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ACABAR COM A VIOLÊNCIA CONTRA MULHER

Campanha “21 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher”

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A violência de gênero que é a violência dos homens contra as mulheres, tem sido naturalizada por toda a sociedade. Acabar com a violência contra as mulheres não é uma tarefa fácil, porém é absolutamente necessária, e precisa envolver diversos setores governamentais e da sociedade com estratégias e ações articuladas, de tal forma, que resultem não só em denúncias ou medidas punitivas aos agressores, mas também em transformações sociais e mudanças da cultura e comportamentos machistas.

Os dados hoje são alarmantes, e é importante refletir que uma grande causa da violência contra as mulheres ainda é a cultura machista, que educa os homens para o exercício da violência e do poder sobre as mulheres, os homens se acham “donos” das mulheres; e as mulheres são educadas para serem submissas e dóceis.

Essa sociedade ainda patriarcal e sustentando as desigualdades de gênero é a que tem educado e até os dias atuais educa homens para agir movidos por um código de honra, tratando as mulheres como sua propriedade e decidindo como devem se comportar, o que devem vestir ou com quem podem se relacionar. E quando a mulher não segue o padrão imposto pela sociedade, “não obedece”, ou decide terminar um relacionamento que a oprime, ela sofre os diferentes tipos de violência, desde a violência física, psicológica até a mais letal, o “Feminicídio”.

Onde deveria existir uma relação de afeto e respeito, existe uma relação de violência, que muitas vezes é invisibilizada por estar atrelada a papéis que são culturalmente atribuídos para homens e mulheres. Tal situação torna difícil a denúncia e o relato, pois torna a mulher agredida ainda mais vulnerável à violência. Pesquisa revela que, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil está entre os 10 países com maior número de “homicídios femininos”.

Esses dados é ainda mais alarmante quando se verifica que, em mais de 90% dos casos, o homicídio contra as mulheres é cometido por homens com quem a vítima possuí, ou possuía uma relação afetiva, com frequência na própria residência das mulheres.

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Lançamento da campanha em Cuiabá

Hoje, dia 20 de novembro, “Dia da Consciência Negra no Brasil”, a Secretaria Municipal da Mulher estará se preparando para lançar a abertura da campanha nesta segunda-feira (21), às 14h, no Auditório da Secretaria, da edição 2022 da campanha21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

De acordo com a secretária da pasta da Mulher, Cely Almeida, a campanha busca conscientizar a população sobre os diferentes tipos de agressão contra meninas e mulheres em todo o mundo. Trata-se de uma mobilização anual, empreendida por diversos atores da sociedade civil e do poder público.

É uma ação fundamental pela afirmação do direito das mulheres a uma vida livre de todas as formas de violência”, afirma.

História

Desde 1991, a ONU convoca o mundo inteiro para discutir questões relacionadas à violência contra as mulheres por meio de uma campanha anual global. É a campanha “16 dias de ativismo”, que tem início todo dia 25 de novembro, Dia Internacional de Combate à Violência Contra a Mulher, e término no dia 10 de dezembro, Dia dos Direitos Humanos.

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No Brasil, entretanto, os 16 dias se ampliaram para 21 dias: para destacar a dupla discriminação vivida pelas mulheres negras, as atividades começam antes, neste dia 20 de novembro, “Dia da Consciência Negra“.

Lei Maria da Penha

Um dos instrumentos mais importantes para o enfrentamento da violência doméstica e familiar contra as mulheres é a Lei Maria da Penha – Lei nº 11.340/2006. Esta lei, além de definir e tipificar as formas de violência contra as mulheres (física, psicológica, sexual, patrimonial e moral), também prevê a criação de serviços especializados, como os que integram a Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, compostos por instituições de Segurança Pública, Justiça, Saúde, e da Assistência Social.

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Geral

“O xadrez ensina o aluno a lidar com pressão, frustrações e desafios”

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O xadrez tem contribuído para o desenvolvimento de habilidades cognitivas e socioemocionais dos estudantes da Escola Estadual de Tempo Integral Clênia Rosalina, em Cuiabá. Concentração, raciocínio lógico, disciplina e tomada de decisões estão entre as competências estimuladas pela modalidade, que integra a proposta pedagógica das escolas de tempo integral vocacionadas ao esporte da rede estadual.

O trabalho é conduzido desde 2021 pelo professor de Educação Física, João Paulo da Silva Louzada. Na avaliação dele, o esporte cumpre um papel importante na escola ao ajudar os estudantes a desenvolver disciplina, convivência e responsabilidade, principalmente quando é trabalhado de forma contínua no dia a dia da unidade.

O esporte vai além da prática física e da competição. Na escola, ele é uma ferramenta de formação humana, social e educacional. Por meio das atividades esportivas, os estudantes desenvolvem competências importantes para a convivência, como respeito às regras, cooperação, liderança, disciplina, criatividade e responsabilidade, afirma o professor.

No caso do xadrez, segundo João Paulo, os efeitos aparecem tanto dentro quanto fora do tabuleiro. A cada partida, o estudante aprende a observar melhor, a controlar impulsos, a lidar com erros e a avaliar as consequências antes de agir.

O xadrez ensina o aluno a lidar com pressão, frustrações e desafios de forma mais equilibrada. Ele ajuda o estudante a pensar antes de agir, pois, em uma partida, podem ocorrer situações inesperadas. O aluno precisa avaliar o cenário, tomar decisões e assumir o resultado de cada escolha, explica.

Entre os exemplos citados pelo professor está a estudante Ana Clara da Silva Pinho, do 1º ano do Ensino Médio. A jovem enxadrista se tornou referência na escola pelo desempenho em campeonatos escolares e estaduais.

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Nos últimos anos, ela acumulou títulos como campeã estadual do JORE 2025, campeã regional do JORE 2025, campeã do Festival Escolar de Xadrez (FEX) Torneio Verão 2026, campeã sub-14 feminino do Festival Escolar de Xadrez 2024 e campeã do IFMT Blitz 2024, também na categoria sub-14 feminino.

Ana Clara ainda foi vice-campeã dos Jogos Estudantis de 2025, em Cuiabá.

Para João Paulo, os resultados alcançados pela estudante nas competições estaduais refletem um trabalho desenvolvido na escola, com incentivo, treino e acompanhamento contínuos.

O desempenho da Ana Clara é resultado de um processo que começou aqui. Mas percebo mudanças não apenas nela. Os demais alunos que praticam xadrez também demonstram maior concentração, mais segurança ao lidar com desafios e mais cuidado ao tomar decisões. Para mim, é uma modalidade muito eficiente nesse desenvolvimento, destaca.

O trabalho desenvolvido na escola também tem contribuído para ampliar o cenário enxadrístico no âmbito escolar de Mato Grosso. Além das aulas e dos treinamentos, os professores João Paulo e Glaydson Magno Andrade da Costa atuam na organização do Festival Escolar de Xadrez (FEX), realizado desde 2024 com o apoio da Federação Mato-grossense de Xadrez.

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Sediado na própria unidade escolar, o festival vem crescendo a cada edição e reunindo estudantes, atletas e admiradores da modalidade de diferentes regiões do estado. Em 2026, o FEX recebeu mais de 80 inscrições, consolidando-se como uma competição estudantil importante para a valorização do xadrez no ambiente escolar.

De acordo com a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), a experiência da unidade está inserida na política de expansão das escolas de tempo integral da rede estadual.

Mato Grosso possui atualmente 594 escolas estaduais, das quais 96 funcionam em tempo integral, o que corresponde a 16,16% da rede. Desse total, 14 unidades são destinadas ao esporte. As escolas de tempo integral estão presentes em 53 municípios.

A rede estadual atende 324.406 estudantes, dos quais 19.650 em tempo integral, o que corresponde a 6,6% das matrículas. Nessas unidades, as práticas esportivas fazem parte da rotina dos alunos e contribuem para uma formação mais ampla, com reflexos na aprendizagem, na convivência e no desenvolvimento emocional.

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