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PRODUÇÃO SUSTENTÁVEL

Regeneração ambiental impulsiona reinserção econômica e fortalece cadeia da carne em Mato Grosso

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Uma área equivalente a 5.868 campos de futebol encontra-se atualmente em processo de regeneração ambiental em Mato Grosso, resultado direto das ações do Programa de Reinserção e Monitoramento (Prem), desenvolvido pelo Instituto Mato-grossense da Carne (Imac). A iniciativa alia regularização ambiental à retomada da atividade econômica, promovendo impactos significativos no setor produtivo.

O programa atende propriedades rurais que apresentavam passivos ambientais, impedindo sua participação no mercado formal. Ao promover a recuperação dessas áreas, o Prem viabiliza a readequação legal e permite que os produtores retomem a comercialização de seus rebanhos, especialmente junto a frigoríficos que atendem grandes redes varejistas e o mercado internacional.

De acordo com projeções do Imac, cerca de R$ 921,2 milhões devem retornar à cadeia produtiva formal apenas nas fazendas monitoradas pelo programa. Esse montante estava anteriormente comprometido devido às restrições impostas por irregularidades ambientais registradas, como desmatamento ilegal e embargos.

O presidente do Imac, Caio Penido, destaca que o passivo ambiental representa um bloqueio direto à atividade comercial. Segundo ele, propriedades com irregularidades registradas em sistemas oficiais, como o Prodes, ficam impedidas de negociar com importantes compradores, o que reforça a importância da regularização promovida pelo Prem.

“Para o setor, o passivo ambiental significa um bloqueio direto à comercialização. Propriedades com desmatamento irregular registrado no sistema Prodes ou com embargos ficam impedidas de vender para frigoríficos que atendem grandes redes varejistas e exportadores, por exemplo. Ao regularizar essas áreas, o Prem reconecta o produtor ao mercado formal”.

Criado em 2022, o programa apresentou crescimento expressivo em um curto período. Em quatro anos, o número de pecuaristas desbloqueados saltou de quatro para 167, evidenciando a crescente demanda por adequação ambiental e acesso ao mercado formal.

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Atualmente, o Prem monitora uma área total de 381.173 hectares, equivalente a aproximadamente duas vezes e meia o território do município de São Paulo. Desse total, 4.190 hectares já estão em processo ativo de regeneração de vegetação nativa, consolidando avanços ambientais concretos.

A iniciativa integra uma estratégia mais ampla de sustentabilidade da pecuária mato-grossense, sendo considerada a principal ferramenta do Passaporte Verde. Essa política pública busca assegurar a conformidade socioambiental em toda a cadeia produtiva do Estado.

O programa oferece suporte técnico contínuo aos produtores, orientando-os no cumprimento da legislação ambiental e facilitando sua reinserção no mercado. Esse acompanhamento contribui para a adoção de práticas mais sustentáveis e para a melhoria da governança ambiental nas propriedades rurais.

No cenário internacional, o avanço da regeneração ambiental fortalece a imagem de Mato Grosso como um produtor comprometido com a sustentabilidade. A crescente exigência por carne bovina com origem responsável amplia a relevância de iniciativas como o Prem no comércio exterior.

O perfil dos participantes do programa revela seu caráter inclusivo, com adesão distribuída entre propriedades de grande porte (38,32%), pequenas (34,74%) e médias (26,94%). Esse equilíbrio demonstra que a regularização ambiental deixou de ser uma pauta restrita e passou a abranger toda a base produtiva, ampliando os impactos econômicos e ambientais no Estado.

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ECONOMIA

Recuperação das bacias hidrográficas encerra ciclo de sobretaxa na energia elétrica no Brasil

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) confirmou, na última sexta-feira, 25, o acionamento da bandeira verde para o mês de outubro em todo o território nacional. A decisão do órgão regulador assegura que a tarifa de energia elétrica cobrada dos consumidores brasileiros não terá nenhum acréscimo financeiro no próximo período de faturamento, marcando uma virada expressiva na gestão dos recursos energéticos do país.

Esta mudança tarifária beneficia diretamente os milhões de consumidores residenciais, comerciais e industriais conectados ao Sistema Interligado Nacional. O encerramento das cobranças adicionais atinge toda a população atendida pela rede elétrica integrada, aliviando o orçamento das famílias e reduzindo os custos operacionais do setor produtivo brasileiro após sucessivos meses de tarifas elevadas.

A medida passa a vigorar oficialmente a partir do dia primeiro de outubro, abrangendo todo o ciclo de faturamento mensal do mês vindouro. As faturas emitidas pelas distribuidoras locais ao longo desse período já refletirão a ausência do custo extra, consolidando a transição do regime tarifário que vigorou durante os meses mais secos do ano.

O encerramento da sobretaxa ocorreu devido ao início do período de transição entre as estações seca e úmida nas principais bacias hidrográficas do país. O aumento do volume de chuvas nas regiões Sul e Sudeste estabilizou os níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas, permitindo ao Operador Nacional do Sistema Elétrico reduzir o uso das usinas termelétricas, cujo custo de geração é consideravelmente mais alto.

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O alívio financeiro se concretizou com o término da bandeira amarela, que vigorou ininterruptamente entre os meses de maio e setembro deste ano. Durante esse intervalo de cinco meses, a sobretaxa imposta aos consumidores gerava um custo adicional de R$ 1,885 para cada cem quilowatts-hora consumidos, onerando o orçamento doméstico em um momento de atenção aos gastos essenciais.

Para uma família brasileira com consumo médio mensal de duzentos quilowatts-hora, a alteração anunciada representa uma economia direta de cerca de R$ 3,77 na fatura, valor calculado antes da incidência dos impostos estaduais e federais. Embora pareça modesta individualmente, essa redução gera um impacto positivo significativo quando somada em escala nacional, estimulando o consumo e reduzindo a pressão inflacionária sobre o custo de vida.

O processo de definição das bandeiras tarifárias é gerenciado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) com base no monitoramento contínuo das condições de geração de energia no país. O Operador Nacional do Sistema Elétrico avalia semanalmente a capacidade dos reservatórios e os custos de produção, fornecendo os dados técnicos que fundamentam a decisão do órgão regulador sobre a necessidade ou não de acionar fontes de energia complementares.

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O histórico regulatório de 2026 demonstra a oscilação direta das tarifas em relação às condições climáticas observadas no país. A bandeira verde vigorou inicialmente de janeiro a abril, período em que o regime de chuvas mantinha os reservatórios em níveis confortáveis, garantindo a geração limpa e barata sem a necessidade de cobranças adicionais na conta dos cidadãos.

A deterioração das condições hídricas a partir do outono exigiu o acionamento da bandeira amarela no mês de maio, quando o início do período seco começou a afetar criticamente os estoques de água. A manutenção dessa taxa suplementar até setembro refletiu a sustentada necessidade de operar usinas térmicas para garantir o suprimento elétrico contínuo e evitar riscos de desabastecimento no território nacional.

A reabertura do ciclo de bandeira verde em outubro sinaliza uma perspectiva otimista para o encerramento do ano no setor elétrico nacional. A recuperação do volume dos reservatórios e a previsão de continuidade das precipitações pluviométricas nas áreas de captação oferecem estabilidade ao sistema energético, garantindo modicidade tarifária para a sociedade e maior previsibilidade para os agentes econômicos do país.

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