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SERVIDORES QUESTIONAM ORÇAMENTO DO GOVERNO

Governo deixa Ciência e Tecnologia fora do Orçamento de 2023

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Representantes de diversas entidades, que compõem o Fórum Sindical, acompanharam a primeira Audiência Pública que deu início aos debates do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para o ano de 2023 (PLDO-573/2022). No Projeto consta mais de R$ 10 bilhões em isenções fiscais e nenhuma linha sobre o orçamento direcionado à Ciência e Tecnologia no Estado de Mato Grosso. A Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) também não aparece no Orçamento de 2023.

Durante a Audiência Pública foi apresentada, pelo secretário-adjunto de Orçamento Estadual da Secretaria de Estado de Fazenda do Estado de Mato Grosso (Sefaz/MT), Ricardo Capistrano, a estrutura da proposta elaborada pelo Governo do estado, bem como os aspectos legais e constitucionais do Projeto.

Com uma forte participação da Defensoria Pública, Ministério Público, e representantes dos trabalhadores e trabalhadoras dos serviços públicos, a Audiência Pública contou com intervenções para serem consideradas na próxima Audiência, marcada para o dia 10 de agosto.

Entre os pontos debatidos, tiveram destaque a insuficiência da quantidade de vagas para concurso público para 2023, a cobrança no investimento dos serviços públicos e no combate à desigualdade social no estado, além da ampliação das isenções fiscais.

Segundo Carmem Machado, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde do Estado de Mato Grosso (SISMA), a quantidade de vagas projetadas no PLDO 2023 não é suficiente para comportar as demandas da população.

Este ano, em agosto, faremos 21 anos sem concurso público para a saúde do Estado de Mato Grosso. Como a gente pode concordar com 200 temporários e 648 efetivos? Esse planejamento com essas metas e prioridades precisa ser revisto, reforçou Carmem.

Para se ter ideia, o Projeto prevê 648 vagas para ingresso de servidores públicos efetivos somando todas as carreiras dos serviços públicos do estado, número este que, segundo o professor da Universidade do Estado de Mato Grosso, Domingos Sávio, não contemplaria sequer a UNEMAT. Além do concurso, no projeto também consta 7,87% de índice para o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) referente à 2022, número que, segundo os servidores, não contemplaria a questão inflacionária, uma vez que a inflação já é de 12%.

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ISENÇÕES FISCAIS

Outro ponto bastante debatido na Audiência, são as isenções fiscais. O PLOA 2023 prevê, no mínimo, R$ 10.779.509.190,11 (dez bilhões, setecentos e setenta e nove milhões, quinhentos e nove mil, cento e noventa reais e onze centavos) em isenções e renúncias fiscais, R$ 2 bilhões a mais que em 2022.

A expansão da renúncia fiscal é algo assustador no estado de Mato Grosso. Está previsto para 2023 o montante de R$ 10 bilhões em renúncia fiscal. A justificativa para isso é de que essas renúncias fiscais trazem benefícios para o Estado. Nós sabemos que a renúncia fiscal só tem sentido se ela produzir efeitos econômicos e sociais. Efeitos econômicos no sentido de permitir a expansão da economia do estado e efeitos sociais gera emprego e bem estar, trazendo redução de desigualdades sociais e regionais. Em Mato Grosso não acontece nem uma coisa e nem outra, reforçou Domingos Sávio.

Para Sávio, no estado a desigualdade social só tem aumentado e, em tese, isso deveria estar presente nesta Lei de Diretrizes Orçamentárias. Ainda segundo ele, a Controladoria do Estado divulgou um informe mostrando que o contingente de empregos gerados pela renúncia fiscal no estado é de zero.

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Além dos pontos debatidos, ao final da Audiência foi cobrado dos deputados estaduais e do governo do estado um novo olhar sobre as prioridades do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para o ano de 2023, colocando a população mato-grossense como prioridade para o investimento do dinheiro público a ser aplicado no próximo ano.

Esse orçamento precisa representar, dialogar, atender as necessidades da comunidade. A prioridade não está sendo trabalhar na perspectiva de contemplar a população. Esse orçamento precisa ser discutido com mais seriedade para que realmente essas prioridades sejam atendidas nessa LDO, enfatizou Leni Hack, representante da Associação dos Docentes da Unemat (ADUNEMAT).

O PROJETO

O PLDO é um instrumento que norteia a elaboração do Projeto de Lei Orçamentária Anual – 2023, que deve ser encaminhado à Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), até 30/9/2022.

Já o PLDO-2023 foi lido em Plenário na sessão ordinária do dia 1 de junho de 2022. A primeira votação da matéria está prevista para a próxima semana.

A segunda Audiência Pública sobre a proposta está marcada para 10 de agosto e será conduzida pela Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária. O prazo para apresentação de emendas parlamentares ao texto vai até o dia 9 de setembro.

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ECONOMIA

Tribunal de Contas e ANM firmam parceria para impulsionar economia e reduzir desigualdades

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O presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida, liderou nesta segunda-feira (18) uma reunião estratégica com representantes da Agência Nacional de Mineração (ANM), incluindo o gerente regional Jocy Miranda. O encontro marcou o início de uma parceria institucional voltada para regulamentar e fomentar a atividade mineradora no estado.

A principal pauta da reunião foi a defesa da mineração como um dos pilares da economia mato-grossense. Sérgio Ricardo destacou que, além da produção agrícola e pecuária, a exploração mineral deve ser reconhecida como atividade histórica e estratégica, capaz de gerar emprego, renda e arrecadação para os municípios.

O encontro ocorreu na manhã de segunda-feira, dia 18, em Cuiabá. A data simboliza o início formal de uma cooperação que, segundo os envolvidos, terá desdobramentos práticos nos próximos meses, com a publicação de notas recomendatórias e a instauração de auditorias específicas.

A reunião foi realizada na sede do Tribunal de Contas de Mato Grosso, em Cuiabá. O local foi escolhido por representar a instituição responsável pela fiscalização e pelo acompanhamento das políticas públicas, reforçando o caráter oficial e técnico da iniciativa.

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Segundo Sérgio Ricardo, a mineração pode ser um instrumento eficaz no combate às desigualdades regionais. A justificativa está na capacidade de arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), que destina 60% de sua receita diretamente aos municípios, fortalecendo os cofres públicos e ampliando investimentos locais.

O Tribunal de Contas prepara uma nota recomendatória aos municípios e instaurará auditorias para mapear a produção de ouro e outros minerais. O processo incluirá rastreabilidade, exigência de licenciamento ambiental e autorização da ANM, além de fiscalização rigorosa. A medida pretende separar práticas informais da exploração legal e transparente.

Embora ainda não haja números oficiais sobre a produção mineral em Mato Grosso, o conselheiro enfatizou a necessidade de mensurar a quantidade de ouro extraído e de outros minerais. A arrecadação via Exploração de Recursos Minerais (CFEM), que já representa uma fonte significativa de recursos, deverá ser ampliada com a regulamentação e fiscalização adequadas.

As declarações foram feitas pelo presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), Sérgio Ricardo, que ressaltou a importância da mineração como divisor de águas na economia estadual. O gerente regional da ANM, Jocy Miranda, reforçou que a cooperação busca orientar os municípios sobre o uso correto dos recursos federais e estaduais provenientes da atividade.

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A expectativa é que a parceria entre TCE e ANM fortaleça a economia mato-grossense, ampliando a arrecadação municipal e estadual, além de promover maior transparência na exploração mineral. A medida também deve contribuir para reduzir desigualdades regionais, ao garantir que os recursos sejam aplicados em políticas públicas essenciais.

Nos próximos meses, o Tribunal de Contas deverá publicar oficialmente a nota recomendatória e iniciar auditorias em municípios com atividade mineradora. A ANM, por sua vez, continuará a fornecer suporte técnico e orientação, consolidando a mineração como um setor complementar ao agronegócio e fundamental para o desenvolvimento sustentável de Mato Grosso.

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