Search
Close this search box.

TRANSPORTE PÚBLICO

Sema/MT emitiu Licença Prévia para a construção do BRT

Publicados

em

A decisão de troca do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) pelo Ônibus de Transporte Rápido (BRT) foi tomada pelo Governo do Estado de Mato Grosso, em dezembro de 2020, a partir de decisão judicial que determinou rescisão contratual com o Consórcio, suspeito de corrupção e pagamento de propina para agentes públicos, conforme consta em delação premiada.

Como o contrato foi rescindido com decisão judicial de 2017, ratificada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), em 2019, o Governo acionou o Consórcio VLT na Justiça, pedindo ressarcimento e indenização aos cofres públicos pela não finalização das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), prevista para 2014.

A ação foi impetrada pela Procuradoria Geral do Estado (PGE), que também requereu que o consórcio faça a venda dos vagões do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), adquiridos erroneamente.

Foi realizada uma audiência pública para apresentar o estudo que embasou a mudança do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) para o Ônibus de Transporte Rápido (BRT), e depois outras duas audiências foram realizadas, uma em Cuiabá e outra em Várzea Grande, para apresentar o anteprojeto do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT). Uma consulta pública foi aberta e os cidadãos tiveram oportunidade de enviar críticas e sugestões para o projeto.

O plano de integração do transporte coletivo foi apresentado às prefeituras das duas cidades que receberão o modal e a mudança foi aprovada pelo Conselho Deliberativo Metropolitano da Região do Vale do Rio Cuiabá (Codem/VRC).

Leia Também:  Cobrança de taxa de lixo divide opiniões na Câmara de Cuiabá

Já em 2022, o Governo de Mato Grosso realizou a licitação para a contratação de empresa para a realização das obras do Ônibus de Transporte Rápido (BRT) em Cuiabá e Várzea Grande.

O Consórcio Construtor BRT Cuiabá se sagrou vencedor do certame, que é formado pelas empresas Nova Engevix Engenharia e Projetos S.A., Heleno & Fonseca Construtécnica S.A., e Cittamobi Desenvolvimento em Tecnologia Ltda.

A licitação foi realizada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) na modalidade de Regime Diferenciado de Contratação Integrada (RDCi), na qual a empresa vencedora será responsável pela elaboração dos projetos básicos e executivos de engenharia, de desapropriação, obtenção de licenças, outorgas, aprovações e execução das obras de implantação do corredor do BRT.

O consórcio apresentou proposta de R$ 468.031.500,00, o que representa um desconto de 2,59% em relação ao valor de referência da obra, que era de R$ 480.500.531,82.

No valor da obra também estão inclusas as construções de 46 estações, de um terminal na região do Coxipó e outro no CPA, e a reconstrução do Terminal André Maggi, em Várzea Grande. O embarque diário estimado é de 52 mil pessoas.

Será construído ainda um viaduto para passagem do BRT na rotatória das avenidas Fernando Corrêa da Costa e Beira Rio, uma nova ponte sobre o Rio Coxipó, a criação de um parque linear na Avenida do CPA, a requalificação do Largo do Rosário e demais adequações no trânsito.

Leia Também:  Refrigerantes não poderão mais ser vendidos em escolas

SEMA/MT emitiu Licença Prévia

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) emitiu, a Licença Prévia (LP) para a construção de todo o trajeto do Ônibus de Transporte Rápido (BRT). O empreendimento prevê cerca de 105 km de corredor logístico urbano, considerando o traçado de ida e volta, para transporte coletivo da região do Vale do Rio Cuiabá.

Conforme o superintendente de Infraestrutura, Mineração, Indústria e Serviços da Sema, Valmi Lima, a licença atesta que o empreendimento é ambientalmente viável, e que pode seguir para as próximas etapas de licenciamento.

O processo de autorização ambiental é feito de modo trifásico, com a emissão da Licença Prévia (LP). A próxima etapa é a Licença de Instalação (LI), que permite a construção efetiva do trajeto, e a Licença de Operação (LO), que pode ser concedida com a obra pronta, para o funcionamento efetivo do modal.

A contratação da construção do modal foi feita pelo Governo de Mato Grosso para atender às necessidades do cidadão que utiliza diariamente o transporte público de Cuiabá e Várzea Grande.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

ECONOMIA

Mato Grosso registra avanço significativo da atividade industrial nos últimos anos

Publicados

em

O Estado de Mato Grosso vem consolidando sua posição como uma das economias mais dinâmicas do país. Impulsionado pelo crescimento da produção Agropecuária, pela ampliação da infraestrutura e por políticas de incentivo aos investimentos, o Estado tem registrado um avanço significativo da atividade industrial nos últimos anos.

Levantamento da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) mostra que o número de estabelecimentos industriais em atividade no Estado cresceu 56,4% entre 2019 e 2025, passando de 10,8 mil para 16,89 mil unidades. O aumento demonstra o fortalecimento do ambiente de negócios e a expansão da capacidade produtiva estadual, especialmente em segmentos ligados à transformação de matérias-primas produzidas no próprio território mato-grossense.

Segundo o Governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, o crescimento da indústria é resultado de um conjunto de ações voltadas à melhoria do ambiente de negócios, atração de investimentos e ampliação da infraestrutura do Estado.

Mato Grosso produz muito e tem avançado na verticalização da sua produção. O Estado tem feito a sua parte, sem atrapalhar quem quer investir, produzir e gerar empregos. Temos investido em infraestrutura, ampliado a oferta de energia, garantido segurança jurídica e criado um ambiente favorável aos negócios. O resultado é o crescimento da indústria, a agregação de valor à nossa produção e mais riqueza ficando em Mato Grosso”.

O avanço da indústria tem contribuído para diversificar a economia estadual e agregar valor à produção local, ampliando a participação do setor industrial na geração de riqueza e no desenvolvimento regional.

Incentivos impulsionam novos investimentos

Parte desse crescimento é sustentado por políticas públicas voltadas à atração de investimentos e à expansão da atividade produtiva. Entre os principais instrumentos está o Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic), gerido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).

Desde 2020, o acesso aos incentivos fiscais oferecidos pelo programa passou a ocorrer por meio de adesão simplificada, reduzindo etapas burocráticas e tornando mais ágil a entrada das empresas no sistema de benefícios.

O número de empresas participantes do programa saltou de 591 em 2020 para 1.778 em 2025, crescimento de 200,8% no período.

Os investimentos realizados pelas empresas beneficiadas também avançaram. Em cinco anos, o volume aplicado no Estado passou de R$ 6,39 bilhões para R$ 10,7 bilhões, aumento de 67,4%.

Na avaliação de Anderson Lombardi, secretário adjunto de Indústria, Comércio e Incentivos Programáticos da Sedec, os resultados refletem os avanços promovidos no Prodeic, que passou a operar com um modelo mais ágil e menos burocrático para as empresas interessadas em investir no Estado.

Quando o empresário encontra regras claras, segurança jurídica e menos burocracia, ele investe mais. Os resultados observados nos últimos anos mostram que a simplificação do Prodeic tem contribuído para atrair novos empreendimentos e ampliar a capacidade produtiva da indústria mato-grossense, afirmou.

Os reflexos dessa expansão também podem ser observados no mercado de trabalho. O número de empregos vinculados às empresas participantes do programa cresceu de 59.942 em 2020 para 80.483 em 2025, representando aumento de 34,3%.

Leia Também:  Fávaro articula gesto político e prepara apresentação de Natasha à Federação Brasil da Esperança

Riqueza gerada pela indústria

Um dos indicadores que ajudam a medir a importância da indústria para a economia é o Valor Adicionado Bruto (VAB), que representa a riqueza efetivamente gerada pelos setores produtivos. O VAB é um dos componentes utilizados para calcular o Produto Interno Bruto (PIB).

No caso da indústria, o chamado PIB Industrial é formado pela soma da riqueza gerada por quatro grandes segmentos: indústrias extrativas, indústrias de transformação, construção civil e os Serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUP), que incluem atividades como fornecimento de energia elétrica, gás, água, esgoto, gestão de resíduos e descontaminação.

De acordo com os dados mais recentes disponíveis, referentes a 2023, e divulgados no Anuário da Indústria de Mato Grosso 2026, do Observatório de Mato Grosso, da Fiemt, o Estado registrou um PIB industrial de R$ 36,85 bilhões. O resultado correspondeu a 1,52% da indústria nacional e colocou o Estado na 14ª posição entre as Unidades da Federação.

A maior parcela dessa riqueza foi gerada pelas indústrias de transformação, segmento responsável por converter matérias-primas em produtos industrializados. Em 2023, esse setor movimentou R$ 21,03 bilhões, o equivalente a 57,08% de todo o PIB Industrial mato-grossense.

Em Mato Grosso, fazem parte desse segmento atividades bastante presentes no dia a dia da população, como frigoríficos, usinas de etanol de milho, indústrias de processamento de soja e fábricas do setor têxtil ligadas ao algodão. Essas empresas transformam a produção do campo em produtos com maior valor agregado, fortalecendo a economia estadual.

Para a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, a industrialização tem papel estratégico na diversificação da economia mato-grossense, ao permitir que uma parcela cada vez maior da riqueza gerada pela produção local permaneça no Estado.

Mato Grosso já é uma potência na produção agropecuária, e o avanço da indústria permite que essa produção seja transformada aqui, gerando mais valor, empregos e renda para a população. Quando agregamos valor às matérias-primas dentro do Estado, fortalecemos as cadeias produtivas e ampliamos as oportunidades de desenvolvimento nos municípios, declarou.

Na sequência aparece o setor da construção civil, com R$ 9,41 bilhões e participação de 25,54% no PIB industrial estadual. Os serviços industriais de utilidade pública responderam por R$ 5,60 bilhões, representando 15,20% do total, enquanto as indústrias extrativas registraram R$ 803,91 milhões, correspondendo a 2,18%.

Leia Também:  TJMT exige plano estruturante para o regime semiaberto

Em comparação com os demais estados brasileiros, Mato Grosso ocupou a 13ª posição nacional nas indústrias de transformação, a 10ª colocação na construção civil, a 15ª nos serviços industriais de utilidade pública e a 12ª nas atividades extrativas.

Avanço no mercado de trabalho

Os reflexos da expansão industrial também podem ser observados no mercado de trabalho. Segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), sistema do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) utilizado para monitorar a geração de empregos formais no país desde 2020, o setor industrial que engloba a indústria e a construção civil, registrou crescimento de 36% no número de empregos formais entre 2020 e 2026, consolidando-se como o segundo segmento que mais ampliou postos de trabalho no Estado nesse período.

O setor que liderou essa expansão foi o de serviços, com crescimento de 42% no mesmo intervalo: a participação passou de 33% (242.381 empregos) em 2020 para 36% (344.546 empregos) em 2026, um aumento de mais de 102 mil postos formais.

Em 2020, a indústria respondia por 155.285 empregos formais, o equivalente a 21% do total de vínculos com carteira assinada em Mato Grosso. Em 2026, o setor passou a concentrar 211.715 trabalhadores, representando 22% do emprego formal estadual.

O avanço de um ponto percentual na participação da indústria ocorreu em um cenário de crescimento do emprego formal em toda a economia mato-grossense. Ainda assim, o setor foi responsável pela criação de mais de 56 mil postos de trabalho no período, ampliando sua presença no mercado de trabalho estadual.

Entre os segmentos industriais que mais empregam em Mato Grosso estão a fabricação de produtos alimentícios, responsável por 64.910 postos de trabalho, o equivalente a 31% dos empregos do setor, seguida pela construção civil, com 57.407 trabalhadores (27%).

Também se destacam a fabricação de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, com 12.362 empregos (6%); as indústrias extrativas, com 10.345 postos de trabalho (5%); a fabricação de produtos minerais não metálicos, com 9.351 empregos (4%); e a fabricação de produtos de madeira, com 8.389 trabalhadores (4%). Juntos, esses segmentos concentram 77% dos empregos da indústria mato-grossense.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA