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EM BUSCA DO QUOCIENTE ELEITORAL

Para eleger um deputado estadual, partidos vão precisar de 60 mil votos

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Cada partido precisará somar 60 mil votos para eleger um deputado estadual no pleito eleitoral de 2 de outubro 2022 para uma das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT).

A equipe de reportagem do Blog do Valdemir, calculou a estimativa com base no número de eleitores regularizados para votar e no percentual de votos válidos das eleições de 2018.

Conforme o Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Mato Grosso (TRE/MT), cerca de 2 milhões de eleitores estão aptos a comparecer às urnas no Estado. Há quatro anos, do total de eleitores 70,1% escolheram algum deputado estadual, seja selecionado nominalmente nas urnas, seja optando por legenda.

Diferentemente da disputa à presidência da República, aos governos estaduais e ao Senado da República, as eleições para deputado estadual e federal são proporcionais. Para ser eleito, é preciso ser o escolhido preferencialmente nas urnas dentro de um partido.

Nesta eleição de 2022, as coligações proporcionais continuarão vedadas, caso não ocorra nenhuma alteração legislativa. Nesse caso, as siglas terão que disputar de forma isolada as vagas na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa, aumentando a disputa entre os candidatos para os parlamentos Federal e Estadual. Nesse cenário, o que se esperava aconteceu, com a abertura da Janela Partidária, ouve uma intensa movimentação entre os partidos políticos.

Também com o fim das coligações proporcionais, os partidos políticos terão que trabalhar suas estratégias, buscar formar suas chapas e atrair novos filiados. É importante que se discuta mudanças no cenário atual, aproveitando o debate sobre outras formas de eleição, para discutir uma reforma eleitoral mais ampla.

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O Blog do Valdemir chama a atenção para o sistema distrital, por três razões muito simples: a) é adotado nas duas maiores democracias consolidadas do mundo, o Reino Unido e os Estados Unidos; b) o voto distrital chega mais próximo da verdade eleitoral; c) fortalece a democracia, pois ganhará quem tiver mais votos no seu distrito.

Em sendo mantidas as regras atuais para as próximas eleições, os partidos políticos que contam com o chamado “líder político único”, terão que ponderar sobre suas estratégias eleitorais para que possam formar chapas competitivas, ganhar votos e alcançar o “número mágico”, quociente eleitoral.

Enquanto isso

Enquanto as lideranças políticas continuam o joguinho de números, o Blog do Valdemir diz, os números não batem. Senão vejamos e convenhamos: o Partido Liberal (PL) diz que vai eleger 1 estadual e 1 federal; União Brasil (UB) 5 estadual e um federal; Partido dos Trabalhadores (PT) 4 estadual e 1 federal; Partido Social Democrático (PSD) 4 estadual e um federal; Movimento Democrático Brasileiro (MDB) 5 estadual e 1 federal.

Já que os senhores líderes partidários, estão tão entusiasmados com o pleito eleitoral, diz aí quem será o Campeão de votos? Qual a siglas terão mais votos?

Não querem constranger os seus pré-candidatos? Não temos rabo preso então afirmamos: Max Joel Russi (PSB), Janaína Greyce Riva (MDB), José Eduardo Botelho (UB), e Ondanir Bortoline, Nininho do PSD, disputarão o primeiro lugar. As siglas UB, MDB receberão mais votos.

Cálculo como é feito

A partir da totalização dos votos, são realizados dois cálculos distintos. Primeiro calcula se o quociente eleitoral e, em seguida, o quociente partidário, que é o resultado da divisão do número de votos que o partido obteve pelo quociente eleitoral e por meio do qual são definidas, quantas cadeiras cada partido irá receber.

O número inteiro que resultar dessa divisão, desprezando os algarismos, após a vírgula, será equivalente ao total de vagas ocupadas pelo partido. Como essa divisão geralmente resulta em números quebrados, sobra vagas no legislativo, que são distribuídos com outra base de cálculo.

Sobras

Divide-se o número de votos do partido, pelo número de vagas conquistadas no primeiro cálculo, mais o número 1 (número de vagas mais 1). Ganha a vaga o partido que obtiver a maior média na divisão, que é feita várias vezes até que todas as cadeiras sejam preenchidas.

E quem vai preencher as cadeiras?

Na Câmara Federal, a equipe de reportagem do Blog do Valdemir aponta os partidos que terão representantes de Mato Grosso em Brasília:

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Partido Liberal (PL) 2 (um mais um); União Brasil (UB) 1; Movimento Democrático Brasileiro (MDB) 1; Partido Social Democrático (PSD) 1; Partido dos Trabalhadores (PT) 1; Partido Republicano Brasileiro (PRB) 1; um na sobra.

Na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), teremos:

– O União Brasil (UB) com 4 representantes; Partido Liberal (PL) com 3; Movimento Democrático Brasileiro (MDB) 3; Partido Social Democrático (PSD) 2; Partido Socialista Brasileiro (PSB) 3; PT 2; Partido Republicano 2; Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) 1; Partido Progressista (PP) 2.

Partido que conseguirá quociente eleitoral será o Partido Liberal (PL).

Alguma pergunta senhor internautas?

Os nomes? Brevemente! A cobra vai fumar.

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Política

A engenharia de bastidores que molda a “Grande Aliança” para a sucessão de 2026

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Uma movimentação política estratégica começou a redesenhar os rumos da sucessão governamental e das vagas parlamentares em Mato Grosso. Trata-se da articulação para a construção de uma ampla e robusta coligação partidária majoritária. Essa engenharia eleitoral visa unificar forças que outrora trilhavam caminhos distintos, neutralizar potenciais focos de oposição e garantir a manutenção da hegemonia do atual grupo governista nas esferas estadual e federal. O movimento altera a correlação de forças locais e redefine as prioridades dos principais diretórios partidários vigentes.

Os protagonistas dessa complexa negociação são o governador Otaviano Pivetta do partido Republicanos, o ex-governador Mauro Mendes (UB), o senador Jayme Campos (UB), e a deputada estadual Janaina Riva, legítima representante do Movimento Democrático Brasileiro (MDB). A parlamentar emedebista desempenha papel crucial ao conceder aval formal para que seu grupo político dialogue diretamente com o núcleo duro do governo. Essa iniciativa demonstra maturidade política e posiciona os quatro líderes como os grandes artífices do novo tabuleiro político mato-grossense, consolidando uma frente partidária de densidade eleitoral expressiva.

Essas tratativas de alta política ganharam contornos definitivos nas últimas semanas, intensificando-se à medida que se aproxima o calendário oficial estabelecido pela Justiça Eleitoral para o pleito de 2026. Embora as eleições ainda pareçam distantes do eleitorado comum, os prazos legais para filiações e desincompatibilizações exigem antecipação dos líderes. Esse cronograma rigoroso obriga as lideranças a definirem as diretrizes de suas respectivas legendas com antecedência, transformando o período atual no momento ideal para consolidações e acordos programáticos profundos.

As negociações ocorrem nos bastidores institucionais de Cuiabá, estendendo-se desde os gabinetes oficiais do Palácio Paiaguás e da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), até mesmo nos ambientes discretos de diálogo restrito na capital, conhecidos como o núcleo duro do Boteco da Alameda. Esses espaços, formais e informais, funcionam como verdadeiros laboratórios de engenharia política. Neles, mapas de votação municipal e projeções estatísticas são minuciosamente analisados pelos articuladores, garantindo que cada decisão tomada na capital ecoe com precisão em todas as regiões do Estado de Mato Grosso.

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O processo de construção dessa aliança ocorre por meio de reuniões reservadas, consultas jurídicas, telefonemas estratégicos e cafés discretos entre os principais interlocutores das siglas envolvidas. A aproximação dá-se de maneira gradual e calculada, com o objetivo claro de mitigar resistências internas e alinhar os discursos públicos das lideranças. Essa metodologia de concertação política prioriza a construção de consensos prévios sobre os projetos de desenvolvimento econômico estaduais, evitando desgastes precoces antes da oficialização das candidaturas em convenções partidárias.

A motivação central dessa articulação reside na “necessidade mútua de sobrevivência e fortalecimento político institucional” diante das fragmentações partidárias observadas no cenário regional. O MDB busca novos caminhos devido às severas resistências internas encontradas na ala bolsonarista do Partido Liberal (PL), liderada pelo Prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, e pelo deputado federal José Medeiros, que vetam uma composição com a deputada Janaina Riva. Esses vetos impulsionam a busca por alternativas viáveis que assegurem protagonismo à legenda emedebista.

O objetivo estratégico dessa coalizão é unificar a reconhecida eficiência administrativa do grupo governista atual à capilaridade municipal do MDB e à musculatura eleitoral conquistada por Mauro Mendes. Pretende-se estruturar uma chapa praticamente “IMBATÍVEL”, na qual as duas vagas ao Senado seriam disputadas por Mauro Mendes e Janaina Riva, enquanto a liderança ao governo estadual ficaria com Otaviano Pivetta ou Jayme Campos.

Busca-se, portanto, garantir estabilidade política e perenidade aos projetos de infraestrutura e desenvolvimento socioeconômico em andamento no Estado.

Essa arquitetura de “PODER” está sendo erguida mediante a fusão de interesses do União Brasil (UB), do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e do Republicanos. Além desses partidos, há um flanco aberto por interlocutores ligados a Otaviano Pivetta que defendem a inclusão da deputada Janaina Riva na vaga de vice-governadora. Essa proposta alternativa agregaria indiscutível presença regional e densidade eleitoral à chapa de Pivetta, consolidando o apoio definitivo de prefeitos e vereadores da base emedebista que endossam a liderança da parlamentar.

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Os desdobramentos imediatos dessa articulação política apontam para o isolamento das alas mais radicais da oposição e para a necessidade de reorganização interna dos partidos preteridos. O PL, dividido por vetos internos e disputas ideológicas, precisará reavaliar suas estratégias de isolamento para não perder espaço na disputa majoritária. Em contrapartida, as siglas aliadas à nova engenharia governista tendem a ampliar significativamente suas bancadas e suas influências no interior mato-grossense, fortalecendo as bases municipais para os desafios eleitorais vindouros.

O cenário atual exige atenção permanente e acompanhamento das próximas definições institucionais dos partidos, uma vez que as conversações de bastidores passarão a se refletir nos discursos públicos. Os discursos oficiais ainda priorizarão os princípios partidários e as defesas programáticas, enquanto os bastidores continuarão a selar as composições de chapas e a distribuição de espaços de “PODER”.

Resta observar como as bases partidárias absorverão essas acomodações, sabendo-se que as divergências políticas locais costumam ceder diante da iminente proximidade do poder econômico e político.

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