DOCUMENTARIO
Documentário dedicado a Vera Capilé reúne artistas da cultura mato-grossense
O lado materno de Vera Capilé, a filha Juliana conhece muito bem. Mas ao assumir a direção do documentário em homenagem à cantora e compositora, conheceu a Vera como os outros a enxergam. Ouviu atentamente aos relatos de amigos, parceiros artísticos e até entrevistados que não estavam previstos no roteiro e se sentiram motivados a participar.
“Esse lado de mãe eu já conhecia, claro. Mas foi muito emocionante ouvir o que as pessoas têm a dizer sobre ela, o quanto ela é amada, como se tornou referência para outros artistas e de como os amigos têm tanto apreço por uma pessoa que consideram generosa e solidária“, diz orgulhosa.
Vera Capilé, nascida em Dourados, Mato Grosso do Sul e que comemora 60 anos de carreira neste ano, tem um carisma peculiar. E seu dom artístico é sempre ressaltado. Ela começou a cantar ainda menina e com seu talento, conquistou lugar especial entre os notáveis da cultura mato-grossense.

Para homenageá-la, a produtora cultural Tatiana Horevicht inscreveu projeto no edital Mestres da Cultura, idealizado pela Secretaria de Cultura, Esportes e Lazer (Secel-MT). O documentário dirigido por Juliana Capilé, “interage” com outros dois produtos: um livro, organizado pelo historiador Luiz Gustavo Lima e uma coletânea em CD, com clássicos da carreira.
“É uma honra fazer um filme sobre minha mãe“, reforça Juliana.
Ela conta que o documentário chamado “Filhote desse lugar” está recheado de contribuições especiais, de amigos que se tornaram parceiros musicais e vice-versa. Entre os quais, estão Habel Dy Anjos, Dona Domingas, Deize Águena, Vitória Basaia, Júlio César Carvalho, Glória Albues, Ivens Scaff, Lúcia Palma e Jaime Okamura.
“Dois depoimentos extras vieram justamente da nossa equipe de filmagem. Nosso diretor de fotografia, Duflair Barradas, e o eletricista Luciano Marquis, não se contiveram. Foram inundados pela emoção. Duflair contou que a arte da minha mãe é que o conectou com o conceito de regionalidade, que tanto ouvia falar. Quando ele a viu cantando pela primeira vez, foi que ele entendeu a singularidade de nossa cultura“, exemplifica.
A conversa reservada a Vera foi deixada para o último dia de filmagem, no quintal da casa dela, que mora em uma chácara, rodeada de verde. Ela estava bastante à vontade, com os pés no chão e o violão a tiracolo.
“A gente já tinha ouvido um monte de histórias sobre ela, essas várias visões que as pessoas tinham nos mostrado. E quando a gente viu aquela pessoa despojada, desapegada de qualquer vaidade, a gente entendeu ainda mais de onde vem tanto carinho e admiração por esta mulher“.
Juliana destaca ainda o relato do companheiro de Vera, professor Waldir Bertúlio.
“Lógico, além de elogiá-la muito, ele trouxe uma visão dessa música de raiz, de como essa cultura original a toca tanto e de como isso é forte na música, na carreira dela“.
Juliana destaca ainda o clima aprazível do set de gravações.
“Foi mágico trabalhar com Duflair, parceiro de outras tantas produções, Luciano, Robson, Rose, João e Miyagi, que nos deixou precocemente… Tatiana é outra pessoa incrível, como ela é gigante no que faz. Além de atuar na produção executiva, buscou conhecimento para auxiliar também na assistência de direção. Enfim, as pessoas traziam coisas boas e saíam de lá energizadas pela união da equipe e inspirados por Vera“.
O projeto que homenageia Vera Capilé como mestra, foi contemplado no edital Mestres da Cultura, da Lei Aldir Blanc, realizado pelo Governo de Mato Grosso via Secel-MT, em parceria com o Governo Federal via Secretaria Nacional de Cultura, do Ministério do Turismo. O lançamento do documentário, assim como dos outros dois produtos, está previsto para abril.

Geral
Hospital Geral de Cuiabá faz apelo por doação de leite materno para UTI Neonatal
O Hospital Geral e Maternidade de Cuiabá (HG) fez um apelo urgente à população diante da queda significativa no estoque do banco de leite humano. A unidade precisa de doações para garantir a alimentação de recém-nascidos internados na UTI Neonatal, muitos deles prematuros e em estado delicado.
O alerta ocorre em maio, mês dedicado à conscientização sobre a importância do aleitamento materno, o que reforça a necessidade de mobilização da sociedade.
De acordo com o coordenador do Banco de Leite Humano do Hospital Geral e Maternidade de Cuiabá (HG), Marcus Vinicius de Carvalho, o leite humano é essencial para a recuperação e o desenvolvimento dos bebês internados, especialmente aqueles que ainda não conseguem se alimentar diretamente no peito.
“Pedimos que mulheres que estejam amamentando e tenham produção excedente procurem o banco de leite. Cada frasco doado pode alimentar vários bebês. Para esses recém-nascidos, o leite materno é como um ‘ouro líquido’: protege contra infecções, auxilia no desenvolvimento intestinal e pode reduzir o tempo de internação“, explica.
Como doar
Para se tornar doadora, é necessário estar em fase de amamentação, ter boa saúde e não fazer uso de medicamentos contraindicados. A coleta pode ser realizada em casa, com recipientes esterilizados fornecidos pelo hospital. A equipe também orienta as mães sobre a forma correta de ordenha e armazenamento.
O banco de leite do Banco de Leite Humano do Hospital Geral e Maternidade de Cuiabá (HG) funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h, na Rua 13 de Junho, 2101 – 2º andar, região central de Cuiabá.
Informações adicionais podem ser obtidas pelo telefone (65) 3363-7035 ou WhatsApp: (65) 99601-1802.
“Não é preciso doar grandes quantidades. Cerca de 300 mililitros por semana já fazem diferença. É um gesto simples, gratuito e que pode salvar vidas“, reforça o coordenador.
Maio: mês de incentivo ao aleitamento
A mobilização acontece em sintonia com as campanhas nacionais de incentivo ao aleitamento materno. De acordo com o Ministério da Saúde, o leite humano pode reduzir em até 13% a mortalidade infantil por causas evitáveis. Apesar do aumento na procura por bancos de leite em Mato Grosso, o volume de doações ainda não acompanha a demanda.
Referência no atendimento a gestantes e recém-nascidos de alto risco, o Hospital Geral atende pacientes de toda a região metropolitana de Cuiabá. Atualmente, os 16 leitos da UTI Neonatal estão ocupados, o que aumenta a preocupação da equipe.
Com o estoque em nível crítico, a direção da unidade não descarta a possibilidade de racionamento do leite humano nos próximos dias, caso não haja reforço nas doações.
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