XADREZ ELEITORAL PARA 2022
“Oposição” busca nome para contrapor a Mauro em 2022
Há muitas avaliações sobre o impacto das próximas eleições municipais no cenário político, em especial sobre as mudanças que se produzirão no tabuleiro das eleições presidenciais de 2022.
Esta será a primeira eleição em meio a uma pandemia, o que em si já impõe uma nova dinâmica. Ela impactará aspectos estruturais e imponderáveis como o nível de comparecimento nas seções de votação, bem como a dinâmica de campanha, com o aumento ainda maior do peso das redes sociais, bem como das mídias tradicionais, com as limitações para o corpo a corpo.
As articulações para as Eleições 2022 já tiveram início e o “tabuleiro político” está sendo desenhado. O grande desafio das lideranças políticas hoje é encontrar um espaço em meio à polarização entre o Partido Democrata (DEM) dos caciques, Jayme e Júlio Campos, com nome de Mauro Mendes Ferreira, e o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) do cacique Carlos Gomes Bezerra, com o nome de Emanuel Pinheiro para o pleito no ano que vem.

O dado ruim no cenário atual é que não há um nome que, sozinho, tenha popularidade e capacidade de aglutinação suficiente para enfrentar os Democratas e os Emedebistas. Com isso, somente uma costura de execução difícil teria força para unir os concorrentes dessa faixa e colocar de pé uma alternativa robusta.
Esta será a primeira eleição em meio a uma Pandemia, o que em si já impõe uma nova dinâmica. Ela impactará aspectos estruturais e imponderáveis como o nível de comparecimento nas seções de votação, bem como a dinâmica de campanha, com o aumento ainda maior do peso das redes sociais, bem como das mídias tradicionais, com as limitações para o corpo a corpo.
Bom…, O momento agora é de focar nos dois pontos principais que Mato Grosso precisa que é a vacinação da população e o Distanciamento Social. Entretanto, as peças do tabuleiro político estão mexendo, e o Blog do Valdemir acompanha as mexidas.
Mas, antes de trazer a tona estes movimentos nos bastidores da política mato-grossense, nós começaremos a mostrar como são mexidos os primeiros movimentos das peças do “tabuleiro político” até chegar o nome oficial nas urnas.
Em ano pré-eleitoral, muitos desses nomes colocados para a população acabam sendo usados como uma espécie de “balão de ensaio” de “cavalo paraguaio” dos partidos políticos, ou seja, são lançados para analisar a aceitação e o apoio no mercado político e da população.
Dependendo do resultado, eles acabam seguindo no jogo político, e trabalhando para ganhar musculatura, ou se retirando antes mesmo da disputa.

Então vamos para o “tabuleiro político”
O ano de 2021 se iniciou com os atores políticos costurando articulações a fim de buscar uma composição de forças de olho em 2022. A tendência é a aposta na manutenção do status que político com preferência para perfis mais pragmático de centro e no isolamento de posições radicais e dos outsiders. O resultado das eleições municipais foram um recado para a preferência por moderação, assim os atores políticos devem buscar se deslocar nos eixos em direção ao centro e não para as pontas do espectro político.
E, o que podemos afirmar é que até o momento não foi apresentado novas lideranças para a sucessão do governador Mauro Mendes Ferreira, do Partido Democrata (DEM) em 2022, isso nos mostra que haverá surpresa.
Além de Mendes, que tentará a reeleição, possíveis nomes de oposição ao atual governador, já começam a ser notícia nos meios de comunicação, no ainda incerto cenário em que vivemos.
Entre os nomes, (já que o principal estão se esquecendo), a expectativa é que Pinheiro, que tem perfil mais combativo deve se apresentar como candidato de forma mais moderada para o eleitorado mato-grossense. Emanuel Pinheiro, apesar de negar, as movimentações nesse jogo político continua intensa, “não sou candidato na eleição de 2022”, canta em verso e prosa o edil cuiabano.
E as demais peças do “tabuleiro político” estão se mexendo? Lógico, a ex-prefeita da cidade de Sinop Rosana Martinelli articula para disputar um cargo majoritário. O Senador do Partido Liberal (PL), Wellington Antônio Fagundes e Rosana Martinelli, eventual chapa pura do PL.
Já o PSDB, terá candidato o nome Ari Lafin, prefeito da cidade de Sorriso;
“É uma referência nossa, cresceu muito e para mim, e um nome que tem que ser trabalhado. Independente de ele querer ou não querer, nós queremos coloca-lo“, enfatizou o presidente regional da sigla, Carlos Avallone Júnior.
Percebe-se que os tucanos ao se aproximar do Governo do Estado no início de 2020, ou melhor, dos Democratas, somente fortaleceu a base aliada. Portanto não é um alinhamento para as futuras eleições.
Enquanto os aliados do governo se movimentam, o governador Mauro Mendes, reativou a 35 dias o seu núcleo de avaliação e articulação política de seu grupo.
Mendes designou Cidinho Santos para iniciar uma articulação com os prefeitos e empresários, visando uma boa relação para 2022 e viabilizar um arco de alianças para as eleições do próximo ano.
E aí, surgem alguns questionamentos: Otaviano Pivetta será candidato ao Senado? O Republicanos também anunciou que terá um nome ao Governo do Estado que vem do Agronegócio.
Então, quem será o vice de Mauro Mendes nas próximas eleições, Cidinho Santos ou Max Russi?
Destaques
Ação de R$ 182 Milhões contra ex-governador completa 7 anos no Judiciário de Mato Grosso
Uma das principais denúncias de desvio de recursos públicos da história recente do Estado de Mato Grosso continua sem uma decisão de mérito definitiva. A Ação Civil Pública por improbidade administrativa, que tramita na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá, busca a devida reparação aos cofres públicos diante de indícios robustos de fraudes no pagamento de precatórios.
O processo em questão aponta como réus o ex-governador Blairo Borges Maggi, o empresário Valdir Piran e outras oito pessoas físicas e jurídicas. Entre os demais acusados estão ex-secretários de Estado, procuradores estaduais e a Construtora Andrade Gutierrez, todos apontados como partícipes de um arranjo financeiro ilícito de caráter estruturado.
A controvérsia judicial, que se arrasta desde o ano de 2019, completou sete anos de tramitação sem que um desfecho definitivo tenha sido alcançado na Justiça de Mato Grosso. Os reiterados recursos processuais apresentados pelas defesas dos réus retardaram o andamento célere dos autos ao longo de quase uma década de controvérsias.
As supostas irregularidades processuais ocorreram no âmbito da administração pública direta do Estado de Mato Grosso, sediada na capital, Cuiabá. O epicentro das transações financeiras sob suspeita deu-se no âmbito da Secretaria de Estado de Fazenda (SEFAZ/MT) e envolveu créditos originados de autarquias estaduais já extintas.
De acordo com as investigações, o esquema criminoso operou-se mediante a triangulação fraudulenta de repasses financeiros bilionários à Empreiteira Andrade Gutierrez sob o pretexto de quitação de precatórios judiciais.
Posteriormente, parte expressiva desses recursos públicos federais e estaduais era direcionada ao empresário Valdir Piran para fins de compensação de créditos privados.
A motivação por trás da referida engenharia financeira ilícita residia na necessidade urgente de quitação de uma dívida de caráter estritamente político de R$ 40 milhões. O grupo governamental da época contraíra esse débito volumoso com a Factoring pertencente ao empresário Valdir Piran, conforme apontam as investigações ministeriais.
O objetivo principal da referida operação ilegal consistia na obtenção rápida de dinheiro em espécie para garantir e consolidar a sustentabilidade política do grupo governante no poder. O “retorno” financeiro ilegal extraído do pagamento dos precatórios judiciais viabilizava a manutenção de privilégios ilícitos e o suborno continuado de parlamentares estaduais da base governista.
O expressivo prejuízo financeiro causado ao erário público estadual totalizou o montante histórico de R$ 182,9 milhões. Além do desfalque material milionário, a lentidão no julgamento do processo penal e civil acarreta severo desgaste à imagem do Poder Judiciário e fomenta um nocivo sentimento de impunidade social.
A denúncia apresentada à Justiça baseia-se em auditorias técnicas minuciosas realizadas pela Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso e pelo Tribunal de Contas do Estado. As conclusões probatórias foram reforçadas de forma substancial pelos detalhados depoimentos prestados pelo ex-governador Silval Barbosa em seu acordo homologado de colaboração premiada.
Em manifestações recentes anexadas aos autos judiciais, a defesa do ex-governador Blairo Maggi alegou veementemente a inocência de seu cliente e a total regularidade técnica dos pagamentos efetuados. De igual modo, os representantes legais de Valdir Piran e das demais empresas envolvidas asseveram a plena licitude das negociações financeiras entabuladas à época.
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