JOGO DE XADREZ NA POLITICA

Bastidores do recuo de Fábio; Jayme fica liberado para apoiar reeleição de Emanuel e Emanuelzinho?

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As mexidas das peças no tabuleiro político nas convenções partidárias em Cuiabá teve importante movimentação nesta terça-feira: a desistência do suplente de Senador e presidente do Diretório Regional dos Democratas, Fábio Paulino Garcia, da disputa do cargo a Prefeito de Cuiabá nesta eleição que acontece no mês de novembro.

O cenário que acarretou a decisão, de articulações e posicionamentos partidários já foi publicado pelo Blog do Valdemir.

Já corria nos bastidores que Fábio Garcia poderia mesmo desistir de concorrer ao comando do Palácio Alencastro na eleição municipal deste ano, e os comentários eram de que ele (Fabio) estaria “sem forças” para disputar o pleito, devido a pressão familiar que vinha sofrendo desde inicio das discussões.

Alguns caciques diziam que caso Fabio Garcia recuase, a legenda já se prepara para colocar o Plano B em ação. Um possível apoio ao também pré-candidato, ex-prefeito de Cuiabá, Roberto França (Patriotas), que não estaria descartado.

E acabou acontecendo o Plano B dos Democratas.

Sabemos que a política, sobretudo a campanha política, é um jogo. A cidade é um tabuleiro e as peças são colocadas para a partida. Neste jogo dos Democratas faltaram algumas peças. E o núcleo político do Palácio Paiaguas, sabia disso. O DEM até tentou: avançou com diálogos com outros partidos, a inserção junto a cidade.

Mas, venhamos e convenhamos: basicamente faltaram algumas peças para compor o jogo da campanha eleitoral. E, mostrando que apreendeu a fazer política, o governador Mauro Mendes Ferreira, entendeu que somente alianças não resolve. Precisa de união.

E assim, prestes a encerrar o período das convenções e, ter acontecido a “união”, o núcleo do Palácio Paiaguas comunicou o governador do Partido Democrata (DEM), Mauro Mendes, e sugeriu o recuo de Fábio Garcia.

E com recuo, destrava a família Campos, deixando soltos os irmãos Campos para realizar o desejo em apoiar o atual Prefeito de Cuiabá, o emedebista Emanuel Pinheiro a reeleição.

Bom…, mas é aí, Emanuel Pinheiro vem para reeleição? Até ontem nada confirmado, mas dentro do Diretório Municipal do MDB era de muita confiança que o Prefeito de Cuiabá venha dizer “SIM”.

E segundo comentários nos corredores palacianos, Emanuel Pinheiro teria ido para a Capital Federal, Brasília, estancar sangue. Estancar sangue? Bom…, alguns já sabem o que significa isso.

Bom…, vamos lá, os irmãos Campos apoiam Emanuel Pinheiro (MDB) e Nilson Leitão (PSDB), e querem que Emanulzinho Pinheiro (PTB) desista da candidatura em Várzea Grande e apoie Kalil Baracat (MDB), Mauro Mendes apoia Roberto França (Patriota) e não apoia Nilson Leitão (PSDB) mas apoia Carlos Favaro (PSD).

Sabemos que é difícil defendermos toda a competência do nosso presidente Fábio Garcia, que sempre teve o meu total apoio no projeto para ser o candidato do partido. Mas acima de tudo, pensamos no bem maior que é Cuiabá, disse governador Mauro Mendes.

O governador deixou claro em suas palavras que o cenário atual é favorável ao ex-prefeito de Cuiabá e apresentador do Programa Resumo do Dia, Roberto França Auad, do Partido Patriota.

E, nesse momento político o cenário é muito favorável a Roberto França, que é um ótimo nome, pontuou Mendes.

Segundo o governador, o desejo é resgatar a Capital e voltar a crescer economicamente.

Com a experiência e a seriedade de Roberto França, vamos resgatar Cuiabá. Voltaremos a viver dias de grande crescimento e realização, principalmente no social, finalizou o governador Mauro Mendes.

Neste ambiente, percebemos que o bastidor está havendo divergências. Na reunião de segunda foi o ponto final.

O interessante foi a leitura do núcleo do Palácio Paiaguas que: Cuiabá, tem uma situação bastante particular no qual as candidaturas tem que ser aclamadas, lançadas por alguém, por grupos. E, Roberto França aceitou este desafio, para esse projeto.

Além de perceber que a expectativa da cidade é mudança.

Não vejo nenhum problema em sentar e conversar com França. No futuro, é possível construir um só nome? Não é possível, então vamos de dois, vamos de três com o compromisso de quem tiver o maior reconhecimento popular e comporá uma coalizão para governar. Disse um dos cacique do Partido Democrata para o Blog do Valdemir.

Aqui está mais um exemplo de que, quando há união e comprometimento, apoiando os bons projetos, as coisas acontecem. Isso para nós é uma confirmação de que não só escolhemos um gestor preparado, competente, experiente e que sabe fazer a coisa acontecer, mas também um gestor que fará uma campanha bonita e vitoriosa”. Disse ainda o cacique Democrata para nossa reportagem logo após a reunião que aconteceu no Hotel Fazenda Mato Grosso.

O povo está cansado de falsas promessas e conversa fiada”.

Foram as palavras do ex-prefeito de Cuiabá, e candidato do Partido Patriota e cabeça de chapa Roberto França que quer retornar ao Palácio Alencastro com o vereador do Partido Democrata (DEM), Marcelo Bussiki na chapa como seu vice nesta eleição de novembro.

Sem papas na língua, Roberto França defende uma campanha de propostas simples e que serão cumpridas. Ainda destaca que quer relembrar os eleitores mais jovens das ações, principalmente sociais, dos 8 anos de gestão no Executivo Municipal.

O apresentador do Programa Resumo do Dia também foi questionado sobre a rejeição registrada em pesquisa feita entre a população sobre os candidatos ao Palácio Alencastro.

Segundo Roberto França, esta encarando tudo com muita tranquilidade os números que estão sendo apresentados.

Que candidato que não tem rejeição? A minha é menor que a do atual prefeito. É natural que haja rejeição após 8 anos. Não dá terminar duas gestões agradando gregos e troianos”.

Nota da redação

O que foi isso é o que há de ser, e o que se fez, isso se tornará a fazer. De modo que nada há novo no pleito eleitoral de 2020 que, passou batido pelo Blog do Valdemir.

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Mato Grosso precisa de um estudo em relação a “transmissão do poder político”

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É incrível como o Estado de Mato Grosso, se renova de geração em geração. A existência, hoje dos mesmos sobrenomes mato-grossenses não só em cargos administrativos, mas também eletivos, sempre vivenciamos à transmissão hereditária das posições de “Poder”, tão chocantes ao senso comum democrático.

Entretanto esta “transmissão hereditária“, nunca o Estado de Mato Grosso vivenciou, mas, já dizia Nicolau Maquiavel “em política, os aliados de hoje, são os inimigos amanhã“.

E quando for afilhado político?

Voltamos a afirmar que política em família, existe, já existiu, mais o que vem acontecendo nunca este Blog presenciou.

Era uma vez

Era uma vez…, uma família de Cuiabá que tinha uma longa ligação com toda a família de Várzea Grande. Entre as duas famílias tradicionais, havia respeito e admiração entre os patriarcas (Júlio Domingos de Campos, seu “Fiote” e Emanuel Pinheiro da Silva Primo).

Este respeito se estendeu até o mês de junho. A terceira geração da política, que começou a trilhar os passos do avô e do pai, chegou, chegando, impondo, tirando o que foi construído por muitos anos: o respeito, confiança e grande amizade entre as famílias tradicionais de Cuiabá e Várzea Grande.

Sim, agora não se assustem, está engatinhando na política, primeiro mandato eletivo, já sonha em ser prefeito da segunda maior cidade do Estado de Mato Grosso? Emanuel Pinheiro Neto, com certeza tá de brincadeira. Ou será que o Emanuel Pinheiro pai, escalou o filho como candidato na Cidade Industrial, para mostrar que a família Pinheiro é uma das mais tradicionais dinastias do Estado de Mato Grosso, porque teve diversos nomes conhecidos na história da política mato-grossense?

Não vá com muito sede ao pote. Como diz o velho e conhecido ditado popular. E não se esqueça, que seu pai retornou de Brasília em 1988 e, desconhecido, utilizou o nome do seu avô e o mais importante com apoio de família Campos no qual obteve 1.048 votos.

Através dos Campos, foi indicado para ser líder do Prefeito de Cuiabá, Frederico Campos na Câmara Municipal da cidade, no qual conheceu a empresária, hoje primeira dama, Márcia Pinheiro no gabinete do prefeito Frederico Campos em uma reunião sobre transporte alternativo.

Agora fica uma pergunta: Emanuel Pinheiro pai tem intenção de pendurar a chuteira e investir na carreira política do filho?

Porque o que a família Pinheiro está dizendo para muitos é que: não estaremos juntos na próxima eleição.

Nota da redação

Em resumo: Emanuel Pinheiro e Emanuel Pinheiro Neto estão fazendo uma nova história na categoria “família prefeitáveis” de Mato Grosso.

Afilhados ou herdeiro, ao mergulharem as eleições nos seus determinantes sociais, trazem à tona as manifestações do “espírito familiar“, e não do “espírito público“. Invertendo o que está contido na visão institucionalizada da cidadania cívica, ao exibirem o eleito, impondo a escolher e, consequentemente, retirando do eleitor certos atributos invocadas pela “cartilha democrática“, com o modo de seleção do pessoal político (e eleição pelos “cidadãos” e o princípio de legitimidade “o povo” como fonte de poder).

Uma dica: o provérbio “o inimigo do meu inimigo é meu amigo“, sugere que duas partes podem ou devem trabalhar em conjunto contra um oponente em comum.

Concluímos que a política em Mato Grosso nos últimos 10 anos são feitas de inimigos. Não basta ser, é preciso ser o oposto ao outro. Neste momento a política necessita ter um adversário e fustiga-lo dia sim, outro também (Mauro Mendes e Emanuel Pinheiro).

É também como um político molde, uma identidade e reforça os laços com os seus seguidores. É uma política bélica, um eterno “mata-mata”, onde Mixto e Operário de Várzea Grande se digladiam pela eternidade. Mauro Mendes, Jayme Campos e Emanuel Pinheiro, todos querem um bom inimigo.

Qual será o fim?

Vamos aguardar.

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