SERVIÇO DE UROLOGIA
Exames para diagnóstico do câncer de próstata esta sendo realizado pelo HMC
A maioria dos cânceres de próstata é diagnosticada no momento do rastreamento da doença com o antígeno prostático específico (PSA) no sangue ou durante o exame de toque retal. O câncer de próstata em estágio inicial geralmente não provoca sintomas, tornando mais difícil o diagnóstico, mas em estágio avançado o diagnóstico se torna mais fácil principalmente devido aos sintomas que o paciente apresenta.
Se houver suspeita de câncer com base nos resultados dos exames de detecção precoce ou sintomas, serão necessários outros exames para elucidação diagnóstica. O diagnóstico final do câncer de próstata só pode ser feito com uma biópsia da próstata.
Histórico clínico e exame físico
Em caso de suspeita de câncer de próstata, o médico realizará o exame físico, incluindo o exame de toque retal. O exame de toque retal se realiza para poder saber a consistência da próstata, o tamanho e se existem lesões palpáveis através do reto na glândula. O exame de toque também é utilizado junto com o PSA (antígeno prostático específico) quando se suspeita de câncer de próstata.

O médico também lhe fará perguntas sobre sintomas como problemas urinários ou sexuais, ou ainda dor óssea, o que poderia sugerir que o câncer se disseminou para os ossos.
Seu médico também pode examinar outras áreas do seu corpo e solicitar outros exames complementares.
A taxa de sobrevida é utilizada pelos médicos como uma forma padrão para discutir o prognóstico de um paciente.
A taxa de sobrevida em 5 anos se refere à porcentagem de pacientes que vivem pelo menos 5 anos após o diagnóstico da doença. A taxa de sobrevida não prevê quanto tempo cada pessoa viverá, mas permite entender a probabilidade de sucesso do tratamento.
As taxas de sobrevida são baseadas em resultados anteriores de um grande número de pessoas que tiveram a doença, mas não se pode prever o que vai acontecer no caso específico de um paciente. Essas estatísticas podem ser confusas e podem gerar dúvidas, portanto converse com seu médico, só ele tem amplo conhecimento de seu caso e poderá dizer como esses dados se aplicam ao seu caso em particular.
Especialidade de urologia é oferecida aos usuários
O Hospital Municipal de Cuiabá e Pronto-Socorro “Dr. Leony Palma de Carvalho” (HMC) oferece várias especialidades médicas aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), dentre elas o serviço de urologia via urgência e emergência e consulta ambulatorial. Esses importantes profissionais auxiliam os pacientes no diagnóstico precoce do Câncer de Próstata e de outras doenças relacionadas ao trato urinário e genital.

O exame de toque retal é o instrumento preconizado pelo Ministério da Saúde para o diagnóstico precoce do Câncer de Próstata, muito utilizado pela equipe da urologia do Hospital Municipal de Cuiabá, além dos exames complementares que também são realizados na unidade hospitalar. Neste ano, entre os meses de janeiro a outubro, o HMC realizou 188 exames de imagens (Próstata Transretal e Próstata via Abdominal) e 485 exames laboratoriais de dosagem de PSA.
Segundo o médico e diretor-técnico do HMC, Vinicius Gatto, o exame de toque retal é realizado para poder saber a consistência da próstata, o tamanho e se existem lesões palpáveis através do reto na glândula. Os exames de imagens são complementares e mostram possíveis alterações no tamanho da glândula e identificam alterações em sua estrutura. E a dosagem de PSA é um exame de sangue que avalia a quantidade do antígeno prostático específico (PSA), que trata-se de uma proteína produzida pelo tecido da próstata, mas também pelas células cancerosas.
“O exame toque retal e os outros exames complementares são importantíssimos para o rastreamento do câncer de próstata. Sabemos que o preconceito e o desconforto são as principais barreiras para a prevenção. O exame de toque retal é simples e dura poucos segundos. É importante a conscientização dos homens para a importância da realização do exame como forma de prevenção da doença. O ideal é que os exames preventivos e complementares sejam realizados regularmente por homens acima de 50 anos. Para quem possui histórico familiar da doença, é recomendado que realizem os exames a partir dos 40 anos”, explicou.
Paulo Rós, diretor-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), que gere o Hospital Municipal de Cuiabá e Pronto-Socorro, sob a administração do prefeito Emanuel Pinheiro, destacou a preocupação da gestão quanto à necessidade do diagnóstico precoce.
“O câncer de próstata é uma doença que tem grandes chances de cura se detectado no início. Entendendo essa importância, o prefeito Emanuel Pinheiro e a direção do HMC, ajudam no processo de diagnóstico precoce. O intuito é diagnosticar e agilizar o encaminhamento do paciente para o tratamento da doença nos hospitais referenciados pelo SUS”, explicou.
Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam que, no Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, e é mais frequente na terceira idade. Alguns dos fatores de risco para desenvolver a doença antes dos 60 anos, segundo o Inca, são ter pai ou irmão que tiveram Câncer de Próstata antes dessa idade, excesso de gordura corporal e exposição a substâncias tóxicas.
O médico Vinicius Gatto, alertou para o hábito de práticas saudáveis para redução do risco de câncer.
“Manter uma alimentação saudável e peso corporal adequado, praticar atividades físicas, não fumar, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e avaliação periódica com urologista influenciam muito para prevenção da doença”, revelou.
Outro alerta do médico é quanto à inexistência de sintomas na fase inicial da doença.
“Os sintomas geralmente aparecem quando já envolvem grande parte da próstata ou causa metástases. Nessa fase, os principais sintomas são alteração do jato de urina (jato fraco, sensação de não esvaziar completamente a bexiga, levantar muitas vezes a noite para urinar), sangue na urina e dor nas costas”, destacou o médico Vinicius Gatto.
Sobre o tratamento, o médico informou que o câncer de próstata é tratado de acordo com algumas características específicas do tumor. Dentre as opções para o tratamento da doença que ainda está restrita à próstata (sem metástases) existe a cirurgia, com retirada de toda a próstata; a radioterapia, que, pela radiação e sem a necessidade de cirurgia, destrói as células malignas com ou sem o uso de medicamentos para inibir o crescimento do tumor.

Novembro Azul
A campanha faz onze anos no Brasil. Foi criada em 2011 pelo Instituto Lado a Lado pela Vida para conscientizar os brasileiros sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de próstata.
O Câncer de Próstata é uma doença extremamente comum, que tem um percentual alto de chance de cura, mais de 90%, caso seja detectado no início. Por isso, é importante o homem se cuidar e buscar atendimento médico em qualquer época do ano, e não somente durante a campanha Novembro Azul.
Destaques
Mato Grosso intensifica preparação para possível El Niño em 2026
A possibilidade de formação de um episódio de forte intensidade do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026 mobiliza autoridades, centros meteorológicos e especialistas brasileiros e internacionais. O aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial pode modificar significativamente os padrões atmosféricos, alterando a distribuição de chuvas e temperaturas em diferentes regiões do planeta e ampliando os riscos de eventos climáticos extremos.
Diante desse cenário, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) promoverá, entre os dias 28 e 30 de julho, a Oficina de Enfrentamento para Emergência Climática por Seca e Estiagem em Mato Grosso e Efeito do El Niño 2026. O encontro ocorrerá no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá, reunindo representantes de instituições públicas e especialistas para discutir estratégias de preparação e resposta aos impactos climáticos.
O principal objetivo da iniciativa é fortalecer a capacidade do Sistema Único de Saúde (SUS) para enfrentar os efeitos provocados por secas prolongadas, estiagens severas, queimadas, incêndios florestais e ondas de calor. A programação foi estruturada para ampliar a integração entre os órgãos responsáveis pelo monitoramento, pela prevenção e pela assistência à população em situações de emergência.
Participarão da oficina representantes dos Escritórios Regionais de Saúde, das Secretarias Municipais de Saúde, do Ministério da Saúde, da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros Militar, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), do Ministério Público Estadual, do Comitê Estadual de Gestão do Fogo e de outras instituições parceiras. A diversidade dos participantes busca consolidar uma atuação articulada entre os diferentes níveis da administração pública.

A realização do evento ocorre em um contexto de crescente preocupação com os impactos das mudanças climáticas sobre Mato Grosso. Nos últimos anos, o Estado tem registrado aumento na frequência de estiagens prolongadas, incêndios florestais e períodos de calor intenso, fenômenos que afetam a saúde pública, comprometem os recursos hídricos e ampliam os desafios enfrentados pelos serviços essenciais.
Especialistas destacam que o El Niño é um fenômeno climático natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Essa alteração modifica os padrões de circulação atmosférica e influencia o regime de chuvas em diversas partes do mundo, podendo intensificar secas em algumas regiões e provocar precipitações excessivas em outras, além de favorecer enchentes e deslizamentos.
Durante os três dias de programação, gestores, pesquisadores e técnicos participarão de palestras, painéis e debates sobre vigilância em saúde, gestão de riscos e desastres, monitoramento ambiental, saúde do trabalhador, organização da rede de atenção à saúde, logística assistencial, resposta hospitalar e sistemas de alerta precoce. O intercâmbio de conhecimentos permitirá o aprimoramento das estratégias preventivas.
Além das atividades técnicas, os participantes desenvolverão propostas regionais e municipais voltadas ao enfrentamento das emergências climáticas. A expectativa é fortalecer a integração entre vigilância em saúde, assistência, meio ambiente, Defesa Civil e gestão pública, ampliando a eficiência das ações antes, durante e após possíveis eventos extremos.
Entre os resultados previstos estão a elaboração de planos municipais de ação alinhados ao Plano Estadual de Enfrentamento às Emergências Climáticas, bem como recomendações destinadas à atualização dos planejamentos já existentes. Essas medidas deverão contribuir para ampliar a capacidade de resposta dos municípios diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas.
Com a perspectiva de um possível El Niño em 2026, Mato Grosso reforça o planejamento preventivo e aposta na integração institucional para reduzir riscos e minimizar impactos sobre a população. A iniciativa da Secretaria de Estado de Saúde evidencia a importância da atuação coordenada entre órgãos públicos, comunidade científica e gestores municipais para fortalecer a resiliência do sistema de saúde e garantir respostas mais rápidas e eficientes às emergências climáticas.
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