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SÓ NOS BASTIDORES

Bastidores na política mato-grossense nas últimas horas têm: Bezerra, Emanuel pai e filho e lógico Mauro e Jayme

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A cada dois anos acontecem a dança das cadeiras, nas eleições e, quem é hoje adversário, já foi aliado há não muito tempo.

Toda coerência é, no mínimo, suspeita”.

A frase, do jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues (1912/1980), combina bem. Quem é hoje adversário já foi aliado há não muito tempo, em uma verdadeira “dança das cadeiras“. Com isso, sobram declarações contraditórias e são formadas alianças consideradas impensáveis no passado.

Vejamos e convenhamos: o que está acontecendo no município de Várzea Grande, em relação a pré-candidatura do deputado Federal Emanuel Pinheiro (PTB)? O Blog do Valdemir responde: é um simples “blefe”.

Entretanto, os Pinheiros até parece que não sabem a história de traição na política “aceita-se a traição, mas nunca o traidor” e, assim sendo o presidente do Diretório Regional do MDB, o cacique e deputado federal Carlos Gomes Bezerra, mandou mais um míssil rumo direto no Palácio Alencastro, (vichi, ultimamente só acertam o Alencastro, porque será?).

É uma loucura isso. Uma ganância. É um erro que ele está cometendo (emanuelzinho). Já disse para ele. Está botando uma pedra no caminho dele. Lá em Várzea Grande tem uma candidatura do MDB. É uma tradição do MDB”.

Carlos Bezerra esta se referindo a família Baracat, que apresentou no município o nome do empresário Kalil Baract como candidato da sigla na Cidade Industrial.

O projeto emedebista tem ganhado musculatura não apenas internamente, mas também conta com a simpatia da própria prefeita Democrata (DEM), Lucimar Sacre de Campos e do Senador Jayme Veríssimo de Campos (DEM), que o apontam como possível sucessor. E segundo o cacique Carlos Bezerra, Kalil esta sendo considerado como uma grande revelação do MDB de Mato Grosso.

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O líder emedebista foi além, disse que os membros da sigla estão altamente revoltados com a postura do Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, que insiste em incentivar a candidatura do filho em Várzea Grande.

Jayme Campos antes do início da solenidade no Palácio Paiaguas, no Auditório Garcia Neto, conversou com a nossa equipe de reportagem do Blog do Valdemir, sobre os bastidores da política nas suas últimas horas, e principalmente o relacionamento com o governador Democrata Mauro Mendes.

Você me conhece, se tivesse algo, não estaria aqui. Tá tudo bem. Você me conhece“, disse Jayme ao Blog do Valdemir.

Pois muito bem! Sabemos que não é a resposta. Mas deixamos o governador Mauro Mendes e vamos até “vajú”, sobre a movimentação do filho do prefeito Emanuel Pinheiro para ser candidato em sua cidade natal; não preocupa a candidatura de emanuelzinho. No DEM o trabalho é em grupo, não isolado. Na democracia o povo é quem decide.

Mas e o “Dom Pedro Fábio”

Bom…, o Fábio Paulino Garcia, presidente do Partido Democrata em Mato Grosso, partido que pensa em eleger três vereadores para Câmara Municipal de Cuiabá, partido que tem o Governador do Estado, um Senador da Republica respeitado no Congresso Nacional e também comanda a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), através do deputado José Eduardo Botelho,

Este partido, bem…, continua esperando, esperando o “Dom Pedro Fábio” que em 2017, sonhava pelo menos disputar o pleito eleitoral para Prefeito de Cuiabá.

Mas o seu padrinho político disse;

É muito fácil para quem está de fora, e eu estou de fora para cobrar essa situação. A decisão de ser candidato, para quem faz isso com seriedade, para quem não vive da política, que não tem na política uma profissão é uma decisão difícil“, disse o governador Mauro Mendes.

Solenidade

A cena que chamou a atenção da equipe do Blog do Valdemir, mas, não foi vista como um gesto de aproximação, foram as conversas reservadas entre Mauro e Jayme. Paralelamente a isso, também destacou a forma como o vice-governador Otaviano Olavo Pivetta, do Partido Democrático Trabalhista (PDT) se posicionou na mesa do local.

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O ato não passou em branco pelo Blog do Valdemir. Alguns reservadamente, disseram ter visto ali um gesto de aproximação. Estão vendo muito!

Mas, falando a verdade. Foi uma sintonia perfeita entre Jayme Campos e Mauro Mendes.

Nota da redação

A quarta-feira que começou com novas divergências, agora por conta da candidatura de emanuelzinho em Várzea Grande, então vamos terminar com ele, deputado federal Carlos Bezerra.

O deputado estadual Thiago Silva do MDB, seria o candidato da sigla para disputar a Prefeitura de Rondonópolis.

Até aí tudo bem! Porém, antes do início da solenidade o deputado federal Carlos Bezerra, em entrevista a imprensa que estava no local disse que o deputado Thiago, havia contraído a “Covid-19”, juntamente com a esposa, disse que o parlamentar chegou a ser internado e por motivo de Saúde não seria mais candidato.

Só que o cacique Carlos Bezerra não combinou com o parlamentar e, faltando poucos minutos para o encerramento quem chegou? Quem chegou? Ele, Thiago Silva, aparência de uma ótima Saúde e no final fez postagens na sua rede social, sobre o convênio de 5 mil pontes de concreto no Estado no valor de R$ 550 milhões de reais.

Eita meu Mato Grosso! Na frente da nossa equipe

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Destaques

Ação de R$ 182 Milhões contra ex-governador completa 7 anos no Judiciário de Mato Grosso

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Uma das principais denúncias de desvio de recursos públicos da história recente do Estado de Mato Grosso continua sem uma decisão de mérito definitiva. A Ação Civil Pública por improbidade administrativa, que tramita na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá, busca a devida reparação aos cofres públicos diante de indícios robustos de fraudes no pagamento de precatórios.

O processo em questão aponta como réus o ex-governador Blairo Borges Maggi, o empresário Valdir Piran e outras oito pessoas físicas e jurídicas. Entre os demais acusados estão ex-secretários de Estado, procuradores estaduais e a Construtora Andrade Gutierrez, todos apontados como partícipes de um arranjo financeiro ilícito de caráter estruturado.

A controvérsia judicial, que se arrasta desde o ano de 2019, completou sete anos de tramitação sem que um desfecho definitivo tenha sido alcançado na Justiça de Mato Grosso. Os reiterados recursos processuais apresentados pelas defesas dos réus retardaram o andamento célere dos autos ao longo de quase uma década de controvérsias.

As supostas irregularidades processuais ocorreram no âmbito da administração pública direta do Estado de Mato Grosso, sediada na capital, Cuiabá. O epicentro das transações financeiras sob suspeita deu-se no âmbito da Secretaria de Estado de Fazenda (SEFAZ/MT) e envolveu créditos originados de autarquias estaduais já extintas.

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De acordo com as investigações, o esquema criminoso operou-se mediante a triangulação fraudulenta de repasses financeiros bilionários à Empreiteira Andrade Gutierrez sob o pretexto de quitação de precatórios judiciais.

Posteriormente, parte expressiva desses recursos públicos federais e estaduais era direcionada ao empresário Valdir Piran para fins de compensação de créditos privados.

A motivação por trás da referida engenharia financeira ilícita residia na necessidade urgente de quitação de uma dívida de caráter estritamente político de R$ 40 milhões. O grupo governamental da época contraíra esse débito volumoso com a Factoring pertencente ao empresário Valdir Piran, conforme apontam as investigações ministeriais.

O objetivo principal da referida operação ilegal consistia na obtenção rápida de dinheiro em espécie para garantir e consolidar a sustentabilidade política do grupo governante no poder. O “retorno” financeiro ilegal extraído do pagamento dos precatórios judiciais viabilizava a manutenção de privilégios ilícitos e o suborno continuado de parlamentares estaduais da base governista.

O expressivo prejuízo financeiro causado ao erário público estadual totalizou o montante histórico de R$ 182,9 milhões. Além do desfalque material milionário, a lentidão no julgamento do processo penal e civil acarreta severo desgaste à imagem do Poder Judiciário e fomenta um nocivo sentimento de impunidade social.

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A denúncia apresentada à Justiça baseia-se em auditorias técnicas minuciosas realizadas pela Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso e pelo Tribunal de Contas do Estado. As conclusões probatórias foram reforçadas de forma substancial pelos detalhados depoimentos prestados pelo ex-governador Silval Barbosa em seu acordo homologado de colaboração premiada.

Em manifestações recentes anexadas aos autos judiciais, a defesa do ex-governador Blairo Maggi alegou veementemente a inocência de seu cliente e a total regularidade técnica dos pagamentos efetuados. De igual modo, os representantes legais de Valdir Piran e das demais empresas envolvidas asseveram a plena licitude das negociações financeiras entabuladas à época.

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