SITUAÇÃO DELICADA NO BRASILEIRÃO
Bragantino vence o Cuiabá de virada
Em um jogo animado, no Estádio Nabi Abi Chedid, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro em Bragança Paulista, o Bragantino derrotou o Cuiabá, de virada, na noite desta quarta-feira (5). A equipe do interior paulista venceu por 2 a 1.
Dessa forma, o Massa Bruta chegou aos 38 pontos, provisoriamente na décima posição, aliviando assim sua situação e afastando-se da zona de rebaixamento. Por outro lado, o Cuiabá ficou com 30 pontos e não conseguiu sair da degola, na 17ª posição.
O Dourado cuiabano continua ameaçado e pode até perder uma posição para o Avaí, que recebe o Botafogo nesta quinta-feira.
Primeiro tempo
A partida foi bastante movimentada desde o começo. Para se ter uma ideia, Helinho levou um cartão amarelo com apenas 30 segundos de jogo. No ponto de vista técnico, o Bragantino começou mandando na partida e criando as primeiras chances. Mas o primeiro susto foi do Cuiabá, em chute de Valdívia, que passou perto da trave.

Apesar de uma melhora do Braga, o Dourado chegou ao ataque com Valdívia, mas Cleiton defendeu. André Luís ia pegar o rebote, mas foi travado pelo goleiro. Após checagem do VAR, a arbitragem deu pênalti, que Deyverson cobrou bem para fazer 1 a 0.
Os donos da casa, então, foram com tudo para cima e empataram no finzinho. Aderlan bateu falta rapidamente, tabelou com Evangelista e chutou, João Carlos espalmou, mas Werik Popó conferiu no rebote e igualou o placar.
Segunda etapa de jogo
O Braga não abriu mão da postura ofensiva e voltou a chegar com perigo em boa jogada de Helinho, mas em que Werik Popó chutou fraco, nas mãos do goleiro. O gol da virada, porém, não demorou a vir. Helinho voltou a fazer bela jogada, lançou Artur, que tabelou com Lucas Evangelista e soltou a bomba para fazer 2 a 1.
O Cuiabá se viu obrigado a atacar e teve a chance do empate, com Osorio, mas o colombiano chutou fraco e Cleiton defendeu. Posteriormente, o Bragantino foi que chegou: Carlos Eduardo roubou bola de Pepê e chutou da entrada da área, carimbando o travessão. Mesmo com a pressão, o Cuiabá não conseguiu aproveitar as chances que teve e os paulistas fizeram a festa em casa.

PRÓXIMOS JOGOS
O Cuiabá volta a campo no sábado, às 19h, frente ao Flamengo, na Arena Pantanal, em Cuiabá (MT). No domingo, às 18h, o Red Bull Bragantino visita o Coritiba, no Couto Pereira, em Curitiba (PR).
FICHA TÉCNICA
BRAGANTINO 2 × 1 CUIABÁ
30ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro
Data e horário: 05/10/2022, às 19h (de Brasília)
Local: Nabi Abi Chedid, Bragança Paulista (SP)
Gols: Deyverson, 34’/1ºT (0-1); Werik Popó, 49’/1ºT (1-1); Artur, 15’/2ºT (2-1)
Árbitro: Jefferson Ferreira de Moraes (GO)
Assistentes: Alessandro Álvaro Rocha de Matos (Fifa-BA) e Leone Carvalho Rocha (GO)
VAR: Rafael Traci (SC)
Cartões amarelos: Helinho, Aderlan (RBB); Pepê, Denílson, Gustavo Nescau (CUI)
Público: 2.703 pagantes
Renda: R$ 45.090,00
BRAGANTINO: Cleiton; Aderlan, Realpe, Natan e Ramon (Jadsom, 29’/2ºT); Raul, Lucas Evangelista, Artur (Lomónaco, 48’/2ºT) e Hyoran (Eric Ramires, 26’/2ºT); Helinho (Sorriso, 29’/2ºT) e Werik Popó (Carlos Eduardo, 26’/2ºT).
Técnico: Vítor Pereira.
CUIABÁ: João Carlos; Daniel Guedes (Osorio, 29’/2ºT), Joaquim, Alan Empereur e Igor Cariús (João Lucas, 47’/1ºT); Camilo (Marcão, intervalo), Pepê, Valdívia (Pirani, 17’/2ºT) e Denílson; André Luís (Gustavo Nescau, 30’/2ºT) e Deyverson.
Técnico: Antônio Oliveira.
ESPORTES
Brasil supera a Austrália e conquista primeira vitória após a Copa do Mundo
A Seleção Brasileira de Futebol conquistou sua primeira vitória após a Copa do Mundo ao derrotar a Austrália por 4 a 2, nesta terça-feira, em Brisbane, em um amistoso marcado por seis gols, duas viradas e momentos de intensa disputa. O resultado encerrou a sequência de confrontos entre as equipes nesta Data Fifa com uma vitória brasileira, depois do empate por 1 a 1 registrado no primeiro encontro, na sexta-feira. Vanderson abriu o placar para o Brasil, enquanto Circati e Metcalfe colocaram os australianos em vantagem. Raphinha, Bruno Guimarães e Vini Jr. completaram a reação brasileira.
O Brasil começou a partida em ritmo intenso e precisou de apenas dois minutos para balançar as redes. Rayan recebeu pela direita, encontrou Gabriel Bontempo, que serviu Vanderson dentro da área. O lateral do Monaco finalizou cruzado, no ângulo, e marcou seu primeiro gol pela seleção brasileira em oito partidas. O início promissor, entretanto, não se manteve durante toda a primeira etapa, e a equipe passou a cometer erros técnicos que permitiram à Austrália equilibrar o confronto e explorar espaços na defesa brasileira.
A igualdade dos anfitriões surgiu em uma das principais armas da equipe australiana: a bola aérea. Após cobrança de escanteio pela direita, Rayan tentou afastar a jogada, mas seu desvio de cabeça fez a bola sobrar para Circati, que finalizou e marcou. O gol chegou a ser inicialmente anulado por impedimento, mas a revisão do árbitro de vídeo confirmou a legalidade da jogada. Apenas quatro minutos depois, os australianos aproveitaram outro erro brasileiro para virar o placar, em uma rápida transição ofensiva concluída por Metcalfe, que acertou um belo chute de canhota no ângulo de Otávio.

A Seleção Brasileira, porém, reagiu ainda antes do intervalo. Danilo sofreu pênalti, posteriormente confirmado pelo VAR, e Raphinha assumiu a responsabilidade pela cobrança. O atacante finalizou com firmeza aos 44 minutos e deixou o placar novamente empatado em 2 a 2. O gol também ampliou o histórico positivo do jogador em cobranças da marca da cal, já que, segundo os dados apresentados na transmissão, Raphinha havia desperdiçado apenas uma das 25 penalidades cobradas ao longo da carreira, em 2017.
No intervalo, Raphinha precisou ser substituído em razão de um desconforto na coxa direita, conforme comunicado da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Endrick entrou em seu lugar e participou diretamente da mudança de dinâmica da equipe brasileira. O técnico Carlo Ancelotti também promoveu alterações que deram maior intensidade ao ataque. Estêvão e Endrick contribuíram para acelerar as ações ofensivas, enquanto Danilo manteve participação importante na construção das jogadas e na ligação com os atacantes.
A virada brasileira ocorreu aos 23 minutos do segundo tempo, em uma jogada construída pela esquerda. Danilo encontrou Vini Jr. com um passe em profundidade, e o atacante aguardou a ultrapassagem de Endrick. O jovem recebeu no fundo do campo e cruzou rasteiro para Bruno Guimarães, que apareceu como elemento surpresa na área e completou para o gol. A jogada colocou novamente o Brasil em vantagem e mostrou uma equipe mais organizada ofensivamente depois das mudanças realizadas no intervalo.

Vini Jr. foi responsável por fechar o placar aos minutos finais, depois de protagonizar uma jogada individual de destaque. O atacante aplicou uma caneta em Irankunda e sofreu pênalti. Na cobrança, bateu com categoria e marcou o quarto gol brasileiro. A participação do jogador na etapa final representou uma resposta depois de um primeiro tempo discreto, além de oferecer ao treinador italiano uma atuação mais influente de um dos principais nomes do elenco brasileiro.
A partida também teve momentos de tensão. Aos 20 minutos do segundo tempo, Endrick e Souttar se desentenderam após uma disputa e iniciaram uma sequência de empurrões entre jogadores das duas equipes. Endrick caiu no gramado com a mão no rosto, enquanto os demais atletas se aproximaram para conter os ânimos. Depois que a situação foi controlada, o brasileiro e o australiano receberam cartões amarelos. O episódio interrompeu momentaneamente o ritmo do confronto, mas não alterou o resultado construído pela seleção brasileira.
Apesar da vitória, o desempenho apresentou oscilações. O Brasil iniciou o duelo com forte pressão, marcou rapidamente e criou a impressão de que controlaria a partida, mas perdeu intensidade depois dos primeiros 15 minutos e acumulou erros de execução. Um desses equívocos originou o segundo gol australiano. Na etapa inicial, Danilo e o estreante Gabriel Bontempo foram apontados como destaques brasileiros, enquanto, após o intervalo, as mudanças promovidas por Ancelotti deram maior velocidade à equipe e favoreceram a recuperação do controle ofensivo.
Com o resultado, o Brasil encerrou a passagem pela Austrália com uma vitória e um empate e ainda terá mais um treinamento em Brisbane antes de deixar o país. A delegação brasileira viajará na quinta-feira para Calcutá, na Índia, onde enfrentará a seleção local no sábado, no último amistoso desta Data Fifa.
A sequência servirá para Ancelotti observar diferentes combinações do elenco, avaliar jogadores mais jovens e ajustar a equipe para os próximos compromissos internacionais, enquanto a vitória sobre a Austrália encerra a série de partidas com uma reação brasileira construída depois de um primeiro tempo irregular.
AUSTRÁLIA 2 X 4 BRASIL
Amistoso: Data Fifa
Local: Suncorp Stadium, em Brisbane, Austrália
Data e hora: 29 de setembro de 2026, às 7h10 (de Brasília)
Árbitro: Yusuke Araki (Japão)
Auxiliares: Kohe Ando (Japão) e Kota Watanabe (Japão)
VAR: Campbell-Kirk Kawana-Waugh (Nova Zelândia)
Cartões amarelos: Irankunda, Souttar (AUS); Gabriel Magalhães, Endrick (BRA)
Cartões vermelhos: Nenhum
Gols: Vanderson, aos 2 minutos do primeiro tempo (BRA); Circati, aos 29 minutos do primeiro tempo (AUS); Metcalfe, aos 33 minutos do primeiro tempo (AUS); Raphinha, aos 44 minutos do primeiro tempo (BRA); Bruno Guimarães, aos 23 minutos do segundo tempo (BRA); Vini Jr, aos 34 minutos do segundo tempo.
Austrália: Beach, Italiano (Geria), Circati, Souttar e Herrington; Behich, Irvine (Vellupelay), Okon-Englister (O’Neill), Metcalfe (McGree); Irankunda (Younis) e Yengi (Yazbek).
Técnico: Tony Popovic.
Brasil: Otávio, Vanderson (Matheuzinho), Jair Cunha (Vitor Reis), Gabriel Magalhães e Mauro Júnior (Arthur Dias); Danilo (Breno Bidon), Bruno Guimarães (Martinelli) e Gabriel Bontempo (Andrey Santos); Rayan (Estêvão), Raphinha (Endrick) e Vini Júnior (Samuel Lino).
Técnico: Carlo Ancelotti
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