ECONOMIA
Procon-MT revela variação de 409,6% no preço do Frango Congelado
O Procon Estadual realizou, nos dias 15 e 16 de agosto, o monitoramento de preços de produtos alimentícios em estabelecimentos comerciais de Cuiabá. O objetivo da pesquisa, realizada por amostragem, foi monitorar os preços do arroz, feijão (carioca e preto), óleo de soja, carne, frango e leite UHT (integral, desnatado, e zero/sem lactose), e comparar os valores cobrados por esses alimentos em diferentes supermercados e açougues da Capital.
No total, foram visitados 10 estabelecimentos e coletadas informações sobre 36 variedades de arroz, apresentadas em pacotes de 5kg; 18 marcas de feijão carioca e nove de feijão preto, em embalagem de 1kg; sete de óleo de soja, comercializadas em embalagens PET de 900ml; e nove marcas de frango inteiro congelado. Também foram verificados os valores de comercialização de oito cortes de carne bovina, ofertadas sem congelamento, com fracionamento a pedido do consumidor em açougue.
Em relação ao leite UHT, comercializado na embalagem de 1 litro, foram coletadas informações de 18 variedades do tipo integral, 13 do tipo desnatado e sete do tipo sem/zero lactose.
Dentre os alimentos pesquisados, o quilo do frango inteiro congelado apresentou a maior variação, chegando a 409,59% entre o estabelecimento mais caro e o mais barato, com variação de preço de R$ 4,69 a R$ 23,90. Com relação à marca específica, o produto com maior diferenciação de preço nos estabelecimentos pesquisados é o leite UHT integral “Itambém D.E.Z” encontrado com variação de 83,84%, podendo ser adquirido por valores entre R$ 4,89 e R$ 8,99.
O Gerente de Fiscalização, Controle e Monitoramento de Mercado, Ivo Vinícius Firmo, informa que nesse novo levantamento o Procon-MT avaliou a variação média do preço dos produtos pesquisado nas últimas quatro semanas. "Esse monitoramento serve para que o consumidor possa confirmar o que ele já vem percebendo a cada ida ao supermercado, reforçando a necessidade de pesquisar ainda mais os preços para garantir a economia no final do mês" explica.
Variação de preços (independente da marca):
1) Arroz branco (5kg): de R$ 12,98 a R$ 43,90 – variação de 238,21%
2) Feijão carioca (1kg): R$ 8,49 a R$ 15,98 – variação de 88,22%
3) Feijão preto (1Kg): de R$ 7,40 a R$ 12,98 – variação de 75,41%
4) Óleo de Soja (900mL): de R$ 2,49 a R$ 3,85 – variação de 54,62%
5) Frango inteiro congelado/Kg: de R$ 4,69 a R$ 23,90 – variação de 409,59%
6) Carne bovina fresca/Kg:
*Menor preço: Acém: de R$ 11,79 a R$ 16,58 – variação de 40,63%
* Maior preço: contra-filé: de R$ 19,90 a R$ 33,90 – variação de 70,35%
7) Leite UHT integral: de R$ 3,79 a R$ 8,99 – variação de 137,20%
8) Leite UHT desnatado: de R$ 3,79 a R$ 5,86 – variação de 54,62%
9) Leite UHT sem/zero lactose: de R$ 3,59 a R$ 6,99 – variação de 94,71%
Confira o relatório, os gráficos e a pesquisa completa feita pelo Procon-MT.
Serviço
O Procon-MT é um órgão vinculado à Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) e atende em sua sede estadual na Avenida Historiador Rubens de Mendonça (do CPA), nº 917, Edifício Eldorado Executive Center – Bairro Araés, de segunda a sexta-feira, das 08h às 18h. Para registro de reclamações, audiências, consulta de processos e protocolo de documentos, o consumidor pode procurar a sede do Procon-MT, de segunda a sexta-feira, das 08h30 às 17h30.
No posto no Ganha Tempo, o atendimento ao público é de segunda a sexta-feira, das 07h30 às 18h30, e aos sábados, das 07h30 às 12h. Nos postos da Assembleia Legislativa e do Várzea Grande Shopping, o atendimento é de segunda a sexta-feira (das 07h às 18h na AL e das 09h às 19h no Shopping em Várzea Grande). Outras informações podem ser obtidas pelos telefones 151 ou (65) 3613-8500.
ECONOMIA
Mato Grosso ultrapassa R$ 40 bilhões em tributos
O mês de setembro começou evidenciando a relevância econômica de Mato Grosso e o peso da carga tributária incidente sobre a população. Prova disso é que, nesta quinta-feira (3), o estado já havia recolhido R$ 40 bilhões em tributos municipais, estaduais e federais. O montante, apesar de representar apenas 1,25% dos R$ 2,73 trilhões arrecadados no território nacional, revela o volume pago em impostos, taxas, contribuições e multas pagos aos cofres públicos.
O valor atual, divulgado pelo Impostômetro da Fecomércio-MT, é 3,44% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. A marca de R$ 40 bilhões foi atingida oito dias antes do observado em 2025. O montante também já se aproxima do total arrecadado em todo o ano passado, quando somou R$ 58,2 bilhões.
O crescimento, segundo o presidente da Federação, Sebastião Gonçalves (Tião da Zaeli), reflete a capacidade de geração de receitas do estado, oriunda principalmente da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
“Esse montante evidencia a elevada capacidade de geração de receitas tributárias do estado, acompanhando a dimensão de sua atividade econômica e o volume de operações realizadas em seu território, com a maior fatia da arrecadação representada pelo ICMS”, disse o presidente.
E completou ainda que:
“Essa arrecadação evidencia o peso da tributação sobre a circulação de bens e serviços, tornando o desempenho do comércio e das cadeias produtivas um componente relevante para a sustentação das receitas estaduais”.
Na esfera federal, as principais fontes de arrecadação são o Imposto de Renda e as contribuições previdenciárias. No âmbito municipal, o ISS e o IPTU lideram. Do total recolhido no país, o Imposto de Renda e a Previdência representam as maiores parcelas arrecadadas, com R$ 466 bilhões e R$ 512 bilhões, respectivamente.
A capital mato-grossense segue como a principal contribuinte do estado, com R$ 830 milhões arrecadados em tributos. Entre os demais municípios de destaque estão Rondonópolis, com R$ 224 milhões, Sinop, com R$ 167 milhões, Várzea Grande, com R$ 118 milhões, Sorriso, com R$ 91 milhões, e Lucas do Rio Verde, com R$ 88 milhões.
O Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) também destacou a influência econômica dos municípios considerados cidades-polo do estado. Segundo a análise, a geração de receitas tributárias ultrapassa a capital e acompanha a expansão de importantes polos econômicos do interior mato-grossense.
Ainda conforme análise do IPF-MT, a relação entre atividade econômica e arrecadação tributária amplia a geração de receitas públicas. No entanto, uma aplicação mais eficiente desses recursos pode contribuir para criar condições favoráveis à continuidade do desenvolvimento estadual.
O Sistema Comércio de Mato Grosso é integrado pela Fecomércio-MT, Sesc-MT e Senac-MT e é filiado à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), presidida por José Roberto Tadros.
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