Search
Close this search box.

SEM DESCONTOS NA FOLHA DE PAGAMENTO

Seplag suspendeu todos os descontos na folha de pagamento dos servidores estaduais de consignados

Publicados

em

Todos os descontos na folha de pagamento dos servidores estaduais de consignados das empresas Cartos Sociedade de Crédito, BemCartões e ClickBank, foram suspensas de forma imediata pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag). A decisão também suspende novas operações de crédito consignado no Executivo Estadual. O objetivo é proteger o servidor até que as apurações dos fatos terminem.

Conforme decisão do secretário de Planejamento e Gestão, Basílio Bezerra, a suspensão vigorará por 90 dias, que podem ser prorrogados. Assim como na decisão que suspendeu os descontos da Capital Consig, as consignatárias estão vedadas de fazer qualquer inclusão em serviços de proteção ao crédito ou tomar qualquer medida para prejudicar os servidores. Também não será permitido consignar as prestações atrasadas de forma cumulativa ou promover a incidência de juros ou correção monetária.

Basílio explica que a decisão dos descontos dos consignados e das operações é necessária, pois há fortes indícios de que as três empresas estariam atuando de maneira articulada como um grupo econômico, todas ligadas à Capital Consig.

Consta na decisão relato de servidores que realizaram operações financeiras com a Cartos, mas ao fazer contato com o atendimento das empresas, receberam a informação de que a Cartos e a Capital Consig seriam a mesma empresa. Em outra denúncia exemplificada na decisão, um servidor incluiu em uma denúncia imagens que mostram que as logomarcas das duas empresas seriam semelhantes, mostrando que haveria possível vínculo institucional.

O secretário detalha ainda, como argumento, a análise da evolução dos valores consignados pela Cartos entre janeiro e maio de 2025, mostrando um aumento significativo de R$ 161.972,36, em janeiro, para R$ 587.397,99, em maio.

Leia Também:  Mutirão Fiscal 2025 é prorrogado

Vale lembrar que a Capital Consig teve as atividades suspensas e bloqueadas do sistema de consignados em agosto de 2024, logo que as primeiras denúncias chegaram à Seplag em uma medida tomada pela Seplag para preservar os servidores até que a apuração dos fatos seja concluída.

Esse cenário, diante de todos os outros indícios acima apontados, sugere para a existência de indícios de uma possível fraude por meio de conluio entre Capital e Cartos, a fim de driblar a suspensão determinada por esta Secretaria, e ainda ludibriando servidores públicos”, destaca o secretário Basílio.

O secretário explica que a Seplag teve conhecimento deste possível vínculo por meio das denúncias, de notícias divulgadas na mídia e das apurações feitas pela força-tarefa e Delegacia Especializada do Consumidor, pois os registros são inseridos diretamente pelas empresas consignatárias no sistema de controle e gerenciamento de margem consignável administrado pela Câmara de Pagamentos Interbancária (CIP), cabendo à Seplag receber o arquivo de forma eletrônica para fazer o lançamento na folha de pagamento.

Acompanhamento imediato

Em 5 de agosto de 2024, requerimentos individuais de servidores foram recebidos na Seplag, com relatos de inconsistências em algumas operações relativas à contratação de cartão de crédito consignado com a empresa Capital Consig. No dia 13 de agosto foi aberta uma investigação preliminar e determinada a suspensão das operações realizadas pela instituição financeira e o bloqueio de novas operações.

O Sindicato dos Profissionais da Área Meio do Poder Executivo de Mato Grosso (Sinpaig) foi notificado sobre a investigação inicial no dia 27 de agosto daquele ano, com todas as medidas tomadas e a informação da suspensão das novas operações da Capital Consig.

Leia Também:  Proposta de PPP para diminuir prejuízos com as obras na BR-163 é apresentado pela Aedic

Em dezembro de 2024, a Seplag enviou o Relatório de Investigação Preliminar Sumária (IPS) para a Controladoria Geral do Estado (CGE), para apuração minuciosa e abrangente, para a eventual instauração de processo de responsabilização administrativa da empresa.

Outras medidas

Uma força-tarefa foi criada para verificar e apurar possíveis irregularidades cometidas por empresas consignatárias conveniadas ao Estado. O trabalho de apuração é liderado pelo Procon e conta com a participação da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), Ministério Público do Estado, Controladoria Geral do Estado e Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão. A força-tarefa foi definida por Decreto.

A Seplag também notificou a Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP) para que disponibilize funcionalidade para visualização do cronograma completo de amortização das operações de cartão de crédito e de benefícios.

De forma preventiva, o Governo de Mato Grosso publicou o Decreto nº 1.441, no dia 8 de maio de 2025, determinando a revisão das consignações em folha de pagamento dos servidores públicos estaduais. O procedimento será realizado pela Seplag com o apoio da CGE.

No dia 27 de maio, a Seplag publicou decisão suspendendo em caráter imediato todos os descontos de consignados contratados pelos servidores com a Capital Consig. A decisão do secretário Basílio Bezerra foi tomada com base em um parecer favorável da Procuradoria Geral do Estado (PGE).

Propaganda

ECONOMIA

Com previsão orçamentaria de R$ 42,1 bilhões, ALMT limpa pauta antes do recesso parlamentar

Publicados

em

A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) converteu a sua última sessão ordinária do primeiro semestre em uma intensa força-tarefa voltada à deliberação de pautas estruturantes para a administração pública. Reunidos em plenário antes da suspensão temporária das atividades regimentais, os deputados estaduais aprovaram, em primeira votação, o Projeto de Lei nº 692/2026, que institui a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) voltada ao exercício financeiro de 2027. O texto base estabelece as metas prioritárias e os parâmetros da política fiscal para o próximo ano, projetando uma receita total estimada em R$ 42,1 bilhões e prevendo um reajuste salarial correspondente a 4,2% por meio da Revisão Geral Anual (RGA) concedida aos servidores públicos estaduais.

Os deputados estaduais da atual legislatura figuraram como os protagonistas da maciça deliberação ocorrida no parlamento mato-grossense, atuando de maneira unificada para evitar o acúmulo de matérias pendentes. Sob a coordenação da mesa diretora e com a participação ativa das bancadas governista e de oposição, os parlamentares analisaram dezenas de proposições enviadas pelos Poderes Executivo e Judiciário, além de demandas submetidas pelas próprias comissões internas. O esforço concentrado mobilizou líderes partidários que buscaram construir consensos mínimos em torno de temas complexos, garantindo a governabilidade e a continuidade dos serviços essenciais prestados à população do estado.

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e o Poder Executivo Estadual também integraram o rol de instituições proponentes que pautaram os trabalhos legislativos daquela jornada. O Judiciário obteve a aprovação do Projeto de Lei Complementar nº 53/2026, que altera de modo direto a composição do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais do Estado, visando conferir maior dinamismo aos atos administrativos daquela corte. Paralelamente, o governador do estado, por meio do envio de mensagens e projetos específicos como o de alienação imobiliária para entidades de classe, consolidou a agenda econômica governamental e os parâmetros de investimentos que moldarão as ações sociais e de infraestrutura regionais nos próximos anos.

As deliberações ocorreram no Palácio Paschoal Moreira Cabral, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, localizado no Centro Político Administrativo da capital, Cuiabá. O espaço físico das comissões técnicas e o plenário principal concentraram os debates calorosos e as votações nominais que selaram o destino de quarenta e seis matérias distintas, incluindo requerimentos, indicações e decretos.

Leia Também:  TCE defende revisão de Decreto que regulamenta os empréstimos consignados

A centralização das atividades na capital permitiu o acompanhamento direto por parte de representantes sindicais de servidores e lideranças municipais interessadas no desfecho de plebiscitos territoriais que afetarão diretamente os limites geográficos e as receitas tributárias de importantes comunas do interior.

A maratona de votações estendeu-se ao longo de três sessões ordinárias consecutivas realizadas na semana que antecedeu o recesso parlamentar do mês de julho, culminando com o encerramento formal dos trabalhos do primeiro semestre. A fixação temporal desse esforço concentrado atendeu a uma exigência constitucional implícita, que vincula a interrupção dos trabalhos do parlamento à votação inicial das diretrizes que regerão as finanças públicas do ciclo subsequente. Com o encerramento desta etapa e a aprovação das matérias prioritárias, a Mesa Diretora estabeleceu o dia 12 de agosto como a data oficial para a retomada das sessões ordinárias regulares e dos debates em plenário.

O processo de votação desenvolveu-se por meio do rito legislativo ordinário, exigindo a leitura prévia dos pareceres das comissões de mérito e a posterior colheita de votos dos parlamentares em dois turnos previstos para matérias de natureza orçamentária. No caso específico da LDO, a aprovação em primeiro turno decorreu de intensas negociações políticas voltadas a assegurar o teto de gastos e as metas de superávit primário demandadas pela Secretaria de Fazenda.

A metodologia de tramitação incluiu ainda a abertura de prazos para a apresentação de emendas parlamentares modificativas e o pedido formal de vista que suspendeu temporariamente o andamento do projeto referente a parcerias do Detran-MT.

A urgência e a complexidade técnica justificaram a mobilização extraordinária dos deputados porque a LDO atua como o alicerce jurídico indispensável para a posterior elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA), vinculando o Ministério Público, o Tribunal de Contas e a Defensoria Pública. A necessidade de fixar diretrizes rígidas decorre da busca permanente pelo equilíbrio fiscal e pela sustentabilidade das contas públicas, fatores considerados essenciais pelo Executivo para manter a capacidade de investimento do estado. O planejamento técnico minucioso visa blindar o tesouro estadual contra oscilações econômicas bruscas e assegurar que os reajustes previstos não infrinjam as vedações impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal brasileira.

Leia Também:  Tentativas de golpe em nome do Procon Municipal

A aprovação inicial da LDO e de outros projetos de impacto social gerou um ambiente de otimismo entre os gestores da administração pública, os quais enxergam a sinalização de um cenário financeiro previsível e equilibrado para Mato Grosso. O anúncio formal da RGA de 4,2% minimiza potenciais conflitos com as categorias do funcionalismo público, permitindo que o estado avance no planejamento de novos concursos e na atração de investimentos privados de grande porte. A estabilidade institucional demonstrada pela ALMT ao cumprir rigorosamente o cronograma de votações reforça a segurança jurídica da unidade federativa perante os órgãos de fiscalização nacional e agências de classificação de risco.

Os reflexos diretos dessas aprovações alcançarão as diversas microrregiões do estado, materializando-se em investimentos voltados à revitalização do Centro Histórico de Cuiabá e no fortalecimento das cadeias produtivas locais por meio de parcerias institucionais. O aval legislativo concedido aos decretos que autorizam a realização de plebiscitos territoriais modificará a configuração política de Primavera do Leste, Poxoréu, Cotriguaçu e Colniza, permitindo que os próprios munícipes decidam sobre seus destinos geográficos. A alienação autorizada de imóvel público para a Federação da Agricultura e Pecuária (Famato) potencializará as ações de fomento ao Agronegócio, setor que constitui a base motriz da economia mato-grossense.

O encerramento do semestre legislativo deixa pendente para o mês de agosto a segunda votação e a redação final do arcabouço orçamentário, período em que o texto original receberá as emendas propostas pelos deputados para o aperfeiçoamento da peça. A manutenção da responsabilidade fiscal continuará a capitanear as discussões no plenário, exigindo dos parlamentares um monitoramento constante sobre as projeções de arrecadação e os limites de despesas com pessoal.

A sociedade mato-grossense aguardará o desfecho das discussões no segundo semestre, ciente de que as decisões tomadas pela Casa de Leis ditarão o ritmo do desenvolvimento socioeconômico e a qualidade dos serviços públicos ofertados ao cidadão.

Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA