ORÇAMENTO COMPROMETIDO
Em Cuiabá o valor da cesta básica apresenta quarto aumento semanal
Cesta básica apresenta alta nos preços e preocupa consumidores. O brasileiro tem enfrentado sérios problemas quando se fala em manter o orçamento doméstico. Em um mês que se teve alta em diversos produtos alimentícios, também subiram os valores da gasolina, diesel, etanol e do gás de cozinha.
O aumento do preço dos alimentos já vinha subindo em decorrência do rompimento das cadeias produtivas ocorrido na pandemia da covid-19 e, especialmente, em função da crise climática e ambiental que tem dificultado a produção de alimentos devido às secas, enchentes, erosão e acidificação dos solos e das águas etc.
Desde que o Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) passou a divulgar semanalmente o valor da cesta básica na capital, esta foi a quarta semana consecutiva de alta. O aumento observado no período chegou a 3,5%, onde o valor passou de R$ 719,01 registrado na terceira semana de março para os atuais R$ 744,34 verificado na segunda semana de abril.

A variação semanal, levantada pelo IPF-MT, entre a primeira e segunda semana de abril foi positiva em 0,55%. Esta foi a segunda semana seguida que a batata foi destaque pelo aumento no preço, dessa vez de 3,87%. O mesmo produto, na semana passada, chegou a apresentar aumento no valor de 30,51%.
O arroz também apresentou alta no levantamento desta semana, o maior entre os 13 produtos analisados pelo IPF-MT, de 4,60%. 69% dos itens analisados apresentaram aumento nos preços, um a mais do que o analisado na semana anterior.
Já o produto que apresentou maior retração no preço foi a farinha de trigo, com recuo de 2,29% sobre a semana anterior. No acumulado das quatro últimas semanas, a variação está negativa em 0,84%. Segundo o IPF-MT, a queda pode estar relacionada a um estímulo para o consumo na região.
Para o superintendente da Fecomércio-MT, Igor Cunha, a alta da inflação e do valor dos combustíveis são os principais motivos do aumento dos preços dos produtos que compõem a cesta básica.
“Esses fatores refletem diretamente no consumo de alimentos da população cuiabana. Ainda assim, se compararmos o preço em outras capitais do país, Cuiabá tem um dos menores valores”, explicou Igor Cunha.
ECONOMIA
Mato Grosso ultrapassa R$ 40 bilhões em tributos
O mês de setembro começou evidenciando a relevância econômica de Mato Grosso e o peso da carga tributária incidente sobre a população. Prova disso é que, nesta quinta-feira (3), o estado já havia recolhido R$ 40 bilhões em tributos municipais, estaduais e federais. O montante, apesar de representar apenas 1,25% dos R$ 2,73 trilhões arrecadados no território nacional, revela o volume pago em impostos, taxas, contribuições e multas pagos aos cofres públicos.
O valor atual, divulgado pelo Impostômetro da Fecomércio-MT, é 3,44% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. A marca de R$ 40 bilhões foi atingida oito dias antes do observado em 2025. O montante também já se aproxima do total arrecadado em todo o ano passado, quando somou R$ 58,2 bilhões.
O crescimento, segundo o presidente da Federação, Sebastião Gonçalves (Tião da Zaeli), reflete a capacidade de geração de receitas do estado, oriunda principalmente da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
“Esse montante evidencia a elevada capacidade de geração de receitas tributárias do estado, acompanhando a dimensão de sua atividade econômica e o volume de operações realizadas em seu território, com a maior fatia da arrecadação representada pelo ICMS”, disse o presidente.
E completou ainda que:
“Essa arrecadação evidencia o peso da tributação sobre a circulação de bens e serviços, tornando o desempenho do comércio e das cadeias produtivas um componente relevante para a sustentação das receitas estaduais”.
Na esfera federal, as principais fontes de arrecadação são o Imposto de Renda e as contribuições previdenciárias. No âmbito municipal, o ISS e o IPTU lideram. Do total recolhido no país, o Imposto de Renda e a Previdência representam as maiores parcelas arrecadadas, com R$ 466 bilhões e R$ 512 bilhões, respectivamente.
A capital mato-grossense segue como a principal contribuinte do estado, com R$ 830 milhões arrecadados em tributos. Entre os demais municípios de destaque estão Rondonópolis, com R$ 224 milhões, Sinop, com R$ 167 milhões, Várzea Grande, com R$ 118 milhões, Sorriso, com R$ 91 milhões, e Lucas do Rio Verde, com R$ 88 milhões.
O Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) também destacou a influência econômica dos municípios considerados cidades-polo do estado. Segundo a análise, a geração de receitas tributárias ultrapassa a capital e acompanha a expansão de importantes polos econômicos do interior mato-grossense.
Ainda conforme análise do IPF-MT, a relação entre atividade econômica e arrecadação tributária amplia a geração de receitas públicas. No entanto, uma aplicação mais eficiente desses recursos pode contribuir para criar condições favoráveis à continuidade do desenvolvimento estadual.
O Sistema Comércio de Mato Grosso é integrado pela Fecomércio-MT, Sesc-MT e Senac-MT e é filiado à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), presidida por José Roberto Tadros.
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