado para o ano de 2026. Todos os estados brasileiros e o Distrito Federal participarão simultaneamente da escolha de seus representantes federais e locais. Os eleitores comparecerão às urnas para depositar seus votos em uma única jornada eleitoral, definindo as lideranças que assumirão seus respectivos cargos no início da legislatura subsequente.

A motivação central dessa mobilização institucional cumpre a determinação constitucional de alternância periódica do “PODER” e de renovação representativa. A eleição legislativa permite que a sociedade atualize a composição das Casas de Leis de acordo com as correntes de pensamento e os anseios políticos contemporâneos. A distribuição de mandatos reflete diretamente as mudanças na preferência do eleitorado, moldando as maiorias e minorias parlamentares necessárias para a governabilidade.

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O preenchimento dessas vagas não obedece a um critério único de votação, visto que a legislação eleitoral brasileira adota simultaneamente dois modelos distintos: o proporcional e o majoritário.

Enquanto os senadores são eleitos por votação majoritária simples na qual vencem os candidatos mais votados em cada estado, os deputados federais, estaduais e distritais dependem do sistema proporcional. Essa dualidade exige estratégias partidárias bem estruturadas para a captação de votos em diferentes frentes.

No sistema proporcional aplicável aos deputados, não é possível prever uma quantidade exata de votos necessários para assegurar uma cadeira antes da apuração final. O cálculo depende primordialmente do quociente eleitoral, obtido pela divisão do total de votos válidos pelo número de vagas disponíveis na circunscrição. Em seguida, estabelece-se o quociente partidário, que distribui as vagas entre os partidos e as federações com base no somatório das votações nominais de seus candidatos e dos votos de legenda.

Pouca renovação em MT

Os impactos das regras eleitorais refletem-se intensamente nas articulações locais, como se observa nas projeções para a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT). O presidente da Casa de Leis mato-grossense e dirigente regional do Podemos, deputado estadual pelo Podemos, Max Russi, projeta uma taxa de renovação parlamentar entre 5 e 10 cadeiras na próxima Legislatura. A estimativa cautelosa busca equilibrar as expectativas dos atuais mandatários que tentarão a reeleição e dos novos postulantes ao cargo.

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O dinamismo das campanhas antecipadas demonstra que as lideranças políticas já atuam nos bastidores para consolidar bases de apoio com vistas ao pleito. Nos bastidores políticos estaduais, observadores apontam que as articulações conduzidas por dirigentes como Max Russi visam não apenas à manutenção da vaga na Assembleia Legislativa Mato-grossense, mas também à construção de governabilidade futura e à permanência no comando do Poder Legislativo regional após a consolidação das urnas.

A indefinição sobre o número exato de votos necessários para a eleição proporcional impõe às legendas a necessidade de formar chapas competitivas e coesas. Como a soma dos votos de todos os candidatos do partido determina o número total de cadeiras obtidas pela agremiação, o desempenho individual de cada concorrente contribui diretamente para o sucesso coletivo da legenda ou da Federação Partidária, impedindo garantias prévias de vitória.

Diante desse cenário complexo, as eleições de 2026 reafirmam o papel central das regras matemáticas e regimentais na consolidação da democracia brasileira. A combinação entre a escolha direta de senadores e o cálculo proporcional para deputados garante uma representação heterogênea nas Casas Legislativas, refletindo as dinâmicas locais e nacionais que conduzirão os rumos políticos, econômicos e sociais do país pelos anos seguintes.

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