AS JOGADAS DO TABULEIRO POLÍTICO
Adversário de Ludio e Abílio na Prefeitura de Cuiabá, Edu informa: escolha da (o) vice, será dia 27
O final de semana chegou, e nada melhor do que terminar o expediente sabendo que as peças do jogo, finalmente, começam a se posicionar no tabuleiro eleitoral e, os cabeças pensantes do núcleo duro Boteco da Alameda está acompanhando os bastidores para descobrir os jogadores que estarão atuando no pleito de 2024.
Então, bora conferir, vem que está quase tudo pronto. E aí navegantes! Na próxima semana, os partidos começam a fechar as chapas para a disputa eleitoral e a pergunta que não quer se calar: quem será candidato a vice-prefeito nas chapas de Edu Botelho (UB), Abílio Brunini (PL), e de Ludio Cabral (PT): uma mulher ou um homem?
Não me venham com Blá-Blá-Blá que, o candidato a vice será escolhido através de pesquisa.
Pega a visão: “uma pesquisa qualitativa, nesta altura do campeonato, pode ser um parâmetro que possa contribuir com a tomada decisão, NÃO que ela será FUNDAMENTAL para que isso ocorra“, palavras do governador Mauro Mendes (UB).
Assim sendo… acordei, mas nada confirmado, pegou aí?
Vou deixar mais fácil para os senhores navegantes: se o cabeça de chapa para prefeito é homem, o vice tem que ser mulher necessariamente.
Senão venhamos e convenhamos, vamos no geral: as mulheres são a maioria em Mato Grosso. Do total de 2.45 milhões de pessoas aptas ao voto no estado, 51% são mulheres e 49% são homens, ou seja, o eleitorado possuí 51,5 mil mais mulheres do que homens.

Também são elas que majoritariamente comparecem às urnas e exercem o direito ao voto.
A taxa de abstenção é menor entre as mulheres, 22% contra 25% dos homens. Com base nos dados referentes as Eleições Gerais de 2022, a participação efetiva no dia da votação entre o público feminino foi de 985.096 contra 907.028 entre o eleitorado masculino.
O cenário muda quando o assunto é representatividade feminina entre pessoas candidatas e eleitas em Mato Grosso.
Com base em 2020, foram eleitas 14 prefeitas, 25 vice-prefeitas e 228 vereadores nas Eleições de 2020. Na Capital de todos os mato-grossenses, três mulheres foram eleitas na Casa de Leis. Se considerarmos desde a criação da Câmara Municipal de Cuiabá, em 1° de janeiro de 1727, apenas 12 vereadoras ocuparam assento como parlamentares.
Ah, o Boteco vai falar
Uma brecha na nova regra eleitoral pode explicar o aumento das mulheres como candidatas.
O Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), consolidaram o entendimento de que no mínimo 30% do Fundo Eleitoral destinado a cada partido deve ser gasto em candidaturas femininas.
Como os partidos têm dificuldade de colocar 30% do dinheiro em mulheres, uma forma de fazer com que essa verba conste em uma candidatura feminina é no cargo de vice de uma cabeça chapa masculina para a Prefeitura em disputa. No fim, o dinheiro vai mesmo é para os homens.
Os partidos políticos sempre possuem artimanhas, o que explica parte desse fenômeno. Lógico que existem outros fatores senhores navegantes do Blog do Valdemir, os partidos perceberam que ter uma mulher na chapa é interessante para aumentar a competitividade e a representatividade. Eitaaa lasqueiraaa!

Limite de gastos
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), publicou o Edital de Gastos para a campanha deste ano. Cuiabá e Várzea Grande, primeiro e segundo com mais população do Estado de Mato Grosso, ficarão com o maior volume.
Na Capital, os candidatos a prefeito poderão gastar R$ 13.322.541,31 no primeiro turno. Se houver segundo turno, cada um dos postulantes poderá gastar R$ 5.329.011,72. Já os candidatos a vereador, poderão gastar R$ 727.981,92, cada.
Em Várzea Grande, cada candidato a prefeito poderá gastar R$ 3.687.613,10, os candidatos a vereador, por sua vez, terão o teto de R$ 122.038,58 para “torrar”, cada um, em suas campanhas.
O Fundo Eleitoral ou Fundão
O Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como fundo eleitoral ou fundão, terá orçamento de R$ 4,9 bilhões em 2024. Será o maior montante já destinado para o fundo na história das eleições municipais.
O valor de R$ 4,9 bilhões para o fundão foi aprovado pelo Congresso no fim do ano passado, em conjunto com as demais determinações do orçamento da União. O montante é o mesmo destinado às Eleições de 2022, quando foram escolhidas autoridades federais e estaduais, e corresponde a mais do que o dobro do que foi aplicado na eleição municipal de 2020, de R$ 2,03 bilhões.
O FEFC foi criado em 2017 como resposta à proibição, determinada dois anos antes, das doações de pessoas jurídicas às campanhas eleitorais. A vedação foi estimulada por escândalos de corrupção e mudou a trajetória das eleições no Brasil.
A ideia do Fundo Eleitoral, com verbas públicas, foi a de evitar a influência de grandes empresas no jogo político. A medida, porém, é questionada por cidadãos e políticos de diferentes partidos, que contestam a destinação de verbas públicas a campanhas políticas em um cenário no qual o dinheiro poderia ser melhor empregado e outras necessidades da sociedade.
Política
Câmara de Várzea Grande articula CPI para investigar sucateamento e irregularidades no Transporte Coletivo
O sistema de transporte coletivo de Várzea Grande enfrenta uma iminente investigação legislativa após a consolidação do número necessário de assinaturas para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal da Cidade Industrial. A iniciativa parlamentar visa apurar denúncias formais de descumprimento contratual e precarização dos serviços oferecidos à população.
A União Transporte, principal concessionária operadora do serviço no município, figura como o alvo central das investigações. A empresa, de propriedade do empresário Rômulo Botelho, irmão do deputado estadual José Eduardo Botelho (MDB), atua sob a gestão da Associação dos Transportadores Urbanos (MTU), entidade que congrega as cinco concessionárias do setor na Região Metropolitana.
A instauração do procedimento fiscalizatório ocorrerá formalmente na próxima terça-feira, dia 27 de maio, durante a Sessão Ordinária no Plenário da Casa de Leis. Nesta data, o requerimento será lido publicamente, ato que precede o sorteio técnico para a definição dos vereadores que assumirão as funções estratégicas de presidente e relator do bloco de inquérito.

O estopim para a mobilização do Poder Legislativo fundamenta-se em um robusto histórico de falhas operacionais graves, caracterizado pela circulação de uma frota visivelmente inferior à meta estipulada no contrato de concessão vigente.
Somam-se a isso relatórios técnicos que apontam para a obsolescência dos veículos, severas deficiências nos mecanismos de acessibilidade universal e descumprimento crônico dos itinerários estabelecidos.
A decisão de criar a comissão parlamentar foi chancelada por um grupo suprapartidário composto por dez vereadores: Adilsinho, Bruno Rios, Caio Cordeiro, Carlinhos Figueiredo, Charles da Educação, Cleyton Nassarden, Jânio Calistro, Joaquim Antunes, Lucas Chapéu do Sol e Rosy Prado.
A convergência desses parlamentares reflete o desgaste político e social gerado pela insatisfação generalizada da comunidade com a infraestrutura urbana local.
Os parlamentares recorreram à prerrogativa constitucional da CPI devido à insuficiência das medidas administrativas anteriores e à necessidade de detalhar o fluxo financeiro e operacional da concessão. A suspeita de favorecimento e a falta de transparência na fiscalização dos contratos anteriores motivaram os representantes a buscar instrumentos jurídicos de maior poder coercitivo e de auditoria profunda.
O cenário de degradação atinge de forma direta e severa a Cidade Industrial, o maior polo socioeconômico de Várzea Grande, e espalha-se pelas periferias conectadas à capital. Os usuários do sistema enfrentam rotineiramente veículos obsoletos desprovidos de climatização sob temperaturas extremas, infiltrações estruturais durante o período chuvoso e abrigos públicos depredados e desprotegidos contra as intempéries climáticas.

O agravamento da crise estrutural decorre, segundo analistas e lideranças comunitárias, do distanciamento geográfico e gerencial de parte dos grupos empresariais que controlam o setor, uma vez que diversas dessas organizações possuem matrizes fora do Estado de Mato Grosso.
Essa configuração societária dificulta o alinhamento das metas operacionais com as demandas reais e cotidianas da população várzea-grandense.
Os desdobramentos atuais conectam-se a fiscalizações prévias realizadas pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT) e pelo Ministério Público Estadual (MPE). O órgão ministerial, inclusive, interveio recentemente por meio de uma mesa técnica, estabelecendo um cronograma emergencial de obrigações estruturais para permitir a continuidade temporária e condicionada da prestação dos serviços pela empresa concessionária.
A expectativa da sociedade civil e dos movimentos sociais concentra-se na democratização das decisões regulatórias, com a exigência de audiências públicas frequentes e auditoria cidadã nos custos tarifários. Até que os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) produzam efeitos práticos na gestão municipal, a rotina dos trabalhadores locais permanecerá sob o estigma dos atrasos crônicos, do desconforto térmico e do improviso logístico.
-
Política7 dias atrásDisputa pela presidência do Legislativo cuiabano mobiliza alianças e reformas regimentais
-
Política7 dias atrásEquilíbrio de “Forças e Judicialização” marcam eleição da Mesa Diretora em Várzea Grande
-
Política5 dias atrásPSD vai ao TRE/MT contra chefe da Casa Civil por menção a dados sem registro
-
Artigos6 dias atrásSonhar ou não sonhar? Isso não é uma aquisição
-
Artigos4 dias atrásPor que sua empresa pode quebrar mesmo vendendo muito
-
Destaques5 dias atrásMato Grosso lança “Plano de Combate à Hanseníase” com foco em “Triagem Tecnológica”
-
Artigos4 dias atrásTraição política e democracia, a linha tênue entre estratégia e compromisso
-
ESPORTES6 dias atrásEndrick encerra ciclo no Lyon e retorna ao Real Madrid



