SOFISTICADA REDE DE TRÁFICO DE DROGAS
“Operação Carga Branca” cumpre 54 ordens judiciais em cidades de Mato Grosso, Paraná e Rondônia
Na manhã desta quinta-feira (12), foi deflagrada pela Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE), a “Operação Carga Branca“. São cinquenta e quatro ordens judiciais, com alvo em uma sofisticada rede de tráfico de drogas, especializada em utilizar veículos de transporte de cargas para distribuir grandes quantidades de entorpecentes para diversos estados do país, são cumpridas pela Polícia Civil de Mato Grosso.
Na “Operação Carga Branca” que mobiliza diversas Forças de Segurança Pública são cumpridos 13 mandados de prisão preventiva, 13 de busca e apreensão domiciliar, 14 bloqueios de contas bancárias e 14 sequestros de veículos, entre carros, motocicletas e carretas. Os investigados respondem pelos crimes de tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
As ordens judiciais foram expedidas pela Terceira Vara Criminal de Várzea Grande e são cumpridas em Mato Grosso, nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Nova Lacerda e Pedra Preta; no município de Ponta Grossa, no Paraná; e no Estado de Rondônia.
A “Operação Carga Branca” cumpre 54 ordens judiciais em cidades de Mato Grosso, Paraná e Rondônia conta com o apoio das unidades que compõem a Diretoria de Atividades Especiais da Polícia Civil, Delegacia Regional de Rondonópolis, Delegacia Regional de Pontes e Lacerda e da equipe da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Investigações
A “Operação Carga Branca“ cumpre 54 ordens judiciais em cidades de Mato Grosso, Paraná e Rondônia é o desfecho de investigações aprofundadas iniciadas com o inquérito policial instaurado no ano de 2020, após a apreensão de 450 tabletes de cocaína, encontradas no interior de em um caminhão, revelando um esquema complexo, que utilizava veículos de transporte para movimentar grandes quantidades de drogas.
As investigações identificaram a constituição de empresa em Rondônia para lavagem de capitais, com movimentação de R$ 4.410.336,36 (quatro milhões e quatrocentos e dez mil e trezentos e trinta e seis reais e trinta e seis centavos) durante o período de menos de um ano, sendo apurado que os investigados adquiriam veículos de grande porte para o transporte de drogas.
No caso do caminhão apreendido, que deu início às investigações, foi identificado que o veículo foi adquirido especificamente para o transporte de cocaína, e as transações financeiras relacionadas ao veículo levantaram suspeitas adicionais sobre a rede criminosa, com a identificação das lideranças.
Durante o período de investigação foram apreendidos três veículos com expressiva quantidade de drogas pelas forças de Segurança do Estado de Mato Grosso. Com base nos elementos colhidos, a operação tem como foco a identificação e prisão de envolvidos no esquema de tráfico que dissimulava o transporte de drogas entre estados.
Continuidade das investigações
O delegado responsável pelas investigações, André Rigonato, destacou que por meio das ordens judiciais, a operação busca desarticular a rede criminosa, desmantelar uma importante rota do tráfico de drogas e combater a utilização de veículos e transações comerciais como forma de ocultar as atividades ilícitas.
“A DRE está comprometida em enfrentar o tráfico de drogas com todas as ferramentas disponíveis. A “Operação Carga Branca” é um exemplo claro da dedicação da equipe em identificar e prender os envolvidos no crime. Continuaremos a trabalhar incansavelmente para garantir a segurança e a justiça para todos”, afirmou.
As investigações continuam para identificar todos os membros da rede criminosa e outras possíveis conexões. A Polícia Civil solicita à comunidade que forneça qualquer informação adicional que possa ajudar nas investigações sobre o tráfico de drogas.
A “Operação Carga Branca“ cumpre 54 ordens judiciais em cidades de Mato Grosso, Paraná e Rondônia integra um esforço coordenado e decisivo na luta contra o tráfico de drogas e o compromisso da Polícia Civil e demais Órgãos de Segurança em combater atividades ilícitas e proteger a população, com o devido bloqueio de bens dos grupos criminosos e descapitalização do grupo criminoso.
Destaques
“Operação Heritage” expõe teia de fundos em cascata, cessões de crédito interpostas e conexões de alto escalão entre o Executivo, o Judiciário e o setor privado
O QUE
A Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje a Operação Heritage, ostensiva ação policial voltada a desarticular um sofisticado esquema institucional de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro no Estado de Mato Grosso. A investigação debruça-se sobre a homologação e o pagamento transacional de um controverso pacto financeiro, mediante o qual cofres estaduais repassaram R$ 308,1 milhões sob a justificativa de encerrar um litígio tributário histórico.
O caso revela indícios severos de concussão, peculato, uso indevido de informação privilegiada e infrações graves contra o Sistema Financeiro Nacional.
QUEM
A teia dos investigados abrange figuras proeminentes do cenário político e jurídico estadual, tendo como alvo central o ex-governador Mauro Mendes (UB), além do deputado federal Fábio Garcia (UB), atual pré-candidato a vice-governador na chapa de Otaviano Pivetta. A ostensiva operação policial atingiu também a procuradora Fabíola Paulino Garcia, irmã do parlamentar, o desembargador Ricardo Gomes de Almeida, nomeado para o Tribunal de Justiça em final de 2025 após atuar como advogado na causa, secretários estaduais de Estado e operadores financeiros encarregados da intermediação dos valores.
QUANDO
As ações de busca e apreensão ocorreram nesta quinta-feira, 6 de agosto de 2026, culminando uma apuração que reconstituiu minuciosamente atos administrativos ocorridos entre 2009 e 2024. O cronograma decisivo iniciou-se em outubro de 2023, quando a empresa Oi S.A. cedeu seus direitos creditícios por R$ 80 milhões; acelerou-se em abril de 2024, data na qual o Executivo estadual chancelou o acordo bilionário e efetuou o crédito suplementar; e desdobrou-se nas movimentações bancárias subsequentes monitoradas pelo Coaf e pela Polícia Federal.

ONDE
Os mandados judiciais foram cumpridos simultaneamente em endereços estratégicos da capital cuiabana, incluindo gabinetes oficiais e sedes corporativas de alto padrão. Agentes federais em viaturas ostensivas ocuparam a sede da Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso (PGE-MT), vistoriando a sala de Fabíola Garcia, além de realizarem apreensões de documentos e mídias digitais em dois escritórios do desembargador Ricardo Gomes de Almeida localizados no Centro Empresarial Maruanã, situado na Avenida do CPA, e em prédio comercial na Avenida São Sebastião.
COMO
A engenharia do suposto desvio operou-se por meio de uma complexa arquitetura financeira baseada em fundos de investimento em cascata e empresas de fachada interpostas. Após a assinatura do Termo de Autocomposição, o direito creditício milionário foi sucessivamente cedido a múltiplos veículos de investimento privados no mesmo mês de abril de 2024, estratégia desenhada para fracionar as parcelas, dissimular a real titularidade dos beneficiários finais e ocultar a liquidação do montante originado do erário estadual.
POR QUE
A motivação central das condutas sob investigação residia no direcionamento proposital de verbas públicas para o enriquecimento ilícito de agentes estatais e particulares aliados. A apuração demonstra que a administração pública converteu uma execução fiscal na qual o Estado era vencedor garantido com trânsito em julgado desde 2018 em uma transação administrativa onerosa, forjando um cenário de risco jurídico artificial tão somente para fundamentar o escoamento dos R$ 308,1 milhões aos cofres de terceiros.

QUANTO
As cifras investigadas refletem uma discrepância astronômica entre a avaliação originária do débito e os valores transacionados ao longo do tempo. A disputa envolvia inicialmente uma dívida tributária do ICMS estimada em R$ 690 milhões; contudo, em 2023, o direito ao crédito foi vendido pela concessionária de telefonia por R$ 80 milhões a um escritório privado.
Este, por sua vez, demandou R$ 583,4 milhões ao Estado e consolidou o acordo definitivo na quantia de R$ 308.123.595,50, pagos com urgência atípica sem a devida previsão orçamentária prévia.
QUAIS AS CONSEQUÊNCIAS
O desdobramento da Operação Heritage produz abalos sísmicos na estabilidade política de Mato Grosso e reconfigura o quadro eleitoral ao atingir frontalmente a chapa governista à reeleição. Além das previsíveis sanções penais e da indisponibilidade de bens dos implicados, a ação desmantela o fluxo financeiro ilícito, põe sob suspeita a idoneidade de decisões administrativas da PGE-MT e suscita a instauração de procedimentos disciplinares junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ao Ministério Público.
QUAIS AS FONTES
As evidências do inquérito fundam-se em relatórios da Polícia Federal, auditorias de inteligência financeira, dados da Ação Popular em curso e relatórios de auditoria orçamentária. Em contrapartida institucional, a defesa do ex-governador Mauro Mendes declarou oficialmente que o político confia plenamente no trabalho investigativo da Polícia Federal, coloca-se à inteira disposição das autoridades e aguarda com serenidade os esclarecimentos dos fatos, demonstrando convicção na comprovação da lisura de sua conduta.
O QUE ACONTECE AGORA
A partir de agora, o procedimento investigatório entra em fase de análise pericial de todo o material apreendido nos computadores, celulares e documentos recolhidos durante as buscas. Cabe à Justiça Federal avaliar a manutenção do sigilo dos autos, eventual oferecimento de denúncia formal pelo Ministério Público Federal e a aplicação de medidas cautelares adicionais, enquanto os implicados terão prazos regimentais para apresentar suas defesas prévias diante das instâncias judiciais competentes.
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