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CONQUISTA DO TERCEIRO LUGAR NA COPA DO MUNDO

Inglaterra supera reação da França em duelo de dez gols

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A Inglaterra encerrou sua participação na Copa do Mundo de forma histórica ao derrotar a França por 6 a 4, neste sábado (18), no Hard Rock Stadium, em Miami, e garantir pela primeira vez o terceiro lugar da competição. Em uma partida marcada por alto nível técnico, intensidade ofensiva e dez gols, os ingleses construíram ampla vantagem ainda no primeiro tempo, suportaram a reação francesa na etapa complementar e confirmaram um resultado expressivo diante de uma das principais seleções do torneio.

A equipe comandada pelo técnico inglês iniciou o confronto impondo ritmo acelerado e abriu o placar logo aos dois minutos. Após erro na saída de bola de Doué, Declan Rice recuperou a posse, avançou pela intermediária e finalizou com precisão da entrada da área para colocar a Inglaterra em vantagem. O gol precoce deu confiança ao time, que passou a controlar as ações e manteve pressão constante sobre o sistema defensivo francês.

Mesmo tentando reagir, a França encontrou dificuldades para conter a intensidade inglesa. Cherki levou perigo aos 10 minutos, obrigando Henderson a realizar boa defesa, mas a resposta não foi suficiente para interromper o domínio adversário. Aos 18 minutos, após cobrança de escanteio de Declan Rice, Ezri Konsa venceu a marcação pelo alto e cabeceou firme para ampliar o marcador. A superioridade inglesa refletia o controle da posse de bola, a eficiência nas transições e a consistência defensiva.

Depois da parada para hidratação, a Inglaterra manteve a pressão ofensiva. Rashford esteve próximo de marcar em finalização defendida por Maignan, enquanto Bukayo Saka transformava sua grande atuação em gols. Aos 36 minutos, o atacante aproveitou rebotes dentro da área para marcar o terceiro.

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Pouco antes do intervalo, após nova falha na troca de passes da defesa francesa, Eberechi Eze recuperou a bola e acionou Saka, que avançou em velocidade e marcou o quarto gol, consolidando a ampla vantagem inglesa antes do descanso.

Na volta para o segundo tempo, o técnico Didier Deschamps promoveu alterações que mudaram o comportamento da seleção francesa. A resposta foi imediata. Upamecano iniciou a jogada que terminou com assistência de Olisé para Mbappé, responsável por diminuir o placar logo nos primeiros minutos da etapa complementar. Pouco depois, Barcola, outro atleta que saiu do banco de reservas, recebeu lançamento em profundidade, conduziu com qualidade e finalizou sem chances para Henderson, reacendendo a esperança francesa.

O crescimento da França tornou a partida ainda mais equilibrada. Aos 21 minutos, Dembélé iniciou uma troca de passes com Mbappé e Olisé que terminou em um belo gol do camisa 10 francês, reduzindo a diferença para apenas um gol. A seleção francesa passou a ocupar o campo ofensivo, criou novas oportunidades e aumentou a pressão sobre a defesa inglesa, que precisou recorrer à organização tática e às intervenções de Henderson para preservar a vantagem.

Mesmo enfrentando um momento de instabilidade, a Inglaterra mostrou eficiência nos momentos decisivos. Aos 40 minutos, o árbitro assinalou pênalti após Spence ser derrubado por Gusto dentro da área. Na cobrança, Bukayo Saka demonstrou tranquilidade, deslocou o goleiro Maignan e marcou seu terceiro gol na partida, restabelecendo uma vantagem mais confortável para os ingleses em um dos momentos mais importantes do confronto.

Os minutos finais reservaram novos capítulos de emoção. Já nos acréscimos, Dembélé voltou a balançar as redes em um rápido contra-ataque, diminuindo novamente a diferença e mantendo a França viva na disputa. Entretanto, a reação francesa foi interrompida instantes depois, quando Jude Bellingham apareceu no setor ofensivo para marcar o sexto gol inglês e definir o placar em um confronto que ficará entre os mais movimentados da história recente da competição.

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Individualmente, Bukayo Saka foi o grande destaque da partida ao marcar três gols e liderar o ataque inglês durante praticamente todo o confronto. Declan Rice, Ezri Konsa e Jude Bellingham também deixaram suas marcas, enquanto Mbappé, autor de dois gols, Barcola e Dembélé comandaram a reação francesa, insuficiente para evitar a derrota. O duelo evidenciou a vocação ofensiva das duas seleções e proporcionou um espetáculo de alto nível técnico ao público presente em Miami.

Com o triunfo, a Inglaterra alcança, pela primeira vez em sua história, o terceiro lugar em uma edição da Copa do Mundo, encerrando sua campanha de forma positiva e consolidando o desempenho competitivo apresentado ao longo do torneio. A França, apesar da impressionante reação no segundo tempo, termina a competição na quarta colocação, após protagonizar uma das partidas mais emocionantes e repletas de gols desta edição do Mundial.

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ESPORTES

Espanha conquista o Bicampeonato Mundial com atuação dominante

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A Espanha conquistou, neste domingo (19), o título da Copa do Mundo de 2026 ao vencer a Argentina por 1 a 0, na decisão disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. O triunfo foi consolidado na prorrogação e garantiu à seleção espanhola o segundo título mundial de sua história, repetindo o feito alcançado em 2010.

A conquista foi construída por uma equipe que exerceu amplo domínio durante praticamente toda a partida. Sob o comando do técnico Luis de la Fuente, a Espanha manteve maior posse de bola, controlou as ações ofensivas e impôs um ritmo intenso desde os minutos iniciais, enquanto a Argentina concentrou seus esforços na organização defensiva e nas tentativas de explorar os contra-ataques.

No primeiro tempo, os espanhóis criaram as principais oportunidades da decisão. Lamine Yamal, um dos destaques da equipe, protagonizou as jogadas mais perigosas ao lado de Dani Olmo, obrigando o goleiro Emiliano Martínez a realizar importantes intervenções. Mikel Oyarzabal e Marc Cucurella também levaram perigo ao gol argentino, mas não conseguiram transformar o volume ofensivo em vantagem no placar.

A Argentina encontrou dificuldades para superar a marcação adversária e pouco produziu ofensivamente durante a etapa inicial. Antes do intervalo, a equipe sofreu uma baixa importante com a saída do zagueiro Lisandro Martínez, substituído por Nicolás Otamendi após sentir um problema físico, alteração que modificou a estrutura defensiva da seleção sul-americana.

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Na segunda etapa, a Espanha ampliou ainda mais sua superioridade técnica e territorial. Álex Baena, Dani Olmo, Pedri, Pau Cubarsí, Ferran Torres, Aymeric Laporte, Rodri e Nico Williams participaram das principais investidas ofensivas, enquanto Emiliano Martínez manteve a Argentina viva na decisão com uma sequência de defesas decisivas.

O panorama da partida tornou-se ainda mais favorável aos espanhóis nos instantes finais do tempo regulamentar. O meio-campista Enzo Fernández recebeu o segundo cartão amarelo após cometer falta dura sobre Pau Cubarsí, foi expulso e deixou a Argentina com um jogador a menos. Mesmo diante da vantagem numérica, a Espanha não conseguiu balançar as redes antes do encerramento dos 90 minutos.

Com o empate sem gols persistindo, a decisão seguiu para a prorrogação. Logo nos primeiros minutos, Nico Williams voltou a criar perigo, enquanto a arbitragem anulou um gol espanhol após o árbitro Slavko Vinčić identificar falta de Mikel Merino na origem da jogada. A revisão confirmou a infração, mantendo o placar inalterado e aumentando a expectativa para o desfecho da final.

O momento decisivo ocorreu no segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro cruzou pela direita, Nico Williams ajeitou de cabeça para trás e Ferran Torres apareceu livre na área para finalizar com firmeza, sem chances para Emiliano Martínez. O gol premiou a insistência espanhola e confirmou a superioridade apresentada ao longo de toda a decisão.

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Com o resultado, a Espanha alcançou o Bicampeonato Mundial, repetindo a conquista obtida em 2010, quando derrotou a Holanda por 1 a 0 na prorrogação, com gol histórico de Andrés Iniesta. O novo título consolida uma geração talentosa e reforça o protagonismo do futebol espanhol no cenário internacional, coroando uma campanha consistente e marcada pelo equilíbrio entre qualidade técnica, organização tática e eficiência coletiva.

Para a Argentina, a derrota representou o quarto vice-campeonato em sete finais de Copa do Mundo. A decisão também marcou a despedida de Lionel Messi da história do torneio, encerrando sua trajetória em Mundiais com um título, conquistado em 2022, e dois vice-campeonatos. Mesmo sem levantar a taça nesta última participação, o camisa 10 encerra sua carreira entre os maiores jogadores da história da competição, enquanto a Espanha celebra um título histórico construído com autoridade, maturidade e desempenho dominante na principal competição do futebol mundial.

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