DIA DE ESCOLHER E VOTAR
Vote, mas vote consciente
Hoje, milhões de eleitores estão indo às urnas para escolher os gestores de suas respectivas cidades, o prefeitos, já que os representantes das Câmaras Municipais pelos próximos quatro anos foram escolhidos no dia 15 de novembro, e as decepções de muitos que se consideravam eleitos foi grande.
Considerando o futuro desafiador que o País tem pela frente, trata-se de uma eleição de extrema importância. A escolha dos nossos representantes precisa ser baseada em critérios rígidos de ética e responsabilidade. Afinal, nossas escolhas terão impacto não apenas no nosso dia a dia, mas no de toda a nossa comunidade. Mais ainda, nossos filhos e netos serão impactados por elas. O voto, portanto, precisa ser consciente.
Mas o que é um voto consciente?
Antes de qualquer coisa, é preciso conhecer os problemas da cidade em que você mora. Sabendo disso, poderá avaliar se esses problemas estão sendo contemplados nas propostas dos candidatos. Avalie se essas propostas são exequíveis. Não é raro ver candidatos com ideias mirabolantes. Ou que prometem soluções para problemas que não são de sua competência, mas do Estado ou da União.
No caso do nosso candidatos a Prefeito de Cuiabá, que tentam a reeleição, procure saber como a foi sua gestão
É preciso saber quem são os candidatos. Verificar seu passado político, seu envolvimento em denúncias de corrupção. A que partido estão filiados? Quantas vezes mudaram de legenda? No caso de prefeitos, quem são seus vices? Lembre-se de que, havendo vacância do cargo de prefeito, o vice assumirá. Por vezes não é raro o eleitor se surpreender ao descobrir quem é o vice daquele que ele escolheu para ocupar um cargo majoritário.
No caso do candidato a prefeito que tenta a reeleição, procure saber como foi sua gestão. Se, quando esteve no cargo, ele cumpriu o que foi prometido durante a campanha. Para aqueles que já ocuparam o cargo, veja como foi a qualidade de sua gestão. O voto consciente pressupõe o voto em benefício da sociedade, não em vantagens pessoais. Não devemos perguntar o que ganhamos individualmente votando em um candidato A ou B, mas o que de positivo ele poderá trazer para a cidade.
Há inúmeras formas de buscar essas informações. Muitas vezes elas estão espalhadas e precisam de um mínimo de esforço por parte do eleitor.
A Justiça Eleitoral fornece uma série de informações. O horário eleitoral gratuito foi também uma boa oportunidade. A imprensa, de uma forma geral. A internet, as mídias sociais do próprio candidato.
Mais importante: sua participação e seu dever como eleitor consciente não terminam com o ato de votar. Acompanhe sempre o trabalho daqueles a quem você confiou o seu voto. Há canais de comunicação com os eleitos.
E não esqueça em quem você votou hoje para você poder cobrar dele amanhã. Maus políticos se escondem na certeza de que quem os escolheu, em quatro anos, esquecerá em quem votou.
Destaques
Consolidação econômica e trajetória política reafirmam a influência de Blairo Maggi no Agronegócio Nacional
O empresário e ex-governador do Estado de Mato Grosso, Blairo Borges Maggi, alcançou a sexta posição no ranking dos maiores magnatas do Agronegócio brasileiro em 2026. A revelação foi feita após o mapeamento do setor produtivo demonstrar a força expressiva dos grandes players nacionais no cenário econômico global.
A divulgação oficial dos dados ocorreu na última sexta-feira (28), por meio de levantamento anual realizado pela revista Forbes Brasil. A publicação, reconhecida internacionalmente por mapear as maiores fortunas do planeta, apresentou o balanço atualizado dos patrimônios corporativos do país.
O patrimônio líquido do acionista da Amaggi está avaliado em R$ 7,2 bilhões no período atual. O resultado financeiro reflete a performance operacional e a valorização global das commodities agrícolas negociadas por sua holding nos últimos trimestres.
A consolidação patrimonial coloca o empresário no 50º lugar do levantamento geral dos super-ricos brasileiros. Tal posição reflete a alta relevância do Agronegócio na formação das maiores fortunas do país, figurando ao lado de setores como o financeiro e o industrial.
A ascensão ao topo da lista decorre da sólida estrutura da Amaggi, uma das maiores companhias tradings de grãos e fibras do planeta. A corporação, fundada originalmente por seus pais, André e Lucia Maggi, expandiu exponencialmente suas operações comerciais e logísticas ao longo das últimas décadas.

Além do desempenho estritamente empresarial, a expressiva capilaridade pública acumulada pelo executivo fortaleceu sua representatividade setorial. Ele esteve à frente do Poder Executivo do Estado de Mato Grosso por dois mandatos consecutivos, no período compreendido entre os anos de 2003 e 2010.
A atuação institucional prosseguiu no Congresso Nacional, onde exerceu mandato no Senado Federal entre 2011 e 2019. Posteriormente, assumiu o comando do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) durante a gestão presidencial de Michel Temer, liderando missões comerciais no exterior.
A presença de Maggi e de seus sócios no topo do ranking evidencia a centralidade do Estado de Mato Grosso na produção e exportação global de grãos. O estado se firma como o principal polo gerador de divisas e fortunas ligadas ao cultivo de soja e milho na América Latina.
A estrutura societária da Amaggi demonstra força coletiva no levantamento da Forbes, figurando também entre as dez maiores fortunas do setor os acionistas Hugo de Carvalho Ribeiro e família, com R$ 7,2 bilhões, e Itamar Locks, detentor de patrimônio avaliado em R$ 6,7 bilhões.
Atualmente, o empresário encontra-se totalmente desvinculado de cargos partidários ou funções públicas, dedicando-se exclusivamente aos conselhos estratégicos do setor privado.
A lista dos dez maiores bilionários do Agronegócio é liderada por Ricardo Castellar de Faria, da Granja Faria, com R$ 35,1 bilhões, seguido pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, da JBS, com R$ 21,9 bilhões cada, Alceu Elias Feldmann (Fertipar) com R$ 19,2 bilhões, Liu Ming Chung (Nine Dragons Paper) R$ 7,9 bilhões, Blairo Borges Maggi (Amaggi) R$ 7,2 bilhões, Hugo de Carvalho Ribeiro e família (Amaggi), R$ 7,2 bilhões, Itamar Locks (Amaggi), R$ 6,7 bilhões, Rubens Ometto Silveira Mello (Cosan/Raízen/Rumo) R$ 6,3 bilhões, Marcos Molina dos Santos (BRF/Marfrig) com R$ 6,1 bilhões.
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