"UM DETECTOR DE CORRUPÇÃO"
Por que os cuiabanos abominam políticos corruptos e frequentemente os reelegem?
O apoio do governador do Partido Democrata (DEM), Mauro Mendes Ferreira para o candidato o vereador Abílio Júnior da Coligação “Cuiabá para Pessoas” do Podemos não nos chama atenção, mas o fato de classificar os aliados de Emanuel Pinheiro (MDB), com a chapa “A Mudança Merece Continuar”, como “corruptos”, nos remete aos acontecimentos dos últimos anos na política mato-grossense.
Primeiramente vamos a divulgação de Mauro Mendes em sua página no Facebook “um inexperiente pode ser ajudado por muitos experientes. Já um corrupto só é ajudado por outros corruptos“, escreveu Mauro em sua rede social.
Aliados corruptos? O que Mauro tentou dizer? Seria a prática política se tornou sinônimo de corrupção? Uma prática comum e importante para qualquer democracia do mundo, ganha ares de escândalo e automaticamente passa a ser uma prática suspeita sob os olhos de investigadores? Negociações que envolvem interesses privados?
O “paradoxo do brasileiro” é uma provocação à lógica. Não há brasileiro que não esteja indignado com “tudo isso que está aí” (corrupção, roubalheira nos órgãos públicos, financiamentos eleitorais indecentes, morosidade da Justiça etc.). Os padrões de convivência civilizada sempre estão deteriorados. O moderno convive com o arcaico. Fabricamos aviões e ainda contamos com 13 milhões de analfabetos (e 3/4 da população são analfabetos funcionais). Os serviços públicos são indecentes. As humilhações, consequentemente, são constantes. O brasileiro anda descontente, angustiado, indignado e revoltado com a situação do País do Estado e do Municipio, com a corrupção, com os políticos desonestos, com as falsas promessas, com o nepotismo, fisiologismo (troca de favores e benefícios) e tantas outras coisas.
Todos com quem o Blog do Valdemir conversou querem mais ética e mais justiça, menos inflação, mais igualdade, mais eficiência no serviço público; mais ordem, mais segurança, mais hospitais, mais médicos. Cada um de nós protesta, reclama, amaldiçoa, abomina, critica.
Mas não pode se jogar fora o bebê com a água do banho.
Vamos surfar nessa onda, já que estamos no mesmo barco e a viagem são suicidas.
Na época de eleição lá estão mais de 309 mil cuiabanos votando nas mesmas pessoas aceitando os mesmos crimes e erros.
Constantemente o povo defende quem o oprime. E algo que nos deixa perplexo é por que os cuiabanos abominam os políticos corruptos e frequentemente os reelegem, ou como combater a corrupção sendo aliado de corruptos, como diz o governador Mauro?
Porém, quando você coloca os políticos ou não políticos aliados de Emanuel numa mesma cesta transforma os honestos em corruptos e não ao contrário. Quando você não individualiza pessoas e seus crimes, comete um erro maior. Tira dos honestos a chance de se individualizarem. E talvez você não pare pra pensar mais uma vez, rotulado de “acusado” ou ainda pior e mais covarde, insinuando em algo ilegal, você vai guardar essa notícia para sempre.
Então, muito cuidado. O mundo é movido por duas fés: uma da mídia, que é quem te conta o que acontece a sua volta e manipula sua opinião. A outra é em Deus.
“E tudo corrupto” vem do mesmo conceito estúpido de que “somos todos imbecis”. Não seja imbecil, aguarde para saber quem são os corruptos.
Nota da redação
A disputa pela Prefeitura de Cuiabá combina bem com a frase do jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues (1912-1980) “toda coerência é, no mínimo suspeita”.
Com isso sobram declarações contraditórias e são formadas alianças consideradas impensáveis no passado.
Isto é Cuiabá, já leu esta frase antes aqui no Blog do Valdemir?
Deixando de lado as exceções, a discussão se a maioria ou não acredita que o “jeitinho” não faz mal, é inofensivo, nada prejudicial. É assustador que, dependendo do delito, é justificável e tolerável ser “esperto”.
Surfa nesta onda
O maior medo de um político não é um adversário endinheirado, é um povo esclarecido.
O pior é que ainda encontramos cidadão que o defende.
Destaques
Polícia Militar define finalistas para o topo da carreira institucional
A disputa por uma vaga de coronel é o ponto culminante da carreira dos oficiais militares e das forças de segurança públicas (como a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros). O posto de coronel representa o último degrau e o topo da hierarquia dessas instituições, o que torna essa concorrência extremamente acirrada e de importância estratégica.
O coronel deixa as funções operacionais de campo para assumir o planejamento estratégico, comandando batalhões inteiros, diretorias ou grandes comandos regionais. Os coronéis interagem diretamente com o alto escalão do governo estadual ou federal (como Secretários de Segurança e Governadores), participando da formulação de políticas públicas de segurança. É desse grupo restrito que sai o Comandante-Geral da instituição, o cargo máximo de liderança.
Diferente das promoções iniciais, que consideram bastante o tempo de serviço (antiguidade), a vaga para coronel costuma basear-se fortemente no critério de merecimento. Isso envolve avaliações de desempenho rigorosas, histórico limpo e cursos de aperfeiçoamento. O número de vagas para coronel é altamente limitado por Lei. Conforme a pirâmide militar se estreita, centenas de tenentes-coronéis competem por pouquíssimas cadeiras vazias.
Cinco vagas para o posto de coronel
A Comissão de Promoção de Oficiais (CPO) da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso (PMMT) definiu, no cenário institucional do estado, a lista dos quinze tenentes-coronéis que disputam as cinco vagas para o posto de coronel.
O ato administrativo ocorreu no âmbito das avaliações internas da corporação e busca preencher as vagas do posto mais elevado da hierarquia policial militar mato-grossense.

A deliberação oficial abrange todo o Estado de Mato Grosso, reunindo oficiais com atuação estratégica tanto na capital, Cuiabá, quanto em importantes municípios do interior.
As promoções respondem à necessidade contínua de renovação do alto comando militar, garantindo a continuidade do planejamento e da execução das diretrizes de segurança pública.
O processo seletivo foi conduzido de forma criteriosa pela própria comissão especializada da corporação, mediante a análise minuciosa de méritos, histórico funcional e pontuações acumuladas.
A relação reúne oficiais que atuam em unidades da Capital e do interior do Estado. As notas atribuídas pela comissão variam de 5,34 a 4,87.
A maior nota da lista é do tenente-coronel Adão César Rodrigues Silva, comandante regional de Cáceres, com 5,34. Na sequência aparecem, tenente-coronel Paulo Jailson Secchi de Ávila, que atua em Nova Mutum aparece com nota 5,337; Murilo Franco de Miranda, de Tangará da Serra, com 5,327; Fábio Alves Ribeiro, comandante da Rotam, com 5,32; e Oswaldo Marins Rabelo, de Alta Floresta, com 5,29.
Completam a relação Cleiton de Moura Viana, Breno Chaves Nogueira, Nagila de Moura Brandão, Fábio Mota de Souza, Victor Lúcio do Prado, Adonival Coelho de Souza Junior, Bruno Marcel Souza Tocantins, Gyancarlos Paglyneari Cabelho, Jussara Cristina Novacki e Marcelo Moraes de Souza.
Entre os quinze selecionados, destacam-se duas oficiais mulheres: as tenentes-coronéis Nagila de Moura Brandão, do 9º Batalhão, e Jussara Cristina Novacki, integrante da Diretoria de Defesa da Mulher.
O governador Otaviano Pivetta confirmou expressamente que, entre as cinco vagas disponíveis para a promoção, ao menos uma será destinada ao preenchimento por uma mulher.
A decisão final caberá ao chefe do Executivo Estadual, que receberá uma lista tríplice indicativa para cada vaga e anunciará os novos coronéis no prazo estimado de cinco dias.
Após a oficialização do ato administrativo, os cinco oficiais escolhidos tomarão posse na mais alta patente, assumindo responsabilidades estratégicas na condução da segurança do Estado de Mato Grosso.
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