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Maluf deve oficializar desistência de vaga no TCE/MT: Fraga ganha força para ser conselheiro

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Ex-presidente da Assembleia Legislativa, e hoje primeiro secretario, o deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB) está vendo o sonho de ganhar um cargo vitalício no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT) ir para o ralo. Se entrar na concorrência com Sebastião Rezende (PSC) e José Domingos Fraga (PSD) corre o risco de sofrer uma derrota maior do que a sofrida quando se aventurou a disputar a eleição para a Prefeitura de Cuiabá.

Maluf não admite a desistência do chamado “cargos dos deuses”. Entretanto, diante da falta de apoio dos parlamentares, seus próprios assessores em contato com o Blog do Valdemir confirmaram que a desistência deve ser anunciada já nos próximos dias.

Com a desistência de Maluf, o cargo de conselheiro do TCE deverá ser disputada entre Sebastião Rezende e José Domingos Fraga, isso se Rezende, que também não vem conseguindo engrossar seu aliados, não desistir da disputa.

Na Assembleia Legislativa, os deputados que apóiam o governo Pedro Taques (PSDB)  confirmam que a maioria vai apoiar Fraga, que já tem seis votos de sua bancada e um lobby do vice-governador Carlos Favaro que é líder estadual do partido junto ao aliados do Estado.

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A candidatura de Maluf para a vaga deixada pelo ex-deputado Humberto Bosaipo vem sofrendo muitas criticas dos parlamentares que alegam que o ex-presidente da Assembleia Legislativa teria deixado de honrar vários compromissos no período em que esteve na presidência do Legislativo

O cargo está vago desde a renúncia do então conselheiro Humberto Bosaipo, em dezembro de 2014.
Em 10 de dezembro de 2014, o Tribunal de Contas do Estado declarou a vaga aberta , nos termos do artigo 19, inciso I, da
Resolução Normativa nº 14/2007, Regimento Interno do Tribunal de Contas. O pedido de renúncia de Humberto Bosaipo do cargo de conselheiro consta no Processo nº 21270-9/2014.

Após a renúncia do ex-deputado estadual Humberto Bosaipo, em 2014, a vaga já foi ocupada, interinamente, pelos conselheiros substitutos: Luiz Henrique Lima, Jaqueline Maria Jacobsen, Luiz Carlos Pereira, e, por último, Moisés Maciel.

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Avanço silencioso e letal da “Meningite” em Mato Grosso

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O avanço expressivo dos diagnósticos de meningite em Mato Grosso acendeu um alerta epidemiológico e mobilizou as autoridades de Saúde Pública nas últimas semanas. O crescimento das notificações da enfermidade gerou uma forte onda de preocupação coletiva entre médicos, educadores e, sobretudo, pais e responsáveis. O temor justifica-se pelo caráter fulminante da patologia, cuja evolução rápida exige vigilância constante da sociedade civil para evitar o colapso no atendimento e a proliferação descontrolada de novos vetores infecciosos em ambiente escolar e comunitário.

A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) identificou formalmente a crise por meio de análises laboratoriais e monitoramento de rede assistencial. O órgão governamental constatou que o território mato-grossense enfrenta uma expansão geométrica no contágio da doença se comparado aos índices históricos do estado. A identificação desse cenário epidemiológico adverso permitiu a compilação de dados centralizados, os quais servem de embasamento técnico para que os gestores públicos estruturem campanhas de conscientização e distribuam insumos hospitalares de maneira estratégica.

Os municípios mato-grossenses concentram a totalidade das notificações registradas, evidenciando que o perigo epidemiológico ultrapassou os limites geográficos das grandes metrópoles. Cuiabá lidera o balanço estatístico estadual com 13 ocorrências consolidadas, seguida de perto por Rondonópolis e Várzea Grande, que somam 5 registros cada uma.

O mapeamento da interiorização da doença inclui ainda cidades de relevância econômica como Cáceres e Sorriso, com 4 casos computados em cada território, além do município de Sinop, que contabiliza 3 positivações.

O mais recente boletim oficial detalhado sobre a evolução da patologia foi publicado pelos canais de comunicação do Governo do Estado nesta última quinta-feira (29). A divulgação sistemática desses relatórios técnicos cumpre um papel fundamental na transparência da gestão pública e no direcionamento de ações profiláticas imediatas. A escolha dessa data específica para a atualização dos índices reflete o fechamento do ciclo epidemiológico semanal analisado pelas equipes de Vigilância Sanitária.

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A etiologia da Meningite baseia-se em uma severa inflamação das meninges, que constituem as membranas protetoras responsáveis pelo revestimento do cérebro e da medula espinhal do indivíduo. Esse processo inflamatório agudo destrói tecidos essenciais e bloqueia a circulação do líquido cefalorraquidiano, sendo desencadeado pela invasão de agentes patogênicos diversos, tais como bactérias, vírus ou fungos.

A gravidade da infecção reside justamente na agressividade desses microrganismos, que atacam o sistema nervoso central de forma devastadora.

O contágio ocorre principalmente por meio de vias respiratórias, através de gotículas de saliva expelidas por indivíduos infectados, ou pela exposição prolongada a ambientes fechados e sem a devida ventilação. Fatores sazonais e a aglomeração urbana potencializam a transmissibilidade do agente infeccioso entre a população de risco. Uma vez instalado o microrganismo no hospedeiro, o período de incubação biológica transcorre em um intervalo que varia de três a cinco dias até a manifestação inequívoca dos sinais clínicos.

O balanço estatístico atualizado aponta a ocorrência de 53 casos confirmados da doença e um total de oito mortes computadas em todo o território de Mato Grosso. Os novos exames laboratoriais processados revelaram um acréscimo de sete contaminações adicionais em relação ao monitoramento governamental imediatamente anterior, o qual estipulava 46 positivações.

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Embora o volume de infecções tenha apresentado essa oscilação ascendente e preocupante, o quantitativo absoluto de óbitos permaneceu estabilizado na marca de oito perdas humanas.

O principal fator de letalidade decorre da similaridade perigosa entre os sintomas iniciais da Meningite, caracterizados por vômitos, dores cefálicas e febre alta, e os indícios de uma intoxicação alimentar comum. Essa analogia clínica superficial induz familiares e profissionais de medicina a equívocos diagnósticos fatais, retardando a internação adequada.

Como a janela temporal entre a vida e a morte restringe-se a apenas uma hora após o início das crises graves, a ausência de antibioticoterapia imediata sela o prognóstico trágico dos pacientes.

As faixas etárias mais vulneráveis compreendem extremos geracionais distintos, concentrando-se em idosos situados entre 50 e 64 anos, grupo que lidera com dez casos confirmados. A fragilidade imunológica também atinge a infância, registrando nove casos em crianças de 5 a 9 anos e oito ocorrências em bebês com idade inferior a um ano.

O dado mais alarmante recai sobre o segmento infantil de 5 a 9 anos, que concentra três dos oito óbitos totais, demonstrando a agressividade da doença no organismo infantil.

A contenção definitiva do surto exige que a população procure assistência médica hospitalar imediata diante do surgimento de rigidez na nuca, sonolência excessiva ou manchas purpúreas cutâneas. Os profissionais da vigilância epidemiológica reforçam a necessidade de ampliação da cobertura vacinal e do isolamento preventivo de pacientes suspeitos nas unidades de pronto atendimento.

O combate eficaz à propagação da Meningite depende diretamente da rapidez na busca por socorro especializado e da correta higienização diária das mãos.

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