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DADOS QUE IMPRECIONA

Desrespeito da população, marcha e contra-marcha dos políticos, resultado três policlínicas superlotadas

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Mais uma semana que continuará com marcha e contra-marcha, de reuniões e consultas ao meio médico, político e técnicos que levará em contas, implicações sociais e econômicas. O que temos: é uma juntada de feriados nas próximas semanas, dados que impressiona na Pandemia é a forma como espalha.

Assustam os números de infectados e óbitos em Mato Grosso. Senão vejamos e convenhamos: nos primeiros 15 dias de março a média de óbitos da Covid-19, de acordo com a Central Municipal de Serviços Funerários 390 enterros foram realizados, somente em Cuiabá. Nesse ritmo a capital pode fechar março com mais de 800 óbitos.

Números assustam

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) notificou, até a tarde deste domingo (21), 286.693 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, sendo registrados 6.813 óbitos em decorrência do Coronavírus no Estado.

Foram notificadas 628 novas confirmações de casos de Coronavírus no Estado. Dos 286.693 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, 14.757 estão em isolamento domiciliar e 263.014 estão recuperados.

Entre casos confirmados, suspeitos e descartados para a Covid-19, há 493 internações em UTIs públicas e 565 enfermarias públicas. Isto é, a taxa de ocupação está em 98,83% para UTIs adulto e em 68% para enfermarias adulto.

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Os números mostram que não tem sido uma boa tática duvidar da letalidade do Coronavírus.

Desrespeito da população

Ganhar proeminência, no debate atual sobre a Pandemia do Covid-19, criticando a estratégia do Isolamento Social, na ideia de que os impactos econômicos do isolamento são maiores do que os seus benefícios em termos de Saúde Pública, tá de brincadeira.

Argumenta-se que a eventual restrição de contato social deveria ser direcionada, aos grupos de risco desta Pandemia, qual seja pessoas com mais de 60 anos de idade ou que sejam portadores de doenças crônicas.

Os defensores do “retorno a normalidade”, argumentam que os óbitos causados pela Covid-19, como proporção do total da população são inferiores aquelas mortes derivadas de outras enfermidades ou processos sociais.

Não se esqueçam de que no ano, depois da quarentena onde os casos de infecção e mortes diminuíram, muitas pessoas ainda insistiam em relaxar com os cuidados em combate ao vírus e com isso, houve vários exemplos de aglomerações. Hoje o resultado é que Mato Grosso está vivendo um colapso na saúde, estamos convivendo com uma segunda onda de contágio.

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Consequências

A Prefeitura de Cuiabá confirmou neste domingo (21), que internações nas Policlínicas do Coxipo e do Pedra 90 foram suspensas. A suspensão atinge ainda as unidades de Pronto Atendimento dos bairros Morada do Ouro e Pascoal Ramos por terem atingido a sua capacidade máxima de lotação.

A medida foi tomada por conta da lotação máxima das unidades. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) ressalta fora o Verdão, todas as unidades estão priorizando o atendimento para casos de urgência e emergência.

Já que todas elas estão sendo feitos os testes rápidos para a Covid-19, através de pedido médico, bem como os exames de Raios-X, também através de pedido médico. Por enquanto, a única unidade que segue com atendimento é a Policlínica do Planalto.

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Destaques

Mato Grosso intensifica preparação para possível El Niño em 2026

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A possibilidade de formação de um episódio de forte intensidade do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026 mobiliza autoridades, centros meteorológicos e especialistas brasileiros e internacionais. O aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial pode modificar significativamente os padrões atmosféricos, alterando a distribuição de chuvas e temperaturas em diferentes regiões do planeta e ampliando os riscos de eventos climáticos extremos.

Diante desse cenário, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) promoverá, entre os dias 28 e 30 de julho, a Oficina de Enfrentamento para Emergência Climática por Seca e Estiagem em Mato Grosso e Efeito do El Niño 2026. O encontro ocorrerá no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá, reunindo representantes de instituições públicas e especialistas para discutir estratégias de preparação e resposta aos impactos climáticos.

O principal objetivo da iniciativa é fortalecer a capacidade do Sistema Único de Saúde (SUS) para enfrentar os efeitos provocados por secas prolongadas, estiagens severas, queimadas, incêndios florestais e ondas de calor. A programação foi estruturada para ampliar a integração entre os órgãos responsáveis pelo monitoramento, pela prevenção e pela assistência à população em situações de emergência.

Participarão da oficina representantes dos Escritórios Regionais de Saúde, das Secretarias Municipais de Saúde, do Ministério da Saúde, da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros Militar, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), do Ministério Público Estadual, do Comitê Estadual de Gestão do Fogo e de outras instituições parceiras. A diversidade dos participantes busca consolidar uma atuação articulada entre os diferentes níveis da administração pública.

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A realização do evento ocorre em um contexto de crescente preocupação com os impactos das mudanças climáticas sobre Mato Grosso. Nos últimos anos, o Estado tem registrado aumento na frequência de estiagens prolongadas, incêndios florestais e períodos de calor intenso, fenômenos que afetam a saúde pública, comprometem os recursos hídricos e ampliam os desafios enfrentados pelos serviços essenciais.

Especialistas destacam que o El Niño é um fenômeno climático natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Essa alteração modifica os padrões de circulação atmosférica e influencia o regime de chuvas em diversas partes do mundo, podendo intensificar secas em algumas regiões e provocar precipitações excessivas em outras, além de favorecer enchentes e deslizamentos.

Durante os três dias de programação, gestores, pesquisadores e técnicos participarão de palestras, painéis e debates sobre vigilância em saúde, gestão de riscos e desastres, monitoramento ambiental, saúde do trabalhador, organização da rede de atenção à saúde, logística assistencial, resposta hospitalar e sistemas de alerta precoce. O intercâmbio de conhecimentos permitirá o aprimoramento das estratégias preventivas.

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Além das atividades técnicas, os participantes desenvolverão propostas regionais e municipais voltadas ao enfrentamento das emergências climáticas. A expectativa é fortalecer a integração entre vigilância em saúde, assistência, meio ambiente, Defesa Civil e gestão pública, ampliando a eficiência das ações antes, durante e após possíveis eventos extremos.

Entre os resultados previstos estão a elaboração de planos municipais de ação alinhados ao Plano Estadual de Enfrentamento às Emergências Climáticas, bem como recomendações destinadas à atualização dos planejamentos já existentes. Essas medidas deverão contribuir para ampliar a capacidade de resposta dos municípios diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas.

Com a perspectiva de um possível El Niño em 2026, Mato Grosso reforça o planejamento preventivo e aposta na integração institucional para reduzir riscos e minimizar impactos sobre a população. A iniciativa da Secretaria de Estado de Saúde evidencia a importância da atuação coordenada entre órgãos públicos, comunidade científica e gestores municipais para fortalecer a resiliência do sistema de saúde e garantir respostas mais rápidas e eficientes às emergências climáticas.

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