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CAPÍTULO AINDA SEM FIM

Momentos que transformaram o VLT e BRT em novela mexicana

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Em uma cidade sem plano diretor e sem calçada em algumas das suas avenidas (carro, motos tomam conta), o único projeto de transporte para a Copa do Mundo continua parado. O bonde moderno (VLT), vem dia após dia despertando, controvérsias por interferir no projeto a cada 8 dias.

Pode soar pouco familiar, para quem não conhece o mapa da Capital, entretanto, vive dando Pitágoras, ao invés de se preocupar em salvar vidas.

Emanuel Pinheiro e Mauro Mendes, porque os senhores não vão às redes sociais e faz uma nota e diz sobre o que esta operação pode impactar para os cofres públicos que já sofrem com os desdobramentos da pandemia. Já que os senhores querem o melhor para Cuiabá e Várzea Grande, então diz aí: o que os senhores querem? A causa das brigas?

Prefeito Emanuel Pinheiro explica para a população o que quis dizer aí a justiça vem e coloca os pingos nos ‘is’. Eu já dei por satisfeito, nesta etapa, porque o meu povo vai ser ouvido nos mínimos detalhes, temos que garantir o que há de melhor para a nossa gente…, diz aí prefeito, já que na primeira semana de dezembro 2020, nenhum momento se preocupou em ouvir a população.

Senão vejamos e convenhamos: as duas cidades merecem a conclusão da obra, mas é uma decisão do governo, precisamos virar a página dessa novela mexicana, que ninguém aguenta mais dizia no dia 1°dezembro o então prefeito reeleito de Cuiabá Emanuel Pinheiro pelo MDB, se referindo ao Veiculo Leve sobre Trilhos (VLT), antes de o governador mudar o modal para o BRT, mais conhecido como Ônibus de Transito Rápido.

Ainda foi além o prefeito:

Sozinho o governo estadual não consegue fazer nada. Entendo que só vai sair do papel com apoio da bancada em Brasília, a gestão em Várzea Grande e o Governo Municipal aqui de Cuiabá. Outra questão que precisa ser resolvida é se o governo estadual tem interesse ou não concluir a obra. A gestão do VLT está com o nosso governador, sem essa posição, a população de várzea Grande e Cuiabá ficará com essa decepção toda“, disse Emanuel Pinheiro em dezembro de 2020.

Escolhido pela Agecopa em 2011, para ser implantado no transporte público de Cuiabá e Várzea Grande, dizia que as vantagens oferecidas pelo sistema BRT eram inúmeras. As principais eram: a integração entre transporte e controle territorial; a redução das deseconomias da circulação (perdas de passageiro ao longo dos anos); oferta de transporte público eficiente e de qualidade.

E em dezembro de 2020, em entrevista coletiva no Palácio Paiaguás, o governador do Estado de Mato Grosso, Mauro Mendes Ferreira (DEM), jogou um balde de água fria quando anunciou, que após estudos de viabilidade e impactos financeiros, o projeto de um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) entre Cuiabá e Várzea Grande será descontinuado e, no lugar, seria implantando um BRT (Bus Rapid Transit), sistema de corredores com maior velocidade e capacidade que corredores comuns.

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O BRT teria um custo total de R$ 430 milhões para ser implantado e o VLT poderia chegar a R$ 763 milhões para a finalização.

Além disso, segundo o estudo apresentado pelo Governo do Estado, o custo por passageiro do BRT seria de R$ 3,04, enquanto seriam necessários R$ 5,28 para o VLT fazer o mesmo transporte.

Ainda de acordo com o governo do Estado, o tempo de implantação do BRT será de 24 meses e do VLT de 48 meses a partir de 2021.

O secretário de Estado de Fazenda (SEFAZ/MT), Rogério Luiz Gallo, chegou de classificar a situação do VLT como uma “novela mexicana”, citando que os mato-grossenses não suportam mais assistir a esses capítulos “tristes”.

Já o prefeito reeleito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) disse que é preciso “virar a página dessa novela mexicana” que ocorre em Cuiabá e em Várzea Grande e que é de responsabilidade do governo estadual o andamento das obras do modal, e iria cobrar um posicionamento do governador Mauro Mendes (DEM) sobre o futuro das obras do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT).

Emanuel Pinheiro bem que tentou, mas o Juiz da 1ª Vara Federal Cível e Agrária, Ciro José de Andrade Arapiraca, negou no dia 16 de março de 2021, mais uma tentativa do Prefeito de Cuiabá, de tentar barrar a substituição do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) por um sistema de ônibus elétricos rápidos em corredores Bus Rapid Transit (BRT).

Na decisão de 16 de março de 2021, o Juiz rejeitou alegação da prefeitura que tentava classificar como inconstitucional a lei aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) que permitiu a troca do VLT pelo BRT, que era o projeto original.

O magistrado, entretanto, determinou que sejam realizados debates com a população sobre qual o meio de transporte mais adequado para fazer a ligação entre Cuiabá e a cidade vizinha de Várzea Grande.

Diante do exposto, defiro parcialmente a tutela de urgência pretendida na inicial, determinando ao Estado de Mato Grosso que comprove já ter promovido ou, caso contrário, que adote medidas para possibilitar a realização de debates, consultas e/ou audiências públicas, inclusive, com a participação do Conselho Deliberativo Metropolitano da Região do Vale do Rio Cuiabá – Codem/VRC, conferindo publicidade a todos aspectos que levaram à conclusão de maior viabilidade do modal BRT como solução de mobilidade urbana, comprovando-se nos autos”.

É ou não é uma novela mexicana!

Bom…, Agora vamos lá governador do Estado de Mato Grosso Mauro Mendes Ferreira e Emanuel Pinheiro Prefeito de Cuiabá. Neste momento em que vivenciamos o mais importante para o povo de Mato Grosso: o VLT/BRT ou o hospital central e UTI’s? As pessoas querem hospitais regionais.

Momentos que transformaram o Veiculo Leve sobre Trilhos (VLT) em uma novela mexicana

As telenovelas mexicanas é drama estourando para tudo quando é lado, até mesmo na abertura. E tem pessoas que nega a influência dela em nossas vidas, já como bons seres humanos que somos, adoramos dar uma aumentadinha aqui, fazer um barraquinho a toa ali e, por aí vai, quer ver só?

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– aquela vez que fazia parte da fiscalização das obras da Copa do Mundo e falava que estava tudo no cronograma.
– aquele momento que resolveu não disputar a reeleição a prefeito e apenas se levantou e saiu sem nada fazer pelo modal.
– cumprimentaram-se até o final de 2018, como se fossem melhores amigos.
– e aquela risada estilo Paola Brache? No estilo de bem com a vida na eleição de 2012.
– e quando vocês se descontrolaram no meio de uma DE
– quando partiu pro barraco, porque não leva desaforo para casa
– chorando pelo amor por Cuiabá
– e aquele olhar lacrador que você sustenta pros inimigos no estilo: aqui quem manda sou eu, Mores.
– relembrando aquela velha amizade.

Agora, digam a verdade: as novelas mexicanas pelo que me lembro, retratam grandes dramalhões, problemões, choradeiras, ira, maldade, cobiça, inveja, ciúmes.

Mas porque o Prefeito de Cuiabá se referiu as obras do VLT como novela mexicana. Será que estivesse mencionando um desses tipos de sentimento em relação ao governador?

Sextou!

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Destaques

“Operação Heritage” expõe teia de fundos em cascata, cessões de crédito interpostas e conexões de alto escalão entre o Executivo, o Judiciário e o setor privado

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O QUE

A Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje a Operação Heritage, ostensiva ação policial voltada a desarticular um sofisticado esquema institucional de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro no Estado de Mato Grosso. A investigação debruça-se sobre a homologação e o pagamento transacional de um controverso pacto financeiro, mediante o qual cofres estaduais repassaram R$ 308,1 milhões sob a justificativa de encerrar um litígio tributário histórico.

O caso revela indícios severos de concussão, peculato, uso indevido de informação privilegiada e infrações graves contra o Sistema Financeiro Nacional.

QUEM

A teia dos investigados abrange figuras proeminentes do cenário político e jurídico estadual, tendo como alvo central o ex-governador Mauro Mendes (UB), além do deputado federal Fábio Garcia (UB), atual pré-candidato a vice-governador na chapa de Otaviano Pivetta. A ostensiva operação policial atingiu também a procuradora Fabíola Paulino Garcia, irmã do parlamentar, o desembargador Ricardo Gomes de Almeida, nomeado para o Tribunal de Justiça em final de 2025 após atuar como advogado na causa, secretários estaduais de Estado e operadores financeiros encarregados da intermediação dos valores.

QUANDO

As ações de busca e apreensão ocorreram nesta quinta-feira, 6 de agosto de 2026, culminando uma apuração que reconstituiu minuciosamente atos administrativos ocorridos entre 2009 e 2024. O cronograma decisivo iniciou-se em outubro de 2023, quando a empresa Oi S.A. cedeu seus direitos creditícios por R$ 80 milhões; acelerou-se em abril de 2024, data na qual o Executivo estadual chancelou o acordo bilionário e efetuou o crédito suplementar; e desdobrou-se nas movimentações bancárias subsequentes monitoradas pelo Coaf e pela Polícia Federal.

ONDE

Os mandados judiciais foram cumpridos simultaneamente em endereços estratégicos da capital cuiabana, incluindo gabinetes oficiais e sedes corporativas de alto padrão. Agentes federais em viaturas ostensivas ocuparam a sede da Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso (PGE-MT), vistoriando a sala de Fabíola Garcia, além de realizarem apreensões de documentos e mídias digitais em dois escritórios do desembargador Ricardo Gomes de Almeida localizados no Centro Empresarial Maruanã, situado na Avenida do CPA, e em prédio comercial na Avenida São Sebastião.

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COMO

A engenharia do suposto desvio operou-se por meio de uma complexa arquitetura financeira baseada em fundos de investimento em cascata e empresas de fachada interpostas. Após a assinatura do Termo de Autocomposição, o direito creditício milionário foi sucessivamente cedido a múltiplos veículos de investimento privados no mesmo mês de abril de 2024, estratégia desenhada para fracionar as parcelas, dissimular a real titularidade dos beneficiários finais e ocultar a liquidação do montante originado do erário estadual.

POR QUE

A motivação central das condutas sob investigação residia no direcionamento proposital de verbas públicas para o enriquecimento ilícito de agentes estatais e particulares aliados. A apuração demonstra que a administração pública converteu uma execução fiscal na qual o Estado era vencedor garantido com trânsito em julgado desde 2018 em uma transação administrativa onerosa, forjando um cenário de risco jurídico artificial tão somente para fundamentar o escoamento dos R$ 308,1 milhões aos cofres de terceiros.

QUANTO

As cifras investigadas refletem uma discrepância astronômica entre a avaliação originária do débito e os valores transacionados ao longo do tempo. A disputa envolvia inicialmente uma dívida tributária do ICMS estimada em R$ 690 milhões; contudo, em 2023, o direito ao crédito foi vendido pela concessionária de telefonia por R$ 80 milhões a um escritório privado.

Este, por sua vez, demandou R$ 583,4 milhões ao Estado e consolidou o acordo definitivo na quantia de R$ 308.123.595,50, pagos com urgência atípica sem a devida previsão orçamentária prévia.

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QUAIS AS CONSEQUÊNCIAS

O desdobramento da Operação Heritage produz abalos sísmicos na estabilidade política de Mato Grosso e reconfigura o quadro eleitoral ao atingir frontalmente a chapa governista à reeleição. Além das previsíveis sanções penais e da indisponibilidade de bens dos implicados, a ação desmantela o fluxo financeiro ilícito, põe sob suspeita a idoneidade de decisões administrativas da PGE-MT e suscita a instauração de procedimentos disciplinares junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ao Ministério Público.

QUAIS AS FONTES

As evidências do inquérito fundam-se em relatórios da Polícia Federal, auditorias de inteligência financeira, dados da Ação Popular em curso e relatórios de auditoria orçamentária. Em contrapartida institucional, a defesa do ex-governador Mauro Mendes declarou oficialmente que o político confia plenamente no trabalho investigativo da Polícia Federal, coloca-se à inteira disposição das autoridades e aguarda com serenidade os esclarecimentos dos fatos, demonstrando convicção na comprovação da lisura de sua conduta.

O QUE ACONTECE AGORA

A partir de agora, o procedimento investigatório entra em fase de análise pericial de todo o material apreendido nos computadores, celulares e documentos recolhidos durante as buscas. Cabe à Justiça Federal avaliar a manutenção do sigilo dos autos, eventual oferecimento de denúncia formal pelo Ministério Público Federal e a aplicação de medidas cautelares adicionais, enquanto os implicados terão prazos regimentais para apresentar suas defesas prévias diante das instâncias judiciais competentes.

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