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BATE-PAPO COM CANDIDATOS

Fecomércio promove diálogo entre candidatos à Prefeitura de Cuiabá e classe empresarial do comércio

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Respeitando as exigências estabelecidas em decreto municipal e as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso (Fecomércio-MT), em parceria com a Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá), a Federação das CDLs de Mato Grosso (FCDL/MT) e sindicatos filiados, promove o ‘Diálogo Fecomércio-MT com Candidatos à Prefeitura de Cuiabá’, no dia 20 de novembro (terça-feira), às 18h30, com os quatro candidatos mais bem avaliados em pesquisas de intenção de votos.

O evento tem como objetivo oportunizar aos candidatos a apresentação de ideias e propostas de trabalho para o município de Cuiabá, com foco no setor do comércio. O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso (Fecomércio-MT), José Wenceslau de Souza Júnior, enalteceu a importância da participação dos candidatos e a possibilidade de apresentarem propostas que levem ao desenvolvimento do município por meio do comércio.

Vários temas serão abordados com os candidatos, entre eles, a Lei de Liberdade Econômica, legislações municipais que impactam o comércio, mobilidade urbana, Centro Histórico e turismo. Esses e outros temas contribuem para que os empresários decidam qual será o melhor gestor da capital para os próximos quatro anos, afirmou Wenceslau.

Para o vice-presidente da Federação das CDLs de Mato Grosso (FCDL/MT), David Pintor, o evento é de extrema relevância à classe empresarial, e serve de inspiração para que outros municípios façam o mesmo.

Isso possibilitaria que empresários de outras regiões também tivessem oportunidade de conhecer as propostas dos candidatos, pois são os setores produtivos que fazem a máquina rodar, gerando emprego e renda, disse o vice-presidente.

Já o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá), Nelson Soares, ressaltou que a intenção ao fomentar a realização do diálogo com os candidatos e os empresários foi no sentido de esclarecer dúvidas para a escolha da melhor opção à Prefeitura de Cuiabá.

Queremos ouvir propostas de melhorias, principalmente para esse setor tão importante, que movimenta a economia da capital e, consequentemente, de todo o estado“.

Todas as regras do encontro foram apresentadas aos assessores, assim como a realização do sorteio para a ordem de fala dos postulantes ao cargo de prefeito.

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O evento será transmitido pelas mídias sociais (YouTube, Facebook e Instagram) das entidades realizadoras. Segue o link do YouTube

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ECONOMIA

Conta de energia pode acumular quase R$ 1 trilhão em custos adicionais até 2050

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Um levantamento divulgado pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE) estima que medidas adotadas entre janeiro de 2023 e maio de 2026 poderão acrescentar aproximadamente R$ 985 bilhões às tarifas de energia elétrica brasileiras até 2050. O estudo analisa decisões relacionadas ao setor elétrico e projeta seus impactos financeiros para consumidores residenciais, produtores rurais, comerciantes, indústrias e prestadores de serviços em todo o país.

Segundo a entidade, os custos adicionais decorrem de medidas provisórias, leis, leilões de energia, acordos administrativos e alterações legislativas aprovadas no período analisado. A projeção indica que os efeitos dessas iniciativas tendem a ser incorporados gradualmente às tarifas, influenciando a composição da conta de luz nas próximas décadas.

A política energética brasileira é conduzida pelo Governo Federal, responsável pelo planejamento do setor, pela formulação de diretrizes, pela edição de medidas provisórias e pela coordenação de ações administrativas. De acordo com a análise apresentada pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE), decisões tomadas nesse âmbito podem produzir impactos permanentes sobre a estrutura tarifária quando resultam na criação de novos encargos ou obrigações para o sistema elétrico.

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O estudo também destaca a participação do Congresso Nacional no processo de definição das regras do setor. Conforme a entidade, a aprovação de dispositivos inseridos em projetos legislativos, conhecidos como “jabutis”, e a manutenção de mecanismos que elevam os custos permanentes do sistema contribuem para ampliar despesas posteriormente repassadas aos consumidores por meio das tarifas.

Na avaliação da Frente Nacional dos Consumidores de Energia, o atual modelo transfere aos usuários finais o financiamento de subsídios, contratações compulsórias de energia, acordos administrativos e outras obrigações regulatórias. Como consequência, consumidores de diferentes segmentos assumem custos cuja definição ocorre durante o processo de elaboração e aprovação das políticas públicas.

A entidade afirma ainda que a sucessão de medidas adotadas sem uma estratégia integrada compromete a sustentabilidade econômica do setor elétrico. O diagnóstico apresentado defende a necessidade de uma reforma estrutural capaz de reduzir encargos, aumentar a eficiência regulatória e preservar a modicidade tarifária como princípio orientador da política energética nacional.

Os reflexos das tarifas mais elevadas, segundo especialistas do setor, vão além do orçamento das famílias. O aumento do custo da energia elétrica pode elevar despesas operacionais da indústria, do comércio, do agronegócio e do setor de serviços, afetando a competitividade da economia, pressionando preços e influenciando o comportamento da inflação ao longo do tempo.

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Outro aspecto destacado pelo levantamento é a recorrente incorporação de novos custos às contas de energia como mecanismo de financiamento de decisões relacionadas ao setor elétrico. Para a FNCE, esse processo evidencia a necessidade de ampliar o debate sobre eficiência administrativa, revisão de gastos públicos e aperfeiçoamento das normas regulatórias que disciplinam o mercado de energia.

A projeção de aproximadamente R$ 985 bilhões em custos adicionais até 2050 amplia a discussão sobre planejamento energético e responsabilidade fiscal. Embora as decisões envolvam aspectos técnicos e regulatórios, seus efeitos alcançam diretamente consumidores, empresas e toda a cadeia produtiva, tornando o tema relevante para o debate sobre políticas públicas e desenvolvimento econômico.

Diante desse cenário, o estudo sustenta que o equilíbrio entre segurança energética, eficiência administrativa e modicidade tarifária permanece como um dos principais desafios do setor elétrico brasileiro. A entidade defende que futuras decisões sejam acompanhadas de maior planejamento, avaliação de impactos econômicos e transparência, buscando reduzir a pressão sobre as tarifas e preservar o poder de compra da população.

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