DISPUTA DO "TOSTÃO" CONTRA O "MILHÃO"

Partidos que tempos atrás era “certeira” hoje vê iniciar o “xadrez político” e nem sabe para onde vai: DEM e PSDB

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Enquanto as Executivas do PSDB e dos Democratas, ainda buscam uma saída, neste ano atípico, os articuladores políticos das demais siglas partidárias se colocaram a frente de combate do tabuleiro de xadrez político, primeiro os “bispos” e as “torres“, hoje líderes consolidados.

Entretanto, antes mesmo de movimentarem seus “peões” e “cavalos“, líderes em cargos públicos, os partidos definiram como principais peças para o jogo, o “rei” e a “rainha” de cada sigla, ou coligação majoritária.

Temos até o momento quatro “reis” e uma “rainha”, sendo que, dois são vereadores: Abílio Jacques Brunini Moumer, o “Abílio Junior”, hoje no Podemos, e Felipe Tanahashi Alves, o “Felipe Wellaton”, seus nomes foram referendados na semana passada pelos seus partidos. Estão tentando viabilizar seus nomes.

Abílio Junior e Felipe Wellaton são considerados a principal voz da oposição dentro da Câmara de Cuiabá, mas estarão de lados opostos neste eleição municipal de 2020 mesmo sendo aliados no Parlamento Municipal. Já que o grupo terá 2 candidatos.

Agora vem um da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL/MT), deputado estadual Ulysses Lacerda Moraes, este com pretensões para 2022 e está se movimentando nos bastidores e pode ser candidato a Prefeito de Cuiabá pelo PSL.

E, nesta segunda feira (10), um candidato que promete endurecer o jogo, deixou o comando do programa Resumo do Dia na TV Brasil Oeste, para poder disputar o pleito eleitoral.

Roberto França já saiu batendo, ele disse em entrevistas, que, na campanha pela Prefeitura de Cuiabá, enfrentará duas candidaturas “poderosas”, uma do prefeito cuiabano Emanuel Pinheiro do MDB, que continua no muro, e outra apoiada pelo governador Democrata (DEM), Mauro Mendes Ferreira.

O apresentador Roberto França, chamado carinhosamente de “O Gordo”, até improvisou um slogan da pré-campanha, disse que será uma disputa do “tostão” contra o “milhão”.

O ex-prefeito de Cuiabá e atualmente no Partido Patriota, Roberto França Auad, que já vem articulando nos bastidores com lideranças de outras siglas partidárias para apoio político e principalmente se articulando com quem decide: o eleitor.

Estou pronto. Deixo o Resumo do Dia e, a partir de agora, vamos conversar com os nossos companheiros e com os demais partidos para junto caminharmos, nesta campanha eleitoral. Tenho trabalho comprovado, experiência e amor por Cuiabá“, disse o apresentador do Programa Resumo do Dia, Roberto França.

E a “rainha”, do tabuleiro político de Cuiabá, vem do Procon, Gisela Simona Viana de Souza do PROS, é considerada uma Campeã de votos, e conseguiu junto do eleitorado mato-grossense, 50.682 mil votos, que optou por recuar do Senado da Republica para disputar o pleito de Cuiabá. Apesar de estar pouco tempo na vida política, chegou de ser oficializada como o nome da sigla para a disputa de Senadora da Republica pelo Partido Republicano da Ordem Social (PROS), pelo seu bom desempenho na eleição passada. Mas, desistiu do projeto Senado.

Sabemos que será uma disputa bastante pesada, temos que ter garra, e o jogo é pesado, os concorrentes têm muito dinheiro e uma megaestrutura de campanha. Mas, se tem uma coisa que a vida me ensinou, foi vencer na adversidade. Estamos trabalhando na construção de um projeto que visa uma gestão eficiente, limpa e que enfrente os desafios pós-pandemia com coragem, sem perder a ternura“.

Querem saber do DEM e PSDB? Ambos não definiram os nomes que devem representar os partidos na disputa eleitoral, porque, a disputa está travada entre os diretores da executiva estadual e municipal das duas siglas. Em 2019, os dirigentes tucanos defendiam o nome do empresário Luiz Carlos Nigro. Os edis cuiabanos tucanos, defendem o nome de Emanuel Pinheiro para a reeleição.

Agora surgiu o nome do empresario no ramo de comunicação, Dorileo Leal e do ex-vereador Paulo Borges e, ainda os comentários nos bastidores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e no Palácio Paiaguas é a possível aliança entre o DEM e o PSDB, apoiando Nilson Leitão para o Senado da Republica com nome de Júlio José de Campos como seu suplente, vem tirando sono do servidor número 1 do Estado.

Como se pode observar, a estratégia até o momento apresentado pelos articuladores políticos são apenas posicionamentos, tudo para dar um tiro de canhão ou bazuca logo de cara. Assim amedrontar e acuar adversário político.

Sabemos que no final das contas, no âmbito da política, ninguém é inimigo de ninguém e assim, todos os partidos deixam aberta a vaga de vice para possíveis acordos partidários.

A situação de tal modo pode fazer com que alguns pré-candidato venham a tornarem suas candidaturas inviáveis. Resultando a abertura de uma possível negociação de aliança.

Quem são os candidatos?

Dos cinco citados pelo Blog do Valdemir, somente dois: Roberto França e Gisela Simona, demais candidaturas inviáveis. Emanuel será candidato a reeleição. DEM precisa resolver sua crise interna, porém, pode vir com Marcelo Bussiki.

PS: a menos de três meses das eleições um profundo e ensurdecedor silêncio pelo lado de Blairo Maggi, nunca podemos nos esquecer de que os partidos ideológicos e seus líderes costumam centrar seus esforços nas grandes cidades de um Estado. São apostas que definem um ranking de importância política.

Nota da redação

As eleições em Cuiabá e Várzea Grande têm seus respectivos futuros ligados. Isso porque a cada peça no xadrez que se move na capital do estado, desdobra-se na cidade de Couto Magalhães. E assim o projeto majoritário do DEM pode sair de cena e apoiar Emanuel Pinheiro.

O que podemos afirmar é que as “pedras cantadas” (nomes citados pelo Blog do Valdemir) desse tabuleiro articulam os movimentos, a esquerda ou a direita, em suas bases para avanços em busca do xeque-mate. Porém, no Alencastro o prefeito está dizendo que “tá” vivo com vídeos mostrando o antes e depois, apesar de sua popularidade não superar a casa de dois dígitos.

Enfim, enquanto aguarda o caminho do Senador do Partido Democrata (DEM), Jayme Veríssimo de Campos, Mauro Mendes Ferreira e Blairo Borges Maggi, este do Partido Progressista (PP), o jogo está aberto em Cuiabá. A grande pergunta: quem conseguirá manter o fôlego competitivo quando a campanha de fato estiver nas ruas e nos meios de comunicação?

Outra questão em jogo. Uma eventual união da esquerda, já no primeiro turno, entretanto, o Blog do Valdemir, garante que é algo pouco possível, afinal cada legenda buscará defender o seu projeto e sua visão para o estado, se preocupando em 2022, mas no segundo turno a aliança é certa.

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Mato Grosso precisa de um estudo em relação a “transmissão do poder político”

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É incrível como o Estado de Mato Grosso, se renova de geração em geração. A existência, hoje dos mesmos sobrenomes mato-grossenses não só em cargos administrativos, mas também eletivos, sempre vivenciamos à transmissão hereditária das posições de “Poder”, tão chocantes ao senso comum democrático.

Entretanto esta “transmissão hereditária“, nunca o Estado de Mato Grosso vivenciou, mas, já dizia Nicolau Maquiavel “em política, os aliados de hoje, são os inimigos amanhã“.

E quando for afilhado político?

Voltamos a afirmar que política em família, existe, já existiu, mais o que vem acontecendo nunca este Blog presenciou.

Era uma vez

Era uma vez…, uma família de Cuiabá que tinha uma longa ligação com toda a família de Várzea Grande. Entre as duas famílias tradicionais, havia respeito e admiração entre os patriarcas (Júlio Domingos de Campos, seu “Fiote” e Emanuel Pinheiro da Silva Primo).

Este respeito se estendeu até o mês de junho. A terceira geração da política, que começou a trilhar os passos do avô e do pai, chegou, chegando, impondo, tirando o que foi construído por muitos anos: o respeito, confiança e grande amizade entre as famílias tradicionais de Cuiabá e Várzea Grande.

Sim, agora não se assustem, está engatinhando na política, primeiro mandato eletivo, já sonha em ser prefeito da segunda maior cidade do Estado de Mato Grosso? Emanuel Pinheiro Neto, com certeza tá de brincadeira. Ou será que o Emanuel Pinheiro pai, escalou o filho como candidato na Cidade Industrial, para mostrar que a família Pinheiro é uma das mais tradicionais dinastias do Estado de Mato Grosso, porque teve diversos nomes conhecidos na história da política mato-grossense?

Não vá com muito sede ao pote. Como diz o velho e conhecido ditado popular. E não se esqueça, que seu pai retornou de Brasília em 1988 e, desconhecido, utilizou o nome do seu avô e o mais importante com apoio de família Campos no qual obteve 1.048 votos.

Através dos Campos, foi indicado para ser líder do Prefeito de Cuiabá, Frederico Campos na Câmara Municipal da cidade, no qual conheceu a empresária, hoje primeira dama, Márcia Pinheiro no gabinete do prefeito Frederico Campos em uma reunião sobre transporte alternativo.

Agora fica uma pergunta: Emanuel Pinheiro pai tem intenção de pendurar a chuteira e investir na carreira política do filho?

Porque o que a família Pinheiro está dizendo para muitos é que: não estaremos juntos na próxima eleição.

Nota da redação

Em resumo: Emanuel Pinheiro e Emanuel Pinheiro Neto estão fazendo uma nova história na categoria “família prefeitáveis” de Mato Grosso.

Afilhados ou herdeiro, ao mergulharem as eleições nos seus determinantes sociais, trazem à tona as manifestações do “espírito familiar“, e não do “espírito público“. Invertendo o que está contido na visão institucionalizada da cidadania cívica, ao exibirem o eleito, impondo a escolher e, consequentemente, retirando do eleitor certos atributos invocadas pela “cartilha democrática“, com o modo de seleção do pessoal político (e eleição pelos “cidadãos” e o princípio de legitimidade “o povo” como fonte de poder).

Uma dica: o provérbio “o inimigo do meu inimigo é meu amigo“, sugere que duas partes podem ou devem trabalhar em conjunto contra um oponente em comum.

Concluímos que a política em Mato Grosso nos últimos 10 anos são feitas de inimigos. Não basta ser, é preciso ser o oposto ao outro. Neste momento a política necessita ter um adversário e fustiga-lo dia sim, outro também (Mauro Mendes e Emanuel Pinheiro).

É também como um político molde, uma identidade e reforça os laços com os seus seguidores. É uma política bélica, um eterno “mata-mata”, onde Mixto e Operário de Várzea Grande se digladiam pela eternidade. Mauro Mendes, Jayme Campos e Emanuel Pinheiro, todos querem um bom inimigo.

Qual será o fim?

Vamos aguardar.

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