ECONOMIA
Próxima maratona de Negócios Criativos será em Sinop
Estão abertas as inscrições para a 7ª Maratona de Negócios Criativos, que será realizada de 27 a 30 de junho, em Sinop. Esta é a primeira edição do evento no interior do estado e faz parte da política de descentralização das ações do governo. O evento, formado por palestra, painel, oficinas e consultorias, tem como foco a capacitação de empreendedores das diversas áreas da economia criativa como arte, tecnologia e consumo (gastronomia, arquitetura, moda, etc.). A Maratona será realizada na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) da cidade e as inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site do MT Criativo.
A abertura do evento, dia 27 às 19h, fica por conta do painel 3×10 que recebe os empreendores locais Mari Bueno, artista plástica, Rafaela Dalmaso, arquiteta, e Cléber Nunes, publicitário, que irão dividir como público seus cases de sucesso. Após o painel, o evento recebe a consultora em economia criativa, inovação e professora da Universidade de Vitória, Luza Carvalho. Ela fará uma palestra sobre a “Economia Criativa: criatividade e inovação como um diferencial competitivo”, que abordará o processo de criação, produção e distribuição dos modelos de negócio que utilizam a criatividade e a inovação como insumo.
Entre os dias 28 e 30, sempre das 19h às 22h, serão oferecidas ao público quatro oficinas: Comunicação e Redes Sociais, ministrada pela videomaker Bianca Sperandio; Produção Cultural, elaboração de projetos e captação de recursos, ministrada pela produtora cultural Carla Osório; Design Thinking, produtos e serviços, ministrada pela consultora Luza Carvalho; e Empreendedorismo e Modelagem de Negócios, ministrada pela consultora e coach Cássia Lopes.
Durante o período matutino (de 29 a 30) serão realizadas as consultorias, com o objetivo de fornecer um atendimento personalizado aos empreendedores para a formatação e desenvolvimento dos seus negócios e potencialidades. São quatro áreas de consultoria: Design de Produtos e Serviços; Redes Sociais; Produção Cultural; e Modelos de Negócios.
A iniciativa faz parte do Mato Grosso Criativo, programa intersetorial de desenvolvimento da economia criativa criado pelo Governo de Mato Grosso e voltado ao incentivo, fomento e fortalecimento da economia criativa do estado, que envolve diversas instituições e tem como parceiro o Sebrae MT.
A edição de Sinop é uma realização da Secretaria de Estado de Cultura (SEC), Prefeitura Municipal de Sinop, CDL Sinop, NIT/Unmat, Sebrae MT, Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secitec), Desenvolvimento Econômico (Sedec), Educação, Esporte e Lazer (Seduc), Trabalho e Assistência Social (Setas), Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso e Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI), Parque Tecnológico MT e Programa Mato Grosso Criativo e conta com o apoio da Booz Viagens.
ECONOMIA
Conta de energia pode acumular quase R$ 1 trilhão em custos adicionais até 2050
Um levantamento divulgado pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE) estima que medidas adotadas entre janeiro de 2023 e maio de 2026 poderão acrescentar aproximadamente R$ 985 bilhões às tarifas de energia elétrica brasileiras até 2050. O estudo analisa decisões relacionadas ao setor elétrico e projeta seus impactos financeiros para consumidores residenciais, produtores rurais, comerciantes, indústrias e prestadores de serviços em todo o país.
Segundo a entidade, os custos adicionais decorrem de medidas provisórias, leis, leilões de energia, acordos administrativos e alterações legislativas aprovadas no período analisado. A projeção indica que os efeitos dessas iniciativas tendem a ser incorporados gradualmente às tarifas, influenciando a composição da conta de luz nas próximas décadas.
A política energética brasileira é conduzida pelo Governo Federal, responsável pelo planejamento do setor, pela formulação de diretrizes, pela edição de medidas provisórias e pela coordenação de ações administrativas. De acordo com a análise apresentada pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE), decisões tomadas nesse âmbito podem produzir impactos permanentes sobre a estrutura tarifária quando resultam na criação de novos encargos ou obrigações para o sistema elétrico.

O estudo também destaca a participação do Congresso Nacional no processo de definição das regras do setor. Conforme a entidade, a aprovação de dispositivos inseridos em projetos legislativos, conhecidos como “jabutis”, e a manutenção de mecanismos que elevam os custos permanentes do sistema contribuem para ampliar despesas posteriormente repassadas aos consumidores por meio das tarifas.
Na avaliação da Frente Nacional dos Consumidores de Energia, o atual modelo transfere aos usuários finais o financiamento de subsídios, contratações compulsórias de energia, acordos administrativos e outras obrigações regulatórias. Como consequência, consumidores de diferentes segmentos assumem custos cuja definição ocorre durante o processo de elaboração e aprovação das políticas públicas.
A entidade afirma ainda que a sucessão de medidas adotadas sem uma estratégia integrada compromete a sustentabilidade econômica do setor elétrico. O diagnóstico apresentado defende a necessidade de uma reforma estrutural capaz de reduzir encargos, aumentar a eficiência regulatória e preservar a modicidade tarifária como princípio orientador da política energética nacional.
Os reflexos das tarifas mais elevadas, segundo especialistas do setor, vão além do orçamento das famílias. O aumento do custo da energia elétrica pode elevar despesas operacionais da indústria, do comércio, do agronegócio e do setor de serviços, afetando a competitividade da economia, pressionando preços e influenciando o comportamento da inflação ao longo do tempo.
Outro aspecto destacado pelo levantamento é a recorrente incorporação de novos custos às contas de energia como mecanismo de financiamento de decisões relacionadas ao setor elétrico. Para a FNCE, esse processo evidencia a necessidade de ampliar o debate sobre eficiência administrativa, revisão de gastos públicos e aperfeiçoamento das normas regulatórias que disciplinam o mercado de energia.

A projeção de aproximadamente R$ 985 bilhões em custos adicionais até 2050 amplia a discussão sobre planejamento energético e responsabilidade fiscal. Embora as decisões envolvam aspectos técnicos e regulatórios, seus efeitos alcançam diretamente consumidores, empresas e toda a cadeia produtiva, tornando o tema relevante para o debate sobre políticas públicas e desenvolvimento econômico.
Diante desse cenário, o estudo sustenta que o equilíbrio entre segurança energética, eficiência administrativa e modicidade tarifária permanece como um dos principais desafios do setor elétrico brasileiro. A entidade defende que futuras decisões sejam acompanhadas de maior planejamento, avaliação de impactos econômicos e transparência, buscando reduzir a pressão sobre as tarifas e preservar o poder de compra da população.
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