Política
“Acreditamos na vitória de Pedro no 1º turno”
“Eu acho que as pesquisas mostram que a rejeição do Taques vem caindo dia a dia. Já foi bem maior que hoje. Já estamos trabalhando a candidatura do Taques e com a nossa expectativa de diminuir essa rejeição“
Foram as palavras do primeiro secretário da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), deputado estadual Guilherme Antônio Maluf do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), em acreditar na possibilidade de seu companheiro de partido o governador José Pedro Taques ser reeleito novamente para comandar Mato grosso ainda no primeiro turno desta eleição de 7 de outubro, mesmo o tucano amargando um os maiores índices de rejeição conforme apontam pesquisas realizadas pelos Institutos de Pesquisas.
E segundo o parlamentar estadual Guilherme Maluf, o tucano e amigo Pedro Taques nas pesquisas já estão sofrendo uma verdadeira mudança quanto a sua rejeição, e vem caindo a cada dia, segundo o deputado.
Em entrevista concedida na Rádio Capital FM, Guilherme Maluf disse que os pré-candidatos ao Governo do Estado, não vão facilitar a disputa eleitoral contra Pedro Taques. “Acho que esse fato pode acontecer. O governador ganhar no primeiro turno. Não é muito fácil com candidatos colocados como Mauro Mendes e Wellington Fagundes. Essa é uma eleição bem disputada. Acho que o governador tem muita coisa para mostrar e que pode reverter essa rejeição. Tem muita coisa para entregar e demonstrar que ele fez à frente do governo“.
Pedro Taques corre contra o tempo para as inaugurações de obras do Governo do Estado, já que a partir do dia 7 de julho (sábado), o governador estará impedido de realizar qualquer tipo de obras conforme a legislação eleitoral, e após esta data, quem vai estar a frente das inaugurações será Ciro Rodolpho Gonçalves, secretário chefe da Casa Civil.
O parlamentar estadual também chegou de ser questionado sobre sua bandeira anticorrupção que ainda poderá ser empunhada por Pedro Taques, depois de casos envolvendo o seu governo, como o escândalo da “Grampolândia Pantaneira“ e também dos desvios constatados na Secretaria Estadual de Educação (Seduc), o parlamentar tucano afirmou que nenhum dos casos estará atingindo diretamente o governador Pedro Taques nesta eleição.
“Todos os casos que foram denunciados estão sendo investigados, os atores suspeitos dos fatos estão presos e não vejo nenhuma forma direta de comprometimento do Taques. Essa bandeira da honestidade é importante, mas não é a mais importante de todas as bandeiras. Nós do PSDB temos que mostrar capacidade de gestão“.
Política
Câmara de Cuiabá se torna trunfo eleitoral de Pivetta em disputa marcada por rachas partidários
O governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos) transformou a Câmara Municipal de Cuiabá em uma das principais vitrines de sua articulação eleitoral na Capital. Em um movimento de forte repercussão política, 16 dos 27 vereadores declararam apoio à candidatura do republicano, formando um grupo correspondente a 59,3% do Legislativo municipal. O número supera a metade das cadeiras da Casa de Leis e assegura, isoladamente, uma maioria absoluta, em uma demonstração de força territorial no maior colégio eleitoral de Mato Grosso.
A adesão ocorreu em encontro com Otaviano Pivetta e reuniu os vereadores Dilemário Alencar, Maysa Leão, Adevair Cabral, Maria Avalone, Daniel Monteiro, Michelly Alencar, Ilde Taques, Dídimo Vovô, Demilson Nogueira, Baixinha Giraldelli, Dra. Mara, Alex Rodrigues, Eduardo Magalhães, Katiuscia Manteli, Sargento Joelson e Tenente-Coronel Dias.
A dimensão do grupo, contudo, não está apenas na quantidade de parlamentares, mas também na diversidade partidária. Entre os apoiadores, há representantes de legendas que integram formalmente o palanque de Pivetta e outros que pertencem a partidos posicionados em coligações adversárias na disputa pelo Governo do Estado.
Boa parte dos 16 vereadores está filiada a siglas que compõem oficialmente a Coligação “Mato Grosso Não Pode Parar“, encabeçada por Pivetta e pela candidata a vice-governadora Gisela Simona (UB). A aliança reúne Republicanos, Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, Federação PSDB/Cidadania e Podemos.
Nesse núcleo estão Maysa Leão, Daniel Monteiro e Eduardo Magalhães, do Republicanos; Dilemário Alencar e Michelly Alencar, do União Brasil; Demilson Nogueira, do PP; Maria Avalone, do PSDB; e Tenente-Coronel Dias, do Cidadania, além de vereadores que passaram a integrar o Podemos.

A composição ganha relevância, entretanto, quando se observam os parlamentares que decidiram atravessar as fronteiras estabelecidas pelas direções partidárias. Adevair Cabral e Baixinha Giraldelli, ambos do Solidariedade, declararam apoio a Pivetta embora a legenda integre a Federação Renovação Solidária, que participa da Coligação “Coração da Gente“, responsável pela candidatura de Wellington Fagundes (PL) ao Governo.
Na prática, os dois vereadores passaram a atuar politicamente em favor da reeleição de um candidato que disputa diretamente contra o nome apoiado formalmente por sua legenda.
Outro caso é o de Dídimo Vovô, do PSB, partido integrante da Coligação “Mato Grosso para Todos“, liderada pela candidata ao Governo Natasha Slhessarenko (PSD). Dessa forma, pelo menos três dos 16 vereadores vinculados publicamente a Pivetta pertencem a siglas formalmente posicionadas em candidaturas adversárias na eleição majoritária.
Embora esse contingente represente uma parcela menor do grupo, o fenômeno evidencia uma característica cada vez mais presente no cenário eleitoral de Mato Grosso: as alianças estabelecidas pelas cúpulas partidárias não necessariamente determinam o comportamento político de vereadores, prefeitos e candidatos proporcionais nos municípios.
A ausência de vereadores identificados com o PL entre os 16 apoiadores também chama atenção. O partido é a legenda de Wellington Fagundes e do Prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, mas nenhum parlamentar liberal aparece na relação divulgada de adesões a Pivetta. O dado, por si só, não permite concluir que toda a bancada do PL esteja integralmente mobilizada em torno da candidatura de Wellington, mas demonstra que a ofensiva política do governador sobre a Câmara de Cuiabá foi construída, até o momento, sem a presença pública de um vereador filiado à principal legenda de seu adversário.
O movimento de Cuiabá ocorre em um contexto de infidelidades eleitorais e rearranjos que ultrapassam os limites da Capital. A Prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, filiada ao PL, declarou apoio a Pivetta, assim como os prefeitos Cláudio Ferreira, de Rondonópolis; Sérgio Machnic, de Primavera do Leste; Carlão Borchardt, de Tabaporã; e Emerson Sabatine, de Itanhangá. Edilson Piaia, de Campo Novo do Parecis, chegou a solicitar a desfiliação do PL.

Os episódios indicam que a orientação formal das legendas enfrenta dificuldades para manter unificada a base política em diferentes regiões do Estado.
A fragmentação também aparece dentro das próprias alianças eleitorais. O candidato a deputado estadual Léo Bortolin (MDB) classificou a disputa como “atípica” e avaliou que as coligações não conseguem manter todos os seus integrantes sob a mesma orientação. O cenário é particularmente perceptível na composição formada por PL e MDB, que estão juntos na candidatura ao Governo e também lançaram Janaina Riva e José Medeiros para o Senado, mas convivem com divergências públicas entre candidaturas e setores partidários.
No campo de Pivetta, a incorporação do União Brasil à chapa também ocorre em meio a disputas e rearranjos entre lideranças.
A importância estratégica dos 16 apoios está diretamente relacionada ao peso político de Cuiabá. Por concentrar o maior eleitorado municipal de Mato Grosso, a Capital funciona como uma das principais vitrines eleitorais do Estado. Além da atuação institucional, os vereadores mantêm redes próprias de influência em bairros, igrejas, associações, entidades e categorias profissionais. Em uma eleição majoritária, essa estrutura pode funcionar como uma ponte entre a candidatura ao Governo e segmentos específicos do eleitorado, ampliando a capacidade de mobilização da campanha para além dos meios tradicionais de comunicação.
A pouco menos de um mês da eleição, a adesão de 16 dos 27 vereadores representa, portanto, mais do que uma demonstração numérica de apoio. O movimento entrega a Pivetta uma estrutura política majoritária dentro da Câmara de Cuiabá e, simultaneamente, expõe a dificuldade das coligações de manterem suas bases municipais rigidamente alinhadas aos palanques estaduais.
O episódio reforça a percepção de que a disputa pelo Governo de Mato Grosso está sendo marcada por alianças mais flexíveis, nas quais interesses locais, relações pessoais e estratégias eleitorais municipais passaram a ter peso significativo. Na Capital, a fronteira entre governo e oposição, definida formalmente pelas coligações, mostra-se menos rígida do que o desenho registrado para a eleição majoritária.
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