MAIS UTI
Estado colocará em funcionamento 10 leitos de UTI no Hospital Estadual Santa Casa
O Estado de Mato Grosso foi notificado pelo Ministério da Saúde (MS), em novembro de 2020, para devolver 10 equipamentos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) para tratar pacientes da Covid-19, que estavam instalados no Hospital Estadual Santa Casa.
Esses leitos já haviam sido desabilitados pelo órgão federal no ano passado, porque a média de internação de pacientes com coronavírus à época da solicitação estava em torno de 30%.
Os equipamentos, que são alugados pelo Ministério da Saúde, ainda estão no Hospital Estadual Santa Casa e serão remetidos pelo órgão para socorrer o Estado do Amazonas.
Vale destacar que na época da desabilitação desses leitos, o Estado, com recurso próprio, para manter o atendimento, habilitou mais 30 leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital Metropolitano, que é a referência no tratamento e combate ao Coronavírus. Passando de 40 leitos de UTI para 70. Ou seja, nenhuma perda para a população.
O trabalho para garantir o atendimento à população de Mato Grosso continua e, na próxima semana serão abertos 20 novos leitos de UTI, sendo 10 no Hospital Estadual Santa Casa e 10, no Metropolitano, todos exclusivos para tratar pacientes com Covid.
Lembramos ainda que o Governo de Mato Grosso empresta os equipamentos de UTI adquiridos no ano passado para diversos municípios, como é o caso de Cuiabá, que utiliza 10 aparelhos fornecidos pelo Estado para atendimento aos pacientes da Covid-19.
Geral
Eliminação do Brasil reforça importância da liderança e do coletivo
A eliminação da Seleção Brasileira reacendeu debates sobre escolhas táticas, desempenho dos jogadores e decisões da comissão técnica. No entanto, para a mentora e empresária Simone Bernardino, o resultado dentro de campo oferece uma oportunidade de reflexão que vai além do futebol e alcança temas como liderança, gestão, trabalho em equipe e desenvolvimento humano.
Especialista em mentoria sistêmica e idealizadora do Tour Semear, Simone avalia que toda derrota é consequência de um processo construído ao longo do tempo e não apenas dos acontecimentos registrados durante os 90 minutos de uma partida.
Segundo ela, a visão sistêmica propõe uma mudança na forma de interpretar os resultados, substituindo a busca por culpados pela compreensão dos fatores que influenciam o desempenho coletivo.
“Quando olhamos apenas para o placar, enxergamos apenas a consequência. O verdadeiro resultado começa a ser construído muito antes do jogo, na liderança, na comunicação, na confiança entre as pessoas e na forma como cada integrante ocupa seu papel dentro da equipe“, explica.
Para a mentora, o talento individual, por mais relevante que seja, dificilmente consegue sustentar grandes resultados quando o grupo perde o alinhamento e a capacidade de atuar de forma integrada.
“O Brasil sempre revelou atletas extraordinários. Mas nenhuma equipe vence apenas pelo brilho individual. Os grandes resultados nascem quando existe conexão, propósito comum e confiança entre todos os envolvidos“, afirma.
Embora utilize a eliminação da Seleção como ponto de partida, Simone destaca que o aprendizado pode ser aplicado em diferentes áreas da vida. Ela observa que empresas, famílias e organizações enfrentam desafios semelhantes quando deixam de olhar para o funcionamento do sistema como um todo.
“Nas empresas é comum encontrar profissionais altamente qualificados que não conseguem entregar resultados porque falta alinhamento. Nas famílias, muitos conflitos são apenas reflexos de questões mais profundas que nunca foram enfrentadas. O sistema sempre comunica aquilo que precisa ser transformado“, analisa.
Outro aspecto ressaltado por Simone é a importância das derrotas como instrumentos de aprendizado. Na visão da especialista, momentos difíceis costumam revelar fragilidades que permanecem escondidas durante os períodos de sucesso.
“Em vez de perguntar quem errou, talvez a pergunta mais importante seja: o que esse resultado está tentando nos mostrar? Quando mudamos essa perspectiva, deixamos de gastar energia procurando culpados e passamos a construir soluções“, observa.
A mentora também defende que a responsabilidade pelos resultados nunca deve recair exclusivamente sobre uma única liderança. Para ela, treinadores, gestores e líderes exercem papel fundamental ao definir estratégias e direcionar equipes, mas o desempenho final depende da interação entre pessoas, cultura organizacional, preparação e ambiente.
Conhecida pelo trabalho desenvolvido com empresários em diferentes estados e países, Simone Bernardino afirma que utiliza sua própria trajetória de superação como ferramenta para despertar novos olhares sobre liderança, desenvolvimento pessoal e gestão de equipes. Por meio do Tour Semear, ela promove encontros voltados ao fortalecimento da consciência empresarial e à construção de organizações mais saudáveis e conectadas.
Para a especialista, a eliminação da Seleção Brasileira deixa uma mensagem que ultrapassa o universo esportivo: resultados consistentes são fruto de processos sólidos. E toda transformação começa quando se aprende a enxergar além do óbvio.
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