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Marcada pelo TCE para o dia 13 o julgamento das contas do governador Pedro Taques
Esta marcada para o dia 13 de junho, segunda feira próxima, o julgamento das contas anuais do governador Pedro Taques (PSDB) referente ao exercício de 2015 no comando do Governo do Estado de Mato Grosso pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).
As contas do referente ao exercício de 2015 do Governo do Estado foram entregues ao relator do Tribunal de Contas Jose Carlos Novell. O julgamento, segundo o Diário de Contas do TCE, está previsto para ser realizado às 15h, no Plenário Benedicto Vaz de Figueiredo.
O governador Pedro Taques acompanhado dos secretários de Fazenda, Paulo Brustolin e de Planejamento Marco Marrafon, na época, entregaram as contas de Governo do Exercício de 2015 ao presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Antônio Joaquim e também ao conselheiro José Carlos Novelli, quem será o relator das contas do governo do estado no dia 4 de abril.
A entrega foi feita no gabinete da Presidência do Tribunal de Contas do Estado com a presença também do controlador geral do Estado, Ciro Gonçalves, e dos conselheiros Domingos Neto e Moisés Maciel.
O governador Pedro Taques informou ao presidente do Tribunal de Contas, conselheiro Antônio Joaquim que os documentos também já haviam sido enviados por meio digital para o TCE/MT.
“Adianto que não existem muitas novidades, até porque sempre fizemos questão de estar junto com o TCE em tudo. Não se trata apenas de um balanço de números, mas de propostas e preocupações com as contas públicas”, disse.
O conselheiro Antônio Joaquim agradeceu a iniciativa do governador Pedro Taques e ressaltou a necessidade de fortalecer as políticas públicas com responsabilidade fiscal.
“O Estado tem avançado tanto na transparência como nos resultados das políticas públicas, sabemos disso porque estamos acompanhando e conversando sempre, no sentido de colaborar. O TCE saiu da sua zona de conforto de apenas fiscalizar os gastos públicos, o que estamos fazendo é contribuir para que as coisas aconteçam, a população tenha melhor qualidade de vida. Esse é o Tribunal de Contas do século 21”, concluiu o presidente.
Contendo sete volumes e sete anexos com documentos exigidos pelo Tribunal de Contas, o governador Pedro Taques apresentou cinco cópias das contas de Governo que segundo informou o relator das contas, José Carlos Novelli, deverão ser analisadas até o dia 03 de junho.
“É um balanço geral do Estado que o TCE já vem acompanhando simultaneamente e por isso temos conhecimento do seu conteúdo. Desde fevereiro do ano passado os auditores vêm analisando e, inclusive, emitimos alertas em relação a gasto com pessoal e o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal. Foi elaborado um Plano de Providencias pelo Controle Interno e o governo já foi corrigindo os índices e o TCE acompanhou de perto. Agora vamos nos debruçar sobre os números e os resultados das políticas públicas”, comentou o relator.
Pedro Taques reforçou ainda que o ato da entrega das contas de Governo está previsto na Constituição Federal. “É um ato legal e estamos cumprindo a lei, mas é um mecanismo de transparência também”.
O governador Pedro Taques disse ter confiança no Tribunal de Contas de Mato Grosso e na sua competência do dever constitucional de analisar as contas.
“Queremos ressaltar a importância dos Termos de Ajustamento de Gestão que foram firmados durante o exercício de 2015. Nestes documentos estão todos os indicadores do que nossa administração gastou com as políticas públicas. Aqui também consta 3 milhões e 300 mil pessoas que precisaram de serviços do governo”, finalizou o governador Pedro Taques. – (Com assessoria)
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Servidores acusam cúpula do Coren-MT de desvios milionários e “Fraude Eleitoral”
Funcionários do Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso (Coren-MT) protocolaram, de forma oficial e conjunta, denúncias formais na Polícia Federal (PF), na Controladoria-Geral da União (CGU) e no Ministério Público Federal (MPF). O grupo de servidores, que optou por agir de maneira unificada para resguardar a integridade institucional, apresentou um extenso dossiê que aponta graves irregularidades administrativas e financeiras no órgão. A iniciativa visa interromper práticas que, segundo os denunciantes, comprometem diretamente a lisura e o patrimônio da autarquia federal responsável pela fiscalização da categoria.
As graves acusações recaem sobre a atual diretoria do Coren-MT, alcançando figuras do alto escalão administrativo e político da entidade, como a presidente, o secretário, conselheiros, procuradores jurídicos e fiscais de contratos. Adicionalmente, as suspeitas estendem-se a técnicos da área de tecnologia da informação e ao próprio chefe de comunicação do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), sugerindo uma articulação de grande alcance. A menção a integrantes da esfera federal indica que a suposta rede de influências ultrapassa as fronteiras do estado de Mato Grosso, demandando rigorosa atenção dos órgãos de controle.
Os atos delituosos denunciados envolvem supostos desvios de recursos públicos, formação de quadrilha, graves irregularidades em contratos públicos de locação e indícios de manipulação digital das eleições internas da autarquia. A acusação formalizada desenha um cenário de uso indevido da máquina administrativa para o favorecimento pessoal e político de um grupo restrito, em detrimento do interesse dos profissionais de enfermagem. O conjunto de práticas descritas aponta para um suposto esquema estruturado com o propósito de desviar verbas das contribuições anuais pagas obrigatoriamente pelos trabalhadores da saúde.
A apresentação formal das representações ocorreu ao longo desta semana, um período considerado estratégico pelos denunciantes para evitar a ocultação de provas documentais e digitais essenciais. A escolha do momento para a entrega dos documentos reflete a urgência dos servidores em obter uma intervenção rápida das forças de segurança federais antes que novos atos administrativos suspeitos sejam consumados.

A tempestividade da ação busca garantir que os órgãos de controle tenham acesso imediato aos registros originais dos contratos vigentes e aos sistemas de votação sob suspeita.
A entrega das denúncias e o protocolo dos documentos ocorreram nas sedes das respectivas instituições de controle federal, localizadas na capital do Estado de Mato Grosso, Cuiabá. O ambiente geográfico da apuração concentra-se na própria sede administrativa do Coren-MT e nas imediações dos órgãos responsáveis por fiscalizar a aplicação dos recursos públicos federais na região centro-oeste. A centralização das denúncias no núcleo político e administrativo mato-grossense facilita a coleta de depoimentos e a realização de eventuais buscas periciais autorizadas pelo Poder Judiciário.
A motivação principal que impulsionou os servidores a formalizarem a denúncia baseia-se na defesa do patrimônio público, na exigência de transparência na gestão de recursos e na preservação da legitimidade democrática do conselho. Os funcionários relatam que o silêncio diante de indícios tão evidentes de má-fé tornaria a própria categoria cúmplice do desmantelamento ético da autarquia que os representa legalmente.
O desejo de restabelecer a moralidade administrativa e a confiança dos milhares de enfermeiros, técnicos e auxiliares inscritos no conselho foi o motor decisivo para a denúncia.
O suposto esquema operava por meio da celebração célere de contratos de locação imobiliária com dispensa de licitação e valores superfaturados, além da suposta adulteração de sistemas eletrônicos de votação durante os pleitos internos. De acordo com as investigações preliminares sugeridas pelos servidores, os gestores ignoravam os trâmites licitatórios normais sob falsos pretextos de urgência administrativa, consolidando negócios imobiliários desvantajosos para o erário público. Em paralelo, barreiras digitais teriam sido criadas para impedir que chapas de oposição ou profissionais específicos votassem de forma livre e segura.

Um dos pontos centrais da denúncia destaca a locação do imóvel onde funciona a sede do Coren-MT, no bairro Jardim Cuiabá, realizada sem licitação em menos de noventa dias após a posse da atual gestão. O valor do aluguel é significativamente superior ao da sede anterior, mesmo o conselho possuindo um imóvel próprio, totalmente desocupado, no bairro Goiabeiras.
O contrato de locação prevê a compra futura do prédio por R$ 6,6 milhões e estipula uma multa rescisória de R$ 660 mil caso o negócio não ocorra, gerando potenciais prejuízos.
Outro pilar de extrema gravidade relatado no documento diz respeito ao processo eleitoral de 2023, quando diversos profissionais de enfermagem relataram dificuldades técnicas intransponíveis para exercer o direito ao voto. Conforme os depoimentos anexados, os eleitores enfrentaram bloqueios sistemáticos de acesso ao sistema de votação eletrônica e falhas inexplicáveis na conclusão do voto pela internet. Os denunciantes apontam que essas instabilidades podem ter sido provocadas intencionalmente para direcionar o resultado do pleito, mantendo o grupo político atual no controle da autarquia.
Diante da robustez dos indícios apresentados, os órgãos federais de controle devem agora analisar o material para decidir sobre a instauração formal de inquéritos policiais e auditorias fiscais aprofundadas. A expectativa é de que os peritos da Polícia Federal e os auditores da Controladoria-Geral da União iniciem o cruzamento de dados financeiros e a auditoria nos códigos-fonte do sistema eleitoral.
O desfecho desta fiscalização determinará não apenas a responsabilização jurídica dos envolvidos, mas também os rumos da gestão da enfermagem em todo o estado.
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