PRAZO MAIOR
CDL Cuiabá solicita prorrogação do vencimento do alvará de funcionamento
Conforme estabelecido pelo Decreto Municipal de nº 8.283, os proprietários de empresas e prestadores de serviços têm até o dia 29 de janeiro para efetuar o pagamento das taxas de fiscalização e renovação da licença para funcionamento de estabelecimentos e atividades no município para o exercício de 2021.
Porém, após um pedido da diretora da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Cuiabá), o prefeito da capital deve assinar uma portaria nesta sexta-feira (29), postergando o vencimento para 31 de março.
Para o presidente da CDL Cuiabá, Célio Fernandes, o setor empresarial como um todo sofreu muito com os efeitos da Pandemia.
“Muitos, inclusive, tiveram dificuldades de continuarem em funcionamento e ainda não conseguiram se reerguer, então, essa é também uma forma de ajudá-los a se manter com as portas abertas“, afirmou.
A diretoria da CDL Cuiabá também aproveitou para agradecer ao prefeito municipal por ter atendido ao pedido da entidade.
“Nossos agradecimentos ao Emanuel Pinheiro que mais uma vez atende e se mostra solidário aos anseios do setor empresarial“, disse Fernandes.
Cuiabá possui aproximadamente 36 mil empresas cadastradas que precisam efetuar o pagamento das taxas.
ECONOMIA
“Colapso Fiscal” e “Bloqueios Judiciais” levam Várzea Grande a decretar “Calamidade Financeira”
A administração municipal de Várzea Grande formalizou a decretação de situação de “Calamidade Financeira e Fiscal” em toda a estrutura do Executivo Municipal e no Departamento de Água e Esgoto (DAE). O anúncio oficial ocorreu por meio de duas edições extras do Diário Oficial dos Municípios, consolidando medidas extremas de contenção de gastos públicos. A decisão administrativa extrema reflete o esgotamento dos mecanismos ordinários de gestão orçamentária do município e visa, primordialmente, evitar a paralisação total das atividades essenciais prestadas à sociedade.
A prefeita do município, Flávia Moretti (PL), lidera a implementação dos decretos de austeridade orçamentária, mobilizando todo o secretariado municipal e os diretores das autarquias locais para o cumprimento imediato das metas fiscais. Os servidores públicos das áreas administrativas, os vereadores e a equipe da Procuradoria-Geral do Município atuam de maneira direta na reestruturação financeira.
Paralelamente, o presidente da Câmara Municipal da Cidade Industrial, Wanderley Cerqueira (MDB), que já havia emitido alertas públicos prévios sobre a fragilidade das contas públicas, figura como peça central nos debates políticos que envolvem o travamento de “Emendas Orçamentárias”.
A “grave crise financeira e institucional” foi desencadeada pelo represamento de dívidas históricas acumuladas, que culminaram em bloqueios judiciais severos e no estrangulamento do fluxo de caixa governamental. Entre os principais fatores determinantes, destacam-se o passivo bilionário em precatórios judiciais, o confisco de repasses constitucionais e as expressivas dívidas herdadas com concessionárias de energia elétrica. Adicionalmente, o impasse político entre os Poderes Executivo e Legislativo impediu o remanejamento de verbas extraordinárias, inviabilizando a utilização de Emendas Parlamentares que aliviariam as despesas cotidianas nas áreas sociais mais sensíveis.
Os Decretos Emergenciais foram assinados e publicados de forma oficial, entrando em vigor imediato com validade estipulada para um período inicial de 180 dias. Este intervalo temporal de seis meses poderá sofrer prorrogação legal caso os indicadores fiscais e os relatórios de arrecadação da autarquia não apresentem melhora sustentável.
Os secretários municipais receberam o prazo peremptório de cinco dias úteis para apresentar seus respectivos planos setoriais de redução de gastos. O Departamento de Água e Esgoto (DAE), por sua vez, dispõe de 60 dias para formalizar um plano robusto de recuperação econômico-financeira.
As ações governamentais e as medidas de contenção aplicam-se a todo o território geográfico de Várzea Grande, concentrando seus efeitos práticos nos prédios da prefeitura, nas secretarias e no parque operacional do DAE. A abrangência territorial do decreto impacta diretamente a prestação de serviços nos bairros da periferia e do centro, locais onde a manutenção do abastecimento de água e o funcionamento de Postos de Saúde correm riscos. A centralização das decisões fiscais ocorre no núcleo administrativo da municipalidade, mas repercute de forma imediata na rotina de todos os cidadãos varzea-grandenses.
A motivação fulcral para a edição dos decretos residiu no bloqueio judicial imediato de R$ 19 milhões das contas correntes do município, provenientes de cotas do ICMS e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A retenção drástica desses valores impossibilitou o cumprimento regular das obrigações correntes da prefeitura com fornecedores e prestadores de serviços. O Governo Municipal viu-se compelido a agir juridicamente para edificar um regime extraordinário de gestão fiscal, blindando os escassos recursos restantes e assegurando a continuidade dos serviços básicos da população.
A operação do plano extraordinário de gestão fiscal executa-se por meio da suspensão por tempo indeterminado de novas despesas, da proibição de eventos festivos e da vedação de compras de bens permanentes. Cada secretaria municipal deverá revisar seus contratos vigentes, buscando a repactuação de valores ou a rescisão amigável de serviços supérfluos. A Procuradoria-Geral do Município atua na esfera jurídica para demonstrar aos órgãos de controle que o decreto visa reorganizar as contas e restabelecer as certidões fiscais, sem ferir os princípios basilares da responsabilidade fiscal brasileira.
O município arrecada anualmente cerca de R$ 2 bilhões, contudo, ostenta uma dívida consolidada de aproximadamente R$ 1 bilhão apenas em precatórios judiciais de gestões anteriores. Atualmente, a prefeitura é obrigada a desembolsar a soma de R$ 6 milhões mensais para saldar esses compromissos tribunalícios, valor consideravelmente superior aos R$ 500 mil despendidos na administração passada. O bloqueio atual decorreu do inadimplemento de três parcelas sucessivas de precatórios, de R$ 6,5 milhões cada, referentes aos passivos não quitados nos exercícios financeiros de 2023 e 2024.

O Departamento de Água e Esgoto (DAE) enfrenta um cenário de insolvência ainda mais alarmante, registrando um déficit orçamentário de R$ 28,7 milhões e uma dívida ativa de R$ 172,2 milhões com a empresa concessionária de energia.
Irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) expõem que a autarquia possui R$ 158,8 milhões em créditos tributários não inscritos na dívida ativa, além de passivos que superam R$ 314 milhões em precatórios próprios.
Esse desequilíbrio estrutural agrava o risco de desabastecimento de água, tornando o plano de recuperação da autarquia uma prioridade de Segurança Pública.
As consequências imediatas da aplicação das novas normas jurídicas refletem-se no estabelecimento de uma escala rigorosa de prioridade absoluta para as pastas da Saúde, Educação e Assistência Social. A folha de pagamento dos servidores públicos ativos, a limpeza urbana e o abastecimento de água potável receberão aportes preferenciais, sofrendo o menor impacto possível com os cortes.
Espera-se que a austeridade temporária possibilite o reequilíbrio das contas, o parcelamento dos débitos pendentes com a União e o restabelecimento pleno da capacidade municipal de captar recursos federais.
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