INVESTIMENTO DE R$ 1 BILHÃO
BID Pantanal vai percorrer municípios de MT para identificar propostas de projetos
Percorrer 12 municípios em Mato Grosso para identificar propostas de projetos que se enquadrem nos objetivos do BID Pantanal. Esse é o intuito do programa financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que está sendo construído e pretende fazer visitas técnicas para subsidiar a carta-consulta a qual será submetida à instituição. No estado devem ser investidos cerca de R$ 1 bilhão.
Os municípios mato-grossenses serão percorridos por uma equipe técnica da Superintendência Federal de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (SFA-MT).
Bom funcionamento da assistência técnica
Um ponto essencial para o sucesso do programa será o bom funcionamento da assistência técnica, por meio da qual os projetos poderão ter mais efetividade. Esse ponto é exigência do próprio formato de Arranjos Produtivos Locais (APLs).
Nos 12 municípios mato-grossenses que deverão ser beneficiados, o programa deverá investir cerca de R$ 1 bilhão. A previsão de início dos projetos é 2024.
Retomada do Bid Pantanal
Em maio deste ano, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Carlos Fávaro, anunciou a retomada do BID Pantanal, programa idealizado em 1995 pelo então governador de Mato Grosso, Dante de Oliveira (PDT-MT), e federalizado em 2001, que previa o repasse de US$ 400 milhões para os estados pantaneiros. Com o objetivo de fortalecer o desenvolvimento sustentável do bioma, o projeto nunca foi efetivamente colocado em prática.

O programa previa aportes, principalmente, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), mas também do governo japonês, governo federal e dos estados. O BID Pantanal planejava ações em áreas como águas; solos; agrotóxicos; conservação da fauna; saneamento; economia; estradas; parques; e reservas, mas foi paralisado em 2003.
Conforme o ministro Carlos Favaro, a iniciativa de retomar o programa, surgiu a partir da constatação de que havia no MAPA uma linha de crédito aprovada pelo BID, no valor de US$ 1,2 bilhão, para projetos de desenvolvimento sustentável de cadeias produtivas agropecuárias.
AL vai debater programa BID Pantanal em quatro Audiências Públicas
Cerca de R$ 1 bilhão poderão ser destinados, a partir do ano que vem, a 12 municípios mato-grossenses por meio do Programa de Desenvolvimento do Pantanal, o chamado BID Pantanal. O objetivo é investir em preservação ambiental, saneamento, economia sustentável, tecnologia e ações sociais.
Para discutir as demandas locais, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso vai realizar quatro audiências públicas onde vai ouvir cientistas, organizações civis, ONGs e a sociedade em geral. A primeira será nesta terça-feira (12), às 19h, na Câmara Municipal de Santo Antônio de Leverger.
O requerimento desta audiência é de autoria do deputado estadual Juca do Guaraná (MDB) e tem como coautor o deputado estadual Wilson Santos (PSD) que lembra que o programa deverá atender todo o Vale do Rio Cuiabá e também o Estado do Mato Grosso do Sul.
Wilson Santos lembrou que o Bid Pantanal foi criado na década de 2000 durante o governo do atual deputado estadual Júlio Campos e encampado pelo ex-governador Dante de Oliveira (in memorian). Mas, “engavetado em 2003”.
“O BID Pantanal foi o único projeto estruturante do Pantanal criado até aqui. Previa investimentos de US$ 400 milhões para cuidar de saneamento básico na Baixada Cuiabana, em Cáceres e outras regiões do estado. Para nossa sorte, agora, o senador Carlos Fávaro, atual ministro da Agricultura e Pecuária, conseguiu reaver o projeto e vamos discutir as ações em prol do Mato Grosso junto à sociedade. Queremos rever as demandas e atualizar as metas do programa para que ele surta efeitos positivos no nosso estado“, explicou Wilson Santos.
As outras três audiências vão acontecer em Poconé (15), às 19h; Cáceres (19), às 14h30; e Barra do Bugres (21), às 19h; sempre na sede das Câmaras Municipais. Para estes municípios, os requerimentos foram assinados pelos deputados Wilson Santos (PSD), Eduardo Botelho (União), Lúdio Cabral (PT) e Chico Guarnieri (PTB).
Vale ressaltar que a superintendência do Ministério da Agricultura em Mato Grosso está visitando os 12 municípios que integram o bioma Pantanal no estado para identificar propostas de projetos que se enquadrem nos objetivos do programa e subsidiar a carta-consulta que irá requerer os recursos.
As visitas irão levantar informações, captar e avaliar sugestões de projetos envolvendo renda, saneamento, infraestrutura e educação, com interface na agropecuária, junto às prefeituras e à sociedade organizada.
ECONOMIA
Decretado falência definitiva do Grupo Oi pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro
A Primeira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decretou a falência da operadora Oi, após a administração judicial da companhia reportar ao magistrado a absoluta incapacidade financeira para manter as atividades essenciais do grupo. A decisão judicial derrubou os recursos interpostos pelas instituições bancárias credoras que buscavam a manutenção do processo de recuperação judicial e a consequente renegociação do passivo acumulado.
Diante da comprovação inequívoca do esgotamento total das reservas de caixa previsto para o término de agosto de 2026, a Corte Fluminense determinou a conversão imediata do procedimento recuperacional em falência, visando interromper o sangramento patrimonial da corporação.
O colapso financeiro da gigante de telecomunicações reflete-se com severidade nos balanços contábeis mais recentes apresentados ao Poder Judiciário. Com base em dados consolidados de março de 2026, o patrimônio líquido negativo da corporação ultrapassa a marca expressiva de R$ 22,6 bilhões, demonstrando a profunda assimetria entre os ativos disponíveis e o montante global de dívidas acumuladas.
As projeções de caixa, que indicavam uma disponibilidade de R$ 88,1 milhões no final de julho de 2026, sofreram uma corrosão acelerada desde abril do mesmo ano, quando os valores mantidos em conta corrente haviam despencado para escassos R$ 19,6 milhões.
A atual deliberação colegiada põe fim ao impasse jurídico iniciado em novembro do ano passado, ocasião em que a falência da operadora sediada no Rio de Janeiro fora decretada preliminarmente pelo juízo de primeiro grau. Naquela oportunidade, contudo, os maiores bancos credores do grupo notadamente o Itaú Unibanco e o Bradesco, obtiveram um efeito suspensivo mediante concessão de liminar, o que permitiu o retorno temporário da empresa à recuperação judicial.
Os estabelecimentos bancários alegavam que a liquidação judicial não representaria o meio mais eficaz para satisfazer as obrigações creditícias e defenderam a nomeação de um novo gestor para intermediar os acordos com os órgãos reguladores.
Como ato contínuo à decretação da falência, o Tribunal de Justiça nomeou o especialista Bruno Rezende para exercer as funções de administrador judicial no processo. Caberá ao profissional designado a responsabilidade legal de auxiliar o juízo nas diligências necessárias para arrecadar, avaliar e lacrar o patrimônio remanescente da companhia, além de elaborar a lista definitiva de credores.

O administrador atuará diretamente na liquidação ordenada dos bens arrecadados para o pagamento dos passivos e promoverá a extinção formal das atividades empresariais das sociedades integrantes do grupo, estrita e rigorosamente dentro das exigências da lei vigente.
A tentativa derradeira de reestruturação empresarial buscava repactuar uma dívida consolidada da ordem de R$ 44 bilhões, cuja execução dependia da entrada de novos aportes operacionais. O plano aprovado na assembleia geral previa a captação de um financiamento internacional no valor de até US$ 655 milhões, dos quais US$ 505 milhões seriam injetados diretamente pelos credores financeiros.
Complementarmente, a empresa de infraestrutura V.tal, sob controle do BTG Pactual, aportaria entre US$ 100 milhões e US$ 150 milhões no capital do grupo, plano este que restou inviabilizado diante do agravamento vertiginoso da insolvência operacional.
Antes do desfecho judicial, a severa escassez de recursos financeiros provocou o desabastecimento de serviços básicos e o descumprimento sistemático de obrigações contratuais com prestadores de serviços. No mês de julho de 2026, a fornecedora Sitelbra interrompeu a conectividade de redes estratégicas, tais como o sistema de lotéricas da Caixa Econômica Federal, o videomonitoramento estadual na Bahia e em Goiás e os canais de atendimento da concessionária Enel no Ceará.
Empresas como Nava Software, Nava Serviços e Hughes também paralisaram as suas atividades operacionais, exigindo a intervenção expressa do Judiciário para impor a restauração das linhas e fixar multa diária pelo descumprimento.
Para minorar o impacto da paralisação de serviços essenciais à população brasileira, a Justiça autorizou a alienação em leilão de ativos estruturais da operadora para outras empresas do setor. Em abril de 2026, a divisão de telefonia fixa residencial foi arrematada pela Método Telecomunicações, transação que incluiu a responsabilidade pela manutenção e operação das linhas destinadas aos atendimentos de emergência nacional, como os canais 190 (Polícia Militar), 192 (Samu) e 193 (Corpo de Bombeiros). O processo de transição visa garantir a integridade das comunicações públicas sem que haja a descontinuidade do suporte de emergência aos cidadãos.

Contudo, entraves operacionais e a ausência de interessados impediram a conclusão do plano de desinvestimento de outras unidades de negócios cruciais do grupo falido. O leilão da Oi Soluções, segmento focado na prestação de serviços de tecnologia a corporações privadas e órgãos públicos com lance mínimo de R$ 1,4 bilhão, encerrou-se em 17 de junho de 2026 sem a apresentação de nenhuma proposta formal.
Ademais, a alienação da fatia de 27,2% detida pela Oi na V.tal, avaliada em R$ 4,5 bilhões e destinada a fundos geridos pelo BTG Pactual, encontra-se judicialmente suspensa devido a recursos apresentados por credores e investidores minoritários.
Mesmo nos processos em que a liquidação dos bens obteve aprovação das instâncias competentes, o fluxo de caixa da tele permaneceu desprovido das receitas estimadas para honrar seus compromissos imediatos. A companhia ainda não recebeu o montante de R$ 60,1 milhões decorrente da alienação da Unidade Produtiva Isolada (UPI) Serviços Telefônicos à Método Telecomunicações, leiloada em abril de 2026. A transferência efetiva desses recursos e a conclusão definitiva do contrato dependem do preenchimento rigoroso de certas condições regulatórias e homologatórias impostas pela Agência Nacional de Telecomunicações e por instâncias concorrenciais.
O desfecho dramático encerra uma longa jornada de crises e reestruturações que se arrastava há uma década nos tribunais brasileiros. Em junho de 2016, a Oi ingressara em seu primeiro processo de recuperação judicial para renegociar R$ 65 bilhões em obrigações, procedimento que perdurou por seis anos até o seu encerramento em dezembro de 2022.
Apenas três meses após aquela homologação, em março de 2023, a empresa formalizou o segundo pedido de recuperação reportando novos R$ 43,7 bilhões em dívidas, culminando no atual decreto de falência após restar comprovada a impossibilidade prática de preservação da continuidade empresarial.
-
Artigos7 dias atrásRequer tempo
-
Artigos5 dias atrásAutoliderança: o que você faz quando ninguém cobra
-
Artigos7 dias atrásNinguém mais quer trabalhar
-
ESPORTES7 dias atrásFábio brilha nos pênaltis, e Fluminense supera o Rivadavia
-
Política5 dias atrásJustiça Eleitoral mantém, por ora, candidatura de Pivetta e preserva acesso a recursos de campanha
-
Artigos4 dias atrásA epidemia da ansiedade e a hipnoterapia como contenção
-
ESPORTES6 dias atrásCuiabá reencontra a vitória superando o Operário (PR)
-
Artigos3 dias atrásMenopausa: quando o silêncio se torna um problema de saúde pública




“