IMPOSTÔMETRO
Tributos em MT ultrapassa os R$ 20,5 bilhões em arrecadação
Neste 1º semestre de 2022 o Estado de Mato Grosso encerrou com mais de R$ 20,5 bilhões arrecadados em impostos, taxas e contribuições. O montante pago pelos mato-grossenses foi alcançado nesta segunda-feira (27), diferente do observado no mesmo período no ano passado, quando o valor somado atingia apenas R$ 18,4 bilhões.
O acréscimo de dinheiro na conta do governo foi de 11,2%, de acordo com o Impostômetro da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado (Fecomércio-MT).
Já segundo o Boletim da Receita Pública do 1º bimestre, divulgado pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT), as receitas tributáveis provenientes de impostos e taxas ficaram 27% superiores no comparativo com o mesmo período do ano passado.

O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que responde por 89,9% da arrecadação do imposto no estado, também ficou superior em 31% ante ao mesmo período de 2021.
Para o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado (Fecomércio-MT), José Wenceslau de Souza Júnior, o Impostômetro é uma importante ferramenta de monitoramento e de conscientização para a população sobre o dinheiro arrecadado pela União, estado e municípios.
“Ver os valores aumentando em tempo real assusta pela sua velocidade. O montante é bastante expressivo e a população merece que os tributos arrecadados sejam mais bem empregados”, explicou.
Outro dado observado no boletim mostra que o comércio e serviços correspondem a 62,4% da fatia do ICMS arrecadado no estado, seguidos da indústria, com 34,1%, e da agropecuária, com 3,4%. A soma dos percentuais corresponde ao valor de R$ 6,6 bilhões arrecadados no acumulado até o mês de abril desse ano.
Além de divulgar o valor pago em tributos pela população mato-grossense, o Impostômetro, divulgado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado (Fecomércio-MT), traz informações sobre questões tributárias do Estado e do País.
ECONOMIA
Tribunal de Contas e ANM firmam parceria para impulsionar economia e reduzir desigualdades
O presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida, liderou nesta segunda-feira (18) uma reunião estratégica com representantes da Agência Nacional de Mineração (ANM), incluindo o gerente regional Jocy Miranda. O encontro marcou o início de uma parceria institucional voltada para regulamentar e fomentar a atividade mineradora no estado.
A principal pauta da reunião foi a defesa da mineração como um dos pilares da economia mato-grossense. Sérgio Ricardo destacou que, além da produção agrícola e pecuária, a exploração mineral deve ser reconhecida como atividade histórica e estratégica, capaz de gerar emprego, renda e arrecadação para os municípios.
O encontro ocorreu na manhã de segunda-feira, dia 18, em Cuiabá. A data simboliza o início formal de uma cooperação que, segundo os envolvidos, terá desdobramentos práticos nos próximos meses, com a publicação de notas recomendatórias e a instauração de auditorias específicas.
A reunião foi realizada na sede do Tribunal de Contas de Mato Grosso, em Cuiabá. O local foi escolhido por representar a instituição responsável pela fiscalização e pelo acompanhamento das políticas públicas, reforçando o caráter oficial e técnico da iniciativa.
Segundo Sérgio Ricardo, a mineração pode ser um instrumento eficaz no combate às desigualdades regionais. A justificativa está na capacidade de arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), que destina 60% de sua receita diretamente aos municípios, fortalecendo os cofres públicos e ampliando investimentos locais.
O Tribunal de Contas prepara uma nota recomendatória aos municípios e instaurará auditorias para mapear a produção de ouro e outros minerais. O processo incluirá rastreabilidade, exigência de licenciamento ambiental e autorização da ANM, além de fiscalização rigorosa. A medida pretende separar práticas informais da exploração legal e transparente.
Embora ainda não haja números oficiais sobre a produção mineral em Mato Grosso, o conselheiro enfatizou a necessidade de mensurar a quantidade de ouro extraído e de outros minerais. A arrecadação via Exploração de Recursos Minerais (CFEM), que já representa uma fonte significativa de recursos, deverá ser ampliada com a regulamentação e fiscalização adequadas.
As declarações foram feitas pelo presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), Sérgio Ricardo, que ressaltou a importância da mineração como divisor de águas na economia estadual. O gerente regional da ANM, Jocy Miranda, reforçou que a cooperação busca orientar os municípios sobre o uso correto dos recursos federais e estaduais provenientes da atividade.
A expectativa é que a parceria entre TCE e ANM fortaleça a economia mato-grossense, ampliando a arrecadação municipal e estadual, além de promover maior transparência na exploração mineral. A medida também deve contribuir para reduzir desigualdades regionais, ao garantir que os recursos sejam aplicados em políticas públicas essenciais.
Nos próximos meses, o Tribunal de Contas deverá publicar oficialmente a nota recomendatória e iniciar auditorias em municípios com atividade mineradora. A ANM, por sua vez, continuará a fornecer suporte técnico e orientação, consolidando a mineração como um setor complementar ao agronegócio e fundamental para o desenvolvimento sustentável de Mato Grosso.
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