COMPROMISSO ASSUMIDO
“Quase R$ 32 milhões serão injetados na economia local”
O Prefeito de Várzea Grande, Kalil Sarat Baracat de Arruda (MDB), confirmou que o Município quitará neste dia 30, mais uma folha salarial, que novamente será paga aos quase 8 mil servidores, dentro do mês trabalhado.
Quase R$ 32 milhões serão injetados na economia local, cifras que derivam do pagamento dos servidores da Administração Direta, do Departamento de Água e Esgoto (DAE/VG) e para os servidores da Previdência de Várzea Grande, tanto os ativos como os inativos que têm suas aposentadorias e pensões resguardadas e cumpridas e confirmou que até o final deste ano serão injetados na economia local R$ 158,5 milhões apenas em salários, sem contar o pagamento de todos os fornecedores.
O Chefe do Executivo Municipal esteve em reunião com secretários da área econômica e mais uma vez determinou o empenho e zelo no controle de gastos, já que o final de ano se aproxima e o Município tem o compromisso de quitar as folhas de setembro, outubro, novembro, dezembro e o 13º salário, sendo três destas folhas em menos de 30 dias.
“A equipe econômica já está alinhando o cronograma de pagamentos de outubro a dezembro do nosso funcionalismo, lembrando que existe um calendário anunciado no início do ano e que está sendo rigorosamente cumprido, assegurando tranquilidade e confiança, não apenas aos servidores públicos municipais, mas, sobretudo, otimismo à economia local que conta com o pagamento em dia dessa importante parcela da sociedade várzea-grandense e permitindo que o empresário, o comerciantes também planejem suas aquisições de final deste ano na expectativa de se recuperar dos atropelos impostos pela pandemia da COVID-19”.
Ainda conforme o prefeito, a atual gestão encerrará seu primeiro ano de mandato com 100% dos compromissos financeiros com fornecedores, servidores e encargos, quitados.
“Sabemos do período difícil e incerto em relação à economia. O poder de compra das famílias foi reduzido, a inflação segue em ascensão no nosso País e nada mais justo do que manter o pagamento dos salários em dia aos nossos servidores. Quem planejou férias, pequenas reformas em casa, aquisição de itens de maior valor agregado, pode seguir com a meta, pois os pagamentos de salários e do abono do 13º serão quitados”.
Tão importante quanto confirmar o calendário de pagamento dos servidores nessa reta final do ano, é reforçar que esta gestão trabalha focada em ações estruturantes, como por exemplo, sobre a reforma administrativa, frisou Baracat durante a reunião.
“Seguimos buscando caminhos e formas legais para recuperar o poder de compra dos nossos servidores e sabemos que isso passa pelo ganho real sobre os salários do funcionalismo, sejam eles efetivos, estáveis, comissionados ou temporários”.
“A folha de pagamento necessita de correções de rumo, sem colocar em risco o equilíbrio das finanças e principalmente o respeito à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e a PEC Emergencial que socorreu Estados e Municípios em 2020 diante da pandemia da Covid-19 e impede até o final deste ano aumento nos gastos com o funcionalismo público. Estamos engessados, mas estudando formas de melhorar os vencimentos dos nossos colaboradores”, completou o prefeito.
“Estamos trabalhando para nos manter mais próximos da realidade diante do atual quadro que exige cuidados especiais por causa da pandemia da COVID-19, mas em nenhum momento os investimentos deixaram de ser aplicados em todas as áreas além da saúde, pois eles representam uma melhor qualidade de vida para toda a população”, disse o prefeito Kalil Baracat.
ECONOMIA
Conta de energia pode acumular quase R$ 1 trilhão em custos adicionais até 2050
Um levantamento divulgado pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE) estima que medidas adotadas entre janeiro de 2023 e maio de 2026 poderão acrescentar aproximadamente R$ 985 bilhões às tarifas de energia elétrica brasileiras até 2050. O estudo analisa decisões relacionadas ao setor elétrico e projeta seus impactos financeiros para consumidores residenciais, produtores rurais, comerciantes, indústrias e prestadores de serviços em todo o país.
Segundo a entidade, os custos adicionais decorrem de medidas provisórias, leis, leilões de energia, acordos administrativos e alterações legislativas aprovadas no período analisado. A projeção indica que os efeitos dessas iniciativas tendem a ser incorporados gradualmente às tarifas, influenciando a composição da conta de luz nas próximas décadas.
A política energética brasileira é conduzida pelo Governo Federal, responsável pelo planejamento do setor, pela formulação de diretrizes, pela edição de medidas provisórias e pela coordenação de ações administrativas. De acordo com a análise apresentada pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE), decisões tomadas nesse âmbito podem produzir impactos permanentes sobre a estrutura tarifária quando resultam na criação de novos encargos ou obrigações para o sistema elétrico.

O estudo também destaca a participação do Congresso Nacional no processo de definição das regras do setor. Conforme a entidade, a aprovação de dispositivos inseridos em projetos legislativos, conhecidos como “jabutis”, e a manutenção de mecanismos que elevam os custos permanentes do sistema contribuem para ampliar despesas posteriormente repassadas aos consumidores por meio das tarifas.
Na avaliação da Frente Nacional dos Consumidores de Energia, o atual modelo transfere aos usuários finais o financiamento de subsídios, contratações compulsórias de energia, acordos administrativos e outras obrigações regulatórias. Como consequência, consumidores de diferentes segmentos assumem custos cuja definição ocorre durante o processo de elaboração e aprovação das políticas públicas.
A entidade afirma ainda que a sucessão de medidas adotadas sem uma estratégia integrada compromete a sustentabilidade econômica do setor elétrico. O diagnóstico apresentado defende a necessidade de uma reforma estrutural capaz de reduzir encargos, aumentar a eficiência regulatória e preservar a modicidade tarifária como princípio orientador da política energética nacional.
Os reflexos das tarifas mais elevadas, segundo especialistas do setor, vão além do orçamento das famílias. O aumento do custo da energia elétrica pode elevar despesas operacionais da indústria, do comércio, do agronegócio e do setor de serviços, afetando a competitividade da economia, pressionando preços e influenciando o comportamento da inflação ao longo do tempo.
Outro aspecto destacado pelo levantamento é a recorrente incorporação de novos custos às contas de energia como mecanismo de financiamento de decisões relacionadas ao setor elétrico. Para a FNCE, esse processo evidencia a necessidade de ampliar o debate sobre eficiência administrativa, revisão de gastos públicos e aperfeiçoamento das normas regulatórias que disciplinam o mercado de energia.

A projeção de aproximadamente R$ 985 bilhões em custos adicionais até 2050 amplia a discussão sobre planejamento energético e responsabilidade fiscal. Embora as decisões envolvam aspectos técnicos e regulatórios, seus efeitos alcançam diretamente consumidores, empresas e toda a cadeia produtiva, tornando o tema relevante para o debate sobre políticas públicas e desenvolvimento econômico.
Diante desse cenário, o estudo sustenta que o equilíbrio entre segurança energética, eficiência administrativa e modicidade tarifária permanece como um dos principais desafios do setor elétrico brasileiro. A entidade defende que futuras decisões sejam acompanhadas de maior planejamento, avaliação de impactos econômicos e transparência, buscando reduzir a pressão sobre as tarifas e preservar o poder de compra da população.
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