GERANDO A PROPRIA ENERGIA
Projeto que amplia incentivo para geração de energia solar será votado ainda este ano
Faltando pouco dias para o começo do recesso parlamentar, o Congresso Nacional virou palco para um “cabo-de-guerra” entre distribuidoras de energia elétrica e empresas de geração solar. Um dos motivos de discórdia é o PL 2703/22, que amplia os prazos de aplicação de incentivos fiscais para consumidores que geram sua própria energia por meio de painéis fotovoltaicos.
Em novembro, a Câmara Federal aprovou a tramitação do projeto em regime de urgência e chegou a incluí-lo na pauta de votação do dia seguinte; no entanto, o item acabou sendo adiado.
Enquanto as distribuidoras defendem a manutenção do prazo final para aplicação desses subsídios (4 de janeiro de 2023), as empresas do setor solar querem prorrogá-lo por mais um ano.

A mudança não é apenas no calendário: com a manutenção dos incentivos por mais 12 meses, a Associação Setorial das Distribuidoras (ABRADEE) estima que a conta final arcada, é bom lembrar, por todos os consumidores, inclusive aqueles que nunca viram um painel solar na vida pode ficar em R$ 3,5 bilhões por ano, o que somaria cerca de R$ 80,5 bilhões até 2045.
Votação em 2022
O Senado deverá votar ainda este ano o Projeto de Lei que prorroga o prazo dos incentivos para a geração própria de energia renovável (PL 2703/2022), já aprovado na Câmara dos Deputados.
A colocação da matéria na pauta de votações foi assegurada pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), após pedido feito pelo Senador Carlos Henrique Fávaro (PSD-MT), que será o relator da matéria. A princípio, o PL será colocado em votação nesta quarta-feira (14).
“Fiz o pedido ao presidente Rodrigo Pacheco e ele, sempre disposto a ouvir as demandas da sociedade, entendeu a importância do projeto, sobretudo porque gera energia limpa e renovável, e se comprometeu a trabalhar pela votação do PL”, destacou Fávaro.
Em suma, a proposta amplia o prazo definido pelo marco legal da microgeração e minigeração de energia, que determina como prazo final para a obtenção dos incentivos o dia 7 de janeiro do ano que vem.
Atualmente, quem gera a própria energia por meio de painel solar, por exemplo, e pede a conexão na rede para receber energia elétrica no período noturno, paga apenas pelo que consume, estando isento dos outros custos, que são transmissão, distribuição e encargos setoriais. Se a proposta não for aprovada e sancionada, a partir de 7 de janeiro, estes custos serão incorporados às contas de quem gera energia solar e está conectado à rede convencional.
“É de fundamental importância manter uma política de incentivo à geração de energia limpa e renovável e este incentivo atual tem fundamental importância para seguirmos por este caminho. Precisamos modernizar nossa matriz energética, em nome da preservação ambiental e também do ponto de vista econômico”, salientou o senador ao comentar a importância da proposta que está no Senado.
O texto atual do PL, aprovado na Câmara, estende o prazo de incentivos em 180 dias e, no caso das Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), em 18 meses.
ECONOMIA
Tribunal de Contas e ANM firmam parceria para impulsionar economia e reduzir desigualdades
O presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida, liderou nesta segunda-feira (18) uma reunião estratégica com representantes da Agência Nacional de Mineração (ANM), incluindo o gerente regional Jocy Miranda. O encontro marcou o início de uma parceria institucional voltada para regulamentar e fomentar a atividade mineradora no estado.
A principal pauta da reunião foi a defesa da mineração como um dos pilares da economia mato-grossense. Sérgio Ricardo destacou que, além da produção agrícola e pecuária, a exploração mineral deve ser reconhecida como atividade histórica e estratégica, capaz de gerar emprego, renda e arrecadação para os municípios.
O encontro ocorreu na manhã de segunda-feira, dia 18, em Cuiabá. A data simboliza o início formal de uma cooperação que, segundo os envolvidos, terá desdobramentos práticos nos próximos meses, com a publicação de notas recomendatórias e a instauração de auditorias específicas.
A reunião foi realizada na sede do Tribunal de Contas de Mato Grosso, em Cuiabá. O local foi escolhido por representar a instituição responsável pela fiscalização e pelo acompanhamento das políticas públicas, reforçando o caráter oficial e técnico da iniciativa.
Segundo Sérgio Ricardo, a mineração pode ser um instrumento eficaz no combate às desigualdades regionais. A justificativa está na capacidade de arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), que destina 60% de sua receita diretamente aos municípios, fortalecendo os cofres públicos e ampliando investimentos locais.
O Tribunal de Contas prepara uma nota recomendatória aos municípios e instaurará auditorias para mapear a produção de ouro e outros minerais. O processo incluirá rastreabilidade, exigência de licenciamento ambiental e autorização da ANM, além de fiscalização rigorosa. A medida pretende separar práticas informais da exploração legal e transparente.
Embora ainda não haja números oficiais sobre a produção mineral em Mato Grosso, o conselheiro enfatizou a necessidade de mensurar a quantidade de ouro extraído e de outros minerais. A arrecadação via Exploração de Recursos Minerais (CFEM), que já representa uma fonte significativa de recursos, deverá ser ampliada com a regulamentação e fiscalização adequadas.
As declarações foram feitas pelo presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), Sérgio Ricardo, que ressaltou a importância da mineração como divisor de águas na economia estadual. O gerente regional da ANM, Jocy Miranda, reforçou que a cooperação busca orientar os municípios sobre o uso correto dos recursos federais e estaduais provenientes da atividade.
A expectativa é que a parceria entre TCE e ANM fortaleça a economia mato-grossense, ampliando a arrecadação municipal e estadual, além de promover maior transparência na exploração mineral. A medida também deve contribuir para reduzir desigualdades regionais, ao garantir que os recursos sejam aplicados em políticas públicas essenciais.
Nos próximos meses, o Tribunal de Contas deverá publicar oficialmente a nota recomendatória e iniciar auditorias em municípios com atividade mineradora. A ANM, por sua vez, continuará a fornecer suporte técnico e orientação, consolidando a mineração como um setor complementar ao agronegócio e fundamental para o desenvolvimento sustentável de Mato Grosso.
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