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DÁ PRA REVERTER ATÉ OUTUBRO?

Poder acima de tudo: a preocupação para o pleito eleitoral 2020

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Ainda que a ação do Governo do Estado de Mato Grosso, seja uma das mais eficientes exemplo do uso de máscaras, a partir do dia 13 de abril, no combate a “Pandemia da Covid-19”, o Estado já passou dos 100 infectados pela doença, com 2 mortos.

Números que só não são piores por causa das medidas tomadas pelos secretários de Saúde em seus municípios, de alguns prefeitos, autoridades públicas e pelo próprio Governo do Estado, sob a liderança do governador Mauro Mendes Ferreira (DEM).

É exatamente por isso, por esta preocupação e mesmo diante de um combate eficiente, que não deixa de ser chocante que alguns políticos estejam fazendo pressão para que sejam definidas o pleito eleitoral para o Senado da Republica e as Eleições Municipais em outubro próximo.

Alguns Senadores sugeriram que as eleições municipais previstas para outubro sejam adiadas por conta dos impactos da epidemia do novo “Coronavírus”.

Para os mais “entendidos”, na política, (lideranças partidárias), a ideia de adiar o pleito para 2022 é absurda. E segundo esses mesmos “entendidos”, dizem que os atuais prefeitos foram eleitos para ficar quatro anos, com possibilidade de reeleição.

Particularmente, o Blog do Valdemir acha que as eleições locais separadas das estaduais e nacionais excelentes.

Bom…, em 1982, tivemos a única experiência da história em que votamos para prefeito e governador, para presidente ainda não era permitido, e não funcionou. A agenda dos temas municipais foi completamente apagada pela discussão dos temas estaduais. Uma eleição geral exigiria até nove escolhas do eleitor e a discussão sobre os problemas municipais provavelmente vai ficar em segundo plano.

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O adiamento das eleições não significa uma mudança de outras partes da legislação. A Lei diz que, para concorrer, um candidato deve estar filiado em um partido até o dia 4 de abril desse ano. E lá se foi o dia 4 de abril.

Trata-se de um interesse puramente pessoal, é claro, porque o isolamento social é uma das chaves do sucesso mato-grossense na luta contra “Covid-19”.

Podem aguardar que haverá alegações que medidas de seguranças estarão sendo tomadas. Ainda assim, não é uma medida recomendável neste momento, pelos seguidos boletins divulgados diariamente as 17 horas pela Secretaria Estadual de Saúde e dos estudos realizados pela Universidade Federal do Estado de Mato Grosso (UFMT).

Mas, a pressão que é feita para que ocorra o mais rápido possível é grande nos bastidores da política mato-grossense.

Isso mostra que alguns políticos e alguns setores da sociedade, não estão interessados na Saúde da população, mas na Saúde do seu cargo eletivo, acima de tudo.

Espécie tiro ao alvo na imprensa

Em meio ao isolamento social em que vivemos, não sabemos se haverá eleição suplementar ao Senado da Republica e muito menos para prefeitos e vereadores em 4 de outubro.

É óbvio que não acontecera em seu período normal. Entretanto, no meio de uma crise da Saúde, os protagonistas (eleição suplementar e municipal), estão no centro das especulações da imprensa de vários municípios mato-grossense, principalmente em Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis.

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Dia a dia notícias dão como certa o pleito eleitoral, outras a posse de Carlos Henrique Baqueta Favaro, eleito em 3º lugar nesta ultima eleição de 2018, com 15% dos votos, sendo que os dois mais votados foram Selma Rosane Santos Arruda (agora cassada) e Jayme Veríssimo de Campos (DEM), que está no exercício do cargo.

Jornalistas correm atrás da informação, antes dos concorrentes, o noticiário vira uma espécie de tiro ao alvo, sem lógica.

PS: Exemplo Favaro que já entrou e saiu no lugar de Selma Arruda.

Com relação a eleição em outubro, as especulações aumentam a cada dia. Seja em veículos sérios, seja em publicações que vivem de um sensacionalismo sem compromisso com os fatos.

O que se pode ter certeza, neste momento é que não há certeza alguma. Não acredite em afirmações definitivas. A definição do futuro esta longe de uma conclusão. E é improvável que saibamos tão cedo, quando é como será definido.

Bom…, para nós do Blog do Valdemir, não conseguimos ver nenhum partido ou político que explicitamente ganhe ou perca com o adiamento do pleito.

Se a eleição acontecer, por exemplo, em dezembro, não produziria nenhum efeito. Achamos que o adiamento da posse dos novos prefeitos para fevereiro ou março (no máximo) não traria grandes mudanças para as políticas públicas municipais.

Achamos também que, por conta da crise, provavelmente tenhamos menos candidatos concorrendo em busca de votos.

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Destaques

Ministério da Justiça mobiliza Força Nacional para conter tensão fundiária em Terra Indígena em Mato Grosso

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública autorizou o envio emergencial da Força Nacional de Segurança Pública para a Terra Indígena Menkü, localizada no município de Brasnorte, a cerca de 580 quilômetros de Cuiabá.

A medida atende a uma solicitação direta da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), órgão federal responsável por coordenar a proteção dos direitos dos povos originários e por acompanhar o desdobramento das ações territoriais no país.

A decretação ocorreu formalmente em 25 de setembro de 2026, por meio de portaria assinada pelo ministro Wellington César Lima e Silva, cuja publicação oficial se deu no Diário Oficial da União na terça-feira, 29 de setembro.

O contingente de segurança atuará na região durante o período inicial de 45 dias consecutivos, intervalo em que as operações policiais ostensivas e preventivas poderão ser prorrogadas mediante nova avaliação do cenário local de segurança.

A intervenção federal visa garantir a preservação da ordem pública, a integridade física das populações locais e a salvaguarda do patrimônio público e privado em uma área historicamente marcada por graves atritos territoriais.

A mobilização policial foi desencadeada devido ao acirramento da disputa fundiária entre indígenas e produtores rurais locais, contexto que demanda a presença ostensiva do Estado para prevenir o surgimento de novos confrontos violentos no interior mato-grossense.

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A Terra Indígena Menkü abriga o povo Myky, grupo étnico composto por pouco mais de uma centena de pessoas que luta pelo reconhecimento e pela revisão dos limites originais estipulados para o seu território tradicional.

O procedimento operacional prevê atuação conjunta entre a Diretoria da Força Nacional, a Secretaria Nacional de Segurança Pública e as forças policiais do estado de Mato Grosso, sob a diretriz do Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Plano Amas).

Os custos operacionais e o suporte de infraestrutura logística serão integralmente providenciados pela Funai, garantindo o deslocamento, a acomodação e a manutenção das equipes táticas designadas para o cumprimento da missão na Amazônia Legal.

A intervenção insere-se no contexto decisivo da ação civil pública conduzida pela Vara Federal de Juína e pelo Supremo Tribunal Federal (STF), cujas determinações recentes reabriram o rito de ampliação territorial de 146.398 hectares frente às contestações dos produtores de Brasnorte.

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