EM CRESCIMENTO
Otimismo do comerciante dá um salto em quatro meses e atinge segundo melhor índice histórico
A pesquisa que monitora a Confiança do Empresário do Comércio (Icec) em Cuiabá, realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), apresentou o quarto crescimento consecutivo em setembro e chegou 138,2 pontos. A alta acumulada neste período chega a 19,4% e 24,5% no comparativo anual. Além disso, o patamar atual se aproxima do recorde histórico da pesquisa, registrado em janeiro de 2013 (139,1 pontos).
O diretor de Pesquisas do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio em Mato Grosso (IPF-MT), Maurício Munhoz, faz um comparativo com o resultado nacional, que apresentou queda de 0,4% no mês, e destaca os excelentes números obtidos na capital mato-grossense.
“A impressão do empresariado cuiabano é que as condições da economia brasileira melhoraram, ao mesmo tempo em que a média do resto do país pensa diferente, muito influenciada pela inflação que também atinge Cuiabá”.
É o que mostra o Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC), que saltou 2,5% sobre o mês anterior, atingindo 123,8 pontos. A melhora observada nos últimos quatro meses foi de 8,9% e de 18% no comparativo com setembro passado. Com relação ao índice que avalia a condição atual, tanto da economia quanto do comércio, foi o que apresentou maior crescimento no ano, com alta de 65,7%, saindo de uma situação de pessimismo (76,1 pontos) para de otimismo (126 pontos).
O presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior, explica o crescimento contínuo de Cuiabá, um reflexo das condições peculiares da economia de Mato Grosso.
“O Estado é muito forte no agronegócio e isso acaba por impulsionar os demais setores da economia, como o comércio. O mundo está entrando em um novo super ciclo das comodities, e isso repercute muito na capital do estado”, afirmou Wenceslau Júnior.
Datas comemorativas
A expectativa de bons resultados para o comércio continua em alta.
“A proximidade do Dia das Crianças e Natal devem alavancar a confiança do comércio até o final do ano, o que acaba por incentivar a contratação de novos funcionários”, concluiu o presidente da Fecomércio-MT.
A pesquisa revela, ainda, que a maioria dos comerciantes, dos 181 entrevistados, 94,4% pretendem contratar funcionários nos próximos meses. O Indicador de Contração de Funcionários cresceu 0,5% no mês e está 22,6% superior a setembro de 2020.
O Sistema S do Comércio, composto pela Fecomércio, Sesc, Senac e IPF em Mato Grosso, é presidido por José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.
ECONOMIA
Estudo da CNM mostra impacto nos Municípios de propostas que reduzem a jornada de trabalho
Com possibilidade de ser analisada pelo Congresso Nacional nos próximos dias, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) publicou nesta sexta-feira, 8 de maio, um estudo sobre o impacto da redução da jornada de trabalho para os Municípios. O levantamento analisa os efeitos de propostas que tramitam no Congresso Nacional.
A depender do texto aprovado, a redução pode gerar um déficit diferenciado na prestação de serviços públicos para a população, com a necessidade de articulação dos gestores para reposição da força de trabalho.
As propostas se diferenciam na redução da jornada (as PECs reduzem para 36 horas semanais, com ou sem período de transição) e o Projeto de Lei estabelece uma jornada de 40 horas, de forma imediata. O levantamento indica que as PECs possuem efeito para toda a administração municipal, enquanto o PL, por alterar somente a CLT, apresenta impactos limitados a este tipo de vínculo no âmbito dos Municípios.
Nesse aspecto, as estimativas da Confederação apontam para efeitos expressivos, sobretudo quando se reduz a jornada semanal para 36 horas. A PEC 8/2025, por exemplo, apresenta impacta em R$ 48,4 bilhões para os cofres municipais e reforça a necessidade de reposição de 770,3 mil ocupações.
Vale lembrar que o texto entra em vigência um ano após a promulgação.
Esse impacto deve ser ainda maior, uma vez que a estimativa não considera os trabalhadores de empresas terceirizadas que prestam serviços aos Municípios.
O PL 1.838/2026 tem consequência mais limitada em relação ao texto do PEC, porém com resultado de R$ 442 milhões para os cofres municipais e necessidade de contratação de 7,1 mil novos servidores. A amplitude entre os impactos (PECs e PL) reside não somente no fato da redução da jornada ser menor no Projeto de Lei, mas também no escopo das ocupações que serão diretamente impactadas.
“O estudo focou nos impactos financeiros das propostas para os Entes locais, revelando que os impactos serão bastante expressivos e merecem discussão aprofundada. É preciso alertar que mudanças tão drásticas devem ser feitas com extrema cautela, uma vez que no caso dos Entes públicos, as consequências de medidas legislativas serão experimentadas pela própria população“, ressalta o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski.
Impactos nas carreiras
A análise das carreiras apontou déficits significativos em carreiras cruciais para a prestação de serviços públicos. A aplicação da PEC levará um déficit de, ao menos, 100 mil professores, 58 mil trabalhadores da limpeza urbana e 22 mil técnicos de enfermagem.
Para minimizar as adversidades em caso de aprovação, os gestores precisarão repor quase 10% de toda a força de trabalho do país para a manutenção da mesma estrutura vigente antes da PEC ou buscar alternativas, como rearranjo das jornadas de trabalho, ou a informatização de parte dos serviços públicos.
Leia o estudo completo aqui.
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