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VÁRZEA GRANDE DESASSISTIDO

Sindimed diz que Kalil Baracat não cumpre decisão judicial

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Recentemente, o Juiz Carlos Roberto Barros de Campos, atendendo a uma Ação Civil Pública proposta pelo Sindicato dos Médicos do Estado de Mato Grosso (Sindimed/MT), ordenou a Prefeitura Municipal de Várzea Grande, recontratar 26 médicos demitidos no município.

Para o Sindimed, as dispensas sobrecarregaram as Unidades de Saúde, que passaram a operar com quadro reduzido, resultando em riscos para pacientes e profissionais. Com a interrupção de contratos temporários e a falta de materiais essenciais desde agosto deste ano, a qualidade dos serviços de emergência e atendimento básico no município estão comprometidas.

Em sua decisão, o Juiz Carlos Roberto Barros de Campos autorizou parcialmente o pedido de urgência, suspendendo as demissões dos médicos até que o caso fosse julgado definitivamente. Ele também determinou que o município deve divulgar as escalas de trabalho dos médicos em todas as Unidades de Saúde, informando os nomes, especialidades, dias e horários de atendimento, além de detalhes sobre os serviços terceirizados.

A preservação da saúde pública deve ser prioridade, garantindo o atendimento mínimo necessário nas unidades hospitalares, especialmente no Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande“.

Em uma nota divulgada pela Prefeitura de Várzea Grande, diz que o motivo seria entregar para a nova administração tudo dentro da legalidade da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), e que a Prefeitura de Várzea Grande está amparada na Lei.

A decisão da gestão é entregar a administração municipal para a futura prefeita eleita e sua equipe, dentro dos parâmetros da legalidade da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Eventuais cortes são em cima daqueles que estão amparados em Lei, ou seja, se existe a necessidade e as horas extras são comprovadas legalmente, elas serão honradas e pagas assim com os salários e demais vantagens. Qualquer outro tipo de ilação vem de interpretações errôneas de atos administrativos que visam apenas e tão somente a manutenção dos serviços públicos prestados a cidade e a sua população“.

Kalil Baracat não cumpre decisão judicial

Conforme o Sindicato dos Médicos do Estado de Mato Grosso (Sindimed/MT), o Prefeito de Várzea Grande, Kalil Sarat Baracat de Arruda (MDB), não apresentou até o momento as escalas de plantões médicos completos.

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O Sindimed pediu para os médicos que assinassem um contrato de duração de 8 dias após decisão judicial dar prazo de 48 horas para que os demitidos fossem recontratados.

Conforme o Sindicato dos Médicos, eles foram demitidos sem justo motivo, e a Prefeitura Municipal de Várzea Grande, apresente também as escalas de trabalho completas, legíveis e atualizadas com os nomes dos médicos demitidos de todas as Unidades de Saúde.

O presidente do Sindicato dos Médicos do Estado de Mato Grosso (Sindimed/MT), Dr. Adeildo Martins Lucena Filho, afirmou não esperar nada diferente de uma gestão que vem enganando os várzea-grandenses de forma tão eficiente durante os quase quatro anos de mandato.

Segundo Dr. Adeildo Lucena, isso é um deboche não só a Justiça, mas a toda sociedade. As escalas de plantão continuam incompletas e vão atravessar o que resta de 2024 sem serem devidamente atualizadas. Isso trará um prejuízo insanável à assistência a Saúde Pública de Várzea Grande nesse período, somente terminando de forma melancólica uma gestão ineficiente e retrógrada“!

NOTA À IMPRENSA

SINDICATO DOS MÉDICOS DO ESTADO DE MATO GROSSO (SINDIMED/MT)

O Sindicato dos Médicos do Estado de Mato Grosso (SINDIMED/MT) informa que, diante do descumprimento da decisão liminar proferida no processo n° 1040076-26.2024.8.11.0002, foi necessária a propositura de uma Ação Cautelar Incidental junto ao Plantão Judiciário da Comarca de Várzea Grande/MT para garantir o cumprimento imediato da medida.

Na tarde de 24 de dezembro de 2024, foi proferida nova decisão no âmbito da ação cautelar incidental (processo nº 1044885-59.2024.8.11.0002), reafirmando a necessidade de que o Município de Várzea Grande cumpra integralmente a liminar anterior. A decisão determina que, no prazo de 48 horas, sejam recontratados os médicos demitidos sem justo motivo e que sejam apresentadas escalas de trabalho completas, legíveis e atualizadas de todas as unidades de saúde, incluindo as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). A decisão ainda fixa multa diária de R$ 1.000,00 em caso de descumprimento, limitada a 100 dias.

A nova decisão com fixação de multa se deu em razão da persistente omissão do Município em atender as ordens judiciais, apresentando documentos incompletos e restringindo a decisão às escalas do Pronto-Socorro, ignorando as demais unidades de saúde. Tal conduta tem colocado em risco o atendimento médico essencial à população e sobrecarregado os profissionais remanescentes.

O SINDIMED segue firme em seu compromisso de defender os direitos dos médicos e garantir a saúde da população de Várzea Grande, esperando que o Município cumpra imediatamente a decisão judicial em sua totalidade”.

Cuiabá/MT, 24 de dezembro de 2024.

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SINDICATO DOS MÉDICOS DO ESTADO DE MATO GROSSO (SINDIMED/MT)

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Destaques

Consolidação econômica e trajetória política reafirmam a influência de Blairo Maggi no Agronegócio Nacional

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O empresário e ex-governador do Estado de Mato Grosso, Blairo Borges Maggi, alcançou a sexta posição no ranking dos maiores magnatas do Agronegócio brasileiro em 2026. A revelação foi feita após o mapeamento do setor produtivo demonstrar a força expressiva dos grandes players nacionais no cenário econômico global.

A divulgação oficial dos dados ocorreu na última sexta-feira (28), por meio de levantamento anual realizado pela revista Forbes Brasil. A publicação, reconhecida internacionalmente por mapear as maiores fortunas do planeta, apresentou o balanço atualizado dos patrimônios corporativos do país.

O patrimônio líquido do acionista da Amaggi está avaliado em R$ 7,2 bilhões no período atual. O resultado financeiro reflete a performance operacional e a valorização global das commodities agrícolas negociadas por sua holding nos últimos trimestres.

A consolidação patrimonial coloca o empresário no 50º lugar do levantamento geral dos super-ricos brasileiros. Tal posição reflete a alta relevância do Agronegócio na formação das maiores fortunas do país, figurando ao lado de setores como o financeiro e o industrial.

A ascensão ao topo da lista decorre da sólida estrutura da Amaggi, uma das maiores companhias tradings de grãos e fibras do planeta. A corporação, fundada originalmente por seus pais, André e Lucia Maggi, expandiu exponencialmente suas operações comerciais e logísticas ao longo das últimas décadas.

Além do desempenho estritamente empresarial, a expressiva capilaridade pública acumulada pelo executivo fortaleceu sua representatividade setorial. Ele esteve à frente do Poder Executivo do Estado de Mato Grosso por dois mandatos consecutivos, no período compreendido entre os anos de 2003 e 2010.

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A atuação institucional prosseguiu no Congresso Nacional, onde exerceu mandato no Senado Federal entre 2011 e 2019. Posteriormente, assumiu o comando do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) durante a gestão presidencial de Michel Temer, liderando missões comerciais no exterior.

A presença de Maggi e de seus sócios no topo do ranking evidencia a centralidade do Estado de Mato Grosso na produção e exportação global de grãos. O estado se firma como o principal polo gerador de divisas e fortunas ligadas ao cultivo de soja e milho na América Latina.

A estrutura societária da Amaggi demonstra força coletiva no levantamento da Forbes, figurando também entre as dez maiores fortunas do setor os acionistas Hugo de Carvalho Ribeiro e família, com R$ 7,2 bilhões, e Itamar Locks, detentor de patrimônio avaliado em R$ 6,7 bilhões.

Atualmente, o empresário encontra-se totalmente desvinculado de cargos partidários ou funções públicas, dedicando-se exclusivamente aos conselhos estratégicos do setor privado.

A lista dos dez maiores bilionários do Agronegócio é liderada por Ricardo Castellar de Faria, da Granja Faria, com R$ 35,1 bilhões, seguido pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, da JBS, com R$ 21,9 bilhões cada, Alceu Elias Feldmann (Fertipar) com R$ 19,2 bilhões, Liu Ming Chung (Nine Dragons Paper) R$ 7,9 bilhões, Blairo Borges Maggi (Amaggi) R$ 7,2 bilhões, Hugo de Carvalho Ribeiro e família (Amaggi), R$ 7,2 bilhões, Itamar Locks (Amaggi), R$ 6,7 bilhões, Rubens Ometto Silveira Mello (Cosan/Raízen/Rumo) R$ 6,3 bilhões, Marcos Molina dos Santos (BRF/Marfrig) com R$ 6,1 bilhões.
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