RECURSO PARA ESGOTO E PAVIMENTAÇÃO EM VÁRZEA GRANDE
Ministro garante recursos da ordem de R$ 168 milhões para Várzea Grande
Várzea Grande assegurou com o ministro Daniel Duarte Ferreira do Ministério do Desenvolvimento Regional e com o Secretário Nacional de Saneamento, Pedro Maranhão a garantia de continuidade de recursos da ordem de R$ 168 milhões para água e esgoto e outros R$ 15 milhões com o superintendente da SUDECO, Nelson Vieira Fraga, para pavimentação de mais de 10 quilômetros da região de todo o Grande São Matheus, além dos bairros Parque das Nações e Terra Nova.
“Existia risco dos recursos de serem perdidos, então envidamos esforços no sentido de garantir a manutenção dos valores que estão sendo aplicados no esgoto que somam R$ 83 milhões e liberar outros R$ 85 milhões para obras de abastecimento de água em toda Várzea Grande, além de R$ 15 milhões para pavimentação de ruas e avenidas”, frisou Kalil Baracat.
Kalil Baracat (MDB), e o Senador Jayme Campos (UB), foram recebidos em audiência tanto com o ministro Daniel Duarte Ferreira do Desenvolvimento Regional (MDR) e pelo secretário nacional de Saneamento, Pedro Maranhão, bem como, com Nelson Vieira Fraga Filho, da Superintendência de Desenvolvimento do Centro Oeste (SUDECO).
O Prefeito da Cidade Industrial, Kalil Sarat Baracat de Arruda, lembrou que R$ 168 milhões se referem a contratos já assinados por Várzea Grande e R$ 15 milhões de emendas parlamentares dos senadores Jayme Campos e Wellington Fagundes.
Tanto Kalil Baracat como Jayme Campos sinalizaram redobrar os esforços nestes próximos anos para carrear mais recursos para abastecimento de água e esgoto sanitário.
“Nosso maior obstáculo é a questão da água, mas temos trabalhado dia e noite sem parar para mudar essa realidade em Várzea Grande e demonstrar que é possível se ter um sistema público de abastecimento de água eficiente e de resultados e que não vislumbre apenas lucro, como ocorre naqueles sistemas de abastecimento privatizado que tem altas taxas cobradas dos consumidores”, disseram o prefeito e o senador.
Kalil Baracat frisou que nos últimos dois anos foram investidos R$ 200 milhões em recursos próprios de Várzea Grande, dos Governos Federal e do Estado e de emendas em obras de abastecimento de água e saneamento básico e que este esforço é voltado para mudar o atual cenário e possibilitar que as pessoas tenham um atendimento digno e constante no abastecimento de água.
“Trabalhamos em prol de uma Várzea Grande melhor, mais humana e com mais qualidade de vida e de um Mato Grosso aonde a prosperidade chegue a toda população”, frisaram Kalil Baracat e Jayme Campos.
ECONOMIA
Como Mato Grosso abastece o consumo interno de carne bovina frente aos grandes eventos de 2026
Análise dos dados de escoamento da pecuária mato-grossense revela que, além do protagonismo histórico nas exportações globais, o estado assegura treze por cento do abastecimento das mesas brasileiras.
Mato Grosso consolida sua posição estratégica no cenário socioeconômico brasileiro ao se firmar como o principal motor do abastecimento de proteína animal do país. Longe de limitar-se ao papel de exportador global, a cadeia produtiva local assume o protagonismo na garantia da segurança alimentar nacional, convertendo o pasto em base essencial para a subsistência e para as festividades que integram a cultura brasileira.
O setor pecuarista do estado, impulsionado por produtores rurais, indústrias de processamento e órgãos de fomento setorial, lidera este movimento de distribuição em larga escala. Esses agentes econômicos estruturam uma complexa rede logística que interliga as fazendas do Centro-Oeste aos principais centros urbanos do país, consolidando uma engrenagem que envolve desde o manejo inicial do gado até a entrega final ao consumidor.
O monitoramento dessa capacidade produtiva ganha relevância analítica neste ano de 2026, período em que os índices de consumo interno tendem a registrar picos sazonais expressivos em decorrência de grandes eventos esportivos internacionais, como a Copa do Mundo. A conjuntura atual exige que o planejamento pecuário seja executado com precisão milimétrica para absorver o incremento imediato da demanda por alimentos.

O epicentro dessa operação logística localiza-se no território de Mato Grosso, cujas características geográficas e investimentos em pastagens sustentáveis propiciam o desenvolvimento do maior rebanho bovino do Brasil. A partir dessa base geográfica, o fluxo produtivo irradia-se para todas as regiões brasileiras, transformando o território mato-grossense em um polo geoeconômico vital para o equilíbrio inflacionário do setor de alimentos.
O escoamento dessa produção ocorre por meio de um sistema integrado de transportes e de rigorosos protocolos de inspeção sanitária que aceleram o processamento industrial nas plantas frigoríficas. Essa metodologia assegura que a carne mantenha os padrões de qualidade exigidos tanto pelo Ministério da Agricultura quanto pelas rígidas auditorias internacionais, otimizando o tempo decorrido entre o abate e a comercialização.
A razão desse direcionamento maciço ao mercado interno prende-se à necessidade de sustentar a forte demanda dos consumidores nacionais, que historicamente elegem a carne bovina como item central de sua dieta. Diante do aumento de confraternizações e eventos sociais na atualidade, a manutenção do fluxo doméstico impede o desabastecimento e estabiliza os preços nas gôndolas e nos açougues do país.
O objetivo estratégico dessa distribuição interna reside na manutenção da soberania alimentar e na sustentabilidade econômica da própria cadeia de valor da pecuária. Ao equilibrar a balança comercial entre as vendas externas e o suprimento doméstico, o setor resguarda-se contra oscilações abruptas do mercado internacional e fortalece os laços comerciais dentro das próprias fronteiras brasileiras.
Os indicadores quantitativos oficiais demonstram a magnitude dessa operação: o estado totalizou uma produção de 2,006 milhões de toneladas de equivalente carcaça bovina, das quais expressivas 978,32 mil toneladas destinaram-se a 92 nações.

O excedente de 1,027 milhão de toneladas permaneceu integralmente no Brasil, o que representa uma oferta média de 4,82 quilos por habitante e perfaz treze por cento de toda a proteína bovina disponível no país.
A validação institucional desses dados é sustentada pela Secretaria de Comércio Exterior e referendada pelo Instituto Mato-grossense da Carne, cujo diretor de Projetos, Bruno de Jesus Andrade, enfatiza a relevância desse equilíbrio mercadológico. O executivo ressalta que, embora o destaque midiático comumente recaia sobre o comércio exterior, a contribuição mato-grossense para a alimentação diária dos brasileiros possui um valor estratégico inestimável para a estabilidade do país.
Como consequência direta desse cenário, observa-se uma consolidação da soberania alimentar nacional, na qual um a cada oito quilos de carne consumidos em território brasileiro possui chancela mato-grossense. Este panorama assegura que, mesmo diante de pressões inflacionárias globais e do aumento sazonal da procura interna, o Brasil mantenha sua autonomia de abastecimento e preserve os hábitos de consumo de sua população.
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